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JeffLondon

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Posts posted by JeffLondon

  1. Esses acontecimentos parecem evidenciar que o tempo realmente não existe, ou pelo menos é altamente subjetivo (relativo). Assim como o espaço, quando estamos num estado de astral, que parece não haver distância ou que nos movimentamos instantaneamente parece evidenciar que o espaço também não existe ou é uma construção da consciência. Penso que só o que existe é a consciência, e espaço, tempo, cores, etc, são apenas criações para nos situar, criações coletivas, diga-se de passagem.

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  2. Bem Sandro, na verdade, unindo o tempo de casamento com o de namoro, são mais de dez anos. Mas só depois que casamos que passamos a morar juntos.

    Puxando o gancho aí da relação esposa/ marido e essa identidade psíquica criada que você falou, algumas coisas acontecem com a gente, que acho que você vai se identificar, pelo que está falando. Tipo assim, às vezes estou pensando numa coisa, e a minha esposa aparece falando aquela mesma coisa, e vice-versa. Completamos as frases um do outro, os pensamentos etc... claro, existem as divergências, mas no decorrer do tempo de convívio, a gente percebe que um "lê" os pensamentos e sentimentos do outro de uma forma que vai além da coincidência normal e do mero tempo de convivência.

    Verdadeiramente sinto que há uma troca ali, em referencia ao "motivo sexo/matrimonio" que voce falou. Um aprende com o outro, Aprendemos a paciência, a tolerância, ensinar e aprender ao mesmo tempo. Vejo, guardadas as devidas proporções, que a minha esposa é um reflexo meu, digamos, feminino e com outras experiencias de vida. Porque acho que o que forma verdadeiramente a personalidade, são as experiencias que você atravessa na vida. Aí se juntam experiencias dessa vida e de outras, e isso é a personalidade. Se você pegar dois indivíduos diferentes e tirar deles suas memorias e experiencias de vida, eles se tornarão a mesma entidade, sabe? Tipo assim, a mesma energia consciente, sem experiencia, uma folha branca esperando ser escrita, e esses escritos, são nossas personalidades. Desse forma vejo que nós somos um só ser, tendo experiencias diversas. E como você disse aí em cima quando disse ver sair de voce um clone, isso me parece uma outra parte de sua consciencia, que voce normalmente não percebe, mas ela está lá. Então, talvez, a diferença entre ser um espirito e uma pessoa viva, seja que, enquanto vivos, não percebemos esses desdobramentos de consciências que nos formam, talvez porque o cérebro normal não suportaria tanta informação, e dessa forma, quando morremos, e nos livramos do cérebro, passamos a ter consciência dessas outras consciências que são parte de nós, e isso alarga nosso horizonte. Isso é um pensamento interessante, pois se for assim, a morte não separa ninguém, apenas une. 

    Acho que o ego, seria uma estratagema, tipo uma estratégia para se focar apenas numa "direção". E isso seria o que a gente chama de tempo. Porque quando da minha experiencia, como eu disse, me senti como se o eu de agora fosse um ponto numa coordenada infinita, e eu só faria sentido enquanto um eu, ou seja, um ego, enquanto ali, enfiado naquela coordenada especifica, e isso seja o que talvez chamamos espaço e tempo. 

    Acho que essa questão de convivencia é tipo assim: "veja, você enquanto ego, tem de aprender a conviver com outros, porque, de certa forma, somos um conjunto de consciências, e viver juntos é a regra do universo". Porque se olharmos bem, é a união das coisas que forma toda a realidade. São os átomos unidos que formam a matéria física, e talvez, sejam as personalidades unidas que formam as realidades subjetivas. Isso é meio que percebido nas questões de viagem astral, porque parece que nossos pensamentos e os pensamentos dos outros se influenciam e concorrem para a formação daquele realidade especifica experimentada. 

  3. Seis anos Sandro.

    Enquanto eu estava lá, deitado, paralisado, com os olhos abertos e tudo, eu olhava para o corpo dela ao meu lado, e sabia que era eu também. Tipo assim: "aquele ali sou também, vendo o mundo de outra perspectiva". Tudo estava claro, tipo assim, sou tudo o que me cerca, então estou em todo o lugar e todo o lugar sou eu. Mas ao mesmo tempo, aquela consciência profunda que chamei de y, parecia estar "estática" em algum lugar, irradiando e dela saía toda a minha realidade...  foi muito interessante e diferente.

  4. Bom dia a todos!
     

    Bem, não sou muito de postar relatos, mas achei interessante dessa vez registrar essa experiência, até como um diário para consultar depois, já que as memórias desse tipo de experiência desvanecem rápido... já to começando a esquecer...rsrsrs

     

    Mas, vamos lá: 

    Noite passada eu estava dormindo, eram umas 9 horas da noite ( pois durmo com a minha esposa na sala de tv antes de irmos para o quarto lá pelas zero horas), então, ainda era cedo. Dessa forma, acordei de repente num estado estranho. Eu estava num estado paralisado (mas vejam, não era paralisia do sono) eu tinha plena consciência de tudo ao meu redor, meus olhos estavam abertos, eu via tudo no meu campo de visão, inclusive a minha esposa deitada ao meu lado, distinguia até a cor e os desenhos no pijama dela. Só que!.... essa minha consciência ( que chamarei de x) não é a consciência de agora! Era o eu de 10 anos atrás!! Eu não me lembrava que tinha casado, nem sabia o que era aquela casa, e nem que eu tinha me deitado a alguns minutos. Era a consciência do eu sim, eu sabia quem eu era e tudo o mais, só que, digamos, estava defasada em dez anos... Dito isto, como sempre tentei fazer um desdobramento espiritual eu pensei, -bem, a hora é agora! Já que eu estava num estado alterado de consciência,,, Aí eu tentei todas as técnicas conhecidas de sair do corpo.... mas não conseguia! Eu só tinha essa consciência defasada, sem me situar no tempo e espaço, e ainda paralisado.

