FAQ 26 Video com atraso- Amy Winehouse, Curso especial para Centros Espíritas, Noronha e outros…
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Como vovô Waldo já dizia…
Olá, amigos. Sabadão e acordei inspirado! Há um tempo tava procurando uma música para levar de forma engraçada uma informação,
Vagando pelo céu
14 de dezembro de 1979, sexta-feira. Terceiro sono às 11 horas e 4 minutos da noite.
Temperatura ambiente, 26 graus. Umidade, 50%. Deitei-me do lado esquerdo, sem nenhuma coberta por cima. O ar condicionado indireto funcionava no escritório.
Minhas reminiscências começam quando me vi sozinho, infinitamente livre em pleno espaço. O meu processo interpretativo de raciocínio e inteligência mostrava-se agudo com enorme potencial autocrítico. Não percebia nenhuma incongruência, incoerência ou anacronismo nas circunstâncias.
Conhecia e sabia indiscutivelmente que estava projetado. Como chegara até ali? Que acontecera? Não sei dizer.
Olhei para o alto e vi a Lua, mais nítida e maior à frente, e deume a vontade de voar em sua direção. Comecei a cruzar o espaço rumo àquele astro com incrível velocidade.
Sentia que a Terra ficava pequenina atrás de mim. Via algumas estrelas. Olhei para trás e me senti tão só e insulado no espaço imenso que resolvi voltar imediatamente, desistindo do trajeto pré-selecionado, a idéia-alvo de atingir a Lua. Tinha a certeza de que, se quisesse, estaria lá
em pouco tempo.
Retornando em grande velocidade, fui rompendo algumas nuvens, igual a um avião que descesse procurando um campo de pouso improvisado. Sai em cima do topo de vários prédios e edifícios. Um
deles, mais baixo, tinha ameias. Desci mais e vi que era a torre mais alta de um castelo. Estava deserto lá em.cima, a noite apresentava-se profunda e tranqúila. Sobressaiam luzes esparsas de cidade. Não estava no Brasil. Dali passei em cima dos telhados de vários prédios e depois desci até uma das ruas. O lugar desusado para mim era agradável, parecendo presépio bem construído e limpo.
Havia calma na via pública em plena noite alta. Poucos carros circulavam pelo calçamento, em certos trechos empedrados. Em uma ou outra casa térrea havia luz. Perto de praça triangular se ajuntavam seis táxis estacionados. Não eram veículos brasileiros, parecendo modelos antigos,
diferentes. Próximo aos carros, uma casa noturna mantinha o luminoso aceso. Não o li. Ao deslizar pela rua, o espírito de uma senhora, junto com outra entidade de aparência
feminina, fez reparo à minha fisionomia extrafísica. Não saberia dizer que idioma falavam naquele lugar. Entendi os pensamentos das desencamadas. Examinei eu mesmo e vi que estava inteiro, bem conformado, trajando a blusa do pijama azul claro com três bolsos. Não achei nada
de especial. Talvez tenha sido o uso da gola cavada ou algum reflexo visível do cordão de prata. O que aconteceu depois, não me recordo. Sei que recebi sugestão de alguma origem imprecisa para voltar ao físico. O meu controle mental sofria forte abalo. Suponho que volitei rapidamente até
o apartamento, porém não tenho lembranças disso.
Minha memória recomeça quando me despertei. Estava do lado esquerdo, sentia-me enregelado e com
o nariz obstruído, numa condição de meia-sufocação. Mudei de posição, fui até o banheiro e voltei ao leito. Consultei o relógio, 11 minutos depois da meia-noite, e o termômetro, 26 graus, tudo isso seguindo os meus hábitos rotineiros das projeções. Deitei-me do lado direito para dormir de novo, envolvendo-me numa coberta branca. Ao encostar a cabeça no travesseiro, as reminiscências vieram-me fragmentariamente. Sem dúvida, a condição fria do fisico impôs o retorno, prejudicando-me o despertar e a rememoração. Isso é raro acontecer comigo. A projeção no espaço, a longa distância, contribuiu para enregelar o
corpo de carne e ossos? Acho que não. A temperatura máxima desta sexta-feira foi a maior da primavera, 39,5 graus centígrados. Este foi um caso típico de rememoração retardada, o que constitui exceção dentro dos processos mnemônicos comuns.
Assistência ideal
24 de julho de 1979, terça feira. Recolhi-me ao leito às 20h 05 min. Dai a momentos, José Grosso* começou a manipulação de energias, acoplado, vindo a semiconsciência até às 21 horas. Fiquei sozinho, no quarto com a porta cerrada, e o amparador exercitou a exteriorização de forças, sentando-se no leito várias vezes. A equipe estrafísica*2 atendeu alguém à frente e à direita do corpo físico deitado em decúbito dorsal*3.
