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JeffLondon

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Everything posted by JeffLondon

  1. O que acham disso? Encontrei agora... Os Predadores do Ser Humano: Os Voadores “Eles descobriram que nós temos companhia na vida,” ele disse, tão claramente quanto pôde. “Nóstemos um predador que veio das profundezas do cosmos e assumiu o controle de nossas vidas. Os seres humanos são seus prisioneiros. O predador é nosso senhor e mestre. Nos faz dóceis e desamparados. Se queremos protestar, suprime nosso protesto. Se queremos agir independentemente, exige que não o façamos.” (...) “Está um breu aqui”, don Juan disse, “mas se você olhar pelo canto do olho, você ainda verá sombras em movimento, saltando ao seu redor.” Ele estava certo. Eu ainda podia vê-las. Seu movimento me deixou atordoado. Dom Juan acendeu a luz, e isso pareceu dissipar tudo. (...) “Por que este predador assumiu o controle do modo que você está descrevendo, don Juan?” eu perguntei. “Deve haver uma explicação lógica”. “Há uma explicação”, don Juan respondeu, “que é a explicação mais simples no mundo. Eles nos dominam porque somos comida para eles, e nos apertam impiedosamente porque somos seu sustento. Da mesma maneira que nós criamos galinhas em galinheiros, gallineros, os predadores nos criam em gaiolas humanas, humaneros. Então, sua comida está sempre disponível para eles.” (...) “Bem,” ele disse, “você não ouviu todas as afirmações ainda. Espere um pouco mais e veja como você se sente. Eu vou sujeitá-lo a um ataque relâmpago. Aliás, eu vou sujeitar sua mente a tremendos assaltos, e você não pode levantar e partir porque você está preso. Não porque eu o estou prendendo, mas porque algo em você o impedirá de partir, enquanto outra parte de você ficará totalmente desarvorada. Então prepare-se!” Havia algo em mim que estava, eu sentia, com desejo de ser castigado. Ele tinha razão. Eu não teria ido embora por nada neste mundo. E ainda assim eu não gostava nem um pouco das coisas que ele estava dizendo. “Eu quero atrair a sua mente analítica”, don Juan disse. “Pense por um momento, e me diga como você explica a contradição entre a inteligência do homem engenheiro e a estupidez de seus sistemas de convicções, ou a estupidez de seu comportamento contraditório. Os feiticeiros acreditam que os predadores nos deram nosso sistema de crenças, nossas idéias de bem e mal, nossos costumes sociais. Foram eles que programaram nossas esperanças e expectativas e sonhos de sucesso ou fracasso. Eles nos deram ambição, ganância, e covardia. São os predadores que nos fazem complacentes, rotineiros, e egomaníacos”. (...) “Não, eles não fazem assim. Isso é idiota!” Don Juan disse, sorrindo. “Eles são infinitamente mais eficientes e organizados que isso. Para nos manter obedientes, submissos e fracos, os predadores empreenderam uma manobra estupenda — estupenda, claro, do ponto de vista de um combatente estrategista. Uma manobra horrenda do ponto de vista dos que a sofrem. Eles nos deram sua mente! Entende? Os predadores nos dão a mente deles que se torna a nossa mente. A mente dos predadores é grotesca, contraditória, taciturna e cheia de medo de ser descoberta a qualquer momento.” O Predador segundo o filme "Matrix" “Eu sei que embora nunca tenha passado fome,” ele continuou, “você tem ansiedade por comida que não é diferente da ansiedade do predador que teme que a qualquer momento sua manobra vai ser descoberta e sua comida vai ser negada. Pela nossa mente que, afinal de contas, é a mente deles, os predadores injetam nas vidas dos seres humanos tudo que é conveniente para eles. E eles asseguram, desta maneira, um grau de segurança para agir como um pára-choque contra o medo deles.” (...) Don Juan deu um largo sorriso. Ele estava tão contente quanto um saltimbanco. Ele explicou que os feiticeiros vêem as crianças como estranhas e luminosas bolas de energia, cobertas de cima a baixo com uma capa brilhante, algo como uma cobertura de plástico que é ajustada firmemente em cima de seu casulo de energia. Ele disse que aquela capa brilhante de consciência era o que os predadores consumiam, e que quando um ser humano alcançava a idade adulta, tudo que sobrava daquela capa brilhante de consciência era uma franja estreita que ia do chão ao topo dos dedos do pé. Aquela franja permitia ao gênero humano continuar vivendo, mas só de forma precária. Como em um sonho, eu ouvi Don Juan Matus explicando que, ao que ele sabia, o homem era a única espécie que tinha a capa brilhante de consciência fora de seu casulo luminoso. Portanto, ele se tornou presa fácil para uma consciência de uma ordem diferente, como a consciência pesada do predador. Ele fez então a declaração mais prejudicial que tinha feito até então. Ele disse que esta faixa estreita de consciência era o epicentro da auto-reflexão, onde o homem era irremediavelmente preso. Manipulando nossa auto-reflexão, que é o único ponto de consciência que nos restou, os predadores criam lampejos de consciência que eles em seguida consomem de forma cruel e predatória. Eles nos dão problemas frívolos que forçam esses lampejos de consciência a aumentar, e desta maneira nos mantêm vivos para que eles possam ser alimentados com o brilho energético de nossas pseudo-preocupações. (...) “Não há nada que você ou eu possamos fazer sobre isso,” Don Juan disse em uma voz triste e grave. “Tudo que nós podemos fazer é disciplinar-nos até o ponto onde eles não poderão nos tocar. Como você pode pedir para os seres humanos que passem por esses rigores de disciplina? Eles rirão e farão chacota de você, e os mais agressivos irão até bater-lhe. E nem tanto porque eles não acreditem nisto. Bem fundo, nos recônditos de todo ser humano, há um conhecimento ancestral, visceral sobre a existência dos predadores”. (...) “Sempre que as dúvidas empurrarem você para um ponto perigoso”, ele disse, “faça algo pragmático a respeito. Apague a luz. Perscrute a escuridão; descubra o que você pode ver”. Ele se levantou para apagar as luzes. Eu o impedi. “Não, não, Don Juan”, eu disse, não apague as luzes. “Eu estou bem”. O que eu sentia então era um, para mim incomum, medo da escuridão. O mero pensamento me fez arquejar. (...) “Você viu as sombras passageiras contra as árvores”, Don Juan disse, recostando-se no espaldar de sua cadeira. “Isso é muito bom. Eu gostaria que você os visse dentro deste quarto. Você não está vendo nada. Você está simplesmente capturando imagens passageiras. Você tem bastante energia para isso”. Eu temia que don Juan se levantasse de qualquer maneira e apagasse as luzes, o que ele fez. Dois segundos depois, eu estava gritando a plenos pulmões. Não só consegui um rápido lampejo dessas imagens passageiras, como eu os ouvi zumbindo em meus ouvidos. Don Juan caiu na gargalhada enquanto acendia as luzes. “Que sujeito temperamental!” ele disse. “Um cético total, por um lado, e um pragmático total por outro. Você tem que organizar esta briga interna. Caso contrário, você vai inchar como um sapo grande e estourar.” (...) “Os feiticeiros de México antigo”, ele disse, “viam o predador. Eles o chamaram o voador porque voa pelo ar. Não é uma bela visão. É uma sombra grande, impenetravelmente escura, uma sombra preta que salta pelo ar. Então, pousa pesadamente no chão. Os feiticeiros de México antigo ficavam facilmente doentes com a idéia de quando teriam feito seu aparecimento na Terra. Eles achavam que o homem deveria ter sido em certo ponto um ser completo, com insights estupendos e feitos de consciência que são hoje em dia lendas mitológicas. E então tudo parece desaparecer, e nós temos um homem sedado agora”. (...) “O que eu estou dizendo é que o que temos contra nós não é um simples predador. É muito inteligente, e organizado. Segue um sistema metódico para nos fazer inúteis. O Homem, o ser mágico que ele é destinado a ser, não é mais mágico. Ele é um pedaço comum de carne. Não há nenhum sonho mais no homem a não ser os sonhos de um animal que está sendo criado para se tornar um pedaço de carne: muito vulgar, convencional, imbecil.” (...). “Este predador”, don Juan disse, “que, claro, é um ser inorgânico, não é completamente invisível a nós, como outros seres inorgânicos são. Eu penso que quando crianças nós podemos vê-lo e decidimos que é tão horroroso que nós não queremos pensar nisto. Crianças, claro, podem teimar em focalizar sua visão, mas todos ao seu redor as dissuadem de fazer isso”. “A única alternativa deixada para o gênero humano”, ele continuou, “é a disciplina. Disciplina é o único dissuasor. Mas por disciplina eu não quero dizer rotinas severas. Eu não quero dizer acordar todas as manhãs às cinco e meia e entrar na água fria até que você fique azul. Feiticeiros entendem disciplina como a capacidade para enfrentar com serenidade imprevistos que não estão incluídos em nossas expectativas. Para eles, disciplina é uma arte: a arte de enfrentar o infinito