    Acontece, que do nada, comecei a ter uma segunda consciência, que chamarei de y, essa consciência era mais profunda, por assim dizer. Eu sabia - por meio dessa consciência- que a minha consciencia x era uma pequena parte de mim, que não importava muito. Era como seu eu soubesse de tudo e pouca coisa importasse. Que aquilo que estava acontecendo não era nada estranho e acontecesse sempre, só que agora eu simplesmente percebia. Eu ainda não tinha saído da paralisia. Nesse intérim, eu fiquei ali, tentando escapar da paralisia, tentando me situar e me lembrar quem eu era e onde eu estava realmente, Já que eu estava num quarto "estranho" deitado com uma pessoa "estranha". E nesse momento, veio uma informação muito interessante na minha cabeça. Anotem aí...rsrsrs. A minha consciência y - a mais profunda - me deixou a par de que aquele corpo do meu lado, que era a minha esposa que estava deitada comigo - também era Eu (ou seja, a consciência y, essa mais profunda) que era eu tendo uma experiência, só que de outro ponto de vista! Ou seja, eu e minha esposa - e suspeito também, pois foi o que senti enquanto consciência y, que somos a mesma entidade! A mesma entidade tendo experiências em pontos de vista diferentes. Ou seja, a minha alma, em sua parte profunda, se divide em ser eu, minha esposa, e todos os que dividem a experiência comigo! Suspeito que essa consciência profunda estava me dizendo que ela além de ser eu é todo mundo!!!!

    Nesse momento, que diga-se de passagem, não tinha noção de tempo nenhuma, sei que eu tinha consciência de outras coisas e outras informações - que como eu disse, estão escapando da minha memória. Então, nesse momento, deu um estalo na minha cabeça, e eu "voltei", vamos dizer assim, a ser que eu sou agora. Meio que fui "atualizado"... rsrsrs. Num estalo me lembrei onde estava, quem sou, que aquela pessoa ao meu lado é minha esposa.... enfim!! De tudo! 

    Levantei totalmente certo de que tenho várias consciências, e com uma estranha sensação de que sou apenas uma representação de algo no tempo e no espaço, como uma coordenada. Só faço sentido quando estou neste espaço, nessa coordenada, por assim dizer. Por isso eu fiquei paralisado nas outras consciências, porque elas não estavam situadas neste tempo. O eu de dez anos atrás não podia se mexer, ou interagir aqui, porque não pertencia a este tempo. Estão entendendo? Por isso quando fui "atualizado" eu saí da paralisia automaticamente. 

    Ainda estou com uma sensação estranha na cabeça.

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  5. Ce tá me zoando!

     

    Até no astral tem polícia?!

    Não me entendam mal, sou um cidadão correto, inclusive já fiz parte das forças de segurança pública.

    mas me dizer que no astral tem esse tipo de aparato, é o mesmo que me dizer que lá tem um Estado constituído, impostos para pagar, burocracia de papéis para preencher, políticos, pastores... ou seja,.,, o arremedo deste mundo do qual tentamos nos livrar...

    Tem?!,,,, 

  6. Tive uma espécie de sonho lúcido muito interessante, onde recebi uma informação verdadeira que eu desconhecia quando desperto:

     

    No sonho, eu estava meio que ajudando alguém com uma queimadura no braço. Eu tinha bastante consciência de mim mesmo e do derredor, embora não identificasse prontamente que aquilo fosse um sonho, por isso eu o chamei de sonho "meio" lúcido. 

    Neste sonho, eu falava com a pessoa, dando a ela explicações sobre a sua queimadura, ao mesmo tempo que a tranquilizava, como um médico provavelmente faria num atendimento normal. 

    Só que eu falava pra essa pessoa, que a pele tem SETE camadas! E eu falava com convicção aquilo! Explicava detalhadamente...

    Só que ao acordar, eu fiquei intrigado. Por que sempre aprendi no ensino médio que a pele tem 3 camadas. Derme, epiderme e hipoderme.... E aquilo ficou martelando na minha cabeça.

    Fui procurar na internet, e achei as informações de sempre: derme, epiderme e hipoderme... Mas não me conformava... então, fiz uma busca mais profunda, inclusive em sites em inglês... e achei a informação que a pele tem de fato sete camadas!

    Isso foi muito interessante. Alguém já teve esse tipo de informação nova em seus sonhos lúcidos ou passeios astrais?

     

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  7. Excelente teoria Sandro!

    Acho que foi exatamente isso. De fato penso assim também. Os "lugares" que ocupamos, inclusive esse mundo físico, imagino que sejam apenas percepções mentais temporárias. Não existe uma separação física verdadeira entre um mundo ou outro, penso que apenas percepções diferentes. Então os ambientes podem ser na verdade mentais, e não físicos. Ou seja, não tem "aqui" ou "lá"... existe apenas a sua mente e o que ela pode perceber. Então essa seria a verdadeira divisão. Pessoas vivas ou mortas são apenas a mesma mente percebendo ambientes diferentes. É uma teoria que explicaria muita coisa!

     

    Valeu!

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  8. Bom dia gente!

    Depois de deitado, fui relaxando o máximo que eu podia. Venho fazendo isso já há muito tempo. Não fiz nenhum trabalho energético, apenas me concentrei naquele ponto central na testa, acho que o chacra do terceiro olho, como dizem. Quando faço isso sinto que depois de um tempo, os meus olhos - acho que relaxando - começam a virar pra cima, tipo quando a gente morre...rsrs. Mas é uma sensação bem agradável porque parece um super-relaxamento. 

     Pois bem, fiquei assim por umas duas horas! Deitado, relaxado, concentrando-se nessa região. Eu sentia o sono querendo chegar, e por vezes devo ter apagado por segundos e voltado por umas duas ou três ocasiões. Só que teve uma hora que de repente a escuridão na frente dos meus olhos fechados aumentou, se é que podem entender. Fiquei com a sensação de cabeça vazia, oca. Comecei a ver imagens que se destacavam no fundo preto da escuridão. Eram rostos sorridentes, homens, mulheres... como se fossem desenhados com um giz branco num quadro negro... eles passavam por mim... eram imóveis, como desenhos mesmo... Então, comecei a cair nessa escuridão, e ouvir barulhos estranho de tambor, como numa cerimonia indígena!!!

     Foi aí que comecei a analisar a situação pensando assim: "Bem, eu sempre fiz esses exercícios espirituais de meditação em busca de um vislumbre de um mundo espiritual belo e encantador... mas de repente eu começo a cair numa escuridão infinita e ouvir uns sons primais bem simples e rítmicos"..... Era exatamente o contrário do que eu esperava encontrar!!! Pois  ouvia falar que os mundos espirituais eram coloridos e de músicas angelicais!

