Viagem num Hospital Extrafísico

Saulo CalderonRelatos, Relatos Wagner Borges14 Comments

Postado em: 10 Sep 2007
Sexta-feira, 03:30 da madrugada. Acabei de fazer um trabalho de
exteriorização energética. Por causa disso, o meu chacra frontal está
altamente energizado e pulsando bastante e os olhos estão cheios de energia
branquinha fluorescente. Pego o livro “Krishna e Uddhava”(1), coloco no som
um cd bem relaxante (2) e deito-me tranquilamente.
Leio um pouco e medito em cima dos ensinamentos atribuídos a Krishna e
selecionados pelo sábio Vyasa (um dos amparadores a quem muito agradeço pela
inspiração de escrever vários textos). Fico na posição de decúbito dorsal
escutando a música suave de olhos fechados. Suavemente vou relaxando e
entrando na hipnagogia (cochilo) (3).
Sinto-me leve e permaneço facilmente nesse estado alterado de consciência,
suspenso entre a vigília e o sono.
Não sinto mais o corpo físico e apenas mantenho o foco da atenção no centro
do meu chacra frontal branquinho.
Começo a desprender-me lentamente do corpo e a flutuar alguns centímetros
acima dele. Porém, subitamente o cd começou a pular no aparelho de som,
provavelmente por causa de alguma partícula de sujeira aderida nele.
Imediatamente fui tracionado para dentro do corpo com aquela característica
repercussão física de solavanco e sensação de queda abrupta. Abri os olhos e
rapidamente desliguei o aparelho de som e apaguei a luz do pequeno abajur ao
lado da cama.
Fiquei novamente na posição de decúbito dorsal, mas não consegui relaxar
como antes. Deitei-me para o lado direito.
Também não fiquei relaxado como antes. O corpo estava mais ativo – ondas
cerebrais beta (4) e não permitia mais aquela leveza anterior. Quando é
assim o melhor é não insistir e procurar cair no sono na posição mais
confortável para o corpo. No meu caso, a posição de bruços favorece o
aprofundamento do sono. Passei para ela e virei a cabeça para o lado direito
no travesseiro. Como estava um pouco frio e eu estava com o corpo coberto só
com um lençol, fiquei meio encolhido nessa posição e com um pé sobre o
outro. Em determinado instante, percebi uma presença extrafísica perto da
porta do quarto (eu estava deitado com a cabeça voltada para a direita, onde
está a parede ao lado da cama). Só percebia o vulto de um homem ali postado.
Caí no sono assim. Momentos depois, despertei abruptamente em meio a um
estado vibracional intenso (5). Ondas de energia percorriam o meu corpo de
cima abaixo em alta velocidade. Fiquei quieto e preparei-me para decolar
para fora do corpo. No entanto, como o pé direito estava cruzado sobre o pé
esquerdo e prendendo a circulação, isso causou um forte desconforto e
agitação no corpo. O coração acelerou e em segundos o estado vibracional
parou.
Descruzei os pés e continuei deitado de bruços, mas virei a cabeça para o
lado esquerdo do travesseiro. Fiz algumas respirações mais profundas e
procurei acalmar mentalmente o corpo. Na verdade, sua agitação estava me
incomodando.
Lembrei-me de um erro cometido e que era a verdadeira causa daquela
agitação: eu havia tomado uma xícara de café por volta das 02:00 da
madrugada para espantar o frio enquanto eu trabalhava em cima do material de
um livro.
A cafeína estava fazendo o seu efeito e deixando o corpo alerta demais para
uma soltura tranquila.
Daí, novamente percebi aquele vulto perto da porta. Eu o via mentalmente
pelo chacra coronário, pois naquela posição o alto da cabeça estava em linha
reta com a direção da porta. Ele aproximou-se e fez um gesto de saudação a
moda iogue. Então eu o vi claramente: era o sábio Vyasa.
Estava como de costume: turbante na cabeça, sem camisa e com uma fraldão
daqueles que vários iogues ainda usam no interior da Índia. Mentalmente ele
me disse:
“Há trabalho espiritual para fazer. Permaneça quieto e concentre mentalmente
o nome de Krishna no centro do seu ajna chacra (6). Relaxe repetindo o nome
do Senhor e pense no bem de todas as criaturas. Permeie a mente com energias
amarelas clarinhas e sinta-se alegre de cantar espiritualmente o nome
