Voando por sobre o profundo Umbral

Saulo CalderonDiário Projetivo, Relatos, Relatos Saulo Calderon26 Comments

 

Bom dia.
Essa noite, pra variar, me vi num local bem denso.
Eu fui deitar tranquilo e bem sintonizado.
Não me lembrei da saída, até por causa do acoplamento áurico da esposa e dois cachorrinhos deitados ao lado da cama.
Normalmente quando quero sair do corpo costumo dormir deitar sozinho no outro quarto, mas acabo ficando bastante com a esposa para dormir também, é difícil a compreensão plena da necessidade de deitarmos sós para a projeção astral para a esposa, apesar dela ter grande compreensão.

Eu estava num local quando chegou um amigo espiritual. Eu lembro dele como se fosse meu irmão Sandro, tal é a assimilação cerebral da proximidade daquele espírito comigo, mas eu sei que não era meu irmão e sim um amigo espiritual de longa data, o cérebro físico não consegue processar e traz a “perfeita” assimilação de que foi meu irmão.

Ele me falou que iríamos num local para observar situações pesadas existentes em algumas áreas da segunda dimensão astral.
Estávamos numa área e começamos a entrar num tipo de barranco grande, com lamas e plantas estranhas.
O amigo me falou que estávamos mudando de frequência, que eu iria assimilar isso na rememoração de formas estranhas posteriormente e foi justamente assim que vi: barro preto(pois grudava no pé), e plantas feias  e estranhas.
Ao passar por ali estávamos num tipo de topo e tinha mais ou menos uma visão do ambiente, apesar de MUITO ESCURO.
Não estava só de noite, eu nunca vi um local tão escuro, eu só conseguia enxergar ali devido estar com as energias bem desbloqueadas.
Era um ambiente escuro e com nuvens totalmente pretas, como se fosse baixas e não se via nada direito.
Ele me convidou a volitar e eu perguntei:
Como vamos voar nesse ambiente pesado? Vamos cair.
Vi um tipo de rio transbordando. Uma água fortíssima e muito suja circulava por todo lado, fazia um barulho forte e enfim pulei a montanha voando por cima desse local. Senti uma energia muito forte, um tipo de magnetismo querendo me puxar para aquele local, fiquei realmente com medo de cair naquele rio, pois sabia que perderia a experiência e ainda falei baixinho: Ainda bem que tenho corpo! Já pensou ficar preso nesse local e não ter como sair ou voltar? Tá doido!
Passamos por aquele rio e mais na frente pousamos num tipo de estrada de barro.
Ele apontou adiante e falou:
Tá vendo aquele barranco ali?
Era uma estrada totalmente destruída, com MUITO barro e parecia a entrada de um local terrível.
E continuou:
Milhares de espíritos são aprisionados ali, ficam presos nesse chão e são constantemente atacados e sugados por consciências aproveitadoras.
E eu perguntei:
Mas, por que ninguém vai ajuda-los?
Ele respondeu:
Não é o momento deles saírem, por mais que sejam ajudados eles vibram pensamentos pesados e magneticamente são puxados novamente para esse local.
Todos são ajudados, mas por vezes a experiência amarga é justamente aquilo que agiliza a compreensão.
E falei:
Não vamos para aquele lugar não,  né? Ali é muito pesado, dá pra sentir.
Ele: Não, vamos voltar daqui.
Nessa hora eu puxei o ar daquele ambiente e senti vontade de vomitar e uma falta de ar muito grande.
Ele disse:
Não se envolva com esse ambiente, ele é nocivo e uma consequência das vibrações de quem aqui vive.
Ele colocou a mão na minha cabeça e senti aliviar imediatamente.
E então abri os olhos no corpo logo após isso.

Por que ele me levou ali?
Não sei. Mas sei que teve mais coisas além disso. O que consegui trazer de rememoração eu escrevi.
Mas é impressionante as coisas que estão ao nosso redor.
Quisera eu saber desenhar para poder demonstrar o que vi naquele local.
É triste, mas é parte do que nós somos ainda.
Uma consequência da desarmonia e do que criamos ao redor de nós mesmos.
A verdade é que muitas pessoas já vivem em locais como esses, mesmo ainda estando dentro de seus corpos físicos e o desencarne só a “liberta” de vez para o local onde ela já vem vibrando durante toda sua vida. É a média de suas ações/pensamentos.

Valeu.