    Em nenhum momento eu estava com medo ou apavorado, apenas estranhava a situação... Então eu comecei a fazer força pra "voltar". Enquanto eu caía nesse vazio fazia força a ponto da minha testa franzir e eu sentir certa energia no meio dela, além claro, da sensação de cabeça oca que só piorava. Com muito custo, mas com muito custo mesmo eu voltei! Abri os olhos e estava no meu quarto. Tudo normal. Eu não estava com a paralisia da catalepsia ou do sono. 

    A primeira coisa que fiz foi saltar da cama e ir pra pia lavar o rosto, devia ser umas duas da madrugada. E é aí que vem o motivo de eu estar escrevendo isso e a minha verdadeira dúvida.

    Todas as vezes que eu relaxava, e esse relaxamento quer dizer uma simples sentada na cama, um simples piscar de olhos, ou pior, se eu pusesse a cabeça no travesseiro, tudo começava a voltar e eu começava a me desfalecer! Se eu não levantasse de novo e ficasse de pé, ou me movendo de um lado para o outro, eu começa a apagar. Apagar mesmo, tipo um desmaio. Isso acontecia mesmo depois que eu lavava o rosto várias vezes, bastava eu me sentar. Se eu me rendesse ao torpor eu apagava. Nem a televisão ligada resolvia o meu problema. Nesse momento entre o quase apagar e a minha resistência em permanecer alerto, eu começava a ouvir os sons de tambores indígenas de novo!! Esse estado em que eu lutava para não apagar durou uns quarenta minutos. Eu fiquei esse tempo andando de um lado pro outro ao redor da cama, evitando sequer me sentar nela. Até que o cansaço foi batendo, e o sono também, e eu fui tomando coragem de pelo menos me sentar nela e ir lutando aos poucos com esse estado de torpor que queria me apagar, até que fui conseguindo me manter acordado. Só sei que dormi sentado, não tive sonhos e nada mais.

    Já aconteceu coisa semelhante com alguns de vocês?

    Alguém tem alguma teoria sobre o que aconteceu comigo?

     

    Obrigado!

    • Like 1
  9. Obrigado pelas respostas. Sempre sensatas.

    Bem, se com você acontece de apenas encostar a cabeça no travesseiro e já estar em corpo astral. Talvez tenha sido de fato isso que tenha acontecido comigo daquela vez. Um desses momentos raros de exceção à regra hehe.

    Quanto a essa entidade de chapéu aí, virou lenda urbana mesmo. Mas juro que vi! Isso, uns tres anos antes de existir internet, pelo menos internet como a de hoje.

    Eu nunca entendi foi o chapéu viu hehehe.  Esses fenomenos sobrenaturais parecem brincar com a gente às vezes, deixa a gente confuso, sem entender a lógica. Parece alguém que fica brincando com a gente, tipo quando a gente joga um laser vermelho no chão pro gato ficar tentando pegar.  Me pergunto se alguém ri da gente por aí, nesses confins do universo, enquanto  a gente (entenda-se eu) corre atrás do próprio rabo.... :(

  10. Oi, Sandro.

       Foram ótimas perguntas. Mas eu estava habituado a deitar nesse horário já, embora sempre muito cansado por causa do rotina do serviço. 

    Quanto ao chinelo, creio que na época eu estava de tenis, pois eu tinha chegado do trabalho e não tinha trocado de roupa ainda. Costumo ir descalço ao banheiro, embora a sua colocação seja muito pertinente. 

    Fiquei intrigado mesmo foi por causa do que costumo ler aqui. A maioria do pessoal que sofre algum fenômeno ou está dormindo, ou deitado já há algum tempo, ou fazendo exercícios com energias, ou num outro estado de consciência.... Comigo, pelo menos assim me pareceu muito, foi tudo em "tempo real". Eu não tinha sequer relaxado. E juro, foi no EXATO momento em que coloquei a cabeça no travesseiro! 

    Uma outra coisa muito peculiar também e que tenho visto muito na internet, e que gostaria de falar com você, pois você é cara que sabe muito e gosto muito de ler as suas colocações. É um fato que também aconteceu comigo, muito antes de acontecer esse episódio do meu relato aí de cima, eu devia ter uns 12 anos, foi eu ver a tal da sombra com chapéu de pé da porta do meu quarto. Outra vez eu não estava dormindo, e sequer sofrendo de paralisia do sono. Meu irmão mais novo chamou minha mãe para levá-lo ao banheiro. Então ela me mandou levantar e acender a luz. Quando me levantei em direção ao interruptor, lá esta a sombra, a descrição clássica da internet - sombra de um homem alto, de pé, casaco, um chapéu na cabeça, com exceção de que esse chapéu era bem grande, tipo aqueles sombreiros de mexicano. Cara, eu apanhei esse dia, porque voltei pra cama, cobri a cabeça, e não acendi a luz. Minha mãe que teve de levantar e acende-la. Detalhe, ela não viu nada!

    Agora, eu não fumo, não bebo (sequer cerveja) nunca experimentei droga, nem as leves por curiosidade. Não tenho doença mental, já passei em dois concursos rigorosos que inclusive fizeram ressonância magnética em mim. Eu me pergunto, o que vem a ser isso??

  11. Olá gente!

    Sandro, pegando um gancho na sua resposta, uma vez aconteceu algo assim comigo:

    Cheguei em casa às 11 da noite, depois de um dia de trabalho bem normal. Eu tinha uns 19 anos, trabalha das 14 às 22 horas. Cheguei em casa, tomei um café, assisti a um programa noturno no SBT, era do Serginho Groissman, era um quadro onde tiravam dúvidas sobre sexo. Achei aquilo meio sem noção e fui dormir. Devia ser umas 23:40, eu acho. 

    Cheguei no quarto, a luz apagada, embora a luz do poste na rua iluminasse bastante o meu quarto. Nada de sobrenatural passava pela minha cabeça, preciso frisar isso! 

    Estava  muito calor, então peguei apenas um lençol fino para me cobrir. Então me deitei. 

    EXATAMENTE  na hora que pus a cabeça no travesseiro e joguei o lençol por cima da minha cabeça, para cobri-la, ouvi um suspiro muito claro e profundo. 

