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Adriano

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Everything posted by Adriano

  1. Nós estamos inseridos numa cultura que foca muito essa questão de mentores ou amparadores, o que tende a criar uma mentalidade de dependência. Eu, pessoalmente, vejo isso de maneira mais relativa. Se você é uma pessoa com mais conhecimento do que eu, mais maturidade espiritual, mais proficiência técnica, etc., e está disposto a me ajudar, para mim você é um amparador. Pode ser coisa de cinco minutos, pode ser uma relação que se estende por muitas vidas. Espíritos realmente evoluídos (em comparação com a média da Terra, claro, porque não posso falar de nada muito além disso), não estão interessados em reconhecimento, em retribuição, em devoção. De novo, como diz o Saulo Calderon, com seu jeito bem irreverente: "era um mentor, quer dizer, era só um amigo, mas enfim, era um mentor, mas era um amigo". Se você tiver contato com o Zen, por exemplo, não vai ouvir essa terminologia. O foco provavelmente estará na sua própria natureza primordial, na sua essência búdica, perfeita, em realizá-la. Se for alguém do Budismo Tibetano, por outro lado, pode ouvir falar de divindades como Cherenzig ou Amitaba, mas a visão padrão, pelo menos entre os mestres ocidentais, não é dessas entidades como pessoais, separáveis, como se fossem indivíduos da forma como você ou eu somos. De novo falando de mim, não foco muito num indivíduo, o "meu mentor", ou Jesus, ou quem quer que seja. Se quiser ajudar e tiver nível para isso, "estou aceitando". (Não quer dizer que eu não tenha as minhas preferências e afinidades, mas novamente aí entra a questão da abertura.) Não duvido que tenha consciências por aí se passando por mestres e tirando proveito próprio dos seus devotos. Na verdade, você vê isso acontecendo até no plano material, então por que não no astral? Por essas e por outras que acredito que o mais recomendável é manter o senso crítico, se basear sempre no próprio entendimento, mesmo que limitado, e nas suas próprias experiências. Isso dito, não acredito em nenhuma teoria conspiratório de que todos os ditos mentores ou mestres estão nessa posição. Tem gente muito boa, sabia e altruísta por aí, e você nem precisa sair lúcido no astral para verificar isso.
  2. A mim parece evidente que existem seres cuidando de nós. É a coisa mais natural do mundo. Eu mesmo procuro cuidar daqueles que estão ao meu redor, principalmente meus amigos, e é claro que acontece mais com aqueles que operam, por assim dizer, num nível de consciência mais baixo que o meu, ou que passam por momentos especialmente difíceis. Isso simplesmente segue a lógica de que, grosso modo, é mais fácil o mais "forte" cuidar do mais "fraco" do que o contrário. E veja que, como diz o Saulo Calderon, sou uma "alma sebosa". Existe uma infinidade de consciências muito, muito mais elevadas do que eu, felizmente. Da mesma maneira, então, recebo cuidados, tanto de consciências intrafísicas quanto de extrafísicas. Não acredito nisso porque li em algum livro: é a minha experiência pessoal e, em certos pontos, é mais real do que a experiência de vida comum. Em outras palavras, para mim não é crença, é realidade. É uma vivência intransferível, e o máximo que alguém que ainda não teve a experiência por si só pode fazer (e que vai além de mera fé) é seguir aquela ideia do Kardec de universalidade dos ensinamentos e relatos. Essa é uma ideia bastante científica, no fundo. Veja, você nunca reproduziu pessoalmente a maioria dos experimentos que sustentam as teorias científicas dominantes. Por que dá crédito a elas? Pelo próprio método, que envolve pessoas diferentes, em grupos diferentes, muitas vezes com interesses diferentes, chegando aos mesmos resultados. Alguns experimentos básicos, inclusive, você deve ter reproduzido em aulas de ciências, dependendo do seu caminho educacional. Se essa abordagem não garante algo como desvendar a verdade última (e a ciência mesma é mutável, está sempre em evolução), no mínimo garante um ótimo controle de qualidade e confere uma credibilidade bem robusta. Falando especificamente de projeção astral, por exemplo, fora alguns detalhes e situações raras, o grosso dos relatos é essencialmente o mesmo. Eu