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Adriano

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  1. Adriano

    Primeira Projeção Lúcido

    Sim, é comum. Mesmo ainda no corpo, entrando no estado hipnagógico, quando imagens oníricas começam a se formar, já me espantei com como as luzes e cores são muito vívidas, como a nitidez é extrema, sem comparação com a visão usual da vigília. Nesse caso de imagens hipnagógicas, só é difícil se manter acordado e observando atentamente por um período prolongado. A tendência é ou apagar de vez ou voltar a um estado de maior alerta em que essas imagens não se formam. Ou, na melhor das hipóteses, se pegar já com o corpo suficientemente adormecido e certa soltura do psicossoma, quando se projetar fica fácil. Fora do corpo, para mim a visão varia muito, podendo ir desde esse tipo de super HD com mais cores e brilho, uma vivacidade incrível, até projeções cegas. Não sei avaliar que variáveis levam a um tipo de experiência ou outro, mas acho razoável supor que depende tanto de fatores externos, a sutileza da dimensão em que você está projetado, quanto de internos, como quão lastreado de energias etéricas você está. Mas, como eu disse, já experienciei esse tipo de visão espetacular mesmo em onirismo.
  2. Adriano

    Por que você quer se projetar?

    As minhas primeiras projeções foram involuntárias. Naquela época, na verdade, até certo ponto o difícil para mim era não me projetar ou, pelo menos, ter experiências intensas com os sintomas pré-projetivos, principalmente a catalepsia acompanhada de muitas percepções extrafísicas. Era algo basicamente diário. Nessa época eu estava trabalhando ativamente em várias atividades num centro espírita e sentia um desenvolvimento parapsíquico mais acentuado. Sobretudo durante as atividades no centro, minha sinalética energética era muito clara, o que para mim era então uma novidade. Nunca fui médium ostensivo, mas sempre tive uma sensibilidade razoavelmente aflorada, e nesse período ela explodiu. Eu não fazia nenhum trabalho pessoal de desenvolvimento parapsíquico, não trabalhava conscientemente as energias, nada disso, até porque esse tipo de prática não costuma ser ensinada no meio espírita, que era o que eu conhecia até então. Não sei dizer até que ponto o mero envolvimento com as atividades de uma egrégora já propicia esse tipo de desenvolvimento, mesmo sem um esforço pessoal ativo; até que ponto os amparadores trabalhavam o meu energossoma sem que eu tivesse a menor noção disso. Como também não sei dizer qual é a relação entre essa sinalética parapsíquica se desenvolvendo e as projeções que eu tinha. Só posso dizer que foram eventos bem sincronizados, o que não creio que seja aleatório. Naquele momento da minha vida, penso que esse tipo de experiência paranormal, sobretudo as projeções, tenha sido importante para balancear os interesses espirituais que eu já tinha com os mundanos que, sobretudo na juventude, na transição para uma fase em que as cobranças sociais começam a se tornar mais fortes, são muito reforçados. Essas experiências serviam como um estímulo e um lembrete de que havia mais na vida do que a maioria vê, valoriza e busca. Outro benefício que as projeções trouxeram foi me tirar da "caixinha" do Espiritismo (que é uma tradição que valorizo muito, e com a qual aprendi bastante, mas que tem as suas limitações). Devido à escassez de conteúdo a respeito do tema nessa doutrina, tive de buscar informações de outras fontes, o que me levou a conhecer a Conscienciologia e, mais tarde, ter contato com material ocultista. Esse período de experiências projetivas frequentes e fáceis foi intenso, mas bem curto. De vez em quando ainda acontecia, mas eu estava focado em outros interesses e não me dedicava a isso. A vida seguiu, conheci outras tradições espirituais, sobretudo orientais, passei por muitas turbulências, altos e baixos -- enfim, a vida se desdobrando. Depois de alguns anos, num período um tanto "dark" da minha existência, no qual sentia dificuldade em me conectar com a espiritualidade, as projeções se mostraram uma abertura para essa reconexão, e desde então passei