     Na hora fiquei assustado, meu coração acelerou e procurei respirar mais devagar para me certificar de realmente ter ouvido.  O suspiro se deu de novo, bem claro, de alguém que puxa o ar para os pulmões.

    Então fiquei quetinho, eu fiquei com medo de mexer o dedo mindinho. Nesse momento, algo sentou-se ao pé da minha cama de uma forma tão clara, que o colchão abaixou e o estrado da cama rangeu. Fiquei mais quieto ainda, eu não creditava no que estava acontecendo!!!!

    Quando achei que não tinha como ficar pior, esse alguém que se sentou começou a mexer no lençol do meu pé, e descobriu os meus dedos. 

    Eu fiquei pasmo!!! E com muito medo, numa câmera lenta inacreditável, em comecei a puxar o pé de novo para debaixo do lençol, mas fazia isso de uma forma tão lenta, que durou uns dois minutos, porque eu não queria que o que estivesse ali, percebesse que eu estava acordado.

    E quando eu consegui cobrir os dedos de novo, algo que eu realmente não esperava aconteceu. Essa fenômeno descobriu o meu pé de novo!

    Foi aí que eu comecei a rezar na hora. Disse a Deus muito sinceramente assim: " Senhor, sabe que eu gosto de coisas paranormais, mas nunca quis ser assombrado".

    Nesse momento, o que estava sentado ali se levantou - o colchão subiu de novo, SENTI CLARAMENTE, e a madeira da cama rangiu de novo.  Ou seja, demonstrava ser algo material, que estava ali mesmo. E ainda mais, aproximou-se do meu rosto, pois embora eu estivesse com a cabeça coberta, eu acompanhava o som do movimento. Pareceu-me claramente que essa entidade calçou algo no chão, como um chinelo ( aquele barulho característico de quando alguém calça um chinelo) imagina esse som no silencio da madrugada! E depois ouvi sons como que areia caindo pelo quarto.

    Então, essa entidade, ou seja lá o que for, saiu em direção à porta do quarto ( que estava fechada!). Com o ouvido, fui acompanhando os seus passos, que foram lá pros lados da cozinha. Na hora, me deu uma vontade danada de olhar!!! Queria muito, e quase tirei o lençol do meu rosto. Mas fiquei com muito medo do que eu poderia ver. 

    Passado isso, continuei deitado, e custei a dormir. Nada mais aconteceu.

     

    Aí vem a minha pergunta: O relado do AzJunior acima, fala que ele estava dormindo, ou pelo menos em estado cataléptico. Mas e eu? Eu estava acordado, tinha ACABADO de deitar na cama, não se passara dois segundos. Além do mais eu podia me mexer. Isso parece ter acontecido fora da minha mente. O que pode dizer para me esclarecer?

    grato!!

  12. Bom dia, gente!

    Eu gostaria de saber se quando alguém se projeta, essa pessoa vê os espíritos da mesma forma que aquele espírito que foi fotografado pelo William Crookes, a Katie King... 

    Pergunto isso, porque algumas fotos de espíritos que a gente vê na internete, parecem ser um embuste absurdo, dado àquele lençol jogado por cima da entidade, além de que algumas fotos parecem ser verdadeiras bonecas... No entanto, eu não estou dizendo que são falsas, até porque a da Katie King, dado o número e a qualidade das testemunhas fica difícil contestar. 

    Até porque, uma vez eu vi uma entidade igualzinha no pé da minha cama! E eu não estava dormindo, tinha acabado de acordar e estava com pleno uso da minha consciência, faltou só eu conversar com ela! 

    O que quero dizer aqui, é que existem fotos de espíritos guardadas por universidades e por pesquisadores, que são bem credíveis e reais... mas que a maioria que a gente procura na internete parecem ser forjadas... como se houvesse um serviço de desinformação infiltrado na rede, meio que para desacreditar o fenômeno, assim como fazem com ovnis...

    Coloco isso aqui, porque já vi os dois... aparição e ovni... e eu estava acordado nas duas ocasiões... não bebo, não fumo, nunca usei droga e não sou hippie...rsrs.

    Então, eu coloco a coisa assim: TUDO ISSO EXISTE, É FATO! NÃO SEI O QUE É!  MAS ALGUÉM QUER ESCONDER DA MASSA!!! POR QUE?!

    Quanto a minha pergunta... os espíritos no astral tem esse estranho pano em volta da cabeça e do corpo??a.jpgFoto 3 - O Espírito de Katie King.jpgspirit11a.jpgVIGOUROUXSPIRITISME0001.jpg

  13. O que acham disso?

    Encontrei agora...

    Os Predadores do Ser Humano: Os Voadores

     
     “Eles descobriram que nós temos companhia na vida,” ele disse, tão claramente quanto pôde. “Nóstemos um predador que veio das profundezas do cosmos e assumiu o controle de nossas vidas. Os seres humanos são seus prisioneiros. O predador é nosso senhor e mestre. Nos faz dóceis e desamparados. Se queremos protestar, suprime nosso protesto. Se queremos agir independentemente, exige que não o façamos.” 

    (...)

    “Está um breu aqui”, don Juan disse, “mas se você olhar pelo canto do olho, você ainda verá sombras em movimento, saltando ao seu redor.”

    Ele estava certo. Eu ainda podia vê-las. Seu movimento me deixou atordoado. Dom Juan acendeu a luz, e isso pareceu dissipar tudo.

    (...)

    “Por que este predador assumiu o controle do modo que você está descrevendo, don Juan?” eu perguntei. “Deve haver uma explicação lógica”.

    “Há uma explicação”, don Juan respondeu, “que é a explicação mais simples no mundo. Eles nos dominam porque somos comida para eles, e nos apertam impiedosamente porque somos seu sustento. Da mesma  maneira que nós criamos galinhas em galinheiros, gallineros, os predadores  nos criam em gaiolas humanas, humaneros. Então, sua comida está sempre disponível para eles.”

    (...)


    “Bem,” ele disse, “você não ouviu todas as afirmações ainda. Espere um pouco mais e veja como você se sente. Eu vou sujeitá-lo a um ataque relâmpago. Aliás, eu vou sujeitar sua mente a tremendos assaltos, e você não pode levantar e partir porque você está preso. Não porque eu o estou prendendo, mas porque algo em você o impedirá de partir, enquanto outra parte de você ficará totalmente desarvorada. Então prepare-se!”  