sem vacilar, não porque eles são fortes e duros, mas porque eles estão cheios de respeito e temor.” (...) “Os feiticeiros dizem que disciplina torna a capa brilhante de consciência sem sabor para o voador”, Don Juan disse, examinando minha expressão como para descobrir qualquer sinal de descrença. “O resultado é que os predadores ficam desnorteados. Uma capa brilhante de consciência não comestível não é parte da cognição deles, eu suponho. Depois de ficarem confusos, eles não têm nenhum recurso além de se abster de continuar sua tarefa abominável”. “Se os predadores não comerem nossa capa brilhante de consciência por algum tempo”, ele continuou, “ela continuará crescendo. Simplificando este assunto ao extremo, eu posso dizer quefeiticeiros, por meio de sua disciplina, repelem os predadores tempo suficiente para permitir que sua capa brilhante de consciência cresça além do nível dos dedos do pé. Uma vez que vá além do nível dos dedos do pé, cresce de volta a seu tamanho natural”. “Os feiticeiros de México antigo costumavam dizer que a capa brilhante de consciência é como uma árvore. Se não é podada, cresce até seu volume e tamanho naturais. Quando a consciência atinge níveis mais altos que os dedos do pé, tremendas manobras de percepção se tornam naturais.” “O truque principal desses feiticeiros de tempos antigos,” don Juan continuou, “era sobrecarregar a mente dos voadores com disciplina. Eles descobriram que se eles ‘taxassem’ a mente dos voadores com silêncio interno, a instalação estrangeira fugiria, dando a qualquer um dos praticantes envolvidos nesta manobra a certeza total da origem externa da mente. A instalação estrangeira volta, eu lhe asseguro, mas não tão forte, e começa um processo no qual o fugir da mente dos voadores se torna rotineiro, até um dia que foge permanentemente. Um dia triste realmente! Esse é o dia em que você tem que confiar nos seus próprios dispositivos, que são quase zero. Não há ninguém para lhe dizer o que fazer. Não há nenhuma mente de origem alienígena para ditar as imbecilidades às quais você está acostumado.” (...) Don Juan continuou, “que este era o dia mais duro na vida de um feiticeiro, pois a mente real que pertence a nós, a soma total de nossas experiências, depois de toda uma vida de dominação se tornou tímida, insegura, e velhaca. Pessoalmente, eu diria que a batalha real dos feiticeiros começa naquele momento. O resto somente é preparação.” Eu fiquei genuinamente agitado. Queria saber mais, e ainda assim um sentimento estranho em mim clamava para eu parar. Aludia a resultados negros e castigo, algo como a ira de Deus descendo em mim por ter mexido com algo ocultado pelo próprio Deus. Eu fiz um esforço supremo para permitir minha curiosidade vencer. “Qu—qu—que você quer dizer,” eu me ouvi dizer, “taxando a mente dos voadores?” “Disciplina taxa a mente estrangeira tremendamente”, ele respondeu. “Assim, pela disciplina, feiticeiros derrotam a instalação alienígena”. (...) Ele olhou para mim e sorriu maliciosamente. “A mente dos voadores foge para sempre,” ele disse, “quando um feiticeiro tem sucesso em agarrar a força vibratória que nos une num conglomerado de campos de energia. Se um feiticeiro mantiver aquela pressão tempo suficiente, a mente dos voadores foge derrotada. E isso é exatamente o que você vai fazer: agarre-se à energia que o mantém unido.” (...) “Você está temendo a ira de Deus, não é?” ele disse. “Fique certo, isso não é seu medo. É o medo dos voadores, porque sabe que você fará exatamente como eu estou lhe falando”. As palavras dele não me acalmaram em absoluto. Eu me sentia pior. Eu estava tendo ânsias de vômito involuntariamente, e não tinha nenhum meio de parar isto. “Não se preocupe”, disse Don Juan calmamente. “Eu sei por experiência que esses ataques se enfraquecem muito depressa”. A mente do voador não tem absolutamente nenhuma concentração.” (...) Eu tinha liberado de alguma maneira em mim uma visão miserável: sombras pretas, esvoaçantes, saltando ao redor de mim, para onde quer que eu me virasse. Eu fechei meus olhos e descansei minha cabeça no braço da cadeira estofada. “Eu não sei para onde me virar, Don Juan,” eu disse. “Hoje à noite, você realmente teve sucesso em me deixar perdido.” “Você está sendo rasgado por uma luta interna,” disse Don Juan. “Bem nas profundezas de seu ser, você sabe que é incapaz de recusar o acordo em que uma parte indispensável de você, sua capa brilhante de consciência, vai servir como uma fonte incompreensível de alimento para, naturalmente, entidades incompreensíveis. E outra parte de você ficará contra esta situação com todo seu poder.” “A revolução dos feiticeiros,” ele continuou, “é que eles recusam honrar acordos dos quais eles não participaram. Ninguém nunca me perguntou se eu consentia em ser comido por seres de um tipo diferente de consciência. Meus pais apenas me trouxeram neste mundo para ser comida, como eles, e isso é o fim da história.” (...) Em casa, à medida que o tempo passava, a idéia dos voadores se tornou um das principais fixações de minha vida. Eu cheguei ao ponto onde eu sentia que Don Juan estava absolutamente certo sobre eles. Não importa quanto eu tentasse, não podia descartar sua lógica. Quanto mais eu pensava nisso, mais eu falava e observava a mim e meus pares da raça humana, mais intensa a convicção de que algo estava nos tornando incapaz de qualquer atividade ou qualquer interação ou qualquer pensamento que não tivesse o ego como ponto focal. Minha preocupação, como também a preocupação de todos que eu conhecia ou com quem conversava, era o ego. Como eu não podia achar nenhuma explicação para tal homogeneidade universal, eu acreditei que a linha de pensamento de don Juan era o modo mais apropriado de elucidar o fenômeno. (...) “Eu tentei o máximo ser racional sobre este assunto,” disse eu, “mas eu não posso. Há momentos em que eu concordo completamente com você sobre os predadores.” “Focalize sua atenção nas sombras fugazes que você vê de fato,” don Juan disse com um sorriso. Eu disse a don Juan que essas sombras iam ser o fim de minha vida racional. Eu as via em todos os lugares. Desde que tinha deixado sua casa, eu era incapaz de dormir na escuridão. Dormir com as luzes acesas não me aborrecia em nada. O momento em que eu apagava as luzes, porém, tudo ao meu redor começava a saltar. Eu nunca via figuras completas ou formas. Tudo que eu via eram sombras pretas fugazes. “A mente dos voadores não o deixou,” disse don Juan, “Ela foi seriamente ferida. Está tentando ao máximo rearranjar sua relação com você. Mas algo em você está rompido para sempre. O voador sabe isso. O perigo real é que a mente dos voadores pode ganhar cansando-o e forçando-o a desistir, mostrando a contradição entre o que ela diz e o que eu digo.” “Você vê, a mente dos voadores não tem nenhum competidor,” don Juan continuou. “Quando ela propõe algo, concorda com sua própria proposição, e o faz acreditar que você fez algo de valor. A mente dos voadores dirá a você que tudo que Juan Matus está contando é pura tolice, e então a mesma mente concordará com sua própria proposição, 'Sim, claro que é tolice,' você dirá. Esse é o modo com que eles nos derrotam.” “Os voadores são uma parte essencial do universo,” ele continuou, “e devem ser levados como o que eles realmente são — pavorosos, monstruosos. Eles são os meios pelos quais o universo nos testa.” “Nós somos sondas energéticas criadas pelo universo,” ele continuou como se estivesse inconsciente da minha presença, “e é porque nós somos os possuidores de energia que tem consciência que nós somos os meios pelos quais o universo se dá conta de si mesmo. Os voadores são os desafiantes implacáveis. Eles não podem ser tomados como qualquer outra coisa. Se nós temos sucesso nisso, o universo nos permite continuar.” Eu quis que don Juan dissesse mais. Mas ele disse apenas, “a blitz terminou a última vez que você esteve aqui; há tanto que você pode dizer sobre os voadores. Está na hora de outro tipo de manobra”. (...) “Apreciar a vista é para pessoas em carros”, ele disse. “Eles vão a grande velocidade sem qualquer esforço de sua parte. Apreciar a vista não é para andarilhos. Por exemplo, quando você está indo em um carro, você pode ver uma montanha gigantesca cuja visão o subjuga com sua beleza. A visão da mesma montanha não o subjugaria da mesma maneira se você olhá-la enquanto você for a pé; o impressionará de modo diferente, especialmente se você tem que escalá-la ou dar a volta em torno dela.” (...) “Não os (insetos) tente dispersar com sua mão”, ele disse em um tom firme. “Intente-os longe. Monte uma barreira de energia ao seu redor. Fique em silêncio, e de seu silêncio será construída a barreira. Ninguém sabe como isto é feito. É uma dessas coisas que os feiticeiros antigos chamavam fatos energéticos. Desligue seu diálogo interno. Isso é tudo que é necessário”. (...) “A idéia estranha”, ele disse lentamente, medindo o efeito de suas palavras, “é