estenderia isso para todo tipo de experiência mística ou parapsíquica. Mas, claro, depende muito se você prefere olhar para as divergências ou para as convergências, e os dois focos têm a sua importância, geralmente em momentos existenciais diferentes. Já tive a felicidade de ter contato com seres tão elevados que não consegui fazer nada além de me prostrar internamente em devoção e gratidão, imundado pela energia deles de uma maneira que, na minha percepção obviamente limitada, tudo no universo e na vida parecia fazer perfeito sentido, e todas as mazelas não pareciam passar de besteiras criadas por nós mesmos, na nossa pequenez. Não estou dizendo que algum desses seres era algum tipo de guia da humanidade, administradores do Projeto Terra, nada disso. Quanto a existência dessa hierarquia super organizada de que muitos falam, permaneço cético, mas aberto à possibilidade. Para o meu atual nível evolutivo, sinceramente, é indiferente. Eu não preciso de um super ultra mestre. Tem muita gente encarnada mesmo, acessível, que já me inspira, ensina, ajuda. Honestamente, acho um tanto duvidoso que seja necessário, entre espíritos de grande evolução, toda uma burocratização que me parece limitada e limitante. Faça o seguinte experimento mental: imagine numa sala seus "mestres" preferidos: Jesus, Krishna, Buda, Lao Zi, Hermes Trismegisto, Sócrates, etc. Não creio que eles iam entrar em algum tipo de competição por liderança ou ter a necessidade de se submeter de alguma forma uns aos outros. Gente desse nível opera em uníssono, está na mesma onda. A harmonia ocorre naturalmente porque eles estão, em tese, no mesmo nível de consciência, e é um nível transpessoal, além do ego, onde surgem as diferenças conflitantes. De modo que sou, repetindo, cético diante da ideia de que existe um grupo dirigente hierarquizado administrando um mega projeto para a humanidade. Isso nem me parece necessário. Mas que pode ser, pode ser. Creio que um dia vamos descobrir. Para mim, pessoalmente, não faz nenhuma diferença que a resposta seja positiva ou negativa. Fui aprendendo com o tempo a não projetar na realidade os meus desejos pessoais, e isso leva naturalmente a uma abertura às possibilidades. Mas uma coisa, para mim é certa: não estamos sós simplesmente porque estamos uns com os outros, todos tendo um potencial infinito, e alguns de nós já estão, digamos, muito avançados no caminho.
  3. Tive uma educação espírita desde pequeno e sem dúvida isso me ajudou ao longo da vida, com meu nível de entendimento e aproveitamento dos ensinamentos variando ao longo do tempo, conforme eu amadurecia, como é natural. Não me tornei nenhum tipo de super-homem espiritual por conta disso. Mas ajudou? Claro que sim. (Só como uma nota, deixei de ser estritamente espírita anos atrás.) Como o Sandro disse, temos muitas marcas mentais fortíssimas que vêm de longa data, e a influência delas não pode ser subestimada. A rigor, são elas que definem o ego, que é o nível onde a maioria de nós vive e tem como objetivo evolutivo superar. Ter uma visão do processo evolutivo, de reencarnação, de carma, etc., auxilia a lidar com isso, mas a teoria em si não tem tanto poder transformador. Seria muito fácil se só lendo ou ouvindo nosso professor espiritual preferido nos transformássemos em seres angelicais, mas não é assim que funciona. As experiências por que passamos acabam sendo fatores muito mais determinantes, e a teoria em si só fornece como um quadro de referência a partir do qual as vemos. Imagino que todo mundo que já tem alguns anos de estudo e prática espiritual já se deparou com a situação de achar ter entendido um conceito ou uma técnica e aí, anos depois, algo acontece e surge a percepção clara de que aquele entendimento era muito limitado e até distorcido. Todos os meus irmãos e primos, além de vários colegas do meio espírita tiveram essencialmente a mesma base espiritual, mas a maioria se interessou bem menos do que eu, que já nasci com um interesse espontâneo por espiritualidade. Quando era bem criança, antes mesmo da idade escolar, quando o espiritismo dos meus pais e do seu meio ainda não compilava na minha mente, eu adorava ir a igrejas católicas com a minha avó, que era católica. Gostava de ficar horas ali, vendo os murais, ouvindo corais, etc. Ela