por uma transformação considerável de prioridades, estilo de vida, visão de mundo, etc. Pelas experiências que tive, sempre mantive algum interesse pelo tema e senti uma conexão com ele, e ele acabou sendo a porta que se abriu para um envolvimento mais engajado e maduro da minha parte com a espiritualidade. Uma porta que, claro, levou a um corredor com muitas outras portas para salas e ainda outros corredores. O meu entendimento é de que a projeção da consciência tinha um papel destacado a desempenhar na minha vida atual, era parte da minha programação existencial, não tanto como um fim em si mesmo, mas como uma forma de conexão com a realidade extrafísica e a espiritualidade. Para quem não tem mediunidade ostensiva e não está acostumado com um contato mais direto com o outro lado do véu de Ísis, experiências projetivas bem lúcidas e com boa rememoração são muito marcantes e têm um potencial transformador tremendo. Minha primeira projeção consciente, totalmente involuntária, contou até com uma comprovação, e não tenho dúvida de que foi patrocinada. Minha visão atual é de que, estando encarnado, meu foco deve ser o que se desenrola no plano físico. Só que, é claro, essa separação entre as diversas dimensões não é total, muito pelo contrário. Essa concepção está na base de toda espiritualidade. De modo que manter o foco na vida no físico não implica de forma nenhuma se desinteressar pelo que acontece "nos bastidores", e para mim a projeção é a forma mais acessível de estabelecer contato direto com a dimensão extrafísica. Esse, aliás, é justamente o argumento mais comum para estimular as pessoas a se projetarem: qualquer um pode fazê-lo, nenhum dom especial é necessário, e não há dependência de intermediários do plano físico, sejam médiuns, místicos, gurus, rishis, muito menos "doutores da lei". Eu não sou um projetor tarimbado, de forma nenhuma, nem me dedico constantemente à busca de projeções. Eventualmente tenho experiências mais ou menos (in)voluntárias, e às vezes surge um interesse específico, como, só para exemplificar, o anseio de entrar em contato com algum amparador para elucidar alguma questão, geralmente algo prático. Quando esse interesse surge, aplico as técnicas que funcionam (com eficácia limitada, claro) para mim. Noutras ocasiões simplesmente brota a vontade, muitas vezes como um verdadeiro chamado, e então faço o mesmo, uso as técnicas. A minha taxa de sucesso é outra questão. Eu ainda sou razoavelmente jovem (hehe), e nos últimos dois anos muita coisa no quesito espiritual tem acontecido e mudado na minha vida. Sinto que estou passando por uma fase intensiva de amadurecimento. Pode ser que no futuro meu enfoque mude e eu passe a me dedicar mais (ou menos) à projeção. Eu me identifico bastante com a mensagem que o Leadbeater (o usuário do fórum, não o ocultista clássico, hehe) postou aqui: https://www.viagemastral.com/forum/index.php?/topic/20672-foco-no-alvo-da-meditação/. Destaco o seguinte trecho: Para finalizar, quero falar sobre a minha visão a respeito da grande questão que são as motivações para a projeção. Fora motivos antiéticos, como espionagem (desde observar a vizinha nua até obter informações que tragam vantagem financeira, por exemplo) ou manipulação de outras consciências, acho que qualquer motivação é válida, até as que podemos considerar mais fúteis, como fazer "turismo astral". Digo isso porque acredito que, uma vez iniciado esse caminho projetivo, revelações serão feitas, percepções serão adquiridas, transformações ocorrerão que levarão o ser a buscas mais enriquecedoras. Pode parecer otimismo, mas acho que essa é uma tendência inevitável para os que já atingiram certa maturidade consciencial, que não precisa ser tão grande assim. Ou seja, isso inclui boa parte das "almas sebosas" encarnadas que ao menos chegam a se interessar pelo tema. Não acho que é proveitoso reforçar os aspectos de culpa e cobrança que já permeiam tanto a visão espiritual majoritária, e que parecem apontar que o único fim válido para a projeção é prestar amparo. Se e quando alguém tiver condições de participar desse tipo de atividade, a oportunidade vai surgir, assim