24 de julho de 1979, terça feira. Recolhi-me ao leito às 20h 05 min. Dai a momentos, José Grosso* começou a manipulação de energias, acoplado, vindo a semiconsciência até às 21 horas. Fiquei sozinho, no quarto com a porta cerrada, e o amparador exercitou a exteriorização de forças, sentando-se no leito várias vezes. A equipe estrafísica*2 atendeu alguém à frente e à direita do corpo físico deitado em decúbito dorsal*3.
A minha consciência acordou fora do soma*4 numa rua não familiar em bairros de ruas regulares e algumas travessas íngremes na Zona Norte do Rio. Algo me dizia ser pouco mais da meia noite. Tive a nítida sensação de ter sido deixado na rua tranqüilamente. Transitando numa das avenidas comerciais por bom espaço de tempo, examinando as cenas de ruas, em particular os locais com luzes e pequenos ajuntamentos de pessoas, bares, entradas de clubes, casas noturnas e, seguindo entre pessoas, normalmente, não experimentei qualquer abordagem por parte dos transeuntes extrafísicos. Ao fim da rua principal, mais larga, na pequena praça de poucas árvores e bancos para sentar, encontrei uma consciex*5, com aparência de médico. Seu nome ressoou na minha mente livre, Calmene. Forte compleição atlética, alourado, aparentando uns 45 anos de idade, ali atendia consciexes carentes de assistência. Naquele trecho, a rua parecia mais iluminada do que as outras. Ao trocar mensagens mentais com ele, explicou-me rapidamente fazer trabalho de rotina assistindo às pessoas carentes. À noite a tarefa especializada torna-se intensa junto com a equipe, porque as consciexes, em especial os doentes, entram em contato direto com as conscin*6 que dormem. Cada servidor, naquela atividade, dispõe de área definida de atendimento. O movimento de veículos, exceto na rua principal, era reduzido. Nas travessas quase não passavam carros e na pracinha havia muitos veículos estacionados. O médico revelou-me os planos de ampliar a assistência com o emprego de outros companheiros principalmente à noite, em local próprio, em uma das travessas mal iluminadas e sem movimento, onde centralizará o atendimento. O serviço não parecia muito simples. A partir das seis da noite, quando começa o período diário de maiores angústias, buscam minorar as depressões, desesperos, tristeza, carências, dúvidas, mágoas, ressentimentos, a solidão maior e as relações desestruturadas dos habitantes da megacidade. A firmou-me que o aspecto menos agradável era o das criaturas que se recusavam ser assistidas, tanto conscins quanto consciexes, às vezes, nem desejavam ser abordadas, repelindo os assistentes extrafísicos. O trabalho assistencial, bem mais complexo do que parecia, funciona buscando entrosamento com os núcleos policiais, prontos socorros, hospitais, templos diversos, Exército da Salvação, Centro de Valorização da Vida, Associação dos Alcoólicos Anônimos e outras equipes de finalidades assistenciais.Deduz-se daí que a cidade toda deve ter serviço semelhante, bem como outras localidades, especialmente as grandes metrópoles. antes de se despedir, Calmene pareceu concentra-se e ofereceu-me pequeno recado como exercício de fixação mental, mais ou menos nos termos transcritos a seguir, visando a assistência ideal.
“Todo ato de assistência social, por menor que seja, significa fraternidade, revela-se produtivo e merece louvor. Melhor um tipo qualquer de assistência humana do que nenhum. Contudo, a assistência social ideal tem características universalistas próprias inconfundíveis. Não apresenta caráter oficial, sendo espontânea. Não cisa deduções de impostos, nem sindica a aplicação da doação. Não demostra rótulo profissional nem fim profissionalizante. Não alimenta segundas intenções proselitistas ou políticas. Não defende a imagem pessoal nem cultiva mitos. Não incentiva a segregação de espécie alguma. Não se restringe por preconceito nenhum. Não espera gratidão nem aspira entendimento público. Não divulga o ato assistencial, seja qual for a circunstância. É a doação da consciência, simples, pura, direta, sem mediação, exigências nem condições. E que todos podem praticar em silêncio. Na Terra, planeta com muitos países, criaturas, costumes, religiões e interesses, todos os habitantes são naturalmente irmãos. Feliz daquele que aprende o ângulo universal di maxifraternismo, ultrapassa as barreiras dos tabus e realiza a assistência universalista ainda na vida humana, pois recebe o benefício da libertação terrestre rumo a ascensões maiores”.
A mensagem poderia ser mais lógica? A explanação foi clara, categórica e isenta de ambigüidade. Expressei meus agradecimentos e dei um adeus ao médico atencioso, que saio na direção de uma das travessas. Percorri a rua principal, passando entre transeuntes parados e consciexes vadias, luzes e sombras, e retornei imediatamente ao corpo.
Ao despertar-me, à 1h 43 min da madrugada, o meu corpo estava na mesma posição anterior, decúbito dorsal, braços estendidos e mãos separadas sobre as pernas numa imobilidade sem problemas.
*Projeções da Consciência: “Diário de Experiências Fora do Corpo Físico”;