tinha uma bíblia linda, ilustrada com pinturas renascentistas e barrocas, e eu adorava folheá-la e ouvir as histórias que ela tinha de me contar, pois eu ainda não havia sido alfabetizado. Minha mãe tinha até medo de que eu fosse querer virar padre ao crescer. Isso tudo porque eu já estive ligado a ICAR em vidas passadas, com o que isso tem de bom e de ruim, e uma das coisas boas é que o interesse por espiritualidade sempre foi intenso e sério. Sem querer contar vantagem, a maioria das outras crianças do meu meio se tornou gente bem comum, que vive como se não existisse nada mais entre a Terra e o Céu do que julga nossa filosofia. Na maior parte, as que ainda têm alguma ligação com espiritualidade é do tipo papa-passe, que vai ao centro espírita uma vez por semana, ouve palestra, toma passe, e depois é o mundão, o samsarão da depressão, o rat race. (Reconheço que essa forma de colocar é bem dura. Todo mundo faz o que pode e a maioria das pessoas se esforça para ser "do bem", de acordo com seu nível consciencial. Só quero enfatizar que uma educação espiritual desde a infância pode não ser assim tão transformadora.) Enfim, não tenho nenhuma dúvida de que é proveitoso dar algum tipo de educação espiritual para crianças. A meu ver, idealmente, seria algo mais universalista, focado em princípios e práticas sem o sabor específico de uma religião determinada, mas é pedir muito, pois a maioria dos pais é bem proselitista e nem tem cultura espiritual ampla o suficiente para ir além da sua própria religião. Isso dito, é muito inocente achar que isso vai formar seres iluminados e transformar o mundo num paraíso. Repare que existem muito mais pessoas religiosas no mundo do que ateias, e sempre foi assim. Inclusive o ensino religioso já foi obrigatório em outros pontos da história. E, no entanto, estamos onde estamos como humanidade... Uma dica de quem teve pais bem religiosos e conviveu com muitas crianças na mesma posição: o melhor ensinamento é o exemplo. Se seu filho achar que você é um hipócrita, vai ter uma tendência muito maior de pensar que os ensinamentos são só blablablá e ainda pode pegar implicância, ganhar um sentimento anti-religioso. É claro que não se espera você seja perfeito como pai ou mãe, mas seja honesto e sincero.
  4. Pelo que você disse, você teve sua primeira projeção consciente com rememoração. Sua experiência é bem clássica, bem típica. Acho que o principal conselho é para que você tente controlar a euforia de estar fora do corpo, porque qualquer tipo de alteração emocional fora do comum, seja positiva ou negativa, tende a levar ou a uma perda de lucidez ou ao reencaixe no corpo físico. Mas é claro que é normal se empolgar na primeira vez, ainda mais quando você vinha trabalhando para isso. Com o tempo, se você continuar se projetando, a coisa toda vai ganhar naturalidade.
  5. Também aposto mais nisso. Obrigado pela resposta!
  6. Desde há muitos anos observo em mim um acontecimento que agora me parece curioso. Quando não me sinto muito bem, tirar um cochilo realmente leve, de poucos minutos, tende a ter um efeito restaurador. Com os anos comecei até a falar, brincando entre amigos, em "reiniciar o sistema operacional" ou "resetar a máquina". É claro que em geral tem uma dimensão puramente fisiológica nisso. Qualquer um que esteja cansado ou fisicamente sobrecarregado pode se beneficiar de um cochilo, mas não é esse aspecto que me interessa aqui. Pois tenho a forte impressão de que existe também uma contribuição mais sutil, possivelmente energética, ou até de que algum tipo de trabalho de desassédio pode ser realizado nessas circunstâncias. Comumente, é claro, se me sinto abalado "espiritualmente" (quer dizer, sem uma contribuição física evidente), primeiro recorro a táticas como um trabalho energético ou meditação. Às vezes, porém, elas não são suficientes para aliviar o quadro tanto quanto eu gostaria, e aí é que vou me deitar, faço relaxamento físico, aquieto a mente, talvez trabalhe mais um pouco as energias. Até aí, é parecido com o que pode ser feito para uma projeção. Mas, nesses casos específicos, meu interesse realmente está em dar uma apagada rápida, até porque se chego a esse ponto estou bem exaurido, então não tento manter a lucidez enquanto o corpo adormece. Deixo o sistema