    Havia algo em mim que estava, eu sentia, com desejo de ser castigado. Ele tinha razão. Eu não teria ido embora por nada neste mundo. E ainda assim eu não gostava nem um pouco das coisas que ele estava dizendo.

    “Eu quero atrair a sua mente analítica”, don Juan disse. “Pense por um momento, e me diga como você explica a contradição  entre a inteligência do homem engenheiro e a estupidez de seus sistemas de convicções, ou a estupidez de seu comportamento contraditório. Os feiticeiros acreditam que os predadores nos deram nosso sistema de crenças, nossas idéias de bem e mal, nossos costumes sociais. Foram eles que programaram nossas esperanças e expectativas e sonhos de sucesso ou fracasso. Eles nos deram ambição, ganância, e covardia. São os predadores que nos fazem complacentes, rotineiros, e egomaníacos”.

    (...)

    “Não, eles não fazem assim. Isso é idiota!” Don Juan disse, sorrindo. “Eles são infinitamente mais eficientes e organizados que isso. Para nos manter obedientes, submissos e fracos, os predadores empreenderam uma manobra estupenda — estupenda, claro, do ponto de vista de um combatente estrategista. Uma manobra horrenda do ponto de vista dos que a sofrem. Eles nos deram sua mente! Entende? Os predadores nos dão a mente deles que se torna a nossa mente. A mente dos predadores é grotesca, contraditória, taciturna e cheia de medo de ser descoberta a qualquer momento.”
     
    matrix36.jpg
    O Predador segundo o filme "Matrix"
    “Eu sei que embora nunca tenha passado fome,” ele continuou, “você tem ansiedade por comida que não é diferente da ansiedade do predador que teme que a qualquer momento sua manobra vai ser descoberta e sua comida vai ser negada. Pela nossa mente que, afinal de contas, é a mente deles, os predadores injetam nas vidas dos seres humanos tudo que é conveniente para eles. E eles asseguram, desta maneira, um grau de segurança para agir como um pára-choque contra o medo deles.”

    (...)

    Don Juan deu um largo sorriso. Ele estava tão contente quanto um saltimbanco. Ele explicou que os feiticeiros vêem as crianças como estranhas e luminosas bolas de energia, cobertas de cima a baixo com uma capa brilhante, algo como uma cobertura de plástico que é ajustada firmemente em cima de seu casulo de energia. Ele disse que aquela capa brilhante de consciência era o que os predadores consumiam, e que quando um ser humano alcançava a idade adulta, tudo que sobrava daquela capa brilhante de consciência era uma franja estreita que ia do chão  ao topo dos dedos do pé. Aquela franja permitia ao gênero humano continuar vivendo, mas só de forma precária.

    Como em um sonho, eu ouvi Don Juan Matus explicando que, ao que ele sabia, o homem era a única espécie que tinha a capa brilhante de consciência fora de seu casulo luminoso. Portanto, ele se tornou presa fácil para uma consciência de uma ordem diferente, como a consciência pesada do predador.

    Ele fez então a declaração mais prejudicial que tinha feito até então. Ele disse que esta faixa estreita de consciência era o epicentro da auto-reflexão, onde o homem era irremediavelmente preso. Manipulando nossa auto-reflexão, que é o único ponto de consciência que nos restou, os predadores criam lampejos de consciência que eles em seguida consomem de forma cruel e predatória. Eles  nos dão problemas frívolos que forçam esses lampejos de consciência a aumentar, e desta maneira nos mantêm vivos para que eles possam ser alimentados com o brilho energético de nossas pseudo-preocupações.

    (...)

    “Não há nada que você ou eu possamos fazer sobre isso,” Don Juan disse em uma voz triste e grave. “Tudo que nós podemos fazer é disciplinar-nos até o ponto onde eles não poderão nos tocar. Como você pode pedir para os seres humanos que passem por esses rigores de disciplina? Eles rirão e farão chacota de você, e os mais agressivos irão até bater-lhe. E nem tanto porque eles não acreditem nisto. Bem fundo, nos recônditos de todo ser humano, há um conhecimento ancestral, visceral sobre a existência dos predadores”.

    (...)

    “Sempre que as dúvidas empurrarem você para um ponto perigoso”, ele disse, “faça algo pragmático a respeito. Apague a luz. Perscrute a escuridão; descubra o que você pode ver”.
    Ele se levantou para apagar as luzes. Eu o impedi.

    “Não, não, Don Juan”, eu disse, não apague as luzes. “Eu estou bem”.

    O que eu sentia então era um, para mim incomum, medo da escuridão. O mero pensamento me fez arquejar. (...)

    “Você viu as sombras passageiras contra as árvores”, Don Juan disse, recostando-se no espaldar de sua cadeira. “Isso é muito bom. Eu gostaria que você os visse dentro deste quarto. Você não está vendo nada. Você está simplesmente capturando imagens passageiras. Você tem bastante energia para isso”.

    Eu temia que don Juan se levantasse de qualquer maneira e apagasse as luzes, o que ele fez. Dois segundos depois, eu estava gritando a plenos pulmões. Não só consegui um rápido lampejo dessas imagens passageiras, como eu os ouvi zumbindo em meus ouvidos. Don Juan caiu na gargalhada enquanto acendia as luzes.

    “Que sujeito temperamental!” ele disse. “Um cético  total, por um lado, e um pragmático total por outro. Você tem que organizar esta briga interna. Caso contrário, você vai inchar como um sapo grande e estourar.”

    (...)

    “Os feiticeiros de México antigo”, ele disse, “viam o predador. Eles o chamaram o voador porque voa pelo ar. Não é uma bela visão. É  uma sombra grande, impenetravelmente escura, uma sombra preta que salta pelo ar. Então, pousa pesadamente no chão. Os feiticeiros de México antigo ficavam facilmente doentes com a idéia de quando teriam feito seu aparecimento na Terra. Eles achavam que o homem deveria ter sido em certo ponto um ser completo, com insights estupendos e feitos de consciência que são hoje em dia lendas mitológicas. E então tudo parece desaparecer, e nós temos um homem sedado agora”.