daquele que apazigua a angústia e ajuda os homens a cumprirem o seu dharma
(7). Ponha a consciência na senda da viagem espiritual com Krishna guiando
os seus pensamentos.”
Só de ver o meu amigo de tantas jornadas espirituais ali presente com a sua
serenidade e sabedoria encheu-me de grande alegria e rapidamente o corpo
relaxou. Concentrei o nome de Krishna no chacra da testa e procurei elevar
os pensamentos a favor de todos os seres. Lembrei-me particularmente de um
rapaz viciado em drogas pesadas e que ontem ligou-me desesperado por ajuda,
pois mais uma vez estava sendo assediado com ondas de suicídio em sua mente.
Pensei nele envolvido pelas energias amarelas e projetei o nome de Krishna
em sua intenção. Pedi por ele e pensei na humanidade tão sofredora e sem
consciência.
Lentamente fui caindo no sono enquanto repetia o nome de Krishna no frontal
(8): Krishna, Krishna, Krishna…
Algum tempo depois, despertei extrafisicamente num ambiente hospitalar.
Lentamente fui tomando consciência da condição projetiva e procurei observar
melhor o ambiente onde estava.
Era uma enorme saguão hospitalar cheio de médicos extrafísicos e diversas
enfermeiras em intenso movimento de atendimento. Parecia um enorme
pronto-socorro. Haviam muitos espíritos em condições lastimáveis deitados
nas várias macas e alguns no chão. A minha lucidez era tão clara e a minha
capacidade de observação tão ampliada naquele instante, que pude observar
com detalhes o piso do lugar e ver que era de ardósia acinzentada.
Ao mesmo tempo, sentia uma presença extrafísica invisível junto a mim, mas
não conseguia divisar quem era. No entanto, sentia as suas energias e uma
sensação de segurança íntima advinda de sua presença sutil.
Por intuição (numa condição projetiva lúcida o projetor sabe por intuição
segura, seja pela ação sutil do amparador extrafísico ou pela capacidade de
sua própria mente na condição de liberdade em relação a limitação cerebral,
o que se passa e o que deve fazer) eu sabia que aquele ambiente pertencia ao
duplo extrafísico do hospital da Escola Paulista de Medicina, que é perto do
meu apartamento e onde a minha namorada faz atualmente o quarto ano de
Medicina.
O ambiente era bastante agitado e embora tudo fosse muito limpo havia uma
certa névoa cinzenta no ar. Por experiências projetivas anteriores em
ambientes assim, eu sabia que tratava-se de local de recepção extrafísica às
pessoas que desencarnavam nos hospitais com o corpo espiritual (9) em
condições pesadas. Esses locais ficam acoplados no duplo extrafísico dos
hospitais terrestres e ali os médicos extrafísicos dissolvem as energias
remanescentes do cordão de prata e do duplo etérico (10) ainda aderidas ao
corpo extrafísico. Em seguida, eles transferem os desencarnados para os
ambientes apropriados no plano extrafísico correspondente as suas vibrações
(11).
Fiquei em silêncio observando os procedimentos daqueles amparadores que saem
de suas dimensões extrafísicas tranquilas para realizarem plantões
assistencias nos níveis mais densos. Aprendi em muitas experiências
anteriores que quando eles estão trabalhando em assistências pesadas não
gostam muito de ficar conversando com projetores. O motivo é que projetores
são naturalmente curiosos e ficam perguntando um monte de coisas. Porém, em
meio ao trabalho assistencial eles não tem muito tempo para papo e priorizam
absolutamente o atendimento ao paciente. É uma questão de responsabilidade:
alguém acabou de “descascar” do corpo físico e não está bem. Precisa de
ajuda precisa e rápida. É um momento crucial na vida daquela pessoa, o fim
de uma condição existencial e a passagem para outra condição de vida em
padrões vibracionais diferentes.
Ou seja, não é hora de ficar especulando sobre teorias, nomenclaturas,
classificação de veículos de manifestação da consciência ou mecanismos
projetivos diversos com projetores que estejam ali só passeando.
Quando o projetor está ali levado pelo amparador como doador de energias
para os enfermos extrafísicos, a condição é outra e normalmente o mesmo está