que todo ser humano nesta terra parece ter exatamente as mesmas reações, os mesmos pensamentos, os mesmos sentimentos. Eles parecem responder mais ou menos do mesmo modo aos mesmos estímulos. Essas reações parecem algo “enevoadas” pelo idioma que eles falam, mas se nós eliminarmos isso, são exatamente as mesmas reações que sitiam todo ser humano na Terra. Eu gostaria que você ficasse curioso sobre isto, como cientista social, claro, e veja se você poderia explicar formalmente tal homogeneidade.” (...) Eu estava profundamente envolvido pensando na tarefa que ele tinha delineado para mim. Comecei tentando revisar em minha mente se eu conhecia qualquer artigo ou documento escrito sobre este assunto. Eu pensei que eu teria que pesquisar, e decidi começar minha pesquisa lendo todos os trabalhos disponíveis em âmbito nacional. Eu me pus entusiástico sobre o tema, de modo fortuito, e realmente quis ir imediatamente para casa, porque queria levar a tarefa a sério, mas antes que nós chegássemos à sua casa, don Juan se sentou em uma borda alta que descortinava o vale. Não disse nada durante algum tempo. Ele não estava ofegante. Não pude conceber por que ele tinha parado para se sentar. “A tarefa do dia, para você,” ele disse abruptamente, em um tom de presságio, “é uma das coisas mais misteriosas da feitiçaria, algo que vai além da linguagem, além das explicações. Nós caminhamos hoje, nós falamos, porque o mistério de feitiçaria deve ser acomodado dentro do mundano. Deve originar-se do nada, e voltar novamente para o nada. Isso é a arte dos guerreiros: passar pelo buraco de uma agulha desapercebidos. Então, firme-se apoiando suas costas nesta parede de pedra, o mais longe possível da extremidade. Eu estarei próximo, no caso de você desfalecer ou cair. (...) “Eu quero que você cruze suas pernas e entre no silêncio interior,” ele disse. “Digamos que você quer descobrir que artigos você poderia procurar para desacreditar ou substanciar o que eu lhe pedi que faça em seu ambiente acadêmico. Entre no silêncio interior, mas não durma. Esta não é uma viagem pelo mar escuro de consciência. Isto é ver a partir do silêncio interior.” Era bastante difícil para mim entrar no silêncio interior sem cair adormecido. Eu lutei contra um desejo quase invencível de dormir. Tive sucesso, e me vi olhando para o fundo do vale a partir de uma escuridão impenetrável ao meu redor. E então, eu vi algo que me gelou até a medula dos ossos. Eu vi uma sombra gigantesca, de talvez cinco metros de comprimento, saltando no ar e pousando com um baque silencioso. Eu sentia o baque em meus ossos, mas não o ouvi. “Eles são realmente pesados,” don Juan disse em meu ouvido. Ele estava me segurando pelo braço esquerdo, com toda a força que podia. Eu vi algo que se parecia com um meneio de sombra de lama agitar-se no chão, e então dar outro pulo gigantesco, talvez de quinze metros, e pousar novamente, com o mesmo baque silencioso ameaçador. Eu lutei para não perder minha concentração. Estava amedrontado além de qualquer coisa que eu pudesse usar racionalmente como descrição.Mantive meus olhos fixos na sombra saltando no fundo do vale. Então eu ouvi um zumbido mais peculiar, uma mistura do som de asas batendo e o zumbido de um rádio cujo dial não sintonizou totalmente a freqüência de uma estação de rádio, e o baque que seguiu foi algo inesquecível. Sacudiu don Juan e eu a fundo — uma sombra de lama preta gigantesca tinha acabado de pousar aos nossos pés. “Não fique apavorado”, don Juan disse imperiosamente. “Mantenha seu silêncio interior e ela se afastará”. Eu estava tremendo de cabeça aos pés. Tive o conhecimento claro de que se eu não mantivesse meu silêncio interior vivo, a sombra de lama me cobriria como uma manta e me sufocaria. Sem esquecer a escuridão ao meu redor, eu gritei com todas as minhas forças. Nunca tido estado tão irritado, tão totalmente frustrado. A sombra deu outro pulo, claramente para o fundo do vale. Eu continuei gritando, sacudindo minhas pernas. Eu queria livrar-me de tudo que pudesse vir a me comer. Meu estado de nervosismo era tão intenso que eu perdi o controle do tempo. Talvez eu tenha desmaiado. Quando despertei, eu estava em minha cama na casa de Don Juan. Havia uma toalha, encharcada em água gelada, enrolada em minha testa. Eu estava ardendo em febre. Um das discípulas de don Juan esfregava minhas costas, peito e testa com álcool, mas isto não me aliviou. O calor que eu estava experimentando vinha de dentro. Era gerado por minha ira e impotência. Don Juan riu como se o que estava acontecendo a mim fosse a coisa mais engraçada no mundo. Acessos de riso o invadiam de forma contínua. “Eu nunca teria pensado que você levaria ver um voador tão a sério,” ele disse. Ele me levou pela mão e me conduziu à parte de trás da casa, onde ele me mergulhou em uma banheira enorme de água, completamente vestido — sapatos, relógio, tudo. “Meu relógio, meu relógio!” eu gritei. Don Juan se torcia de rir. “Você não deveria usar um relógio quando vem me ver,” ele disse. “Agora você estragou seu relógio!”. Eu tirei meu relógio e o pus ao lado da banheira. Me lembrei que era à prova d’água e que nada poderia lhe acontecer. Ser molhado na banheira me ajudou enormemente. Quando Don Juan me tirou da água gelada, eu tinha ganho um certo grau de controle. “Essa coisa é absurda!” eu continuei repetindo, incapaz de dizer qualquer outra coisa. O predador que don Juan tinha descrito não era algo benevolente. Era enormemente pesado, bruto, indiferente. Eu sentia seu descaso por nós. Indubitavelmente, tinha nos esmagado eras atrás, tornando-nos, como don Juan tinha dito, fracos, vulneráveis e dóceis. Eu tirei minhas roupas molhadas, cobri-me com um poncho, sentei em minha cama, e verdadeiramente me acabei de tanto chorar, mas não por mim. Minha ira e meu intento inflexível não os deixariam me comer. Eu chorei por meus companheiros da raça humana, especialmente por meu pai. Eu nunca soube até aquele momento que eu o amava tanto. “Ele nunca teve uma chance”, eu me ouvi repetindo, sem parar, como se as palavras realmente não fossem minhas. Meu pobre pai, o ser mais atencioso que eu conheci, tão terno, tão gentil, tão indefeso. (...) Fonte: Capítulo 'Sombras de Barro', O Lado Ativo do Infinito - Carlos Castañeda Postado por RRS às 00:59
  2. Bom dia, gente! Percebo que o pessoal daqui é bem entendido e experiente, e talvez alguém possa me esclarecer uma dúvida que persiste há anos. Quando busco na internet a resposta é sempre muito genérica, e na verdade, tem-se aquele impressão de que ninguém na verdade sabe o que é. Mas talvez aqui eu encontre alguma resposta... Quem ou o quê é aquela sombra preta que às vezes se vê, não necessariamente em projeção astral, que usa um CHAPÉU? E qual a razão do chapéu, que sentindo tem?...rsrsrs Também já vi, não em projeção astral, mas tentando uma - eu não estava paralisado, talvez alguém suponha que eu estivesse cataléptico - uma figura bemmmmmmm branca sentada ao meu lado no sofá. Essa figura sorria e tinha rosto. O homem de chapéu não tinha rosto... embora estivesse escuro quando o vi, e ele já é uma sombra... Nas duas ocasiões, que já se repetiram, eu estava muito acordado, e podia me movimentar, tanto que nas duas ocasiões cobri o rosto. E quando descobri as entidades ainda estavam lá... Alguém sabe o que pode ser? Obrigado!
  3. Bom dia a todos! Não sei bem se é projeção, só sei que são sonhos bem lúcidos - não no sentido de eu saber ser um sonho - mas no sentido das imagens serem muito vívidas e coloridas, e aquela sensação de bem estar indescritível, como se você estivesse em casa depois de uma longa viagem, e nos braços de uma mãe. Bem, nesse sonho/projeção, constantemente estou andando com alguém, que não sei bem quem, frequentemente estamos num bosque ou numa mata bem natural, e depois que andamos um pouco se abre uma clareira enorme, e bem a frente tem um desfiladeiro, e lá na frente, bemmmmm lá na frente, ergue-se uma montanha enorme e dourada, que só de ver me dá vertigem e medo. Tanto medo que neste sonho/projeção, eu tampo os olhos com as mãos para não ver, e acordo com o coração acelerado. Também um sonho/projeção recorrente, é eu estar sentado na grama conversando com pessoas, só que esse gramado é azul, ao invés de verde, um azul lindo quase esverdeado. E não é numa planície ou vale, mas um local cheio de montes ou colinas, se posso chama-los assim, já que esse montes tem uma configuração diferente, não são suaves como colinas, mas sobem abruptamente e são arredondados nas pontas. Uma descrição muito exata seria algo como colinas em formato de ovos gigantes, se é que podem me entender. O fato é que é uma paisagem maravilhosa, deslumbrante, e de novo, aquela sensação de aconchego e a vontade de jamais deixar aquele lugar! Como se ali fosse a sua casa... Até que então acordo, e de novo, esse mundo cinza e sem graça mais uma vez. Já viram essas montanhas das quais falo? Obrigado!!!!
