Projetado com a esposa (Mas ela não se lembrou)

Saulo CalderonDiário Projetivo, Relatos, Relatos Saulo Calderon1 Comment

Projetado com a esposa (Mas ela não se lembrou)

Recife 01 de Maio de 2017 (Feriado)

Olá, amigo.
Eu acordei de manhã, por volta das 06:10 para ir ao banheiro e voltei a cama, e foi aí que aconteceu. Normalmente levantar e voltar sempre é uma excelente ideia para a projeção, pois pode quebrar o ciclo cerebral da inconsciência e com isso facilitar a projeção astral.
Essa experiência começou após eu passar um tempo inconsciente, depois fiquei semi-inconsciente e enfim consciente.
Experiências extracorpóreas acontecem muito assim, acordamos lá fora durante alguma reação inconsciente.
Eu estava meio que sonhando que havia emprestado meu carro a um rapaz e sua namorada. Só que o rapaz era um tipo de criminoso. Ele estava armado e me dava um dinheiro e 3 cheques, falando que era um presente.
Era um envelope. Eu estava com medo dele reagir e aceitei. Abri e vi 3 cheques de quinhentos reais e algumas notas de 50 reais. Agradeci enquanto pensava: Eu não vou querer isso, é fruto de roubo, quando eu sair vou jogar fora. Engraçado eu pensar isso estando ainda totalmente inconsciente.
Eles me deixaram num local e eu comecei a procurar um Ônibus para voltar para casa, pois eles haviam ficado com meu carro e preferi sair mesmo assim, o clima não estava legal com o cara armado.
Fui andando por algumas ruas apertadas quando senti minha consciência aumentar e questionei: Será que não estou fora do corpo e não estou percebendo?
Nessa hora pensei em voar  baixo e aconteceu. Minha consciência melhorou muito e fui ganhando aos poucos a consciência total da projeção astral.
Eu acho que essa experiência foi patrocinada por algum amigo espiritual e vou explicar já porque.
Continuei voando baixo e com alguma velocidade. Na descida de um local estranho (sempre que sinto o ambiente pesar no astral no que diz respeito à localização, é como se tivessem ladeiras grandes, talvez pela sensação de mudança de frequência, queda de energia, não sei.
Até que vi minha esposa e perguntei: Natália, o que faz aqui? Sabe que está fora do corpo?
Ela me olhou e foi despertando. Eu acho que algum amigo espiritual colocou ela no meu caminho. Eu olhei bem para ela antes, jogando até um pouco de energia para ver se não era algum espírito tentando me enganar. Acredite, isso acontece com muita frequência, pois eles sabem que conseguem facilmente manipular pessoas inconscientes fora do corpo com esse tipo de atuação: fingindo ser outra pessoa. Com o intuito de puxar energia.
Coloquei minha esposa nas minhas costas e falei: Vamos tentar voar, esse local aqui tá pesado, será um voo difícil, segura firme!
E comecei a voar com ela nas minhas costas por cima de uma ladeira bem grande. Senti que o caminho por aquela estrada poderia ser perigoso, ter alguns espíritos não camaradas. Como senti isso? Atributo espiritual meu, ou aviso de algum amigo invisível? Segundo indício.
Resolvi pegar altura e ir por cima da mata que estava ao lado, e fiz isso.
Subi numa altura de uns 200 metros. No meio da mata vi abismos se abrindo, como se tivesse tido uma grande erosão. Senti perda de altitude ao passar por cima de um desses abismos, cheguei a pensar que iria perder a experiência e ainda mais com a esposa, fiquei preocupado. Mas novamente senti o voo forte e bem controlado e para mim isso foi um outro indício de ajuda extrafísica.
Fomos voando e até que saímos em cima de um tipo de rio muito grande ou mar. Parecia mais mar, com prédios ENORMES e eu passei voando por cima deles de forma MUITO ALTA, deu um frio grande na barriga. Sentia que minha esposa se divertia, adorava o voo.
Nós havíamos voado por cima e estava no meio do mar, só que fiquei na dúvida, pois era uma água limpa, mas do outro lado também tinham construções, como se fosse um braço de mar.
Fiz a volta voando e fui beirando a orla. Até que resolvi voar por cima do mar para ir ao outro lado ver as construções.
No caminho vi um prédio totalmente dentro da água. Era um prédio grande e somente o topo, uns três andares ficavam para fora da área, como se aquele local tivesse sido inundado há pouco tempo. Questionei aquilo perguntando pra esposa: Natália, tá vendo aquilo?
Ela respondeu:
Estou sim, está totalmente dentro da água!
Eu falei:
Que esquisito, né?
Fui voando até uma ponta onde havia uma pista e um posto, parecia de gasolina. Pois é, questionei: Como assim posto de gasolina no astral?
Fui até ele e haviam espíritos lá, eu sabia que eram pois eles me viram. E pedi licença a Natália para perguntar a um deles, e fui lá:
Ei amigo, tudo bom?
Você sabe informar que dimensão é essa?
Ele falou:
Aqui é a primeira dimensão.
E eu questionei novamente:
– Como você consegue viver aqui, não tem ataques, é zona inferior!
Ele:
– Sim, nós já estamos acostumados, muitos ajudam aqui.
Falei assim para ele:
– Obrigado. Eu estou fora do corpo, vou aproveitar mais. Bom trabalho!
Ele me olhava com grande interesse, o tipo de olhar curioso de ver alguém com lucidez fora do corpo naquela cidade.
Continuei voando e levando a esposa.
Até que cheguei numa entrada estranha novamente, havia um tipo de barraca na estrada e tinham enfermeiros lá dentro. Pelo menos pareciam, pois estavam de branco.
Senti que era um posto de atendimento bem pequeno, de suporte para seres que moravam além daquela estrada, e era bem feio lá pra dentro.
Parei e pedi novamente licença para esposa para conversar com eles.
Vi três enfermeiros, duas mulheres e um rapaz, pelo menos é o que me lembro.
Uma delas, uma enfermeira jovem(todos eram jovens e bonitos, bem arrumados).
E abordei a enfermeira negra, muito linda ela, não tive nenhuma reação sexual, só achei o rosto dela perfeito, assim como ela era muito educada e equilibrada.
E perguntei novamente para confirmar o que já tinham me falado:
-Olá, que dimensão é essa?
Ela:
– Aqui é a primeira dimensão.
Eu: – Você está desencarnada, certo?
Ela sorriu com minha pergunta e respondeu: – Sim, somos aqui somos todos desencarnados.
Eu: – Estou fora do corpo. Você gosta de estar desencarnada?
Ela sorrindo novamente: – Sim, adoro.
Eu: – E encarnada?
Ela sorrindo novamente: – Não, não gosto de estar lá, a gente fica muito perdido.
Nessa hora percebi que o rapaz ao lado havia se interessado pela conversa, ele estava até então falando algo com minha esposa, não havia percebido o assunto deles.
Eu: Qual o nome desse lugar?
O rapaz entrou na conversa e falou: – A cidade se chama Sertanejo, não lembro bem agora isso, pois essa lembrança veio depois de eu ter voltado ao corpo.
Eu falei: – Quando encarnar, procura por Saulo Calderon, eu ensino projeção astral lá, mas, tenho muito que aprender, você vê que estou aqui agora mas até agora pouco eu estava inconsciente por aí.
Eles todos riram.
Pedi licença e fui até ao lado num tipo de banco e falei para Natália:
– Vamos voltar ao corpo, já estamos há muito tempo, vamos perder a lucidez se ficarmos mais, essa zona é muito densa.
Ela respondeu com muita euforia: -Não, vamos ficar mais, faz muito tempo que não saio do corpo, vamos ali voando!
Eu:  – Não, Natália, vamos voltar. É sério, pense no corpo vamos complicar a rememoração se perdermos a lucidez.
Ela: – Não, vamos ficar mais, por favor, por favor!
Eu: – Não, é hora de voltar. Eu simplesmente sabia disso. Experiência própria ou mentor avisando?