como o gosto pela coisa. Essa questão da assistencialidade é complexa e pairam por aí muitos mitos e concepções errôneas, mas é outro assunto, então vou só repetir o que diz o Saulo Calderon: quer fazer assistência fora do corpo, comece a fazer no corpo. Acho que muita gente que gostaria de se projetar e não consegue nutre uma ideia de que, se se disponibilizar para tarefas de amparo, aí sim os mentores virão e as tirarão do corpo. Sinceramente, pela minha experiência pessoal e da observação de pessoas próximas, os mentores estão sempre interessados em propiciar essa experiência, porque, como eu disse, ela costuma ser muito enriquecedora para nós que estamos encapsulados aqui na matéria densa. Não sei quais os fatores que tornam o processo mais fácil e rápido para uns do que para outros, mas conquistar projetabilidade real de fato exige dedicação e comprometimento – como, aliás, tudo na vida. Já tentou tocar um instrumento musical, por exemplo? Alguns têm mais facilidade do que outros, mas para chegar à maestria, muito trabalho é necessário para qualquer um. Excelente essa citação do Wagner Borgers. Dá para usar na assinatura aqui no fórum.
  3. Adriano

    Sono leve

    Sim, isso acontece. Penso que quem tem algum histórico de dificuldade ou demora para pegar no sono acaba de certa forma traumatizado, em variados graus, e passa a buscar deliberadamente apagar o mais depressa possível, coisa com que quem dorme rápido não precisa se preocupar. Usar o tempo pré-sono na cama para fazer técnicas (não só para projeção) me ajudou inclusive a suprimir esse tipo de ansiedade que tende a surgir. Dormir é uma necessidade do corpo físico, disso não há dúvida, mas eu tenho a impressão de que também é importante para a consciência, se ela está num nível em que se atormenta com as peripécias da "mente de macaco", o que é de longe o mais comum neste mundo. Pode ser que o apagão completo da consciência, nesses casos, seja revitalizante para a consciência, como de forma geral o sono é para o corpo. Quando as pessoas dizem algo como "nada como uma boa noite de sono", não estão se referindo só ao descanso do físico, mas também da mente. Vendo por esse ângulo, acho possível que a conquista de uma mente mais estável torne essa necessidade do apagão menos relevante e, no limite, talvez obsoleta. Parece razoável supor que isso facilitaria a projeção consciente.
  4. Matou a pau. É muito bom encontrar uma análise racional, pautada pelo bom senso e bem informada sobre um tema que é um grande tabu nos meios espiritualistas em geral (haja vista os itens 3 e 4).
  5. O auge da prática da OLVE seria atingir o EV, que é uma ativação completa do campo energético, e normalmente é percebido como uma corrente elétrica indolor vibrando em todo o corpo. Não que uma sessão de OLVE que não resulte no EV seja inútil. Nesse tipo de trabalho, movimentam-se as energias livres, e elas vão promovendo uma limpeza do corpo energético, desbloqueios, desacúmulos, estimulação dos chacras, liberando mais energias presas, mesmo quando o EV não é atingido. O ideal é conseguir mover apenas as energias, sem nenhum esforço físico acompanhando. É uma questão de prática, de repetir e repetir o exercício se empenhando em não associar a movimentação energética com contrações musculares, ritmo da respiração, movimentos dos olhos, etc. Quanto à questão de "viajar na maionese", perder a concentração, isso é muito normal. No geral, nosso poder de concentração é muito baixo mesmo, mas pode ser ampliado com técnicas como as meditações com foco fechado e a própria OLVE. Porque a OLVE não deixa de ser uma meditação com foco no movimento das energias. Ler sobre meditação, sobre que postura adotar diante dessas distrações, pode ser útil se você não tiver experiência com esse tipo de prática. Sim, é normal. E um bom sinal, não? Porque se você sente o chacra pulsando, quer dizer que conseguiu trabalhá-lo no exercício. Com o tempo, com a insistência na prática dessas técnicas, essas percepções e sensações vão se alterando. Creio que é mais comum ter sensações fortes, que chegam a causar distrações, no início desse tipo de trabalho.