    (...)

    O que eu estou dizendo é que o que temos contra nós não é um simples predador. É muito inteligente, e organizado. Segue um sistema metódico para nos fazer inúteis. O Homem, o ser mágico que ele é destinado a ser, não é mais mágico. Ele é um pedaço comum de carne. Não há nenhum sonho mais no homem a não ser os sonhos de um animal que está sendo criado para se tornar um pedaço de carne: muito vulgar, convencional, imbecil.”

    (...).

    Este predador”, don Juan disse, “que, claro, é um  ser inorgânico, não é completamente invisível a nós, como outros seres inorgânicos são. Eu penso que quando crianças nós podemos vê-lo e decidimos que é tão horroroso que nós não queremos pensar nisto. Crianças, claro, podem teimar em focalizar sua visão, mas todos ao seu redor as dissuadem de fazer isso”.

    A única alternativa deixada para o gênero humano”, ele continuou, “é a disciplina. Disciplina é o único dissuasor. Mas por disciplina eu não quero dizer rotinas severas. Eu não quero dizer acordar todas as manhãs às cinco e meia e entrar na água fria até que você fique azul. Feiticeiros entendem  disciplina como a capacidade para enfrentar com serenidade imprevistos que não estão  incluídos em nossas expectativas.

    Para eles, disciplina é uma arte: a arte de enfrentar o infinito sem vacilar, não porque eles são fortes e duros, mas porque eles estão cheios de respeito e temor.”

    (...)

    “Os feiticeiros dizem que disciplina torna a capa brilhante de consciência sem sabor para o voador”, Don Juan disse, examinando minha expressão como para descobrir qualquer sinal de descrença. “O resultado é que os predadores ficam desnorteados. Uma capa brilhante de consciência não comestível não é parte da cognição deles, eu suponho. Depois de ficarem confusos, eles não têm nenhum recurso além de se abster de continuar sua tarefa abominável”.

    Se os predadores não comerem nossa capa brilhante de consciência por algum tempo”, ele continuou, “ela continuará crescendo. Simplificando este assunto ao extremo, eu posso dizer quefeiticeiros, por meio de sua disciplina, repelem os predadores tempo suficiente para permitir que sua capa brilhante de consciência cresça além do nível dos dedos do pé. Uma vez que vá além do nível dos dedos do pé, cresce de volta a seu tamanho natural”.

    “Os feiticeiros de México antigo costumavam dizer que a capa brilhante de consciência é como uma árvore. Se não é podada, cresce até seu volume e tamanho naturais. Quando a consciência atinge níveis mais altos que os dedos do pé, tremendas manobras de percepção se tornam naturais.”

    O truque principal desses feiticeiros de tempos antigos,” don Juan continuou, “era sobrecarregar a mente dos voadores com disciplina. Eles descobriram que se eles ‘taxassem’ a mente dos voadores com silêncio interno, a instalação estrangeira fugiria, dando a qualquer um dos praticantes envolvidos nesta manobra a certeza total da origem externa da mente. A instalação estrangeira volta, eu lhe asseguro, mas não tão forte, e começa um processo no qual o fugir da mente dos voadores se torna rotineiro, até um dia que foge permanentemente. Um dia triste realmente! Esse é o dia em que você tem que confiar nos seus próprios dispositivos, que são quase zero. Não há ninguém para lhe dizer o que fazer. Não há nenhuma mente de origem alienígena para ditar as imbecilidades às quais você está acostumado.”

    (...)

    Don Juan continuou, “que este era o dia mais duro na vida de um feiticeiro, pois a mente real que pertence a nós, a soma total de nossas experiências, depois de toda uma vida de dominação se tornou tímida, insegura, e velhaca. Pessoalmente, eu diria que a batalha real dos feiticeiros começa naquele momento. O resto somente é preparação.”

    Eu fiquei genuinamente agitado. Queria saber mais,  e ainda assim um sentimento estranho em mim clamava para eu parar. Aludia a resultados negros e castigo, algo como a ira de Deus descendo em mim por ter mexido com algo ocultado pelo próprio Deus. Eu fiz um esforço supremo para permitir minha curiosidade vencer.

    “Qu—qu—que você quer dizer,” eu me ouvi dizer, “taxando a mente dos voadores?”

    “Disciplina taxa a mente estrangeira tremendamente”, ele respondeu. “Assim, pela disciplina, feiticeiros derrotam a instalação alienígena”.

    (...)

    Ele olhou para mim e sorriu maliciosamente. “A mente dos voadores foge para sempre,” ele disse, “quando um feiticeiro tem sucesso em agarrar a força vibratória que nos une num conglomerado de campos de energia. Se um feiticeiro mantiver aquela pressão tempo suficiente, a mente dos voadores foge derrotada. E isso é exatamente o que você vai fazer: agarre-se à energia que o mantém unido.”

    (...)

    “Você está temendo a ira de Deus, não é?” ele disse. “Fique certo, isso não é seu medo. É o medo dos voadores, porque sabe que você fará exatamente como eu estou lhe falando”.

    As palavras dele não me acalmaram em absoluto. Eu me sentia pior. Eu estava tendo ânsias de vômito involuntariamente, e não tinha nenhum meio de parar isto. “Não se preocupe”, disse Don Juan calmamente. “Eu sei por experiência que esses ataques se enfraquecem muito depressa”. A mente do voador não tem absolutamente nenhuma concentração.”

    (...)

    Eu tinha liberado de alguma maneira em mim uma visão miserável: sombras pretas, esvoaçantes, saltando ao redor de mim, para onde quer que eu me virasse. Eu fechei meus olhos e descansei minha cabeça no braço da cadeira estofada. “Eu não sei para onde me virar, Don Juan,” eu disse. “Hoje à noite, você realmente teve sucesso em me deixar perdido.”

    Você está sendo rasgado por uma luta interna,” disse Don Juan. “Bem nas profundezas de seu ser, você sabe que é incapaz de recusar o acordo em que uma parte indispensável de você, sua capa brilhante de consciência, vai servir como uma fonte incompreensível de alimento para, naturalmente, entidades incompreensíveis. E outra parte de você ficará contra esta situação com todo seu poder.”

