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Daniel_amorc

Vôo vertical de observação e seguindo a linha do trem.

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Objetivos na lista:

Não fazer sexo

Olhar o corpo

Observar meus objetos na estante

Seguir a linha do trem

Os primeiros dois objetivos são apenas atitudes que quero tornar regra para todas as projeções.

A primeira saída não foi muito fácil. Encontrei resistência para me desprender. Desprendi o corpo e os braços ficaram presos, então puxei meu corpo e os braços saíram do corpo como se eu os puxasse de uma blusa de frio apertada.

O corpo não estava na cama.

O quarto estava muito escuro, abro a janela e é noite. Falo comigo mesmo:

-Ihhh outra vez isso...

Com meu objetivo em mente fui até minha estante onde deixei uma vela, caixa de fósforo e isqueiro.

Peguei o isqueiro, me questionei se ele funcionaria e quando olhei para a vela percebi que ela já estava acesa. Gostei daquilo, pelo menos a vela funcionava e iluminava. Notei que havia mais uma vela amarela ao lado, curioso que no físico essa vela existe e está guardada em uma gaveta.

Próximo a estante no chão, havia um castiçal que vinha a altura da minha cintura com outra vela acesa.

Notei que as velas na estantes já estavam quase acabando, um pouco mais gastas do que no físico. Eram três velas acesas clareando um pouco o ambiente. Fiquei contente vendo que as velas funcionavam, só esqueci de testar o isqueiro.

Parti para minha próxima tarefa: seguir a linha do trem.

O objetivo desse experimento é aproveitar a possibilidade de fazer um longo percurso e depois ser capaz de voltar fazendo exatamente o mesmo caminho seguindo a linha do trem, observando assim tudo o que aparece pelo caminho.

Quando cheguei na cozinha havia várias entidades, todos sentados muito próximos de onde eu precisava passar, estreitando ainda mais o caminho com as pernas.

Dessa vez eles não tinham a aparência de meus familiares, ainda assim não os estranhei, era como se eu soubesse que papel cada um deles costuma assumir. Por exemplo tinha um branquelo gordão que parecia o tio do Harry Potter, tive a impressão de que aquele costumava se passar pelo meu pai.

Olhei o caminho por onde eu queria passar e suspeitei que eles quisessem me dificultar, tocar em mim, tirar minha lucidez, etc.

Então falei em alto e bom tom, com a voz firme, quase gritando:

-Não quero saber de ninguém tocando em mim nem mexendo comigo.

Vi que vários deles tinham na mão o que parecia um controle de televisão. Emendei na frase:

Não quero ninguém apontando essa coisa pra mim, saiam do meu caminho, não quero ninguém tocando em mim nunca mais! Acabou!

Todos permaneceram em silêncio.

Direcionei as palmas das minhas mãos para uma mulher que parecia mais ameaçadora e tentei enviar energia. Não percebi nada, mas tive a impressão de que isso a deixou um pouco atordoada e sem expressão, embora ela tenha tentado disfarçar que sentiu qualquer coisa.

Eles abriram caminho. Passei e quando estava saindo pela porta um deles apontou o controle para mim e riu. Senti alguma coisa que me atrapalhou para caminhar prendendo as pernas, mas segui em frente e logo aquilo passou.

Fui sem perder tempo até os fundos de casa. Ao sair na rua, agora tudo estava claro. Me lembrei de observar detalhes a minha volta e o que percebi foi uma dificuldade em visualizar as coisas. Se eu olhava demais para os lados em vez de me concentrar apenas no caminho a minha frente, tudo ficava meio confuso, como se eu não conseguisse assimilar tudo o que estava vendo.

Enquanto passava volitando rapidamente pelo quintal chamei pelo meu amparador me concentrando bastante:

-Vamos lá mentor, se você quer dar algum sinal de sua presença é agora!

A idéia é chamar pelo meu amparador e tentar senti-lo ou sentir suas intuições ao mesmo tempo que vou realizando minhas tarefas, para não perder a concentração nem perder tempo desperdiçando a experiência caso não consiga sentir nada.

Rapidamente voei por cima do muro e para o meu alívio a linha de trem estava lá, igualzinha no físico. São duas linhas, uma que passa por dentro de um depósito e acaba ali, que era usada para descargas e outra que continua por muitos quilômetros.

Comecei a seguir a linha para o lado direito como havia planejado, que é o lado da linha que logo deixa a cidade.

Comecei a volitar seguindo a linha a uma boa velocidade, sem correr muito e logo percebi que não estava tendo uma experiência aproveitável: eu não conseguia me concentrar em manter a velocidade de vôo, seguir a linha mantendo a mesma altura do chão e observar a paisagem dos lados tudo ao mesmo tempo. Ou fazia uma coisa ou outra. Para conseguir fazer isso terei que praticar bastante.

Nesse ponto fiquei sem mais tarefas determinadas para o dia de hoje e imediatamente decidi realizar outro experimento que já havia elaborado:

-Parado no meu quintal, subir voando em uma linha perfeitamente reta até uma altura que eu sentisse ser segura, observar toda a paisagem, descer novamente em linha reta para o mesmo ponto de onde havia partido e seguir o caminho de volta para dentro de casa até o meu quarto reentrando no corpo.