  6. Adriano

    Sono leve

    Meu sono é naturalmente leve e a minha tendência é adormecer lentamente. É muito raro eu me deitar e apagar, ou mesmo sentir um sono insuportável que me obrigue a ir para a cama. Na maioria das vezes em que vou dormir, é porque tomei uma decisão bem deliberada, normalmente por causa do horário. Enfim, tudo isso para mim é natural, não exige nenhuma técnica ou estratégia. Faz tempo que tenho a impressão de que esse meu padrão de sono facilita a projeção consciente. Nas ocasiões em que meu sono é amplificado por algum fator, como uma condição de saúde ou o uso de algum medicamento (alguns antialérgicos e relaxantes musculares têm esse efeito, por exemplo), parece-me que a minha projetabilidade fica bastante prejudicada. Quero esclarecer que, fora uma aparente maior facilidade para a projeção que traz, talvez por em tese favorecer a observação de entrada no estado hipnagógico, ou mesmo a ocorrência de catalepsias projetivas, o meu é um quadro bastante indesejável, pois beira a insônia. (Estou fazendo essa observação para que não pensem que é uma benção.) Enfim, tenho a impressão de que um sono leve e essa lentidão no processo de adormecer realmente podem facilitar a projeção, inclusive a rememoração. O motivo de eu postar isto aqui, além de relatar a minha experiência pessoal, é porque não me lembro de encontrar discussões a respeito aqui no fórum, quando acredito que é um fator que pode fazer bastante diferença, e um subtópico pelo qual me interesso.
  7. Adriano

    Nem td q reluz e ouro...

    Não existe nenhum problema com a prosperidade material, fora basicamente o fato de que tendemos a nos apegar em demasia a ela, não obstante ela ser inevitavelmente impermanente, passageira. Quer dizer, mais cedo ou mais tarde, estamos fadados a perdê-la. Afinal, todos vamos deixar esse corpo e, com ele, todas as conquistas materiais que tivermos amealhado. Se tivermos nos apegado a elas, essa perda será uma causa de sofrimento e, pior ainda, pode até vir a ser uma fonte de aprisionamento "pós-morte". Muitos espíritos, mesmo deixando o corpo, acabam ficando por aqui mesmo, no mundo físico, vagando como zumbis, por ainda estarem apegados ao que aqui deixaram. Pode ser qualquer coisa que é própria desta dimensão, especialmente as mais viciantes, como drogas, sexo, relacionamentos desequilibradamente passionais, status social, riqueza. Uma boa parte dos espíritos desencarnados que nos perturbam, os chamados assediadores, está nessa categoria. Não são indivíduos exatamente maldosos ou claramente mal intencionados; só estão perdidos, deludidos, mentalmente aprisionados a uma dimensão que não lhes cabe mais. Em contraste, desenvolvimento intelectual, amadurecimento emocional e moral, essas são algumas coisas que você leva consigo desta dimensão para a próxima, e traz de volta para cá quando reencarnar de novo. Sob essa perspectiva, investir nisso é garantir ganhos a longo prazo. Sem falar que esse tipo de conquista, quando você avança o suficiente para perceber, se torna muito mais relevante mesmo no presente, como uma fonte de paz e alegria que é independente das condições externas, que são tão mutáveis e sobre as quais temos controle tão limitado. Por outro lado, as conquistas materiais nunca saciam completamente; depois de cada uma, sempre passamos a mirar a próxima. Nós estamos momentaneamente encarnados nesse mundo material e seria imprudente negligenciá-lo. Para aproveitar a experiência de estar no corpo físico, convém ter boa saúde, certo nível de conforto, estabilidade e poder de compra, etc. É muito mais fácil avançar intelectualmente se você puder comprar livros, pagar cursos; emocionalmente se você puder arcar com o custo de terapias; ajudar os outros se você tiver recursos materiais para isso. Então um certo equilíbrio entre o material e o espiritual é medida de bom senso, sem perder de vista o que é passageiro e o que é duradouro, o que é meio e o que é fim em si mesmo. Os discursos religiosos mais divulgados muitas vezes criam uma falsa dicotomia entre o material e o espiritual, como se estivessem em oposição inconciliável. Ou, às vezes, o contrário, como se um fosse função do outro, como apregoa, por exemplo, a teologia da prosperidade, bastante popular entre os cristãos neopentecostais. São posicionamentos radicais. É mais recomendável um caminho pelo meio.