todo apagar naturalmente. (Como já tenho alguma prática em observar esses estados de transição entre a vigília e o sono, até acabo reparando nas imagens e percepções em geral que surgem, mas não costuma ser nada muito claro e não tiro daí nenhuma pista para solucionar a minha dúvida.) Enfim, acabo dando uma apagada. Pode ser coisa de 10, 15 minutos, e aí acordo. Como não estou realmente com sono quando faço isso e já não tenho mesmo facilidade para dormir nem sono pesado, nem tampouco costumo fazer isso no meu horário regular de sono, geralmente o tempo do cochilo não vai muito além desses poucos minutos. É um sono bem leve. E aí costuma surgir a "mágica": acordo super renovado, revigorado (física, emocional e mentalmente), mais equilibrado, mais otimista e feliz, etc. Em particular, pela minha percepção extrafísica limitada (não sou médium ostensivo, embora seja, digamos, um tanto perceptivo e sensível), em várias dessas vezes tenho claro para mim que estava sendo vítima de um assédio. E, ao despertar, ele se foi. Alguém tem ou teve experiências desse tipo? Existe literatura a respeito? O que vocês acham que pode ser? Qualquer palpite é válido. Só para reforçar: eu não estou me projetando conscientemente nesses casos. É claro que, em algum nível, eu estou me projetando, mas creio que realmente sem lucidez, ou então a rememoração é que é nula. Uma hipótese: será que simplesmente por haver um desacoplamento do físico amparadores poderiam atuar mais eficazmente e por isso os resultados da ajuda seriam melhores do que se eu permanecesse em vigília? Ou será que existe uma mecânica natural, automática, algum processo energético atuando independentemente apenas pelo desacoplamento? Outra hipótese: nos casos em que, pela minha percepção, estou sendo vítima de algum assédio, os assediadores simplesmente teriam mais facilidade de me vampirizar uma vez que houvesse o desacoplamento, e aí iriam embora satisfeitos, me deixando em paz? Acho difícil, pois depois de uma vampirização eu não deveria despertar revigorado.
  7. Eu tive duas experiências de retrocognição muito intensas e suficientemente completas, mas as duas aconteceram espontaneamente, sem nenhum desejo da minha parte, muito menos a adoção de alguma técnica. "Espontaneamente" quer dizer, na verdade, que elas foram patrocinadas por amparadores, pois o que recordei parece ter sido bem selecionado e, de fato, as rememorações me trouxeram algumas percepções interessantes, de modo que não creio que tenham sido eventos aleatórios. A lição, se podemos chamar assim, não teve muito a ver, no meu caso, com os acontecimentos em si, com trabalhos incompletos ou qualquer coisa assim, mas com autoconhecimento. É um tanto estupefaciente se observar no passado, se reconhecer, e notar que tanta coisa que você é hoje já estava lá, algumas mais intensas e evidentes, outras amenizadas, e perceber inclusive a evolução da consciência acontecendo por um período de tempo mais extenso. Passei algumas semanas sob forte impacto. Valeu a pena passar por isso, tive um crescimento, mas não vou dizer que transformou a minha vida ou que fez toda a diferença. As duas experiências aconteceram como projeções, ou seja, enquanto o corpo dormia. Os níveis de lucidez e de rememoração foram maiores do que na maioria das minhas projeções astrais. Era mais ou menos como assistir a um filme em primeira pessoa, mas além de imagens e sons, que é a experiência comum de um filme, tinha todas as outras percepções, inclusive as sutis, como pensamentos e sentimentos, e a própria "noção de ser quem eu era", por assim dizer. E, claro, eu era um observador passivo, não tinha como mudar nada. Estava consciente, enquanto acontecia, de que era uma recordação do passado. (Por motivos de privacidade, digamos, não vou relatar o que recordei.) Concordo com o que disse o Iogue: o mais conveniente é procurar um terapeuta qualificado e ilibado. Se tiver mesmo importância, como você acredita, vai ter toda uma estrutura para fazer acontecer com segurança. Isso dito, sei que o Wagner Alegretti, da IAC, tem um livro sobre retrocognição. Não li, mas ele é um pesquisador sério. Não sei se tem edição em português, mas o título é "Retrocognitions: An Investigation into Memories of Past Lives and the Period Between Lives".
