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Martyn Stubbs

Budismo e Espiritismo

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a perfeição no hinduísmo.

...

Ardjuna perguntou:

– Qual é a condição da alma após a morte? Obedecerá ela sempre

à mesma lei ou poderá escapar-lhe?

Respondeu Krishna:

– Jamais lhe escapará e sempre lhe obedecerá. Nisto reside o

mistério dos renascimentos. Assim como as profundezas do céu se

abrem à luz das estrelas, também as profundezas da vida se iluminam à

luz desta verdade. “Quando o corpo se dissolve, logo que Satwa (a

sabedoria) predomina, a alma voa para as regiões dos seres puros que

possuem o conhecimento do Todo-Poderoso. Quando o corpo

experimenta essa dissolução, enquanto Raia (a paixão) domina, a alma

vem de novo habitar entre aqueles que estão ligados às coisas da terra.

Do mesmo modo, se o corpo é destruído quando Tama (a ignorância)

predomina, a alma obscurecida pela matéria é de novo atraída por

alguma matriz de seres irracionais (3).

Observou Ardjuna:

– Isto é justo. Mas, ensina-nos agora o que acontece, no decurso

dos séculos, àqueles que seguiram a sabedoria e que vão habitar, após a

morte, nos mundos divinos!

Krishna respondeu:

– O homem que, em estado de devoção, é surpreendido pela morte

e depois de ter gozado, durante vários séculos, as recompensas devidas

às suas virtudes, nas regiões superiores, volta, enfim, de novo para

habitar um corpo em uma família santa e respeitável. Mas essa espécie

de regeneração nesta vida é bastante difícil de se obter. O homem assim

renascido se encontra no mesmo grau de aplicação, de adiantamento e

entendimento que possuía em seu primeiro corpo, e, então, recomeça a

trabalhar para se aperfeiçoar na devoção (4).

E acrescentou Ardjuna:

73

– Assim, mesmo os bons são forçados a renascer e a recomeçar a

vida do corpo! Mas, ensina-nos, oh! Senhor da vida! se para aquele que

demanda a sabedoria, os renascimentos perpétuos um dia chegam ao

fim.

Krishna, então, passou a explicar:

– Escutai um enorme e profundíssimo segredo, o mistério

soberano, sublime e puro. Para chegar à perfeição, é preciso conquistar

a ciência da unidade, que está acima da sabedoria; é preciso elevar-se

ao ser divino que está acima da alma, acima da própria inteligência.

Ora, este ser divino, este amigo sublime, está em cada um de nós. Pois

Deus reside no interior de todo homem, mas poucos sabem encontrá-lo.

Eis o caminho da salvação: uma vez que tiveres percebido o ser perfeito

que está acima do mundo e em ti mesmo, determina-te a abandonar o

inimigo que toma a força do desejo. Dominai vossas paixões. Os

prazeres que os sentidos obtêm são matrizes de penas futuras. Não

somente fazei o bem, mas sede bons. Que o motivo esteja na ação e não

nos frutos. Renunciai ao fruto de vossas obras, mas que cada uma de

vossas ações seja como uma oferenda ao Ser supremo. Aquele que fizer

o sacrifício de seus desejos e de suas obras ao Ser do qual procedem

todas as coisas, e por quem foi formado o Universo, obtém por meio

desse sacrifício a perfeição. Unido espiritualmente, atinge aquela

sabedoria espiritual que está acima do culto das oferendas e sente uma

felicidade divina. Pois aquele que encontra em si mesmo a sua

felicidade, sua alegria e também sua luz, é uno com Deus. Ora, sabei

vós, a alma que encontrou Deus está livre do renascimento e da morte,

da velhice e da dor, e bebe a água da imortalidade (5).

OS GRANDES INICIADOS - Édouard Schuré

viewtopic.php?f=9&t=18298

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Galeira! :lol:

Aproveitando o post em pauta!

Queria saber se alguns assistiram o "Sidhartha"!

Teria o filme, que narra a história de um condutor de jangada do nordeste da India, alguma correlação coma história de Budha? Mesmo porque na história eles mencionam que já estaria existindo o Budha!

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Wellington L.A, não vou discordar de você, pois isso realmente ocorre, das pessoas gerarem hipinose para elas mesmas e para os outros, mas tem que levar em conta, que ficar em um único ponto de vista, é enxergar os diversos assuntos de forma hipinótica, onde você vai achar sempre ligação, para o seu ponto de vista, para os assuntos em que você está hipnotizado.

Peço desculpas, por não ter uma bagagem em estudos para te dar uma base por onde começar, para descobrir o que é verdade ou não, mas desde já acredito que enxergar as coisas com um ponto de vista, é limitador.

Isso não é um sermão e nem nada disso, você pode até ignorar o que estou falando, pois para mim, não vai influenciar em nada, mas posso dizer que tem pessoas extraordinárias nesse mundo e realmente o hipnotismo não poderia explicar certas coisas.

Todos nós queríamos ter uma pessoa que conquistou em vida, todos os quesitos necessários para enxergar a verdade, por perto, né...teríamos provas materiais e espirituais, mas particularmente falando elas nos atrasam evolutivamente(quando estão muito próximos), pois interrompe tudo o que devemos passar e seu magnetismo nos fazem ficar literalmente hipnotizados, por isso, se alguém precisar de um mestre, ele só vai chegar quando estiver pronto, seja por manifestação do seu eu ou por uma consciência que vai ajuda-lo...é bem complicado trilhar o caminho da espiritualidade, pois lidamos muito com o que "não vemos"...não tem aquela frase: "Bem Aventurados os que não vêem mas crêem – Jo 20_19-31" Quando se trata de espiritualidade, essa frase realmente condiz.

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Oi galera. Minha mãe e padrasto são budistas há uns anos já e eu, apesar de não seguir religião específica, me identifico mais com as idéias espíritas, então as vezes temos alguns papos sobre assuntos espirituais... e algumas coisas identifico similares, com os devidos nomes característicos em cada crença, e outras coisas divergentes, como a possibilidade de encarnação em um situação aparentemente retrógrada, como uma minhoca, por exemplo, o que vai contra os preceitos espíritas da não involução do espírito, apenas a possibilidade de estagnação. Além da idéia budista da não existência de um ser criador do todo, como se tudo sempre exitisse, sem início nem fim... são idéias a mim um pouco estranhas e complexas, como o Sandro também comentou. Abç.

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