  8. Estamos em completo acordo até aqui. De maneira geral, emoções são perturbadoras, algumas potencialmente mais do que outras (como, dentro da linguagem budista, orgulho, inveja e ciúme, desejo e apego, obtusidade e preguiça, carência e insatisfação, raiva e medo). No caso de projeções conscientes, a perturbação provocada por emoções comumente considerada desejáveis, como a alegria eufórica, fica bastante evidente, pois elas puxam uma diminuição de lucidez e até o retorno ao corpo físico. Acredito que uma clareza mais elevada surja dentro de um quadro de equanimidade, seja no corpo ou fora dele. Esse é o ponto em que surge a divergência. Não que eu negue a existência de um risco em se propagar informação, e aliás não só informação de cunho espiritual. Sem falar nas ameaças às estruturas de poder estabelecidas que se beneficiam do status quo, um sistema vigente de visão de mundo e um modo de operação associado, existem também riscos para cada indivíduo que é exposto à informação. Mesmo em se tratando de espiritualidade, não existe nenhuma prática sem efeito colateral. Até a meditação, por exemplo, que hoje é regularmente apresentada como uma prática "clean", pode ter efeitos indesejáveis, desde o apego excessivo ao método, que nesse caso se transforma numa armadilha aprisionante, até ocorrências mais extraordinárias, como a que ocorreu com o Gopi Krishna, que despertou a kundalini involuntariamente e de forma avassaladora, com tremendas repercussões. Tudo que ele fazia era meditar com a concentração voltada para o chakra crononário; não adotava nenhuma prática direcionada ao despertar da kundalini. Só que mesmo no caso dele, muito traumático de início, o resultado foi positivo: uma elevação do nível de consciência. Tanto que ele dedicou boa parte do restante de sua vida aqui para propagar informações a respeito. E ele mesmo atribuía pelo menos uma boa fração das dificuldades que enfrentou à falta de informação. No caso dele, fica bem forte a impressão de que ele tinha de atravessar esse percurso conturbado justamente para, não só trazer esclarecimentos sobre a kundalini, mas para ilustrar os danos provocados pela restrição do conhecimento. Sumarizando, existem perigos tanto na divulgação quanto no ocultamento. Porém riscos fazem parte da jornada, inevitavelmente. Sem se expor ao conhecimento e à experiência, ninguém se desenvolve. E, na verdade, é impossível se manter em plena "segurança", em completo isolamento. A história do Siddhartha Gautama exemplifica de maneira interessante essa inevitabilidade, pois ele tinha sido criado sem exposição a qualquer forma de sofrimento, resultado de um enorme esforço por parte do seu pai, só para mais tarde se chocar profundamente com ocorrências tão naturais quanto o envelhecimento do corpo físico e a sua morte, quando finalmente foi exposto a elas. E foi isso que o levou à busca que resultou em se tornar o Shakyamuni Buddha. Pelo menos desde o século XIX tem havido um movimento mundial de abertura do conhecimento espiritual, como ocorreu com o advento do Espiritismo e da Teosofia, por exemplo. Ocultistas passaram a publicar livros revelando segredos antes reservados a poucos iniciados. Sujeitos como Paramahansa Yogananda e outros yogues passaram a divulgar amplamente práticas anteriormente consideradas "sagradas" e exclusivas para os mais "elevados". Tabus têm sido sistematicamente quebrados tanto por espiritualistas quanto pelos avanços científicos. Isso é fato histórico, é algo que tem acontecido e ponto. Tem efeitos colaterais, naturalmente, assim como a postura contrária tem. Esse movimento de abertura não implica necessariamente algum tipo de evolução coletiva. Seja como for, mais e mais gente ligada a estudos e práticas espirituais tem adotado uma postura de divulgação ampla. Pelo que o Saulo Calderon diz, o GVA mesmo se alinha com essa tendência. Pessoalmente, eu não sou de falar de espiritualidade com as pessoas aleatoriamente. Pouquíssimos daqueles com quem eu convivo tem ciência de que eu leio tais ou quais livros espiritualistas, de que medito, faço práticas energéticas, projeção astral, etc. Agora, dentro de um fórum como este, a minha postura é de compartilhar e discutir, naturalmente sempre tentando buscar equilíbrio, não perdendo o bom senso, etc., e inevitavelmente dentro das minhas limitações. De modo que a tal divergência não me parece ser em relação a como vemos a coisa, mas a como nos sentimentos e possivelmente nos comportamos diante dela.