    “A revolução dos feiticeiros,” ele continuou, “é que eles recusam honrar acordos dos quais eles não participaram. Ninguém nunca me perguntou se eu consentia em ser comido por seres de um tipo diferente de consciência. Meus pais apenas me trouxeram neste mundo para ser comida, como eles, e isso é o fim da história.”

    (...)

    Em casa, à medida que o tempo passava, a idéia dos voadores se tornou um das principais fixações de minha vida. Eu cheguei ao ponto onde eu sentia que Don Juan estava absolutamente certo sobre eles. Não importa  quanto eu tentasse, não podia descartar sua lógica. Quanto mais eu pensava nisso, mais eu falava e observava a mim e meus pares da raça humana, mais intensa a convicção de que algo estava nos tornando incapaz de qualquer atividade ou qualquer interação ou qualquer pensamento que não tivesse o ego como ponto focal. Minha preocupação, como também a preocupação de todos que eu conhecia ou com quem conversava, era o ego. Como eu não podia achar nenhuma explicação para tal homogeneidade universal, eu acreditei que a linha de pensamento de don Juan era o modo mais apropriado de elucidar o fenômeno.

    (...)

    “Eu tentei o máximo ser racional sobre este assunto,” disse eu, “mas eu não posso. Há momentos em que eu concordo completamente com você sobre os predadores.”

    “Focalize sua atenção nas sombras fugazes que você vê de fato,” don Juan disse com um sorriso.

    Eu disse a don Juan que essas sombras iam ser o fim de minha vida racional. Eu as via em todos os lugares. Desde que tinha deixado sua casa, eu era incapaz de dormir na escuridão. Dormir com as luzes acesas não me aborrecia em nada. O momento em que eu apagava as luzes, porém, tudo ao meu redor começava a saltar. Eu nunca via figuras completas ou formas. Tudo que eu via eram sombras pretas fugazes.

    “A mente dos voadores não o deixou,” disse don Juan, “Ela foi seriamente ferida. Está tentando ao máximo rearranjar sua relação com você. Mas algo em você está rompido para sempre. O voador sabe isso. O perigo real é que a mente dos voadores pode ganhar cansando-o e forçando-o a desistir, mostrando a contradição entre o que ela diz e o que eu digo.”

    “Você vê, a mente dos voadores não tem nenhum competidor,” don Juan continuou. “Quando ela propõe algo, concorda com sua própria proposição, e o faz acreditar que você fez algo de valor. A mente dos voadores dirá a você que tudo que Juan Matus está contando é pura tolice, e então a mesma mente concordará com sua própria proposição, 'Sim, claro que é tolice,' você dirá. Esse é o modo com que eles nos derrotam.”

    Os voadores são uma parte essencial do universo,” ele continuou, “e devem ser levados como o que eles realmente são — pavorosos, monstruosos. Eles são os meios pelos quais o universo nos testa.”

    Nós somos sondas energéticas criadas pelo universo,” ele continuou como se estivesse inconsciente da minha presença, “e é porque nós somos os possuidores de energia que tem consciência que nós somos os meios pelos quais o universo se dá conta de si mesmo. Os voadores são os desafiantes implacáveis. Eles não podem ser tomados como qualquer outra coisa. Se nós temos sucesso nisso, o universo nos permite continuar.”

    Eu quis que don Juan dissesse mais. Mas ele disse apenas, “a blitz terminou a última vez que você esteve aqui; há tanto que você pode dizer sobre os voadores. Está na hora de outro tipo de manobra”.

    (...)

    “Apreciar a vista é para pessoas em carros”, ele disse. “Eles vão a grande velocidade sem qualquer esforço de sua parte. Apreciar a vista não é para andarilhos. Por exemplo, quando você está indo em um carro, você pode ver uma montanha gigantesca cuja visão o subjuga com sua beleza. A visão da mesma montanha não o subjugaria da mesma maneira se você olhá-la enquanto você for a pé; o impressionará de modo diferente, especialmente se você tem que escalá-la ou dar a volta em torno dela.”

    (...)

    “Não os (insetos) tente dispersar com sua mão”, ele disse em um tom firme. “Intente-os longe. Monte uma barreira de energia ao seu redor. Fique em silêncio, e de seu silêncio será construída a barreira. Ninguém sabe como isto é feito. É uma dessas coisas que os feiticeiros antigos chamavam fatos energéticos. Desligue seu diálogo interno. Isso é tudo que é necessário”.

    (...)

    “A idéia estranha”, ele disse lentamente, medindo o efeito de suas palavras, “é que todo ser humano nesta terra parece ter exatamente as mesmas reações, os mesmos pensamentos, os mesmos sentimentos. Eles parecem responder mais ou menos do mesmo modo aos mesmos estímulos. Essas reações parecem algo “enevoadas” pelo idioma que eles falam, mas se nós eliminarmos isso, são exatamente as mesmas reações que sitiam todo ser humano na Terra. Eu gostaria que você ficasse curioso sobre isto, como cientista social, claro, e veja se você poderia explicar formalmente tal homogeneidade.”

    (...)

    Eu estava profundamente envolvido pensando na tarefa que ele tinha delineado para mim. Comecei tentando revisar em minha mente se eu conhecia qualquer artigo ou documento escrito sobre este assunto. Eu pensei que eu teria que pesquisar, e decidi começar minha pesquisa lendo todos os trabalhos disponíveis em âmbito nacional. Eu me pus entusiástico sobre o tema, de modo fortuito, e realmente quis ir imediatamente para casa, porque queria levar a tarefa a sério, mas antes que nós chegássemos à sua casa, don Juan se sentou em uma borda alta que descortinava o vale. Não disse nada durante algum tempo. Ele não estava ofegante. Não pude conceber por que ele tinha parado para se sentar.

    “A tarefa do dia, para você,” ele disse abruptamente, em um tom de presságio, “é uma das coisas mais misteriosas da feitiçaria, algo que vai além da linguagem, além das explicações. Nós caminhamos hoje, nós falamos,  porque o mistério de feitiçaria deve ser acomodado dentro do mundano. Deve originar-se do nada, e voltar novamente  para o nada. Isso é a arte dos guerreiros: passar pelo buraco de uma agulha desapercebidos. Então, firme-se apoiando suas costas nesta parede de pedra, o mais longe possível da extremidade. Eu estarei próximo, no caso de você desfalecer ou cair.
      