  8. O diazepam induz sono. Como consequência, ao consumi-lo você terá uma maior tendência a ter um "apagão" quando for dormir, dificultando uma projeção consciente. O diazepam afeta a memória. Assim, mesmo que você consiga despertar sua consciência enquanto o corpo está em "apagão" e tenha uma projeção, tenderá a ter maior dificuldade na rememoração da experiência. Se você precisa, segundo opinião médica profissional, desse medicamento ou de algum similar, é recomendável ponderar com muita cautela antes de decidir não se medicar. Pode procurar uma segunda opinião, por exemplo. Caso seja um caso grave, vale mais ter uma boa qualidade de vida sem projeção do que se sentir miserável o dia todo e ter projeções, que não vão ser boas experiências de qualquer forma, uma vez que sua passagem no astral é um reflexo da sua vida no físico. Também não vejo muito problema em consumir esse tipo de medicamento por períodos curtos, tipicamente durante uma fase especialmente difícil.
  9. Eu corrigiria o item 3 para: despertar já fora do corpo. Pode não estar no quarto. Pode até estar numa dimensão mais sutil.
  10. Como passar de um sonho lúcido para uma projeção consciente? A ideia básica é expandir sua lucidez. Observe atenta e criticamente o sonho, o que se passa, o cenário, as personagens, e como tudo isso afeta você, desejando perceber a realidade subjacente, separar fato de mera criação mental. Procure ficar mais consciente de cada coisa, ou foque uma por vez, o que pode ser mais fácil para a maioria das pessoas (é como a diferença entre a facilidade que as pessoas têm para meditação com foco aberto ou fechado -- varia um pouco de pessoa para pessoa). Nisso você pode notar aspectos que muito provavelmente são oníricos, e essa percepção mesma tende a dissolvê-los. Repare também no seu envolvimento emocional. Emoções fortes, sejam positivas ou negativas, no geral são prejudiciais à lucidez. A racionalidade e a criticidade são ótimas aliadas, desde que o bom senso também entre na equação. Você não pode esperar que o plano astral esteja sujeito às mesmas limitações que o plano físico. O ideal é que você, nesses momentos de transição, procure despertar onde está naquele instante. Não é hora de pensar em encontrar alguém, ir a algum lugar específico, seguir algum plano projetivo, pois isso pode simplesmente induzir o sonho a tomar essas características. Primeiro intensifique a lucidez. Também não é uma boa ideia, na minha opinião, pensar no corpo físico nesse momento, porque você pode já estar distante dele, com menos chance de acordar nele e aí ter de usar uma técnica de separação. Pode sempre fazer uma OLVE para ajudar, como já disseram.
  11. Eu não li o livro na íntegra porque ele não está disponível na internet, mas lá se afirma que Waldo Vieira/Zéfiro atuou como um amparador de Swedenborg (assim como de Honoré de Balzac e Allan Kardec), não que ele tivesse sido o próprio Swedenborg, ao contrário do que alguns afirmam (pelo que dizem, o Wagner Borges entre eles). Não tenho como emitir nenhuma opinião fundamentada.
  12. Ele de fato menciona o episódio no Projeciologia. Interessantemente, acrescenta que é um mantra que tinha usado no passado como alquimista. (Dúvida: alguém que tenha lido o livro Zéfiro da Mabel Teles sabe dizer se ela menciona uma vida do Waldo em que ele tenha tido envolvimento com Alquimia?) Ou seja, ele não dá o mantra no Projeciologia. Pelo que ele escreve aqui e pelo que diz no vídeo, não deve ter deixado registro nenhum. Ao contrário do que disse o Joe, iniciador do tópico, não para não mistificar, mas porque traria uma pressão de energia negativa desses megassediadores. Por outro lado, ele diz que "é uma síntese exata da Quadra XXVII, da Centúria II" de Nostradamus.