  9. Como eu disse, é possível interpretar de várias maneiras diferentes. Exemplo alternativo de como se pode ver a mesma coisa: alguns acreditam que somos simples e ignorantes no início, e que pelas experiências vividas evoluímos num sentido de integração e sabedoria. Estar manifesto aqui ou acolá é simplesmente um estágio do desenvolvimento, como um curso adequado para as necessidades e capacidades de uma pessoa sob dadas circunstâncias. Você diz que um indivíduo é culpado por não ser mais evoluído. Alternativamente, é possível pensar que ele ainda está num estágio mais primário de desenvolvimento. Eu não diria que uma criança de 10 anos é culpada por estar ainda na quarta série em vez de, por exemplo, na oitava, ou mesmo uma de 11 ou 12, ou 9 ou 8 ou a idade que for. O que você vê como fruto de um erro, eu vejo como um processo natural. No fundo, é só uma questão de linguagem, mas a linguagem não só reflete um enquadramento de visão, como molda outros. Eu mencionei a tradição cristã porque ela é a predominante na nossa cultura. É claro que a narrativa de castigo e punição não vem do cristianismo especificamente. No Velho Testamento, cuja fonte é o Tanakh judaico, portanto muito anterior ao advento do cristianismo, a narrativa já segue essa linha. E hoje já se tem um entendimento considerável de como muitas das histórias da Tanakh e da cultura judaica em geral foram influenciadas pelas de outras civilizações mesopotâmicas, inclusive a suméria. Só para deixar claro, quando falo em tradição cristã, estou me referindo à maneira como as instituições que se autodenominam cristãs têm historicamente entendido os ensinamentos de Jesus e de outros "profetas" que reconhecem. É possível tomar os mesmos textos e fazer leituras diferentes, como a espírita, por exemplo, que é diferente da católica e da protestante em pontos essenciais, e mais ainda se você tomar a leitura de um professor espiritual ou autor de outra tradição. Sob uma perspectiva bem binária, alguém pode preferir uma população totalmente subjugada intelectualmente e conduzida à força a seguir determinados preceitos e agir de certa maneira, que foi essencialmente o que aconteceu na Idade Média na Europa, ou pode preferir que haja liberdade total, que seria o oposto disso, e possivelmente resultaria em caos. Eu não acredito em prescrições genéricas que possam servir para todo mundo. Cada um toma o seu caminho, e este provavelmente não vai ser totalmente preto nem branco; vai estar num tom de cinza mais ou menos claro, e isso ainda vai variar com o tempo. A meu ver, o curso evolutivo de um indivíduo é no sentido de ganhar autonomia, ao mesmo tempo em que se integra mais harmonicamente ao todo, sem contradição entre uma coisa e outra. Também não acredito nesse cenário de ninguém estar evoluindo. Acho totalmente implausível. Parece-me que nós somos basicamente máquinas de aprender com as experiências. Vamos sendo empurrados em algum sentido pelas próprias forças da existência, e aí vamos reagindo, registrando, nos adaptando. Avaliar o ritmo de evolução é outra questão. O ponto central é que nada no mundo manifesto fica parado. Eu estava falando de evolução individual mesmo. A coletividade é só uma coleção de indivíduos, afinal. Existe, claro, uma evolução sócio-cultural que vai moldando os indivíduos num dado tempo, numa dada localidade, e que não é senão a soma histórica de contribuições individuais. Em muitos aspectos, a humanidade vem há séculos numa onda de progresso em muitos frontes, sobretudo conhecimento natural e tecnologia. Pode