  4. A profundidade de um segredo se compara com a sua importância e com a dificuldade de expressá-lo. São coisas importantes demais para serem traduzidas, pois as palavras as diminuem, transformam o que antes era Ilimitado dentro de você, em coisas normais, quando são ditas. A linguagem humana não fora feita para transcender, assim como um uivo jamais poderá traduzir uma sinfonia. As coisas mais importantes do mundo estão guardadas bem perto do coração, ali, ao lado dos segredos mais valiosos, que os seus inimigos adorariam encontrar e destruir. E quando você fala sobre elas, as suas lágrimas descem, como se uma intermitente chuva de granizo caísse indócil em seus olhos abertos. E as pessoas lhe olham sem entender nada, porque os seus corações habitam lugares outros, que não o seu, e não entendem a importância do que fora dito, que de tão importante era para você, que você até chorou enquanto dizia. Mas não é na dor que está a lágrima que desce, mas no segredo que ficou guardado lá dentro, não por falta de um narrador, mas de alguém que o compreenda... Transformar a vida numa fábula verdadeira, de forma que ela possa fazer sentido a quem ouvi-la, é como chegar a um deserto e convencer o seu ressequido povo de que do outro lado do mar salgado existe uma terra deslumbrante, onde o chão forra-se de esmeraldas, e um néctar fresco e doce sobe do chão pelas árvores e é oferecido a qualquer um que quiser pegar. É como tentar transformar um adulto em uma criança, e convidá-lo a entender que a noite é sim, uma caixa de joias, e que foi aberta por uma princesa para iluminar a sua tenda já há muito escura. Mas o coração humano está trancado em si mesmo, dentro de uma casca inviolável. Não lhe interessa néctares e nem esmeraldas, que não sejam apenas para si. Aguarda-se que uma luz cruze os céus e venha libertá-lo do mundo e de si mesmo, e não entende que cabe é a ele libertar-se do eterno naufrágio que ele mesmo se infligiu. Conquanto, a estrada é longa, e ainda que tudo pareça solidão e tudo pareça estar perdido, ele segue, rumo ao horizonte. Não há outro lugar para ir, e ainda que tome outra direção, sempre seguirá rumo à mesma aurora, pois não fizestes do mundo uma esfera por simples acaso, pois que em todas as direções de uma esfera há um horizonte. E pela mesma razão, não fizeste a noite revezar com o dia, em trevas e em claridades, e nem o sol morrer e nascer, cada dia por sua vez, e nem a lua minguar e ressurgir exuberante, em suas fases necessárias, sem um motivo. Há motivo em tudo, nada há de inútil, e todas as coisas nos contam histórias, à sua maneira. Há símbolos e segredos em todos os lugares, para aqueles que sabem olhar. Então, um dia, uma voz vem carregada pelo vento e sussurra, às vezes no ouvido, às vezes no coração, e diz: Não é o narrador que importa, mas o ouvinte. O Ser é que cria a experiência. O espaço, altura, largura, distância, paredes... Nada disso existe! São meros artifícios para a experiência. O que há, na verdade, é uma rede realmente infinita de pensamentos que se entrecruzam, cada um percebendo o seu próprio, e aquele que pode compreender. Olhe lá fora para o seu mar... Ele foi uma criação mental um dia, de um Ser que achou interessante aquela formação. Outro Ser, então, percebeu a "imagem" criada, achou-a interessante, e a incorporou a si mesmo, passando a compartilhar com o "criador" original, aquela "imagem" marítima. Claro que ele acrescentou algumas coisas pessoais a esta imagem agora compartilhada... como nuances de verdes e azuis. Uma outra entidade então, vendo o que as outras duas compartilharam, resolveu participar também... acrescentou marés, a sensação do molhado, o som gutural das ondas... Outras vieram, e cada uma acrescentou de si, algo que lhe agradava: peixes, algas, uma praia... E assim, dividiam entre si a experiência sensorial e mental, vibrando na mesma faixa, percebendo uma mente o que a outra percebia. Pois tudo é mental. E você mesmo se divide em dois, ou em três, às vezes, se perceber bem... E assim, tem criado vocês mesmos a sua própria realidade. Isso foi há muito tempo, em seus termos. Tempos imemoriais demais para relatar. Essas entidades alçaram voos maiores, criaram outras realidades inexprimíveis das quais compartilham agora entre elas. Realidades impossíveis de descrever para você. Mas vocês, enquanto fragmentos mentais dessas entidades ancestrais, percebem o que elas deixaram para trás. Porque vocês mesmos são partes delas. Filhos de um sonho. E como aprendizes, um dia vocês mesmo criarão as suas próprias realidades, e encontrão aqueles que desejarão partilha-las com vocês. Até que um dia, fragmentos de seus próprios pensamentos criarão consciência, e experimentarão os sonhos que vocês mesmos deixaram para trás, ao alçarem novos voos. E assim caminha a eternidade, em ciclos. Criadores e criaturas. Numa onda infinita, onde a única diferença é aquilo que se pode e se quer perceber. O estado de ser, É. Ele não precisa da matéria para existir. Ele existe por que ele É. Todo o resto é derivado, porque nada existe sem uma vontade, e para ter vontade é preciso Ser. Só alguém que É pode expressar-se. E a expressão em seu mundo traduz em som, em ondas. E o som, por sua vez, em palavras. E a alma da palavra, aquilo que a ela imprime movimento, chama-se Verbo. Verbalizar é emitir uma vontade em ondas. E é em ondas (vibrações) que um pensamento atinge o outro. E assim que você se identifica com o outro do lado de cá. O seu ego é só um artificio, usado pela mente para especializar a experiência. Como quando você fecha um olho para mirar melhor com o outro, antes de lançar a flecha. Se você visse a verdadeira realidade do que te cerca, ficaria extremamente desorientado, e de nada serviria a experiência de nascer e viver em três dimensões. Dia virá em que coisas serão reveladas outra vez. A humanidade partirá de novo para novas percepções. Aqueles que estiverem prontos. Mas o ego de muitos está viciado, não viveriam sem esse mundo de ilusões. Para esses, bastam que as ondas se arrebentem nas pedras, e os homens se arrebentem nas ondas, desde que sejam saciados em seus instintos mais básicos. Eles ficaram aqui ainda, por muito tempo em seus termos. Esse mundo como está basta a eles, chegam mesmo a se regozijarem com a violência, a ganância, a desordem. Vibram na mesma faixa, como dizem. Alguns, alçarão seus voos. Levarão daqui a experiência para fazerem coisas melhores, e não repetirem o que viram de pior aqui. Essa é, em essência, a ideia e a resposta que muitos se fazem na tentativa de entenderem, o porquê de estarem aqui. Não há como descrever, numa linguagem que possam entender, a luz e a pujança que resplandece em realidades assim... Ah, e eu, que já fui mais longe do que muitas pessoas por um determinado caminho. Já conversei com Mestres em um outro mundo. Já vi – embora de longe – Seres Celestiais, grandes formas flamejantes, cuja beleza enche a alma com um anseio angustiante. E, no entanto, não fôssem pelos meus registros, as abençoadas palavras escritas – que asseguram a permanência, mesmo que elas disfarcem e destorçam e falem inverdades – não fosse por elas, existem momentos quando eu deveria duvidar de tudo; sim, mesmo da realidade dos meus mestres. É tão duro matar o cético em mim, e nem eu quero isso completamente; pois o ceticismo é muito útil como uma ajuda para preservar o equilíbrio mental. Enquanto eu puder me comportar como uma pessoa normal e confortavelmente tola, não importa... embora eu seja realmente maluco, como o notório Chapeleiro de um conhecido conto infantil... Os caminhos dos Seres Celestiais não são os caminhos dos mortais. Quase vinte anos se passaram desde que me encontrei pela primeira vez nesse caminho. Vinte anos! E eu era uma criança... Parece um longo tempo para mim que espero; porém pode ser apenas o equivalente a poucos segundos na existência estranha, incompreensível, “atemporal”, daqueles que se encontram no mais profundo do meu ser. No entanto, embora eles não estejam aqui agora, eu tenho a sensação da proximidade. É como se morássemos na mesma casa juntos, mas em quartos separados. Nenhum som pode penetrar naquelas paredes, nem existem janelas, mas mesmo assim eu sei que eles estão lá. Sou livre para entrar, se eu conseguir resolver o enigma da fechadura complicada da sua porta, mas para fazer isso eu preciso compreender sobre o Tempo e a Quinta Dimensão. Posso somente esperar e ter esperanças... Um dia a porta talvez se abra e eles apareçam do seu longo isolamento para o mundo, e tornem seus desejos conhecidos. E então, todos ouvirão as suas vozes e verão a calma de seus rostos sábios. E sobre a Última Viagem? Não há nada a temer. Esteja certo disso! O terror não está em nós, mas somente no corpo – o pobre, frágil, parte animal, tão cansado, porém temendo sua iminente dissolução. Nós nos levantaremos daquele último sono assim como de algum sonho meio lembrado de aflição e sentiremos aquelas formas assombradas escorregarem para dentro da noite que agora é passado. Sim, jovens e fortes novamente, ficaremos em pé eretos na aurora encantadora da nova vida, e estenderemos nossos braços-espíritos para saudar a glória do sol nascente. Ah!... E que Sol! Você se vê como um corpo. Delimitado no espaço e no tempo. Mas o mesmo fenômeno de se ver em algum lugar é muito ligado à noção de estar ciente de algo. Estar ciente é estar consciente... Ser consciente então é apenas saber estar em determinado lugar, em determinado tempo... Tire o lugar e o tempo, e fica apenas o "saber". O saber independe de lugar e tempo. Na verdade, como visto, lugar e tempo é quem dependem do saber. Então, você sabe. Você é um ser senciente, e usa diversos meios para se "localizar", meios que