Barba azul, chefe do umbral! (2 de junho de 2011)

Saulo Calderon Diário Projetivo, Relatos, Relatos Saulo Calderon 1 Comment

Olá, amigos. Bom dia.

Ontem a noite até postei brincando no facebook que ia tentar uma técnica.
Deitei e me concentrei na projeção. Queria mesmo dar uma desconectada daqui, dar uma voada, uma andada, nem que seja uma rastejadinha pelo fofo umbral. Isso por mais que possa parecer denso, nos conecta com a espiritualidade, como se todo dia a gente assim como fazemos com o corpo, alimentamos a nossa fé e força na espiritualidade.

Pois consegui ter êxito na tentativa.

Não lembrei da saída dessa vez, mas lembrei-me da volta.

Eu apareci num tipo de favela pouco tempo depois, pelo menos abri a consciência por lá. Estava eu meio que junto de algumas outras pessoas que não sei quem eram. Sabia que tinha um trabalho a ser feito, alguém precisava de ajuda. Na entrada de uma rua, no local onde precisávamos ir, um dos integrantes daquela equipe falou: cuidado que tem um grupo por perto e eles vão nos abordar caso fiquemos muito denso. E pensei: Como não vou ficar denso? Foi pensar isso e vi alguns espíritos bem pesados e muito rápidos. Se movimentavam numa velocidade impressionante, em poucos segundos estavam ao lado do nosso grupo e fomos abordados de forma intensa. Um chefe deles ficou mais distante, e ouvi um dos caras que nos abordaram falar: Barba Azul não quer ninguém por aqui!
E o nosso amigo falou: Mas viemos somente para uma ajuda específica, não queremos mais nada do que ajudar aquela criatura, ela precisa de amparo.

Nessa hora eu olhei para o Barba Azul, e apontei para ele falando e brincando(achando que poderia quebrar aquele clima), pois estávamos a pouco de sermos atacados. E falei: Poxa, Barba Azul, sabe que não vamos atrapalhar vocês… E ele apontou para mim falando: você não! Aqui não quero essa conversa de amparo, nem pense em entrar! Falou isso de forma irônica e meio que dando as costas andando, como se não fôssemos nenhum problema para ele.

Quase que eu brincando chamava ele de Papai Smurf, mas a barba do papai smurf era branca, ele era azul(lembrei disso só no momento que já escrevia o relato).

Mas o fato foi que entramos de uma forma que não entendi, em pouco tempo vi um rapaz, parecia mais um menino.
Ele estava dentro de uma casa. Havia uma estante perto dele, uma estante bem velha. Ele segurava com as mãos para poder se apoiar ali. Tossia muito, tinha dificuldades para falar e respirar. Pediu ajuda falando que estava sem ar, que precisava respirar. Aquele rapaz me lembrou muito meu irmão André, era muito parecido, mas claro que não era, ele já havia desencarnado.

Coloquei a mão em sua cabeça enquanto senti que os amigos também ajudavam. Ele começou a tossir mais ainda quando fiz isso, e pensei: vixe, to piorando o coitado! Mas aí ele vomitou uns troços amarelados e foi melhorando. Até que ficou de joelhos no chão e desmaiou, ou adormeceu, enfim…

Um amigo nosso falou: vamos que seu Barba Azul está por perto muito incomodado com a gente, e falou rindo: deve estar VERMELHO de raiva.

Foi ele falar isso e eu abrir os olhos no corpo imediatamente.
Totalmente arrepiado.
Fiquei sentado lembrando um pouco da experiência. Tentei criar coragem para relatar, mas não tive essa força toda. O baiano deitou e foi dormir.

Amanheceu rápido e enfim escrevi o Relato.

Ora, amigos. Se forem passear por alguma favelinha fofa no umbral, cuidado com o Barba Azul, que ele pode pegar o menino que tem medo de careta (brincando).

O curioso é que a barba dele era tão preta que parecia azulada mesmo.
Mais engraçado era o poder e a pose que ele demonstrava ter, como se fosse um grande chefe por ali, a ponto de impor condições até para os mentores, pelo menos se achava no direito disso.

Boa sexta feira para todos nós.

Muita paz,

Saulo

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