inconsciente devido a densidade das energias acopladas em seu corpo
espiritual para a doação.
Sabendo de tudo isso, não abordei ninguém ali e fiquei quieto observando o
que rolava no ambiente. Vi alguns dos médicos aplicando passes e colocando
os enfermos para dormir. Outros portavam nas mãos alguns pequenos aparelhos
extrafísicos que emitiam faíscas quando ligados. Esses artefatos energéticos
funcionam como rompedores dos filamentos remanescentes do cordão de prata
ainda presos na estrutura delicada do corpo sutil.
Algumas das enfermeiras portavam frascos contendo líquidos coloridos.
Dependendo do problema elas abriam um deles e davam para o enfermo cheirar.
Prestei atenção e consegui identificar dois odores: éter e sândalo.
Muitos dos espíritos doentes estavam apresentando a plasmagem igual a do
corpo abandonado. Alguns se apresentavam ensanguentados ou com marcas de
ferimentos diversos. Outros vomitavam uma gosma avermelhada que exalava um
cheiro horrível. Muitos se retorciam no chão gemendo de dor.
Aquilo lembrava mesmo um pronto-socorro. Os médicos e enfermeiras corriam
dando passes e massagens nos doentes. Observei-os melhor: suas roupas eram
branquinhas e fluorescentes. Eram todos muito sérios e bem profissionais na
ação. Não vi nenhum deles apresentar nenhuma reação emocional diante daquele
quadro de sofrimento. Naturalmente que foram bem treinados para aquela
tarefa. Entretanto, notava neles um imenso respeito por cada um daqueles
pacientes. Eles não ostentavam isso, mas na condição de lucidez em que eu
estava e com as percepções bastante aguçadas pude notar o amor e o respeito
que os impulsionava internamente naquela tarefa difícil de lidar com a dor
alheia.
A vontade que eu tinha era a de sair aplicando passes também, mas por
intuição eu sabia que não era para me enfiar no trabalho deles naquele
instante.
Continuei ali apenas observando. De vez em quando, alguns deles me olhavam
com simpatia enquanto atendiam um paciente.
A maioria dos enfermos dormiu e o ambiente foi acalmando gradativamente. Os
médicos começaram a conversar e as enfermeiras ajeitavam os pacientes
adormecidos nas macas e no chão. Uma atmosfera verde-clara fluorecente
apaziguadora encheu o ambiente. Era gostoso sentí-la por todo o corpo, como
se todos os poros inalassem aquela energia regeneradora.
Lembrei-me de olhar como é que eu estava plasmado. Nada muito elegante, é
claro. Estava exatamente como o corpo estava vestido na cama: pijama
completo – short e camisa azul-claros e descalço.
Repentinamente, uma luz começou a piscar no ambiente e vi o pessoal correr
para um parte daquele imenso saguão. Fui junto para observar o que rolava.
Os médicos e enfermeiras se posicionaram em forma de círculo e ficaram de
olhos fechados e bem concentrados. Eu sabia que eles estavam fazendo uma
prece e que alguém num estado muito ruim iria chegar ali em instantes.
No meio deles o chão começou a ficar esverdeado-fosforecente. Dali emergiu,
como se viesse de baixo, uma plataforma metálica com três espíritos
desacordados deitados nela. Eram homens e estavam ensanguentados e suas
roupas em frangalhos. Imediatamente os médicos começaram a atendê-los ali
mesmo naquela plataforma. Uma das enfermeiras correu e colocou vários
frascos dentro de um aparelho extrafísico pendurado numa das paredes. Ela
ligou o negócio e apertou algumas teclas digitais na tela. Ficou ali
esperando por cerca de um minuto. O negócio parecia um micro-ondas e sua
tela estava toda acesa. Ela abriu, pegou os frascos e levou-os até os
médicos. Eles escolheram três deles e verteram o seu conteúdo pelas bocas
dos caras adormecidos.
A seguir, eles se afastaram e ficaram olhando. A plataforma com os caras em
cima começou a brilhar e em instantes sumiu dentro de um aura esverdeada.
Por intuição eu sabia que ela havia transportado os caras para uma dimensão
extrafísica mais leve do que aquela onde estavamos. Aquela plataforma era
operada por amparadores que estavam na parte física do hospital, abaixo de