chama de sentidos. "Aqui", na terra, você acha que tem cinco deles, embora sejam mais, mas vamos deixar por isso. O que queremos dizer, é que não existem lugares como céu e inferno. Lugares geográficos, quero dizer. Eles estão dentro de você! É a sua consciência que cria o mundo, e em massa, vocês criam todas as situações cotidianas pelo que passa o mundo. Todas as mentes, estão interligadas num lugar profundo, que costumam chamar de inconsciente coletivo. Mas, é esse tal "inconsciente coletivo" que chega mais perto daquilo que chamam divindade. Pois é nessa energia mental atemporal que está concentrada todas as memórias, conhecimentos, experiências e vivencia de cada ser que já passou pela terra, até a menor frase ou ruido já dito por um deles. É a fonte universal, de onde você veio, para onde você vai, e invariavelmente, de onde absorve todas as características que fazem de você quem você é. De um ponto de vista mais distante, este consciente coletivo é um único ser. Assim como você parece ser único, quando visto de longe, em relação às células de seu corpo. Mas, visto de perto, como eu posso vê-lo agora, você é um número absurdo de células e moléculas, e cada uma delas tem a sua função e mesmo a sua própria personalidade. Elas trabalham em conjunto, mas são indivíduos que conhecem cada um o seu trabalho, assim como você. O universo é mental. É Pensamento. Uma vontade de sentir com ação própria, criando o seu próprio meio. Diante disso, há universos incontáveis e inimagináveis, se você puder alcançá-los. Vai por mim, essa cadeira onde você se senta, não existe. Ela não existe por si mesma, ela precisa de você para existir, para dar sentido a ela. Sei que, no fundo, sabe do que estamos falando, pois você guarda essa informação no fundo de sua alma, num outro sentido do qual não fala muito, e que costuma chamar de intuição. Aquela voz distante, que fala do fundo de sua alma, e às vezes até grita, na esperança de você ouvi-la. Lembre-se. As estradas não existem, se você não existir para trilha-las. Elas nem teriam um nome, e elas nem seriam estradas, sem você para dar-lhes nomes e significados. O ser humano é psíquico, uma entidade mental que nada tem de material. A matéria é uma criação sua para fixar a orientação dos sentidos, um estratagema do espírito, que precisa se focar num determinado assunto, em detrimento de outros. Vai por mim... na sua forma espiritual, a sua mente é inquieta, em um segundo todos os assuntos e experiências do universo passam por você, e você dedica toda a sua atenção a cada um deles. Em um segundo, você é você, e mais um sem número de entidades vivendo experiências das mais diversas possíveis, criando ideias e compondo músicas, regendo orquestras e atravessando séculos, e dando atenção a cada um desses detalhes, ainda que inumeráveis! Mas aqui, você veio focar num único quesito, numa única realidade, aprender dela o que lhe falta. Aqui você é apenas um dedo, que se mete dentro de um bolso escuro a procurar uma chave, e por isso deve concentrar-se nessa ação. O resto do corpo está lá fora ainda, em suas outras atividades. E então, que diabos eu venho fazer aqui? Quebrar a regra? Já que a regra é viver focado na matéria para aprender ou encontrar o que falta... Não é bem assim. Não existem regras, não seja tão rígido em seus conceitos. Você não está no exército! Você veio aqui porque você escolheu... e alguns de vocês, sentem-se cansados às vezes com a natureza dessa realidade. Querem escapar dela, ainda que por breves momentos. Muitos fazem isso da forma errada, prejudicial a si mesmos e aos outros. Sabem do que estou falando, drogas e afins... Você tem todo o poder para fazer isso por si mesmo. Mas fica a pergunta: Você pode viver sem o seu ego? Sem a noção enraizada que a sociedade imprimiu em você, de sucesso, carreira, reconhecimento, status, luxo, competição? Porque ao abrir a sua mente para o novo, essas coisas não farão mais sentido para você. E vai estar mais para um eremita que vive no alto da montanha, do que para um bom cidadão engajado no dia a dia, como mais uma engrenagem da grande máquina social, que veste o seu terno todo dia de manhã e passa pasta no cabelo só para impressionar os outros a sua volta sem se importar com valores essenciais. Sejamos realistas... A sua sociedade quer que você nasça, reproduza, Gere Lucro e morra. Principalmente morra, para não ocupar muito espaço. Ela não quer que você saiba nada sobre eternidades, estradas infinitas, espiritualidade... a menos que isso o transforme num cordeirinho amestrado. Essa coisas tiram o seu foco do que realmente importa para eles, a sustentação do sistema. Você não se importaria tanto com o lucro, ou com o que os outros pensam de você, se você tivesse a Certeza de que há outras coisas maiores e melhores te esperando além. A espiritualidade atual capitalista deixa a dúvida no ar, e de uma forma bem oportuna, tornou-se apenas uma forma de escapar do fogo do inferno, desde que você pague bem por isso, de uma forma ou de outra, com valores monetários ou com fidelidade. Duas, das três coisas capazes de gerar uma guerra. Você paga para rezarem pra você, para casarem você, para uma cerimônia qualquer, e até pra morrer! O Criador não precisa do seu dinheiro, já parou pra pensar nisso? Talvez não, está condicionado demais... Garanto, que se você empregasse o seu dinheiro para ajudar o próximo ou erradicar a miséria do mundo, seria muito mais útil a ELE. Algumas pessoas me perguntam se algumas coisas que digo são verdades. Então, eu preciso explicá-los que o conceito da verdade é relativo, como tudo o mais o é. Primeiramente, num universo em constante construção, inclusive o universo mental humano, nada pode se cristalizar. Cristalizar algo é limitá-lo, diminui-lo, e nada pode ser paralisado. Quando vocês usam a palavra "verdade", vocês procuram delimitar algo num conceito fixo, e se esquecem que o "universo" se move lá fora, e o que nos mantem alertas é justamente o movimento das coisas. Os seus cientistas já aprenderam que tudo é relativo. A matéria pode mudar de forma e energia de acordo com a forma com que é observada. Aliás, ela só existe relativamente ao observador. Os seus filósofos já sabiam há muito tempo que tudo se relativiza, nada é absoluto... de acordo com o significado que vocês dão à palavra "absoluto". Mesmo vocês, sem perceberem, agem muito aquém do conceito verdade que tanto prezam. As ações humanas são baseadas na imaginação, crença e fé, e não na observação objetiva - os políticos sabem bem disso e usam contra você. Você é muito mais movido pelo que você acha que é certo, verdadeiro, do que pelo que realmente "é verdadeiro". Então, onde está verdade nisso tudo? Muito do que foi tratado como verdade tempos atrás não é mais agora. E muito do que tratam agora como verdades absolutas, não o serão mais adiante... Cada religião, seita, ou segmento de crença tem a sua verdade, e tratam como mentiras a verdade da outra. Onde está a verdade? Nos números? Há contradições enormes neles. O zero, por exemplo, é motivo de controvérsias colossais. E de novo lhe lembro, o universo é tudo, e não nada. Como podem pretender conhecer a verdade ou a mentira e dar significado universal a elas, se elas foram palavras e conceitos criados por vocês? Em outros mundos, onde a consciência não se comunica por sons, mas sim por conceitos extremamente abstratos para que possam conceber, o significado de verdade sequer é cogitado, pois nada lá é fixo ou absoluto. O que há de verdade num sonho? E ainda assim, quando sonhas, isso lhe faz diferença? Num sonho, uma ponte enorme está lá agora, e logo depois desaparece, ao bel prazer do significado do seu sonho, e o que isso lhe importou naquele momento? Aqui é a mesma coisa. Posso lhe garantir que quando você pára na beira da praia para observar o mar com alguém, não é o mesmo mar que veem. Então... o que querem dizer com a palavra verdade? Se com verdade pretendem dizer: "uma lei que orienta corretamente numa direção", então existe uma, desconhecida por vocês agora. Ela é universalmente seguida, e mesmo assim não é cristalizada, está em constante evolução. Ela fala sobre tratar os seres conscientes de uma forma nobre, amorosa e justa. E como dito, essa vocês ainda não conhecem. Você pode ou não gostar de flores. Você pode gostar de um tipo de musica, que uma outra pessoa pode achar ser de um gosto bastante duvidoso. Qual dos dois tem a verdade disso? Você pode amar algo que uma outra pessoa odeia... É assim o seu mundo, a urdidura de seus comportamentos raramente fugirá disso. Embora desfrutem de uma origem comum - você, os animais e as plantas - observe o feto de ambos... e as organelas sexuais das plantas, semelhante em tudo, às suas - e vai entender... O ego humano luta contra a maré para se autoafirmar, para se individualizar, negando unir-se ao todo. Quando eu surgi, em tempos imemoriais, impossíveis de descrever de uma forma linear que faça sentido a você, eu vivi uma experiência que definiu quem eu viria a ser em todas as noites e dias dos tempos. Tempos que não existem, e acredite, longos demais para se expressar. Paradoxo, não?! Você não faz ideia... Foi um evento, onde eu, ainda um ego em formação, decidi atravessar a existência da consciência em harmonia com o Universo. Eu aprendi a amar demais todas as coisas, para fazer diferente disso. Quando se olha para a criação de um ângulo em particular, há coisas que não se pode ignorar e você aprende a admirá-la, a respeitá-la, e a por isso mesmo, honrá-la. Eu precisava deixar o melhor de mim por onde passasse. Mesmo eu sabendo que seria curta demais a minha estada. Mesmo eu sabendo que ela não seria notada. Você pode ou não, gostar de flores. Em nenhum momento no tempo