    (...)
      
    “Eu quero que você cruze suas pernas e entre no silêncio interior,” ele disse.

    “Digamos que você quer descobrir que artigos você poderia procurar para desacreditar ou substanciar o que eu lhe pedi que faça em seu ambiente acadêmico. Entre no silêncio interior, mas não durma. Esta não é uma viagem pelo mar escuro de consciência. Isto é ver a partir do silêncio interior.”

    Era bastante difícil para mim entrar no silêncio interior sem cair adormecido. Eu lutei contra um desejo quase invencível de dormir. Tive sucesso, e me vi olhando para o fundo do vale a partir de uma escuridão impenetrável ao meu redor. E então, eu vi algo que me gelou até a medula dos ossos. Eu vi uma sombra gigantesca, de talvez cinco metros de comprimento, saltando no ar e pousando com um baque silencioso. Eu sentia o baque em meus ossos, mas não o ouvi.

    “Eles são realmente pesados,” don Juan disse em meu ouvido. Ele estava me segurando pelo braço esquerdo, com toda a força que podia.

    Eu vi algo que se parecia com um meneio de sombra de lama agitar-se no chão, e então dar outro pulo gigantesco, talvez de quinze metros, e pousar novamente, com o mesmo baque silencioso ameaçador. Eu lutei para não perder minha concentração.

    Estava amedrontado além de qualquer coisa que eu pudesse usar racionalmente como descrição.Mantive meus olhos fixos na sombra saltando no fundo do vale. Então eu ouvi um zumbido mais peculiar, uma mistura do som de asas batendo e o zumbido de um rádio cujo dial não sintonizou totalmente a freqüência de uma estação de rádio, e o baque que seguiu foi algo inesquecível. Sacudiu don Juan e eu a fundo — uma sombra de lama preta gigantesca tinha acabado de pousar aos nossos pés.

    “Não fique apavorado”, don Juan disse imperiosamente. “Mantenha seu silêncio interior e ela se afastará”.

    Eu estava tremendo de cabeça aos pés. Tive o conhecimento claro de que se eu não mantivesse meu silêncio interior vivo, a sombra de lama me cobriria como uma manta e me sufocaria. Sem esquecer a escuridão ao meu redor, eu gritei com todas as minhas forças. Nunca tido estado tão irritado, tão  totalmente frustrado. A sombra deu outro pulo, claramente para o fundo do vale. Eu continuei gritando, sacudindo minhas pernas. Eu queria livrar-me de tudo que pudesse vir a me comer. Meu estado de nervosismo era tão intenso que eu perdi o controle  do tempo. Talvez eu tenha desmaiado.

    Quando despertei, eu estava em minha cama na casa de Don Juan. Havia uma toalha, encharcada em água gelada, enrolada em minha testa. Eu estava ardendo em febre. Um das discípulas de don Juan esfregava minhas costas, peito e testa com álcool, mas isto não me aliviou. O calor que eu estava experimentando vinha de dentro. Era gerado por minha ira e impotência.

    Don Juan riu como se o que estava acontecendo a mim fosse a coisa mais engraçada no mundo. Acessos de riso o invadiam de forma contínua.

    “Eu nunca teria pensado que você levaria ver um voador tão a sério,” ele disse.

    Ele me levou pela mão e me conduziu à parte de trás da casa, onde ele me mergulhou em uma banheira enorme de água, completamente vestido — sapatos, relógio, tudo.

    “Meu relógio, meu relógio!” eu gritei.

    Don Juan se torcia de rir. “Você não deveria usar um relógio quando vem me ver,” ele disse. “Agora você estragou seu relógio!”. Eu tirei meu relógio e o pus ao lado da banheira. Me lembrei que era à prova d’água e que nada poderia lhe acontecer.

    Ser molhado na banheira me ajudou enormemente. Quando Don Juan me tirou da água gelada, eu tinha ganho um certo grau de controle.

    “Essa coisa é absurda!” eu continuei repetindo, incapaz de dizer qualquer outra coisa.

    O predador que don Juan tinha descrito não era algo benevolente. Era enormemente pesado, bruto, indiferente. Eu sentia seu descaso por nós.

    Indubitavelmente, tinha nos esmagado eras atrás, tornando-nos, como don Juan tinha dito, fracos, vulneráveis e dóceis. Eu tirei minhas roupas molhadas, cobri-me com um poncho, sentei em minha cama, e verdadeiramente me acabei de tanto chorar, mas não por mim. Minha ira e meu intento inflexível não os deixariam me comer. Eu chorei por meus companheiros da raça humana, especialmente por meu pai. Eu nunca soube até aquele momento que eu o amava tanto.

    “Ele nunca teve uma chance”, eu me ouvi repetindo,  sem parar, como se as palavras realmente não fossem minhas. Meu pobre pai, o ser mais atencioso que eu conheci, tão terno, tão gentil, tão indefeso.

    (...)
     
    Fonte: Capítulo 'Sombras de Barro', O Lado Ativo do Infinito - Carlos Castañeda
     
    Postado por RRS às 00:59 
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  14. Bom dia, gente!

    Percebo que o pessoal daqui é bem entendido e experiente, e talvez alguém possa me esclarecer uma dúvida que persiste há anos. Quando busco na internet a resposta é sempre muito genérica, e na verdade, tem-se aquele impressão de que ninguém na verdade sabe o que é. Mas talvez aqui eu encontre alguma resposta...

    Quem ou o quê é aquela sombra preta que às vezes se vê, não necessariamente em projeção astral, que usa um CHAPÉU? E qual a razão do chapéu, que sentindo tem?...rsrsrs

    Também já vi, não em projeção astral, mas tentando uma - eu não estava paralisado, talvez alguém suponha que eu estivesse cataléptico - uma figura bemmmmmmm branca sentada ao meu lado no sofá. Essa figura sorria e tinha rosto. O homem de chapéu não tinha rosto... embora estivesse escuro quando o vi, e ele já é uma sombra... 

    Nas duas ocasiões, que já se repetiram, eu estava muito acordado, e podia me movimentar, tanto que nas duas ocasiões cobri o rosto. E quando descobri as entidades ainda estavam lá...

    Alguém sabe o que pode ser?

     

    Obrigado! 

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