estar em regressão em outros aspectos, como nas relações do homem com o meio ambiente. Nada garante que isso não possa ser revertido, por exemplo, por uma grande catástrofe global, como uma guerra termonuclear. Mas ainda que isso acontecesse, isso não implicaria no retrocesso de um espírito especificamente. Esta aqui é só uma morada na casa do Pai, e os moradores são só visitantes que vêm e vão. Enquanto serve para você, enquanto você se encaixa bem aqui, você fica aqui. Não tive essa impressão, não. Uma das coisas de que gosto neste fórum é que o pessoal não é dado a mimimi. Também não tenho nenhuma intenção de ser grosseiro.
  10. Existem diferentes maneiras de interpretar os fenômenos, cada uma delas com sua própria lógica e coerência. Na visão cristã tradicional, predominante na nossa cultura, os humanos são culpados já de cara, por conta de uma leitura bastante direta e simplista da alegoria do pecado original. Essa ótica negativa justifica e amplifica um sentimento de culpa profundo e quase permanente nas pessoas. Fica mais complicado ainda quando se considera que essas doutrinas não são nem reencarnacionistas, ou seja, segundo elas você nasce aqui já endividado, em condições pouco favoráveis, e ainda é esperado que você atinja os padrões de atitude de um santo, tudo isso numa só vida que, temporalmente, é um nada em comparação com qualquer escala evolutiva da natureza, seja geológica ou da evolução da própria vida, sem falar na escala cosmológica. Em suma, o homem é mau e se torna bom pelas purificações do sofrimento, que são punições por seus erros. Mesmo em tradições mais modernas e em algumas esotéricas ocidentais, esse negativismo e esse sentimento de culpa são imanentes, se não pela letra dos ensinamentos em si, pela maneira como eles geralmente são entendidos por seus adeptos. Na sua maior parte, isso é uma herança da visão tradicional que chegou a se incorporar à psique do sujeito num nível profundo, subconsciente. Eu, pessoalmente, não vejo punições na vida, só causas e consequências. Eu jamais diria que uma criança que pôs o dedo na tomada e levou um choque elétrico foi punida pelas leis do eletromagnetismo, muito menos por, digamos, Deus. Vejo na vida um processo de desenvolvimento que se baseia no aprendizado com a experiência. Além disso, tomar um dado acontecimento isolado como bom ou ruim é bem mais complicado do que parece à primeira vista, porque uma dificuldade, que alguns veriam como punição, mais tarde pode parecer ter sido apenas um desafio que impulsionou um crescimento significativo. Da mesma maneira como uma aparente bênção de um dado momento pode se revelar mais tarde uma maldição. A maneira como avaliamos as experiências é muito limitada, porque temos muito pouca visão do todo, e o próprio fator subjetivo por trás desse tipo de julgamento é mutável, está ele próprio em evolução. Essa é a minha maneira de ver, que para mim funciona bem. Respeito visões divergentes, mas acho que a exposição a diversos pontos de vista e o diálogo tendem a ser enriquecedores para todos. Não vejo controle, punição e culpa como demônios que atrasam a humanidade. Pelo contrário, acredito que tenham um papel importante a cumprir, mas que a fase em que eles são eficientes e desejáveis chega a um fim, a partir de quando a consciência pode se guiar mais pela razão, pelo senso de autodeterminação, pela percepção de que não é um sistema isolado que pode se dar bem à custa dos outros ou a despeito dos outros, e por sentimentos mais elevados, menos egóicos, que já floresceram.