  13. Talvez seja esperar demais... Se você não fuma mais maconha, não me parece importante mencionar. Pela minha experiência, os espíritas tendem a ser bem conservadores em relação a substâncias psicoativas. Quando você vai ao médico precisa ser completamente sincero quanto ao seu histórico de saúde e de consumo de substâncias. Não sei de nenhum centro espírita, ou de qualquer outra tradição espiritual, que tenha atingido esse nível de cientificidade, com resultados comprovados. Ademais... Não acho que essas sensações tenham a ver com o consumo de maconha, a não ser que você estivesse fumando antes de ir ao centro, o que assumi não ser o caso, haha. De qualquer forma, como elas continuam, não devem estar relacionadas à maconha, certo? Mais provável ser um sintoma mediúnico mesmo. Difícil dizer alguma coisa com tão pouca informação. Mas talvez algo mais próximo de psicografia ou psicofonia, por exemplo, em que é comum haver um transe. Um clarividente, por exemplo, geralmente não tem esse tipo de sensação, não tem de entrar em transe. Você vai descobrir em tempo. Pode até acabar não sendo nenhuma mediunidade ostensiva.
  14. Mesmo que não fosse algo tão dramático, um mentor poderia dizer simplesmente que era para a prática do desapego e da percepção da impermanência.
  15. Só para constar, o Projeções da Consciência você encontra para baixar na internet tanto na versão clássica quanto na mais moderninha com vocabulário conscienciológico.
  16. Uma vez perguntaram a um mestre, cuja identidade infelizmente não me recordo, qual a melhor técnica de meditação. Ele respondeu: a que você faz. Ele quis dizer com isso: a que motiva você a praticar, a que você pratica com gosto, com regularidade. Não adianta adotar uma técnica que você acaba não praticando. Como diz o Alan Wallace, é importante encontrar e seguir um caminho (espiritual -- sadhana) que faça o coração cantar. Isso vale não só para a prática de meditação como para qualquer outra, inclusive a recitação de mantras. Não é incomum gurus darem a seus discípulos mantras pessoais, ou requisitarem a eles que criem os seus próprios, com base em seu próprio entendimento. O do Ram Dass, por exemplo, é "I am loving awareness" ("eu sou consciência que ama"). Entre iogues é popular o mantra soham, que pode ser traduzido como "eu sou aquilo". Aquilo o quê? A realidade última, o divino -- o nome em si depende da tradição. Pois bem, o Sadhguru, que é um grande mestre contemporâneo de ioga, popularizou uma meditação em que na inspiração se recita "I am not the body" ("eu não sou o corpo"), e na expiração se recita "I am not even the mind" ("eu não sou nem mesmo a mente"). A origem é claramente o soham, mas quebrado em partes e só avançando até certo ponto. Isso porque é uma prática para iniciantes. O praticante começa reconhecendo que não é o corpo e nem a mente, o que já são grandes passos para o reconhecimento de algo mais transcendental. Não estou dizendo com isso que os mantras tradicionais não tenham algum tipo de poder adicional, nem que não existam maneiras mais eficientes de realizar práticas formais; só que existe flexibilidade. Mais vale recitar um mantra "errado" com foco e vontade plena do que um mantra tradicional de forma mecânica. Concordo com o que os colegas disseram. Estude alguns, observe qual desperta mais o seu interesse, pratique. Vá explorando e descobrindo. Só não ache que existe uma única maneira correta de fazer as coisas, ou que existe uma maneira que é sempre a mais eficiente para todo mundo.
  17. Pela minha própria experiência e por relatos de outros, é comum ter maior percepção do fluxo de energia nos membros inferiores, a razão sendo, aparentemente, a ausência nessa região de chacras principais, onde pode haver bloqueios ou acúmulos energéticos de maior porte.