Os objetivos desse experimento são:

-Observar lá do alto coisas que eu possa conferir mais tarde.

-Testar minha capacidade de realizar esse vôo controlado descendo no mesmo ponto de onde parti.

-Voltar seguindo o mesmo percurso até meu quarto para observar se todo o ambiente ao longo do percurso continuaria igual.

Eu tinha percorrido poucos metros seguindo a linha do trem e ainda estava perto de casa.

Fui até o muro dos fundos de casa e defini minha posição ao lado de uma árvore sem folhas.

(Curiosidade: não me lembro se entrei em casa ou fiquei do lado de fora do muro. Lembro apenas que me posicionei ao lado dessa árvore que existe no físico. Ao acordar fiquei impressionado ao constatar que essa árvore fica em outro lugar, mas até que eu conferisse no físico estava convencido de que o lugar dela era o que verifiquei no astral, tal é o realismo. Meu quintal é pequeno e conheço exatamente a posição dessa árvore.)

Sentia um vento gelado batendo de leve no meu corpo. Isso somado aquela árvore sem folhas e ao fato de eu estar explorando um mundo estranho, se tornou um momento meio estranho, macabro.

Iniciei minha levitação vertical e tudo correu perfeitamente bem. Pensei que seria legal se tivesse uma corda que eu pudesse segurar enquanto subia para depois me guiar de volta para baixo.

Quando eu estava já a certa altura, ouço um rapaz gritando por ajuda. Olho em direção aos chamados e vejo um rapaz com um braço engessado.

Pensei: Hum, será que meu amparador trouxe trabalho? A famosa assistência? Depois vou até ele, primeiro o que está no script.

Continuei subindo mais e parei lá no alto, observando a cidade de cima, olhando ao sul. Soube que tudo era bem diferente do físico. Prestei atenção em uma caixa de papelão grande e fina dentro de um depósito de alguma empresa e me lembrei de guardar isso em mente para verificar mais tarde.

Perdi o controle do meu vôo e quase retornei ao corpo, mas insisti teimosamente e desci até o chão sem saber ao certo onde eu estava pousando. Encontrei a linha do trem e consegui encontrar minha casa.

Retornei fazendo o mesmo percurso: tudo estava parecido ao que vi antes, até entrar em casa, onde encontrei salas e corredores diferentes. As pessoas que encontrei na saída ainda estavam lá, mas agora a sala era um cômodo diferente e segui um caminho diferente para chegar no meu quarto.

É curioso que mesmo tudo sendo diferente eu sabia que caminho seguir para chegar onde queria.

Meu quarto também estava diferente, era um cômodo mais retangular. Não consegui visualizar detalhes, olhei para minha cama, pensei no meu corpo e me senti dentro dele novamente.

Senti uma posição muito desconfortável e quis ter o luxo de mudar de posição antes de tentar sair novamente. Logo senti o calor insuportável do dia e a impossibilidade de pegar no sono outra vez. Se tivesse suportado o desconforto e permanecido imóvel poderia ter saído novamente. De qualquer forma fiquei satisfeito com a experiência, até porque já começa ficar difícil de lembrar e relatar tudo.

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Nossa! Otimo relato Daniel, cheio de detalhes, que mostra que voce estava bem atento ao que estava fazendo. Eu tambem costumo notar um pessoal sempre tentando fazer com que a gente esbarre neles, e pelo que sei, e' um jeito de roubar energia, e portanto, a lucidez da gente.

Outro detalhe interessante que voce relata e' sua casa estar diferente quando voce voltou, mas isso nao o confundir, tanto que conseguiu voltar ao quarto.

Tambem noto isso, acho que as "diferencas" que a gente percebe devem ser de fato algum funcionamento natural do astral que deve mudar assim mesmo. Se nao fosse comum , se voce nao estivesse habituado a isso, memso sem lembrar, voce teria se perdido.

Sinceramente, nao acho que essas diferencas entre o ambiente fisico e o astral sejam falta de lucidez, como o pessoal prefere intepretar aqui no GVA, porque no exemplo que voce cita, isso teria realmente te impedido de chegar no quarto, voce provavelmente teria entrado, visto as diferencas, e ficado ali embasbacado sem saber o que fazer, acordando logo a seguir, mas achou seu caminho de forma segura atraves dessas diferencas.

Era uma rota, ou voce chega na meta, ou se desvia da meta, e voce chegou na meta sem pestanejar. Logo, de certa forma, acho que podemos deduzir que essas diferencas lhe sao "familiares". Sou tentado a deduzir que voce so as notou exatamente por estar MAIS lucido. Se nao estivesse,acho que nem as notaria, julgaria que tudo estava igual apenas porque parecia familiar, sem analisar muito os detalhes.

Mas e' apenas a minha opiniao ne? Julgar experiencias dos outros e' sempre uma roubada.

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muito legal seu relato!!..

como estou iniciando agora as minhas projeçoes mais lucidas - apesar de ja estudar sobre o assunto ja algum tempo- eu coloco pequenas metas, como: colocar a mão na cabeça pra tentar sentir o cordão de prata, olhar pras minhas maos pra saber se são iguais a do fisico,- pois eu tenho uma marca de acidente na mão esquerda - e puxar o dedo :D

essas são minhas metas. com o tempo vou aumentando o nivel tbm! ^^

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