eu fui um deus, ou um mártir, ou alguém que a história do homem sentisse necessidade de guardar em seus estranhos meandros. Tais coisas não existem, e no fundo, são só invenções de egos egocêntricos, redundante assim. Por todos os "dias" da minha existência eu escolhi ser um simples ser que passasse despercebido. Como uma lufada de fumaça. Como um humilde andarilho na estrada. Como a folha que o vento leva. Há tesouros escondidos em todas essas coisas. Há uma nobreza e uma honra desconhecida dessa humanidade na pobreza e na humildade. Não, é claro, na subserviência ou no conformismo. Um espírito que vive uma vida simples traz de volta consigo uma grande fortuna. Vencer uma vida de privações com brio e galhardia não apenas te enche de satisfação ao libertar-se da matéria, como o faz ser recebido por trombetas brilhantes ao retornar pra casa. Pois o homem pode ser o que ele escolher ser. E escolher não ser nada é para poucos espíritos. E você nunca se esquece disso. Fui uma mulher um dia, extremamente pobre, numa região esquecida de sua querida Terra, uma crosta de pão era mais deliciosa para mim do que qualquer pedaço de bolo, embora bem glaçado, que já pudesse ter existido nas vidas anteriores. Quando os meus filhos riam eu era dominada pelo deleite e, apesar de nossas privações, cada manhã era uma surpresa triunfante porque nós não tínhamos morrido em nosso sono, por não termos sucumbido à fome. Escolhi aquela vida deliberadamente, como cada um de vocês escolhe cada uma das suas, e fiz isso porque minhas vidas prévias tinham me deixado muito entediado. Também fui muito mimado. Eu já não focava com claridade nas delícias físicas verdadeiramente espetaculares e nas experiências que a terra pode prover. Embora eu gritasse com minhas crianças e às vezes gritei com raiva contra os elementos, eu fui golpeado pela magnificência da existência, e aprendi mais sobre a verdadeira espiritualidade do que já fiz como um monge. Isto não significa que a pobreza conduz à verdade, ou que o sofrimento seja bom para a alma. Muitos que partilharam destas condições comigo aprenderam pouco. Isto significa que cada um de vocês escolhe essas condições de vida que tem para seu próprio propósito, sabendo ao longo do tempo onde repousam suas fraquezas e forças. Na união das minhas personalidades, como, em seus termos, eu vivi mais tarde vidas mais ricas, aquela mulher estava viva novamente em mim, cheia de gratidão, e um bolo glaçado era pra mim algo muito maior, do que era para um nobre amigo meu, que o trataria com absoluto desprezo, como se fosse mais um pedaço em sua manhã abastada. Aquela mulher ainda esta viva em mim, me agradecendo por cada momento feliz da minha vida, por mais simples que fosse - como, por exemplo, a criança está viva no adulto, e cheia de gratidão comparada a circunstâncias posteriores às existências iniciais. Ela me impulsionou a usar melhor minhas vantagens.Não dar atenção demais a si, te faz dar atenção às outras coisas. Ao misterioso mundo que te cerca. Todos são no mundo o que escolheram ser, embora tenha se esquecido disso. O que você sente ao ser o que você é agora, ai é com você. Se você sente orgulho em ser mau, ou vaidade em ser bom... cada um trás consigo o seu próprio sentimento, e é isso que define o que você de fato é. Isso é o que definirá quem você virá a ser quando dobrar a próxima esquina da realidade, depois dessa esquina não existem simulações. Nada de depósitos na conta do altíssimo, nada de rituais ou sacrifícios egoístas para beneficiar a si mesmo. Assim seria fácil e simples demais. É a flor que você deixa no caminho. Imagine, pois, uma longa estrada ... imagine-a agora, seca e vazia. Apenas poeira e pedra. Quão difícil será andar por ela... Mas, agora, imagine-a margeada de árvores, flores e arbustos, tudo a colorindo de verde e vermelho, nuances de azuis e amarelos. A brisa fresca dos ventos, e então... as pétalas e flores subindo ao sabor da brisa. Se foi ti que deixou essa estrada pra mim, então eu te agradeço. Eu ouço essa voz no eco da minha existência. Eu deixei algumas estradas assim. Precisava ser melhor do que as encontrei. O humano reluta em ser bom para o outro. Quer ser bom apenas para si mesmo. Mas, sendo bom para o outro, estará sendo para ele mesmo. A Terra corre o risco de ser uma estrada seca e estéril. E quem caminhará nela não será apenas o filho do outro. Mas o seu filho, o seu neto, e os filhos dos seus filhos, e talvez, você mesmo. Um homem que nasceu em 370 depois de Cristo, é deca-avô de metade da humanidade. Você é descendeste dele. Você, e aquela pessoa que você ignorou na esquina. Vocês são sim, parentes, embora o seu ego irá negar isso até a morte. Eu disse é claro, de uma maneira simplificada para que pudesse entender. Eu não sabia... mas quando eu decidi semear flores eu só as encontrei, de formas e variedades que eu não sabia existirem. Senti-me estranho e sem jeito, pois eu resolvi doar um pouco de mim, mas ganhei tanto de tantos outros. Quando andei nu uma vez na estrada, e o frio procurava me destruir, choveram flores e me vestiram, e talvez você ache isso um absurdo, ou estranho, mas em muitos lugares isso ainda é possível. Aqui mesmo foi um dia, neste planeta, antes da frieza do homem o esfriar e congelar. O mundo já foi melhor, e mais flexível e já houveram mais flores pelo caminho. O homem olhava mais para dentro de si, os sonhos eram reais, antes do brilho do "ouro" fixar o seu olhar para fora. É preciso olhar para dentro às vezes... Entendem agora, a saudade que sentem, inexplicável eu sei, de uma coisa que parece que perderam sem saber dizer direito o que é? Estão correndo atrás da riqueza errada. O que é valioso de fato raramente brilha. Passa despercebido, só olhares sensíveis podem entender, e seguir. Flores não são objetos. São dádivas. Flor vem da palavra brilhar! Flores e frutos são presentes das árvores e dos homens. Surgem de dentro, observe. Seu filho é um fruto seu, ele veio de dentro. Saiu de uma flor. E logo, você também! Lembra que tudo são símbolos? Tudo tem um recado para você? O que é bom vem de dentro. Tudo o que está fora é apenas uma tola e simples ilusão pra te distrair. Não deixe o melhor passar... Estrada infinita, diante de mim; Traze-me um campo de lírio e jasmim... Que os horizontes se abram, infinitos, sem fim... Para que eu jamais me esqueça, por onde e por quem eu vim. Aqui, tudo não passa de uma tola distração! De coisas bem feitas, para enganar o coração... Palavras são pobres e simples demais; Nada podem traduzir, nem de menos nem de mais. Que eu finalmente me encontre, no cruzamento final! Em busca daquela resposta do bem e do mal... De que é feita a essência, o coração da humanidade? Que seja de sonhos e esperanças, tudo! Menos maldade... Fica então um rastro de esperança; Como um cometa no céu, um vestígio de lança... Que de cima observa, na doce lembrança... De que nada morre, só se torna criança.
  5. A profundidade de um segredo se compara com a sua importância e com a dificuldade de expressá-lo. São coisas importantes demais para serem traduzidas, pois as palavras as diminuem, transformam o que antes era Ilimitado dentro de você, em coisas normais, quando são ditas. A linguagem humana não fora feita para transcender, assim como um uivo jamais poderá traduzir uma sinfonia. As coisas mais importantes do mundo estão guardadas bem perto do coração, ali, ao lado dos segredos mais valiosos, que os seus inimigos adorariam encontrar e destruir. E quando você fala sobre elas, as suas lágrimas descem, como se uma intermitente chuva de granizo caísse indócil em seus olhos abertos. E as pessoas lhe olham sem entender nada, porque os seus corações habitam lugares outros, que não o seu, e não entendem a importância do que fora dito, que de tão importante para você, você até chorou enquanto dizia. Mas não é na dor que está a lágrima que desce, mas no segredo que ficou guardado lá dentro, não por falta de um narrador, mas de alguém que o compreenda... Transformar a vida numa fábula verdadeira, de forma que ela possa fazer sentido a quem ouvi-la, é como chegar a um deserto e convencer o seu ressequido povo de que do outro lado do mar salgado existe uma terra deslumbrante, onde o chão forra-se de esmeraldas, e um néctar fresco e doce sobe do chão pelas árvores e é oferecido a qualquer um que quiser pegar. É como tentar transformar um adulto em uma criança, e convidá-lo a entender que a noite é sim, uma caixa de joias, e que foi aberta por uma princesa para iluminar a sua tenda escura. Mas o coração humano está trancado em si mesmo, dentro de uma casca inviolável. Não lhe interessa néctares e nem esmeraldas, que não sejam apenas para ele. Aguarda-se que uma luz cruze os céus e venha libertá-lo do mundo e de si mesmo, e não entende que cabe é a ele libertar-se do eterno naufrágio que ele mesmo cometeu. Conquanto, a estrada é longa, e ainda que tudo pareça solidão e tudo pareça estar perdido, ele segue, rumo ao horizonte. Não há outro lugar para ir, e ainda que tome outra direção, sempre seguirá rumo à mesma aurora, pois não fizestes do mundo uma esfera por simples acaso, pois que em todas as direções de uma esfera há um horizonte. E pela mesma razão, não fizeste a noite revezar com o dia, em trevas e em claridades, e nem o sol morrer e nascer, cada dia por sua vez, e nem a lua minguar e ressurgir exuberante, em suas fases necessárias, sem um motivo. Há motivo em tudo, nada há de inútil, e todas as coisas nos contam histórias, à sua maneira. Há símbolos e segredos em todos os lugares, para aqueles que sabem olhar. Então, um dia, uma voz vem carregada pelo vento e sussurra, às vezes no ouvido, às vezes no coração, e diz: Não é o narrador que importa, mas o ouvinte.