  18. Esse tipo de torpor, se frequente e independente de outras causas circunstanciais, pode e deve ser algo como um início de transe, possivelmente mediúnico. Convido você a reavaliar se essa sensação é realmente ruim. É difícil dizer que uma sensação de dor física, por exemplo, é subjetiva, relativa, "psicológica", mas a maioria das sensações mais sutis, ao contrário, são assim. Para fazer uma comparação, um sujeito que tem uma catalepsia projetiva/paralisia do sono e não sabe do que se trata, a tendência dele é ficar desesperado, achar que vai morrer, ficar aterrorizado por possíveis percepções extrafísicas ou manifestações subconscientes. Depois que entende o fenômeno, pode até passar a gostar, como é comum entre os praticantes de projeção, pelas possibilidades que essa condição abre. Qualquer estado alterado de consciência não-patológico pode ser visto sob essa perspectiva. Normalmente, num estado de transe, você pode deixar de sentir seu corpo físico, ter algum tipo de percepção extra-sensorial, sentir energias sutis, entrar em estado vibracional, sentir que está (metaforicamente falando) caindo num abismo sem fundo, como num mergulho em regiões inexploradas de si mesmo ou do universo, começar a perder a consciência, sentir influência de uma vontade externa sobre si, etc. É natural que experienciar qualquer sensação desse tipo seja assustador para um iniciante, mas o mal estar associado é basicamente psicológico, é fruto do medo. Conforme você explorar mais suas próprias sensações e experiências e se informar mais, você vai, não apenas se sentir menos mal, como até ganhar graus de controle sobre a situação. É recomendável passar por isso sob orientação de alguém mais experiente e que seja confiável. Você já estando num centro espírita, pode pedir para conversar com um trabalhador da casa, explicar o que sente e pedir orientações e ajuda. Só recomendo manter o senso crítico bem aguçado, porque todo mundo tem suas limitações e preconceitos. O Saulo Calderon e vários outros comentam, por exemplo, que quando começaram a falar com espíritas sobre saídas do corpo, o que acontecia mesmo eram demonstrações de ignorância do fenômeno e terrorismo psicológico. Então pode ser necessário buscar informação e ajuda em vários lugares diferentes até encontrar um que funcione para você. Ah, e claro que você deve descartar a possibilidade de ser só sono e tédio diante de uma palestra chata, haha. Isso também acontece.
  19. Espírito não é índio, nem europeu, nem africado, nem brasileiro, nem homem, nem mulher, nem nunca cabe em nenhum rótulo desse tipo. Ao longo de muitas vidas vamos nascendo sob as mais variadas condições. Principalmente quando já deixamos o corpo, isso são identidades temporárias que podem ser convenientes/estratégicas ou, pelo contrário, limitações. Ele pode ter sido um índio numa encarnação anterior, claro, e escolher se manifestar dessa forma agora por qualquer motivo. Muitos espíritos ligados à Umbanda fazem isso. Existe toda uma maleabilidade na manifestação, principalmente quando se trata de espíritos que já atingiram certo nível evolutivo. Pode ser que ele trabalhe com comunidades indígenas, pode ser que ele esteja ligado à Umbanda, pode ser que ele simplesmente homenageie essa cultura tão depreciada pelo eurocentrismo, pode ser que na última encarnação ele tenha sido indígena e prefira manter essa forma, pode ser que você o tenha conhecido no passado quando ele tinha essa forma. Daria para passar horas levantando possibilidades. Se você diz que tem uma afinidade com a aparência (e não é muito claro para mim o que isso quer dizer -- você é descendente de indígenas?), faz muito sentido ele se manifestar dessa forma. Um índio dificilmente vai se apresentar como mentor para um hindu, como um monge zen dificilmente vai se apresentar como mentor para um católico.
  20. Só você pode saber, em princípio, se uma experiência durante o sono foi de fato uma projeção ou só um sonho, mesmo que um sonho lúcido. Muitas vezes, aliás, acaba sendo uma combinação dos dois. Só em casos excepcionais outra pessoa vai poder dizer que foi uma coisa ou outra com confiança. Por exemplo, se você me disser que esteve projetado com o Papai Noel no Polo Norte e que o estava ajudando a alimentar as renas e a embalar presentes para o próximo Natal, vou apostar "all in" que foi só um sonho. Pode ocorrer também de alguém com um parapsiquismo muito desenvolvido, sob circunstâncias especiais (em geral, se tiver alguma relevância prática), obter informações privilegiadas e lhe dar uma resposta, mas isso é raro e, ademais, como avaliar a confiabilidade? Assim como é raro haver uma confirmação com valor de comprovação, como duas pessoas se lembrando dos mesmos eventos no astral, ou você presenciando projetado algo que ocorreu remotamente e que pode ser confirmado, etc. O que sobra, então? O critério é lucidez. Mesmo ter uma aparente projeção clássica -- se ver saindo do corpo e voltando -- pode ocorrer num sonho. Eu já tive sonhos assim. Como você sabe que está acordado agora, que não está lendo essa mensagem no astral, ou sonhando, etc.? Existem técnicas específicas que você pode praticar até se tornarem automáticas, como puxar o nariz ou um dedo e ver se esticam, saltar e verificar quão alto sobe, simplesmente se perguntar criticamente se está acordado, etc. Contudo, no final das contas tudo se resume a estar autoconsciente, se lembrando de si mesmo, com uma percepção clara de realidade. O melhor, a meu ver, é procurar ficar lúcido no dia a dia. Se conseguir, isso vai naturalmente se estender para o estado de sono do corpo. Pode também praticar meditação, que essencialmente é sempre um tipo de exercício de atenção/concentração/lucidez. Sobre o seu relato especificamente, é possível sim que o seu cão recém-desencarnado fique por um tempo por aí. Lembro-me de um comentário do Waldo Vieira sobre um gato dele que já havia deixado o corpo e ainda perambulava pela casa, até se sentava no seu colo como costumava fazer. (O Wagner Borges tem um programa no YouTube voltado para animais e espiritualidade -- STUM Pet. Se tiver curiosidade sobre o tema, pode valer a pena conferir.)
