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77matheus

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  1. Estava lendo um livro do Osho chamado: "Meditação: a arte do êxtase" e li um trecho que achei interessante e quero compartilhar com vocês. PERGUNTA: "O desejo de Buda pela realização não era um desejo?" Sim, era um desejo: Buda teve o desejo. Quando Buda disse:"Não deixarei este lugar. Não o vou deixar, a não ser que consiga a iluminação", isso era um desejo. E, com esse desejo, um círculo vicioso se instalou. Mesmo para Buda, ele se instalou. Buda não pôde obter a iluminação durante muito tempo, por causa desse desejo. Por causa dele dele, buscou e buscou durante seis anos. Fez de tudo o possível, tudo quanto pôde. Fez tudo, mas não se aproximou sequer uma polegada. Permaneceu o mesmo, ainda mais frustrado. Tinha deixado o mundo, renunciado a tudo, por amor da realização, e nada conseguira. Durante seis anos, continuamente, todos os esforços foram feitos, mas nada foi obtido. Então um dia, nas proximidades de Bodh Gaya, ele foi tomar um banho no rio Niranjana (o rio que ali existe). Estava tão fraco por causa do excesso de jejuns, que não podia sair do rio. Ficou ali, então, junto à raiz de uma árvore. Tão fraco estava, que nem podia sair do rio! Veio-lhe à mente o pensamento de que, se tão fraco se tornara a ponto de não poder sequer cruzar um pequeno rio, como poderia, então, cruzar o grande oceano da existência? Então, a partir desse dia em particular, mesmo o desejo de realização tornou-se fútil. Ele disse: "Chega!" Saiu da água, sentou-se sob uma árvore (a árvore Bodhi). Naquela noite o próprio desejo de alcançar tornou-se fútil. Ele desejara o mundo e descobrira que o mundo não passava de um sonho. E não apenas um sonho - mas um pesadelo. Durante seis anos, continuamente, desejara a iluminação, e também aquilo provara ser um sonho, apenas. E não apenas um sonho: provara ser um pesadelo ainda mais profundo. Ele estava completamente frustrado; nada ficara a desejar. Tinha conhecido muito bem o mundo - conhecera-o muito bem - e não podia voltar para o mundo. Ali, nada havia para ele. Conhecera o esforço das chamadas religiões(de todas as religiões importantes da Índia); praticara todas as suas técnicas, e nada conseguira com isso. Nada mais havia a tentar, agora, não restava qualquer motivação, assim ele se deixou cair no chão, junto da árvore Bodhi e durante toda a noite ali permaneceu - sem qualquer desejo. Nada ficara para desejar; o próprio desejo tornara-se fútil. Pela manhã, ao acordar, a última estrela ia desaparecendo. Buda olhou para a estrela, e pela primeira vez em sua vida, seus olhos não tinham qualquer nuvem, porque ele estava sem desejo. A última estrela ia desaparecendo... e, ao desaparecer da estrela, algo murchou dentro dele: o eu (porque o eu não pode existir sem desejo). E ele tornou-se iluminado! Essa iluminação veio no momento em que não havia desejo. E isso fora evitado, durante seis anos de desejo. Realmente, o fenômeno ocorre apenas quando estás fora do círculo. Assim, mesmo Buda, por causa do desejo de iluminação, teve de perambular, inutilmente, durante seis anos. Esse momento de transformação - esse saltar para fora do círculo, para fora da roda da vida - só vem, só acontece, quando não há desejo.
  2. Carlos Drummond de Andrade : Viver não dói Viver não dói Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional. Carlos Drummond de Andrade
  3. Ainda sobre a alimentação carnívora X vegetariana estava lendo textos do Mestre Osho e fiquei muito intrigado com uma parte: "Vocês cresceram em famílias que não se preocupavam com o que vocês comiam. Desde o começo, tudo o que lhes era dado, vocês aceitavam. Vocês se acostumaram com isso. Essa é uma das razões de que o maior número de iluminados aconteceu na Índia, pois este é o único país em que as pessoas são vegetarianas. Na Índia, também existem não-vegetarianos, mas, de não-vegetarianos, nenhuma pessoa se iluminou. O caso é semelhante no Ocidente. Isto fere seus condicionamentos, mas a verdade é que Moisés, Elias e Jesus não são nada, comparados com Gautama Buda, Vardhamana, Mahavira, Shankara e Nagarjuna, simplesmente nada. Seu florescimento, sua elevação... A distância entre Jesus e Gautama Buda é tão grande pela simples razão de que essas pessoas, Jesus, Moisés e Elias, são todas grosseiras, não são sensíveis o suficiente para se tornarem iluminadas. E porque elas não puderam se tornar iluminadas, não puderam ensinar o vegetarianismo a seus seguidores. Se eles tivessem se iluminado, a primeira coisa a lhes ensinar teria sido o vegetarianismo." From Death to Deathlessness, capítulo 5, questão 4 Eu sempre li Osho reverenciando Jesus como um iluminado, talvez não no nível de Gautama Buda, mas esse texto me surpreendeu. Está no texto 67 do site oshobrasil.
  4. Esse é um BELÍSSIMO texto de Marina Colasanti, escritora de contos, crônicas, poesias e histórias infantis. Não sei se já foi postado aqui, mas espero que gostem. EU SEI, MAS NÃO DEVIA Marina Colasanti Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma. (1972)
  5. http://www.youtube.com/watch?v=y6m65gos ... detailpage
  6. Um site legal é o isohunt.com, é só digitar hemi sync lá e vai encontrar muita coisa.
  7. Luana eu tenho essa paralisia desde criança e até pouco tempo atrás achava que era algum tipo de distúrbio do sono. Já cheguei a achar que era uma possessão espiritual . Mas o Jonas tem razão, é uma catalepsia projetiva. Mas até hoje essa sensação me dá medo. Acho que é pelo nosso condicionamento mental e físico, eu deveria estar acostumado mas a sensação de não poder se mexer e falar é extremamente agonizante. Mas depois de projetado, posso garantir que não há medo nenhum, muito pelo contrário.