nós em nível mais denso, na própria crosta terrestre. Eles ajudavam o
pessoal a descascar para fora do corpo físico e os colocavam adormecidos
naquela plataforma de transporte dimensional. Ela os levava para cima, onde
estavamos. Ali era feita a triagem e a seguir o pessoal era despachado para
as dimensões extrafísicas correspondentes ao nível vibracional de seus
corpos extrafísicos (lembrando que o corpo sutil porta o padrão vibracional
de tudo aquilo que a pessoa pensou, sentiu e fez em vida. Logo, é a média de
suas energias que determinará o plano correspondente por sintonia em que ela
viverá no Astral).
Novamente o ambiente acalmou. Os médicos e enfermeiras conversavam e
pareciam aliviados. Alguns até mesmo riam. Não pareciam amparadores naquele
instante, pareciam mais é com um grupo de seres humanos batendo um papo
depois de uma jornada difícil.
Um dos médicos se aproximou e pediu-me para olhar na direção de um imenso
corredor escuro que ficava no fim do saguão.
Olhei e na mesma hora o meu parachacra frontal (12) começou a vibrar
intensamente. Senti novamente a presença sutil do amparador que me
acompanhava anônimamente.
O saguão onde eu estava era bem iluminado, mas o corredor que saia dele dava
para um ambiente obscuro. Por intuição eu sabia que aquela área fazia
contato vibracional com áreas do umbral (plano extrafísico denso). Calculei
que do local onde eu estava para lá haviam uns cinquenta metros
aproximadamente. Recebi um comando telepático do amparador invisível para
entrar no corredor e deslizei no ar até lá. Obedeci prontamente e entrei no
corredor. A medida que eu seguia em frente a luz foi diminuindo
gradativamente e uma espécie de vento começou a soprar contra a minha
posição. Passei a ter dificuldade de deslizar e comecei a andar mesmo.
Quanto mais eu me aprofundava no corredor, mais escuro ficava e mais aquele
vento oferecia resistência a minha passagem. Olhei para trás e vi o saguão
bem distante, como se a distância tivesse dobrado. Vi os médicos olhando-me
de lá. Olhei para a frente novamente e parecia que o fim do corredor estava
cada vez mais distante. Dentro de mim eu sentia que o ambiente era muito
deletéreo e que para ir até lá, só mesmo com a asistência de um amparador
bem competente. Foi então que eu percebi uma segunda presença
acompanhando-me invisivelmente também. Sabia por intuição que era uma
amparadora cheia de amor a alegria e que ela estava patrocinando a minha
incursão por ali. Percebia sua luz amarela-clara irradiando atrás de mim e
atrás dela a energia branca-fluorescente do amparador anterior. O ambiente
era obscuro, mas eu sentia uma energia poderosa ancorando a minha
concentração.
O corredor parecia não ter fim e em dado momento, além daquele vento contra,
pareceu-me que atravessava camadas de gosma energética, como se fossem
sucessivas membranas invisíveis pelo ar. Comecei a perceber gritos horríveis
e a sentir um cheiro nauseabundo de sangue.
Então, o corredor adentrou abruptamente num saguão acinzentado cheio de
espíritos sofredores gritando. Um segundo corredor abria-se desse saguão
para a escuridão à frente. Bem na frente dele, como se estivesse preso na
divisória vibracional do saguão com esse segundo corredor, estava um sujeito
magrinho gritando e me chamando, mas eu não ouvia o que ele dizia.
Aproximei-me dele e o reconheci na hora: era o “Q.”, um rapaz de rua que eu
conhecia e que descascara há uns vinte dias antes.
O caso desse rapaz é o seguinte: 30 anos, sem família, viciado em drogas
pesadas, alcoólatra, autor de pequenos furtos e que vivia nas ruas do bairro
onde moro aqui em São Paulo. Desde que mudei para cá que o conhecia. Ele
sempre me pedia dinheiro e eu ajudava e dizia-lhe: “só se for para você se
alimentar.” Daí, levava-o a padaria da esquina, onde eu almoço diariamente e
bato papo com os amigos do bairro e os balconistas e pagava-lhe um lanche.
Por vezes, pegava uma roupa usada em bom estado ou um tênis e dava para ele.
O pessoal da rua não gostava dele, pois constantemente ele bebia ou se