  21. Já tá ficando bem off topic, então não vou me alongar, mas só quero levantar uma hipótese que poderia explicar essas tradições de que Jesus teria tido uma "sobrevida" à crucificação. Um espírito como Jesus, muito possivelmente, não tem nem mais corpo astral. Então, para encarnar na Terra, antes de tomar um corpo físico, teve de tomar um corpo astral. Logo após o desencarne físico, pode ter se mantido em corpo astral por um período, dando ensinamentos em diversos lugares diferentes por mediunidade (e por projeção, por que não?), já que deve ser bem mais fácil para um encarnado entrar em contato direto com um espírito em corpo astral do que em mental ou algum outro ainda mais sutil. Depois desse período, deve ter deixado o corpo astral, e isso explicaria o seu "desaparecimento".
  22. Existe também uma tradição segundo a qual ele teria sobrevivido à crucificação e ido dar ensinamentos no oriente. Um número considerável de muçulmanos e hindus acredita nisso.
  23. Penso, inclusive, que um mestre viver num corpo debilitado traz um ensinamento prático muito valioso: que é possível se manter num estado de equilíbrio, paz, alegria, clareza e compaixão independentemente das circunstâncias externas e, em particular, das condições do próprio corpo. Dinheiro, beleza, reconhecimento, saúde, todas essas coisas que a humanidade busca desesperadamente, não são a resposta para a busca pela felicidade. Um ser como um Ramana Maharshi ilustra bem isso. É claro que todo ensinamento pode ser distorcido. A crucificação de Jesus se tornou, para muitos, um verdadeiro sacrifício humano para sanar o pecado original, e aí o caminho é aceitar Jesus Cristo como o salvador, etc. Da mesma forma, pela vida dos diversos profetas, messias, santos, das diversas tradições espirituais, surgiu um culto à pobreza e até a doença.
  24. Acho complicado generalizar e mesmo avaliar caso a caso. Para citar um exemplo clássico, Jesus poderia ter facilmente evitado a crucificação, até porque a previu e sabia quando e sob quais circunstâncias ela se daria. Por que, então, se entregou? A única explicação razoável, a meu ver, é que considerou que a força do evento acabaria por ter mais valor como ensinamento do que seguir dando sermões, realizando milagres, etc., como vinha fazendo havia três anos. A mente do povo ao seu redor era bastante primitiva, relativamente, e já havia muita dificuldade de compreender o que ele havia transmitido até então. Penso que é ilusório imaginar que, se tivesse vivido mais, teria revelado grandes segredos espirituais que teriam feito muita diferença na história da humanidade. Creio que a mensagem que ele veio trazer foi entregue. A evolução das massas segue seu ritmo e não adianta forçar a barra. Pode ser também, e eu dou credibilidade a essa hipótese, que um espírito muito evoluído, um grande mestre, possa fazer mais pela humanidade ignorante e sofredora fora do corpo do que nele, embora exista um propósito específico para tomar um corpo físico. Uma vez que ele foi cumprido, a necessidade de estar encarnado se esvai. Isso tudo se aplica a espíritos realmente muito evoluídos, ou seja, casos excepcionais. O Zé da Esquina, que é um cara bom, mas cheio de defeitos e limitações, e acontece de ter habilidades de cura ou qualquer tipo de "dom espiritual", esse deve fazer bem em cuidar do corpo, como todos nós.