E em meio a essa conversa ficou tudo preto e senti que estava no corpo e em catalepsia projetiva.
Aproveitei que nessa posição dá pra conversar e comecei a falar com ela:
Natália, você tá aí?
Em catalepsia projetiva ficamos limitados na movimentação e na posição do corpo, por isso eu não a via pois estava de barriga pra cima e ela do lado na cama.
Ela respondeu:
Sim, estou.
Você se lembra? Perguntei.

Ela: Sim, me lembro de tudo!
Repassei todo o acontecimento com MUITO mais detalhe do que escrevi acima.
A sensação que tenho é que de alguma forma essa pré-rememoração é importante para conseguir fazer o “download” dos acontecimentos do astral para o cérebro do corpo físico. É como se a gente repassasse o vídeo dentro da aura do corpo para que fique mais fácil a rememoração. Às vezes isso acontece com vários onirismos e mais de uma vez, quando pensamos que já voltamos, porém ainda estamos fora do corpo ou semi-consciente voltando.

Até que forcei e abri os olhos no físico e senti um AFUNILAMENTO GIGATESCO.
Abri os olhos no físico xingando: Cérebro, seu FDP! Deixa minha experiências chegarem.
Já meio que sabendo disso, fiquei com o corpo físico parado, antes mesmo de chamar minha esposa do lado e perguntar algo. Até que as lembranças relatadas a cima vieram, algumas de vez outras em pedaços não consecutivos, como o nome da cidade que veio bem depois, como num estalo.
E então falei em voz alta:
Natália, acordou?
Ela respondeu: OI!
Você se lembra? Acabei de falar com você em catalepsia, diz que se lembra da projeção que tivemos.
Ela: – Não me lembro!
Eu: – Mas Natália!!!! Eu bem que insisti para você voltar ao corpo.
E contei TODA a experiência para ela.
Ela se lembrava de coisas soltas, meio sem sentido.
Amigo, eu sei que estávamos fora do corpo.
Eu vivo falando para ela sobre o treino e a lucidez aqui e agora.
A percepção, o questionamento constante, o cuidado com as emoções durante o dia e que isso tudo movimenta nossa capacidade tanto lá fora como aqui, de rememoração.
Enfim.
Essa foi uma experiência muito legal, mas pena ela não se lembrar.
Não é a primeira vez que fico sozinho na rememoração com ela e com outros amigos.
Acordar AQUI é o desafio.
As pessoas buscam experiências externas, lembranças “ao acaso”, experiências patrocinadas. Pouco buscam a abertura de lucidez aqui e agora. Andam mergulhadas nas dificuldades e no aquário da vida no corpo.

Eis porque muitas vezes só conseguimos sair do corpo com ajuda, pois não despertamos a consciência, a auto-observação, lucidez e percepção de onde estamos, o que fazemos ou sentimos.
Um abraço e nos vemos por aí, em alguma esquina astral.

PS: Falta corrigir.