  6. Legal! Aconteceu algo muiiitooo semelhante comigo.
  7. Cara, é cada coisa... Tenho fortes indícios para imaginar que "alguém" faz alguma coisa com a gente desde o início dos tempos,e a maioria sequer suspeita! Vivemos mais situações do que supomos acordados, e mesmo nós que temos uma mínima ideia de viagem astral estamos longe de experimentar. Coisas acontecem conosco que passam despercebidas. Suspeito mesmo que eu e você, enquanto seres humanos, somos apenas uma faceta bem pequena de uma personalidade que temos e que sequer suspeitamos. Tipo como se o nosso ego, fosse só uma diminuta parte do que somos, como a unha é para o corpo!
  8. Gente! E o canto do pássaro?....
  9. Comigo foi em duas ocasiões bem recentes, e uma mais antiga: Quando eu tinha uns nove anos, eu e uma prima vimos uma bola de luz laranja passar por entre algumas árvores no parque ao lado da nossa casa. Era uma luz do tamanho de uma bola de futebol, e passou ziguezagueando e deixando um "rabo" fosforescente pra trás. Passou na altura das árvores, entre os galhos. As outras foram há pouco tempo. Recentemente num domingo, estava numa festa na casa da minha sogra, e era mais ou menos 13 horas, quando vi NITIDAMENTE entre as nuvens - as nuvens estavam baixas, pois o tempo estava meio nublado - uma esfera com janelinhas ao redor. Pela altura e tamanho deveria ter as dimensões de um estádio! Chamei todo mundo pra ver! Esposa, amigos, parentes. Todos viram! Tentamos tirar foto com o celular, mas a camera não alcançava nitidamente o objeto, e mesmo que tirássemos foto, ficaria desfocada e de nada valeria. Mas aquilo ficou parado lá por pelo menos meia hora. O pessoal do bar na esquina saiu na rua pra verem. Isso foi em Betim, Mg. A outra vez, mais recente ainda, foi visto por mim e minha esposa. Também num domingo a tarde. Ela não gosta muito desses assuntos, e por isso eu sempre faço questão d chamar ela pra ver...rsrs. Eu estava sentado e vi uma coisa no céu... ai eu chamei ela pra ver, e sem descrever nada pra ela, pra não induzi-la, apontei e perguntei o que ela estava vendo. E ela descreveu exatamente o que eu via: uma esfera, só que dessa vez pequena, porem redondinha e branca. Passando bem rápido e em linha reta, sentido norte, e seguindo toda vida. O dia estava claro, poucas nuvens. E a velocidade bem rápida e constante.
  10. Olha, nessa questão de Et, eu acho que eles sejam pacíficos, do contrário, já teriam nos dizimado. Porque, pelo que me consta, eles estão por ai já fazem milhares de anos. E acabar conosco nem precisa ser no estilo independence day, tipo bombas, explosões, guerras... Eles já passaram dessa fase... Nada como um vírus, ou nanotecnologia, pra acabar com a humanidade sem sequer percebemos... Agora, a despeito de tudo o que se pensa sobre ets, eu acho que eles não sejam visitantes de outros planetas. Pelo menos, não do jeito que a maioria pensa. Acho que essa questão de ets tem mais a ver com seres espirituais, extradimensionais, etc... Eles parecem mais espíritos do que propriamente seres corpóreos...
  11. Por falar em nomes em sonho. Eu tive um esses dias, em que alguém, não me lembro quem, me disse que para eu "conseguir", eu deveria ir lá é pegar determinada coisa... No sonho, eu sai correndo pela rua, eu sabia que era longe, tipo outra cidade, mas no meu sonho eu pensei assim: é apenas um sonho, então, eu posso ir correndo daqui até lá que eu não vou me cansar. E assim eu fui, correndo! Em determinado momento, eu vi no alto, uma cruz amarela batendo asas!!! Isso mesmo, batendo asas, como um pássaro....rs. Era uma cruz luminosa, como se fosse uma luz congelada, e ela tinha meio aquele formato de cruz egípcia. Ai então eu dei um salto e peguei essa cruz, e o interessante é que quando ela estava em minha mão, eu li claramente nela o nome Raquel! Três detalhes a observar: Primeiro - não conheço nenhuma Raquel, e nem ouvi ou vi esse nome nos dias anteriores ao sonho, pelo que me lembro.. Segundo - dificilmente consigo ler as coisas em sonho! E por fim, terceiro - eu não estava em viagem astral e nem em sonho lúcido, muito embora a realidade do sonho visualmente falando, os diálogos e a lógica dos acontecimentos estavam muito próximos de um sonho lúcido!
  12. Já que você mencionou isso... Recentemente eu e alguns amigos meus vimos ovnis de dia com sol quente, aqui perto de casa!
  13. Pois é! Você falou sobre não conseguir explorar todo o universo. Mas acho que ainda não temos capacidade "mental" pra isso. Por isso estamos aqui, na terceira dimensão, tentando aprender a criar, desenvolvendo a nossa capacidade mental (espiritual), para aumentarmos o nosso horizonte, literalmente. Olha o meu pensamento(intuição): Como somos almas ainda em formação, necessitamos aprender a arte de criar mundos, enquanto ainda seres pequenos, criamos nosso próprio mundo, nosso próprio espaço pessoal, quando muito. Essa terra onde vivemos, ou esse universo tridimensional, é a criação de uma supermente que nos "empresta" esse meio, para que nele vivamos e nos desenvolvamos, até que possamos alçar voos maiores. Tipo assim.....rsrs
  14. Sim, entendo. Mas, o que me deixa doido - e acho que tenho até que parar de pensar um pouco nisso - é que em última análise, tudo é mental. Claro, não mental, no sentido de mente-cérebro material. Mental, no sentido de consciência, no sentido de um pensamento imaterial que lê e que interpreta a "realidade" traduzindo ela em cores, formas, sensações e sentimentos. Afinal, sem essa "mente" universal, e esse universal aqui, não no sentido de espaço universal, mas no sentido de Uni-verso ( união de tudo ), sem essa mente, não nos situaríamos em lugar nenhum, não saberíamos quem somos, não teríamos desejos e nem sensações. A mente, espírito, ou seja lá o nome, é quem dá sentido a realidade, seja essa realidade a nossa material, a espiritual, etc. Lembrando sempre que, quando falo mente, não é mente material, mas mente enquanto pensamento, livre do espaço, do tempo e de qualquer coisa material que tenhamos aqui.
  15. Boa ideia, vou fazer isso! Uma coisa que vou acrescentar, mediante essa sua sugestão... Uma vez estava meio que em um sonho lúcido ou projeção, sei lá... O fato é que eu estava num campo muito bonito, com árvores e muito verde, e então eu pensei em explorá-lo, viajar por ele... e então eu dei um salto e flutuei acima das árvores. E lá era muiiiito vasto, muiitooo amplo... E então em determinados lugares que eu tentava ir, aparecia uma grande mancha preta, como se "eu" não conseguisse enxergar certos lugares. Era mais ou menos como num game, em que a máquina, por falta de capacidade de processamento, não consegue construir todo o cenário. Então, havia lugares em que havia esse grande vazio negro onde eu não tinha acesso. Como eu disse, acho que faltou a minha mente capacidade de "bytes" pra criar/visualizar/imaginar essa parte do constructo mental.
  16. Eu tenho essa teoria comigo, tentando explicar aquelas discrepâncias que acontecem em relação ao ambiente astral e ao ambiente "real".... Por exemplo: No meu quarto real, não tem uma porta branca extra ao lado do guarda-roupa... Mas, um dia, em astral, eu vi essa porta!... Minha teoria: O meu quarto real, é uma construção coletiva de todas as mentes que vivem na terra. Logo, todo mundo que entrar nele, o verá da forma como eu vejo. Estamos no clubinho terra, "concordamos" que seria assim... O meu quarto no astral tinha essa porta porque: Ao me desdobrar, levei comigo a impressão do quarto antigo (claro! eu vivo nele há muito tempo, ele está impresso em minha mente), mas... como no astral, estou liberto das ideias coletivas de todas as consciências, observo as coisas agora mais independentemente, ou seja, mais subjetivamente. Essa porta então, que só eu verei, ou quem estiver vibrando na mesma faixa, está lá porque EU, enquanto individualidade, a coloquei lá. Por um motivo ou outro... vai saber... Mas a ideia é que agora, enquanto consciência livre, não tenho mais que construir a realidade de acordo com conceitos pré-estabelecidos. Por assim dizer, estou mais livre pra criar. Porque a rigidez da realidade fica pra quem está "acordado"... Tipo assim....