drogava e perturbava os moradores do bairro. Resumindo a história: o Q.
gostava muito de mim e sempre me chamava de “gordinho carioca”. Ele sempre
dizia que aqui no bairro só eu e o pastor da igreja evangélica da rua
(aliás, esse pastor é “gente boa” e meu amigo) é que o ajudavamos.
Há uns vinte dias atrás, saí para almoçar e vi o rapaz caído na rua bêbado.
Estava muito frio e até comentei com a minha namorada que estava junto
comigo: “o Q. ainda vai desencarnar uma hora dessas de tanto beber e ficar
passando frio na rua e eu é que vou ajudá-lo do lado de lá.”
Pois foi o que aconteceu naquela noite mesma: ele passou mal na rua e
algumas pessoas o levaram para o hospital público da Escola Paulista de
Medicina. Horas depois, eles descascou (segundo alguns conhecidos da rua,
por causa de cirrose aguda. Segundo outros, por causa de uma infecção
pulmonar).
E ali estava ele gritando: “gordinho, me tira daqui. Eles estão me batendo.
Me ajuda!” (13).
Atravessei o saguão contra aquele vento e dei-lhe as mãos. Puxei-o
fortemente e ele me abraçou gritando: “me tira daqui, me tira daqui,
gordinho”. Enchi o meu coração de amor e abracei-o irradiando energias do
meu peito. Ele cheirava mal e babava. Sua aparência era horrorosa. Ele
estava cheio de feridas plasmadas por todo o corpo e se debatia agarrado
comigo. Sua agitação me agredia vibratoriamente. Puxei-o dali e voltei-me
para o corredor na direção contrária, de volta pelo caminho de onde viera.
Levei-o em meus braços e cheguei rapidamente no saguão onde estavam os
médicos. Eles o pegaram e lhe deram um daqueles frascos para beber. Ele
acalmou-se, mas não adormeceu. Olhava para mim e dizia: “gordinho, os caras
lá de baixo me bateram muito. Lá é muito ruim. Eu não quero voltar para lá.
Não deixa eles virem me pegar de novo, tá?”
Estendi as mãos para ele e apliquei-lhe um passe tranquilo. Ele ficou
quieto. Daí, fui novamente pelo corredor e procurei olhar bem o ambiente.
Por sua extensão haviam alguns quartos cheios de espíritos arrebentados após
a morte. O cheiro de sangue era insuportável e a atmosfera de sofrimento
incomodava espiritualmente. Ali era a pior ala do hospital extrafísico, onde
ficavam os casos mais graves. E no fundo, a escuridão que adentrava no
umbral (14).
Pensei: toda essa dor por causa da ignorância, da arrogância e do vazio
consciencial de não aproveitar a vida para crescer e fazer algo bom. Tudo
isso é consequência post-morten de vidas desperdiçadas ou de ter acalentado
ódio dentro do coração. É nessas horas que agradeço a oportunidade do
esclarecimento espiritual e de poder tentar praticar algo bom na vida.
Voltei pelo corredor e fui para o saguão novamente. O Q. me viu e começou
com aquele papo novamente. Um dos médicos me disse: “pode ir, ele será
atendido e melhorará.”
No entanto, repentinamente a luz começou a piscar. Começou a correria e uma
outra plataforma surgiu com mais desencarnados. Emanei energias na intenção
de todos ali e ergui os pensamentos em agradecimento pela oportunidade, em
especial aquela presença feminina sutil que me acompanhara pelo corredor e
que até agora não sei quem é.
Senti um puxão na base da nuca (15) e em instantes caí vigorosamente dentro
do corpo. Abri os olhos e levantei-me imediatamente para registrar a
experiência. Escrevi rapidamente o relato e deitei-me novamente.
Quando comecei a cair no sono, vi a figura imponente do sábio Vyasa (16) com
as mãos postas saudando-me em frente a cama. Sua aura era
branca-fluorescente. Ele olhou-me profundamente e o seu olhar era só amor.
Era ele um dos acompanhantes invisíveis do hospital. Dentro de minha mente,
ele disse: “Durma e descanse, meu amigo. Ficarei aqui velando o seu sono.
Durma pensando nisso: o amor é o amparador de todos. Ele é o motivo de toda
assistência. Ele é a língua universal que só fala de coração a coração. Ele
á a luz e o sorriso que cura. É o esssencial! É tudo! É a vibração mais
linda que existe. É a inspiração dos mestres. É a alegria de Krishna.
OM KRISHNA DEVA OM.”
Dormi sorrindo e pensando em Krishna, o amigo dos homens.
Paz e luz.