  11. Sentir culpa é natural, mas o fato de algo ser natural não o torna desejável. É preciso tomar cuidado com a falácia naturalista, que justifica o natural como correto e aceitável. A saga evolutiva humana, em certo sentido, é justamente em sentido oposto, de se afastar do primitivismo animal. Você encontra de tudo no "mundo natural", incluindo comportamentos que são inaceitáveis entre humanos, como fêmeas que assassinam os parceiros após o acasalamento, machos que matam a prole se houver oportunidade, etc. Esses animais não apresentam um desvio de comportamento; pelo contrário, esse é o modo normal de operação da espécie deles. É perfeitamente possível ter um senso claro de responsabilidade desacompanhado de um sentimento negativo de culpa. Seres mais primitivos precisam de culpa para estabelecer uma conduta mais idônea, mas à medida que evoluímos passamos a agir mais e mais de forma ilibada espontaneamente, como reflexo de um estado de consciência mais elevado, e a pressão da culpa se torna desnecessária, assim como a pressão das regras de conduta religiosas e civis. Um psicopata é um portador de um transtorno mental, é uma exceção ao modo normal de comportamento humano. Mas um espírito ascensionado também não deixa de ser uma exceção, de ser, por assim dizer, pós-humano ou além-do-humano.
  12. É, tinha lido essa resposta e imediatamente pensado que podia ser uma das coisas em que você teria interesse nas proximidades da zona física. Obrigado pelo exemplo!
  13. Era exatamente isso o que pensava enquanto lia o seu post. Nunca fiz nenhum experimento preciso como os seus, mas minhas projeções na real-time zone sempre me deram a impressão de que a passagem do tempo seria a mesma que se estivesse no corpo. Seria bem estranho se não houvesse essa correspondência, aliás, porque você poderia se projetar, ficar observando os eventos do físico, e depois voltar ou no passado ou no futuro do que você já tinha observado. Não diria que completamente implausível, mas seria muito bizarro, no mínimo. Sei que é off topic, mas você poderia explicar por que esse interesse restrito? Imagino que você já tenha levantado essa hipótese, mas em princípio poderia ser uma retrocognição, não?
  14. O tempo percebido numa projeção não acompanha o tempo passado no físico. Acho que essa percepção é uma das mais universais entre projetores. Creio que, no geral, a um dado período fora do corpo corresponde um intervalo de tempo menor no plano físico. Mas percepção de tempo é algo bastante subjetivo mesmo, então não duvido que haja experiências em que o observado é o contrário. Eu diria que, de toda a fenomenologia associada à projeção, esse efeito é um dos menos surpreendentes, no sentido de que mesmo no plano material existe a relatividade de medições de tempo, que, na física, depende tanto de velocidade relativa quanto do campo gravitacional local. Agora imagine o que acontece quando estamos falando de dimensões ou planos de realidade diferentes.
  15. Aí você está projetando no mentor uma atitude julgamentosa de aprovação/desaprovação que, se ele tiver um nível de consciência suficientemente elevado, ele não apresenta. Um mentor realmente evoluído não vai criar expectativas de que você dê mais do que possui, por assim dizer. Ele entende o seu estado melhor do que você mesmo, a ponto de você se tornar, na verdade, bastante previsível aos olhos dele. É conforme aquela máxima, de cada um de acordo com sua capacidade. Simplesmente não é sábio esperar além disso. Também é perfeitamente possível reconhecer uma atitude não-elevada, entender suas consequências desfavoráveis, suas motivações baixas, quer dizer, ter uma postura crítica diante dela, sem que a isso se agregue uma reação emocional negativa. Uma criança fez cocô nas calças. Bem, é desagradável, indesejável, mas você entende que crianças novas fazem isso, e que crianças diferentes vão superar essa questão em tempos diferentes, e você pode, inclusive, adotar uma postura ativa e tomar medidas educativas para ajudá-la, tudo isso sem que haja um "aceno negativo de cabeça" que denota desapontamento ou condenação.