  17. Na verdade, o que acontece... Eu penso a realidade, o mundo, tudo, até as pedras... incluindo ai o corpo... como "coisas" que não existem de fato. São apenas impressões criadas por essa "mente", seja lá o que ela for. Como por exemplo... se eu for um programador de computador, e desejar fazer um jogo, criar um ambiente para tal, para me referenciar lá... eu precisarei de uma cidade, pedras, árvores... e um corpo, como ponto unitário de percepção. Tipo assim, na minha teoria, não existe a "concretude" das coisas. Essa noção de solidez que a gente tem, de tridimensionalidade, são apenas artifícios dessa "mente". Quando eu digo, que estamos encerrados num sistema, não digo isso como se fosse um castigo, ou algo imposto. Pode ser até por diversão. Porque, veja bem, eu não pretendo entender quem, ou o quê seja essa super-mente... não tenho intelecto pra isso....rsrs. Mas diante de seres eternos, atemporais, tudo pode ser feito. Até mesmo simular a existência, como nós mesmos fazemos hoje, com os nossos games... (Nota - eu não estou jogando muito xbox!... rsrsr). O pouco que sei de física, me diz que a física quântica é a teoria que deu mais certo na história da ciência. A matemática dela é perfeita, e sempre comprova as teorias. E na física quântica, é dito que as menores partículas, menores mesmo que um átomo, não existem até serem observadas! Elas só existem se forem percebidas por uma mente. Dá uma impressão de que a mente é a causa primeira de tudo o que há! Tipo assim... uma cadeira... Imaginemos uma cadeira em marte, onde não há ser vivo nenhum que possa olhá-la e dar a ela o significado que ela tem aqui pra gente: que seja, um objeto de se sentar. Lá, então, ela não vai ser nada, nem mesmo cadeira! Já que pra si mesma ela não é nada, já que nem consciência ela, enquanto cadeira, tem... Entende??
  18. Olá gente... Sempre fui meio curioso com tudo... E por isso sempre analisei a fundo as minhas projeções, e pensando muito nelas, criei uma teoria que talvez possa ser válida. Primeiramente, quero dizer que não tenho dúvidas sobre a projeção. Até hoje lembro da minha primeira, foi interessante e marcante: Lá esta eu, deitado num domingo a tarde, por volta das 14 horas, sol quente, tempo aberto. O meu quarto escuro com as cortinas fechadas e eu lá, profundamente relaxado... Quando de repente dei por mim de pé olhando pra fora na janela do outro quarto! No outro quarto a janela estava aberta e a luz do sol entrava bem clara por ela. Fiquei parado, meio desnorteado, olhando o ambiente meio esfumaçado, tentando me localizar... Olhei lá pra baixo, três andares abaixo, estudei o ambiente, as plantas do cara do primeiro andar, o muro... Pensei: cara, vou pular daqui agora e sair voando! Porém, a coisa era tão real, que fiquei com medo de estar enganado, e pensei: - Esperai!... e se eu estiver acordado? E se eu estiver apenas grogue por ter meditado muito, acordei, e to aqui em pé na janela, cogitando a possibilidade de me jogar do terceiro andar do prédio? Foi muito real esse pensamento e essa racionalização, foi tão real, que me julguei praticamente acordado, como se eu tivesse resolvido o problema... Ai então pensei.... Se eu tiver saído do corpo, o meu corpo tá lá no outro quarto deitado. Vou lá ver! Só que nesse momento, comecei a perceber duas situações distintas: Me vi de pé perto da janela ao mesmo tempo que me vi e me senti deitado na cama, tudo ao mesmo tempo, as visões se misturaram! Ainda mais legal, foi o fato de sentir uma coisa fazendo cócegas em meu nariz... só não sabia em que nariz, se o do físico ou o do espírito. Passado um tempo percebi que a situação era a seguinte: O cabelo da minha parte não-física, estava roçando no meu nariz físico, quando da reentrada dele. Vi-me ali, duas pessoas, uma encaixando na outra... Ai então acordei. Mas qual é a teoria? É sabido de todos que o ambiente para o qual a gente se projeta, nem sempre é idêntico ao nosso quando desperto. Há mudanças sutis, ou evidentes, no quarto, por exemplo. Surgem móveis novos, portas, paredes, passagens interdimensionais... etc. Creio que é o seguinte: A realidade nossa do dia a dia não é concreta como imaginamos... Acho que TUDO é pensamento, inclusive a nossa realidade desperta. Só que aqui, na terra dos despertos, criamos coletivamente a realidade, estamos meios que conectados uns com os outros. Mais ou menos num consenso há muito esquecido de que "para todas as mentes aqui, a realidade vai ser assim ou assado" e todas as mentes concordaram em fazer essa realidade uma percepção comum! Como o "clubinho" do planeta terra. Então, veremos sempre as mesmas coisas, sofreremos sempre os mesmos efeitos... Se é que podem me entender... Mas ai então, na projeção, a nossa mente finalmente se liberta do "sistema", e como TUDO no universo não passa de pensamentos, passamos agora a viver de acordo com essa força plástica, que emoldura tudo, só que agora, subjetivamente. Não mais em massa, como antes. Ou seja, criamos o nosso próprio meio, nosso próprio universo, de acordo agora com as nossas inclinações, objetivos ou ideias pessoais, individualmente. E quando alguém percebe o mesmo que a gente, a mesma coisa que estamos a criar, isso talvez seja o que chamam de "vibrar na mesma faixa". Resumindo, penso que de fato, toda a realidade, seja ela qual for, não passa de um pensamento. Uma construção mental de um ser puramente mental, que simula um corpo apenas como referência do aqui agora. Como se tudo fosse uma supermente, sem tempo nem lugar, que se divide em personalidades inumeráveis, para experimentar a existência, simulando ela da forma que preferir... É a minha teoria preferida.
  19. Bom dia! Não sei bem se é um relato astral... mas outro dia eu estava meditando (deitado), eram mais ou menos umas duas da manhã, e como moro em apartamento deixo a janela aberta. Nesse ínterim, eu já estava bem relaxado mesmo, aquela sensação de leveza e uma certa atividade dentro do crânio, quando ouço CLARAMENTE, o cantar alto, agudo e metálico de um pássaro! A coisa foi mais ou menos assim: o som começou lá fora, e depois entrou dentro do meu quarto, só que entrou apenas o som, não veio o pássaro..rsrs. Eu não estava dormindo nem em projeção, tenho certeza disso. Levantei a minha cabeça e o tórax da cama e fiquei observando a janela, estranhado o fato do som circular o meu quarto. Era um cantar(pio) característico e que jamais ouvi! Soava como o cantarolar de passarinho, só que bem agudo mesmo e metálico, muito metálico. Diferente de tudo que já ouvi. Além do fato de eu nunca ter ouvido falar de passarinho que canta em alta madrugada... Alguém sabe o que é isso, ou teria algum palpite? Grato...
  20. De fato. Interessante, também gosto de desenhos realistas. Se pararmos pra pensar, é o pensamento que move as nossas mãos, os nossos pés, cada mínima reação nossa. A mente é tudo, e talvez um dia, descubram que ela realmente afeta a matéria. Isso se já não descobriram e encobrem. Pois a humanidade não gosta muito de partilhar verdades...
  21. Muito obrigado Sandro pelas dicas! Achei interessante o fato do pensamento concentrar o fluxo de sangue. De uma certa fora seria algo como se o pensamento influenciasse a matéria, quase uma telecinese. Isso é o que alimentava a minha curiosidade.
  22. Valeu! Obrigado pela resposta! Interessante você achar improvável, porque eu pensei que algo assim pudesse ser relativamente comum. Seja como for, foi muito interessante apenas o meu pensamento causar uma reação física na minha cabeça.
  23. Boa tarde a todos! Sou novo aqui, e entrei por que preciso fazer uma pergunta que me acompanha há algum tempo, talvez alguém aqui possa me responder. Medito muito, às vezes mais de três horas a fio. Já tive vários episódios de desdobramento ou quase desdobramento, mas sempre procuro me aperfeiçoar. Então, medito o mais profundamente possível. Com isso, quero dizer que procuro aprofundar o máximo possível a minha consciência, a ponto de quase eliminar mesmo a minha noção de mim mesmo ou ego, ou seja lá o que for. O fato é que muitas vezes, concentro tanto na parte central da minha testa, que não é raro começar a doer lá, ou latejar de uma forma estranha. E um dia, concentrei tanto, que precisei voltar a mim porque percebi o meu nariz sangrando, coisa que não acontecia há anos na minha vida. Então, eu gostaria de saber se eu estava fazendo alguma mal para mim, forçando alguma coisa! E fazer também aqui uma observação interessante: eu tenho certeza que a epistaxe foi causada pela minha meditação. Então, veja só que interessante, a atividade mental alterou/atingiu a parte física! É bastante curiosos e interessante! Obrigado!
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