14 Comments on “Viagem num Hospital Extrafísico”

  1. Muito bom o relato, me fez refletir bastante sobre um momento que estou passando em minha vida, obrigado wagner e obrigad saulo por ter sido as pontes para a espiritualidade em minha vida…

    Paz para todos…

  2. Magnifico, como eu queria ter essa consciencia, consciencia das atividades que realizo no Plano Extrafisico, as lembro como simples sonhos, a maioria em hospitais e lugares sendo destruidos com pessoas dentro. Obrigado Saulo pelo site e obrigado Wagner por compartilhar suas experiencias conosco.

  3. Relato impressionante muito obrigado por esse maravilho site, compartilhas conosco.

    Matheus Augusto , 17 anos.

  4. Olá saúdo, voce disse “selecionados pelo sábio Vyasa (um dos amparadores a quem muito agradeço pela inspiração de escrever vários textos)” as coisas que voce escreve aqui aconteceram com voce ou voce inventa quando esta com inspiração?

  5. Cada vez que leio, vejo ou ouso o Wagner, sinto uma vontade imensa dentro de mim e ser uma pessoa melhor. De amar mais o próximo e poder contribuir na evolução do nosso plano. Obrigado.

  6. SENTIR O MOMENTO, A CERTEZA DA IGNORÂNCIA, A FARSA QUE LEVA NOSSOS IRMÃOZINHO A ESSE SOFRIMENTO. DAÍ É DIFÍCIL NÃO DEIXAR CORRER AS LAGRIMAS, SOLIDARIZAR COM O WAGNER PELO DEVER MUITO BEM CUMPRIDO E EMANAR AMOR CONTRA O HORROR… SENTIR O CAMINHO E SEGUI-LO. OBRIGADO POR COMPARTILHAR!!

  7. olha eu queria saber se vc pode vir na minha casa em forma astral e me ajuda a sair do corpo mais rapido ou mais facil.pois nao consigo me projetar faço astecnicas mais nao consigo ai quero umas dicas ou se puderes emvia um guia espititual pra me ajudar agradeço muito eu quero muito me projetar conhecer meu avo que nunca conhesi e essa seria minha chance nao quero deixar isso passar se puderes me ajudar eu moro em rio grande do sul no birro bucols na rua acre 540 perto da henrique pancada ou seja perto do portico e mais facil saber tenho 16 anos meu nome completo e luanlenakucharski agradeço sua compreençao espero uma resposta no facebook luankucharskilenak e uma foto dos insaios da via-sacra eu tou de oculos do lado de jesus ou seja thiago almeida o que fez jesus abraços muita paz e luz espero uma resposta

  8. olha eu queria saber se vc pode vir na minha casa em forma astral e me ajuda a sair do corpo mais rapido ou mais facil.pois nao consigo me projetar faço astecnicas mais nao consigo ai quero umas dicas ou se puderes emvia um guia espititual pra me ajudar agradeço muito eu quero muito me projetar conhecer meu avo que nunca conhesi e essa seria minha chance nao quero deixar isso passar se puderes me ajudar eu moro em rio grande do sul no birro bucols na rua acre 540 perto da henrique pancada ou seja perto do portico e mais facil saber tenho 16 anos meu nome completo e luanlenakucharski agradeço sua compreençao espero uma resposta no facebook luankucharskilenak e uma foto dos insaios da via-sacra eu tou de oculos do lado de jesus ou seja thiago almeida o que fez jesus abraços muita paz e luz espero uma resposta

  9. Que experiência maravilhosa! lindo relato! que todos tenhamos a oportunidade de ajudar, aprender e evoluir!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *