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Teosofia e os corpos do homem e o plano astral

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Olá amigos, estou começando os estudos da Teosofia, encontrei alguns artigos bem interessantes para nós candidatos a projetores e projetores.

OS CORPOS DOS HOMENS

http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0467

Resumo: O programa abordou nesta edição a continuidade do tema "A Consciência e Seus Veículos", abordando a respeito dos planos de consciência. O apresentador discorreu acerca de várias idéias simples que permitem a mente do espiritualista compreender como os planos espirituais estão atuando ao nosso redor: 1)método das prateleiras: o plano físico sendo o segmento mais baixo, e os espirituais os superiores 2)Método vibracional: os planos espirituais são níveis cada vez mais elevados das mesmas vibrações que existem no plano material 3)Visão dimensional: ao comprimento, largura e altura os planos espirituais acrescentam novas dimensões. Como nos planos espirituais não há separação por "distância" ou "espaço" mas sim por frequência vibratória. Os quatro éteres do plano físico; o corpo ou duplo etérico, suas funções e a assimilação da energia provinda do Sol, o Prana (ou Chi).

CORPO BIOENERGÉTICO: http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0468

Resumo: O programa abrangeu conhecimentos sobre o duplo etérico, a camada energética imediatamente acima do corpo material. A importância da respiração como reguladora da admissão de Prana no corpo pelo chakra do baço. Os sete chakras clássicos do yoga hindu, sua posição e respectivas glândulas conectadas. A importância da alimentação emocional. As três grandes energias dimanadas do Sol: Fohat, Prana e Kundalini, sendo que esta última também é emanada pelo núcleo da Terra. Como o duplo etérico quebra as sete correntes integradas na moléculas do Prana e as distribui para os centros energéticos. A energia de Kundalini, que é criadora, regeneradora e destruidora aloja-se no chakra básico do ser humano, catalizando seus impulsos básicos. Como as energias de Prana e a Kundalini já estão despertas e como utilizá-las de forma evolutiva.

CORPO ASTRAL: http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0469

Resumo: O programa aborda o plano de consciência chamado pelos ocultistas de "Astral", devido ao brilho "estelar" de sua matéria. Como o plano astral é o plano das emoções, chamado "kama" pelos hindus, a quarta dimensão onde o ser humano processa as informações dos sentidos na forma de sensações, dando-lhes a qualidade de dolorosa ou prazeirosa e outros atributos. A importância da qualidade das emoções para a vida post mortem, e porque não lembramos corretamente as experiências fora do corpo por meio dos sonhos. A possibilidade do uso do corpo astral independentemente do físico, poder conhecido como projeção ou viagem astral.

CORPO MENTAL: http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0470

Resumo: O programa abordou o plano mental da consciência, e também seu veículo, o corpo mental, um ovóide de matéria extremamente sutil, e mais elevada que a astral, que envolve também todos os seres humanos, e que foi denominado pelos hindus como "manas". Explicou-se como é neste corpo mental que se forma realmente nossa consciência, o poder da memória, a relação contínua entre o corpo mental e o astral (kama-manas). Como se forma a "ilusão" da realidade em nossa mente, e como podemos matar a "grande assassina do real", como chamou a mente H.P.Blavatsky em A Voz do Silêncio, fazendo surgir em nossa percepção nossa realidade derradeira, nossa natureza espiritual.

APROFUNDANDO NO PLANO ASTRAL

http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0476

Resumo: O Programa abordou uma nova série de conhecimentos sobre o plano de existência vibratoriamente acima da nossa terceira dimensão, que é o Plano Astral, o mundo das sensações e emoções. Expôs características daquele plano, e como o mesmo nos afeta mesmo quando estamos encarnados. O Astral domina o plano físico, e ali as emoções são 100 vezes mais intensas que no físico. O Plano Astral como o "Mundo da Ilusão", porque a matéria daquela plano é facilmente moldável pelos pensamentos e emoções, e como isto leva os seres humanos a se enganarem com as imagens geradas. Por quê o Astral é chamado de purgatório? Por que não é possível se evoluir realmente no Plano Astral?

http://www.levir.com.br/salao7.php?num=0477

Resumo: Em prosseguimento ao estudo do Plano Astral, este programa abordou os "habitantes" do Astral. As pessoas "Fisicamente Vivas" e Fisicamente Mortas, que atuam no plano emocional mas de formas diferentes. Como a maioria das pessoas paira sobre seus corpos físicos, astralmente inconscientes, assim como o físico que está dormindo. As pessoas mais evoluídas são "acordadas" no astral, e são ensinadas como se deslocar na quarta dimensão. Mencionou-se também a existência de seres "Não Humanos" e "Artificiais" na atmosfera astral. Os melhores procedimentos para um desencarne adequado, e como após a morte acontece a "reorganização" da matéria astral, e porque é necessário manter a calma e tranquilidade, pois nas primeiras horas após o desenlace, o sentimento de terrors e medo pode fazer com que as piores energias de nosso astral sejam colocadas na parte externa da aura, nos impedindo de nos comunicar corretamente com o plano à nossa volta.

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Obrigado pela colaboração com essas info Leonardo. Conheço muito pouco sobre os estudos teosóficos. Fique sempre a vontade para trazer algo do tema para nós!

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Obrigado pela colaboração com essas info Leonardo. Conheço muito pouco sobre os estudos teosóficos. Fique sempre a vontade para trazer algo do tema para nós!

Muito obrigado pela acolhida Thomas. O site http://www.levir.com.br/salao.php tem muitas informações. Eu estou apenas começando a estudar mas estou me identificando muito com pensamentos que não se encaixavam em outras correntes de pensamento.

Grande abraço!

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Obrigado pela colaboração com essas info Leonardo. Conheço muito pouco sobre os estudos teosóficos. Fique sempre a vontade para trazer algo do tema para nós!

Muito obrigado pela acolhida Thomas. O site http://www.levir.com.br/salao.php tem muitas informações. Eu estou apenas começando a estudar mas estou me identificando muito com pensamentos que não se encaixavam em outras correntes de pensamento.

Grande abraço!

Também gosto do site do Levir.

Foco muito nas formas pensamentos pois, muitas coisas no astral são criações nossas e temos que saber dicernir. Outro livro bem legal que tenho e tento usar é Imagens que curam. Segue link (http://pt.scribd.com/doc/56458881/Imagens-Que-Curam)

Abraço fraternos.

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A Teosofia tem ideias muito equivocadas com relação a esses corpos, chacras e etc. Tem que lembrar que os caras são do século retrasado do final do século 19. De lá pra cá o conhecimento de muito coisa ligado a mundo sutil foi revelado em diversas tradições. Fora que tudo ligado a chacras da tradição védica advém dos tantras:

Influência Tântrica

 
O conhecimento da anatomia e a fisiologia do corpo sutil pode ser observado desde a época das Upaniṣads, porém, seu desenvolvimento integral ocorreu com o advento do Tantra, que surgiu como um movimento cultural que influenciou toda espiritualidade da Índia.

 
Uma das influências mais nítidas do Tantra em toda cultura e religiosidade hindu diz respeito à concepção do corpo humano que em muito difere do que até então era tradicional na Índia. Muitas das tradições ascéticas consideravam o corpo como um mero acúmulo de vísceras, cuja natureza é corrompida e cujo destino final é morrer e apodrecer. Talvez o exemplo mais claro disso é o que aparece no Agni Purāṇa (LI: 15):

 
O asceta (yati) concebe seu corpo, na melhor das hipóteses, como uma bolha de pele, rodeado de músculos, de tendões e de carne, cheio de urina, fezes e impurezas malcheirosas, habitáculo da doença e do sofrimento, vítima certa da velhice, da tristeza e da morte, mais transitório que uma gota de orvalho numa folha de erva.

 
Na Maitrāyanīya Upaniṣad (I: 3) também podemos encontrar uma definição semelhante:

 
Ó Ser Venerável, o que há de bom no usufruto dos desejos neste corpo malcheiroso e sem substância, num mero conglomerado de ossos, pele, tendões, músculos, medula, carne, sêmen, sangue, muco, lágrimas, fezes, urina, gazes, bile e catarro? O que há de bom no usufruto dos desejos neste corpo que é afligido pelo desejo, pela ira, pela cobiça, pela ilusão, pelo medo, pelo desânimo, pela inveja, pela separação em relação às coisas queridas e a proximidade das não-queridas, pela fome, pela sede, pela velhice, pela morte, pela doença, pela tristeza, pesar e tudo mais?

 
Mircea Eliade, eminente historiador das religiões, diz em seu livro Yoga, Imortalidade e Liberdade (p. 156) que no tantrismo, o corpo humano adquire uma importância que nunca havia tido antes na história espiritual da Índia. Essa nova atitude se expressa sinteticamente noKulārṇavatantra (I: 14): dentre os 840.000 tipos de seres corpóreos, o conhecimento da Realidade somente pode ser adquirido pelo [corpo]humano.

 
Com o aparecimento do Tantra, surge, então, uma nova visão do corpo: a de que ele é um templo do divino, pois permite uma série de investigações, reflexões e experiências que o tornam um instrumento fundamental para a realização espiritual e a iluminação.

 
Tantra é um importante marco na história do Yoga, pois trás a luz uma nova concepção do corpo, que antes disso, era considerado um obstáculo para a libertação, fonte da corrupção e inimigo do Espírito. Esta visão de corpo como um monte de coisas substanciais temporais, deu lugar a uma concepção física da morada de Deus, e o preparo do corpo tornou-se um processo alquímico para realizar a perfeição espiritual. O corpo passou a ser visto como um reflexo do macrocosmo, que contém em seu interior todos os segredos do universo.

 
Kośas

 
Prāsna Upaniṣad (III: 12) diz: Aquele que conhece a origem do prāṇa, suas entradas nos corpos, seus locais de atuação, modos como se distribuem e suas cinco divisões, seus aspectos internos e externos, obtém a imortalidade; sim, obtém a imortalidade.

 
A concepção de que o ser humano possui mais corpos além do físico está presente em três escolas do Hinduísmo: VedāntaSāṁkhya eYoga, sendo que essas últimas apresentam a mesma proposta. Embora se possa encontrar referências da existência de uma anatomia sutil nas antigas Upaniṣads, foi somente nos textos mais recentes do Tantra e doYoga que podemos nos deparar com uma descrição mais detalhada e desenvolvida dessa anatomia.

 
Para o hindu, toda forma de energia é denominada prāṇa. No Ṛg-Veda (X: 90.13), é dito que prāṇa indica a respiração do puruṣa cósmico e da vida em geral. O Yoga Vaśiṣta (III: 13.31), define o prāṇa como o poder vibratório (spandaśakti) que está presente em todo o tipo de manifestação. O prāṇa é a energia do corpo sutil, tido como o molde energético do corpo físico. No Atharva-Veda (XI: 4.11) o prāṇa é concebido como força vital.

 
Taittiryia Upaniṣad (Pt. II: 1–5), descreve os corpos do ser humano em número de cinco, sendo eles denominados kośas, que pode ser traduzido como invólucrocamada. Assim, temos o annamaya kośa, o corpo físico denso, feito de alimentos (anna); o prāṇamaya kośa, o corpo feito de bioenergia ou energia vital (prāṇa); o manomaya kośa, o corpo dos pensamentos e emoções (manas); o vijñānamaya kośa, revestimento feito de conhecimento e intuição (vijñāna). É chamado corpo da intuição superior; e ānandamaya kośa, o corpo de bem aventurança (ānanda). Esses cinco kośas cobrem e ocultam a Realidade definitiva e que, apesar desse modelo não ser típico do Tantra, seus adeptos adotam as distinções funcionais (corpo, mente, força vital, inteligência superior e bem aventurança).

 
Quanto à anatomia desses corpos, apenas dois são conhecidos:annamaya kośa, que é constituído dos órgãos, tecidos, enfim, os elementos anatômicos conhecidos pela nossa medicina; e o prāṇamaya kośa, cuja descrição foi amplamente desenvolvida pela escola do Yoga, principalmente depois do advento do Tantra. Quanto aos outros corpos, os textos são omissos ou desconhecidos.

 
Tantra, além de descrever melhor esses corpos, desenvolve uma visão mais profunda e detalhada da anatomia sutil do prāṇamaya kośa. Difere, porém, na concepção e nomenclatura dos corpos, que, tanto para o Yogaquanto para o Sāṁkhya, são apenas três e são denominados śarīras, a saber: sthūla śarīra, o corpo denso, feito de alimentos; sūkṣma śarīra, o corpo sutil; e kāraṇa śarīra, o corpo causal. Entretanto, os textos mais recentes do Yoga e do Vedānta apresentam uma equivalência entre as nomenclaturas existentes. Essa tendência é considerada em muitas escolas tântricas como p.e. dakṣinamārga e vāmamārga.

 
O ser humano possui três corpos (śarīras) que têm relação com cincoinvólucros (kośas). Esses invólucros é que encobrem aparentemente o Ser (ātman), causando a falsa experiência do eu limitado e separado do corpo total da criação. Sthūla śarīra, o corpo grosseiro, corresponde a tudo que é físico, tangível, está relacionado diretamente com os elementos densos. Aqui está incluído o annamaya kośa, a bainha do alimento, formada pelos elementos densos que ingerimos através da alimentação. Sūkṣma śarīra, o corpo sutil, é constituído pelas emoções, sensações, sentimentos e está relacionado à mente, ao intelecto e aoprāṇa, a energia sutil. Relacionam-se aqui três kośasvijñānamaya kośa, a bainha do intelecto, é responsável pela noção de individualidade, regendo o ego (ahaṁkāra); manomaya kośa, a bainha da mente, traz em si todos os instrumentos psíquicos de percepção do mundo exterior, bem como a herança genética e os condicionamentos individuais; e oprāṇamaya kośa, a bainha do prāṇa, onde se encontra os cakras, dentre outros elementos sutis.

 
Kāraṇa śarīra, o corpo causal, que na alma individual, é constituído pela ignorância que limita a consciência do homem, impedindo-o de ter a percepção de sua união com ātman, o Ser. Relacionado a este corpo está ānandamaya kośa, a bainha da bem-aventurança, responsável pelas experiências de felicidade autóctones do ātman, mas que devido à ignorância, são vistas como provenientes do mundo físico.

 
Um exemplo claro dessa equivalência nos textos sagrados é oYuktabhāvadeva, um texto do Yoga escrito por Bhāvadeva Miśra no Séc. XVII d.C., onde podemos encontrar no Capitulo 3:

 
Sthūla śarīra (corpo grosseiro) consiste de cinco tanmātrase cinco mahābhūtas. Ele é chamado de annamaya kośa.

 
Sūkṣma śarīra (corpo sutil) consiste de 17 constituintes, incluindo os cinco prāṇas (principais), os cinco órgãos dos sentidos, os cinco órgãos motores, a mente (manas) ebuddhi (intelecto). Ele inclui o prāṇamaya kośamanomaya kośa e vijñānamaya kośaKāraṇa śarīra contem oānandamaya kośa.

 
Yuktabhāvadeva, além de prever a equivalência da anatomia sutil entreYoga e Vedānta, inclui em sua descrição aspectos desenvolvidos peloSāṁkhya e adotados pelo Yoga, que consideram que a matéria possui três características distintas que, combinadas entre si, estão presentes em toda e qualquer manifestação da criação. Essas características são denominadas como guṇas.

 
Antes da Criação do Universo, a Natureza material existia em um estado caótico imanifesto denominado prādhana (a substância primordial) ouprakṛti (a Natureza). Ela se caracterizava primordialmente como apenas uma única substância e se constituía na raiz natural (mūla-prakṛti) de todas as coisas.

 
Dela, pela influência do tempo (kāla) pulsando em três ondas, manifestam-se as guṇas e seus três modos ou qualidades fundamentais: 1. Tamas, a passividade, estabilidade ou ignorância; 2. Rajas, a atividade, flexibilidade ou paixão; e 3. Sattva, a harmonia e a bondade. Estes se manifestam nos sentidos em movimentos cíclicos, detranslação e vibração.

 
Guṇa, em sânscrito, é um substantivo masculino, derivado da raiz verbal√grah, i.e. agarrarsegurarprender, e significa cordaqualidademodoou atributo. As guṇas (modos da natureza material) prendem o homem à natureza como três cordas resistentes. Logo, o mundo material de māyāé às vezes chamado de tri-guṇa-mayī, i.e. feito de três guṇas.

 
1.     Sattva é um substantivo formado do particípio Sat (ou sant), que deriva de as-, o verbo ser; Sat significa sercomo deve serbom,bem ou perfeito. Portanto, sattva é o estado ideal de ser,bondadeperfeiçãopureza cristalinabrilho imaculado ecompleta quietude. A qualidade de sattva predomina nos deuses e seres celestiais, nas pessoas altruístas, e nos homens dedicados a busca puramente espiritual. Este é o guna que facilita a iluminação.

2.     Rajas é um substantivo que significa, literalmente, impureza. Com referência a fisiologia do corpo feminino, significamenstruação. Em um sentido generalizado, . A palavra está relacionada com rañj-rakta, i.e. vermelhidãocor, e com rāga, que significa paixão. O pó citado é aquele que continuamente é agitado pelo vento em uma terra onde não chove pelo menos dez meses por ano, visto que na Índia excetuando a estação chuvosa, há somente o orvalho noturno para acalmar a sede da terra. O pó redemoinha com o vento, embaçando a serenidade do céu e cobrindo tudo. Por outro lado, no período das chuvas, o pó se assenta e, durante a maravilhosa estação outonal que segue às chuvas – quando o Sol dispersa as pesadas nuvens –, o céu fica imaculadamente claro. Por causa disso a palavra sânscrita para outonal, śārada (derivada do substantivo śārad, outono), conota frescorjovemnovorecente, e viśārada (abundância outonal), significa espertohábilproficienteexperimentado,versado ou instruído em algodouto e sábio. Em outras palavras, o intelecto do sábio é caracterizado pela grande visibilidade do firmamento outonal, que é transparente, límpido e completamente claro, ao passo que o intelecto do néscio está repleto de rajas, o pó vermelho da paixão.

 
rajas embaça o aspecto de todas as coisas, obscurecendo a visão não apenas do Universo, mas também de si mesmo. Logo, produz confusão intelectual e moral. Entre os seres mitológicos, o rajas predomina nos titãs, aqueles antideuses ou demônios que representam a vontade do poder em toda sua força, imprudentes em sua busca por supremacia e esplendor, cheios de ambição, vaidade e egoísmo jactancioso. O rajas é evidente em qualquer lugar entre os homens, como a força motivadora de sua luta pela existência. É o que inspira os desejos, preferências e desagrados; rivalidades e a vontade de usufruir as coisas do mundo. Compele homens e animais a lutar pelos bens de sua vida, negligenciando a necessidade e o sofrimento dos demais.

3.     Tamas é um substantivo que pode ser comparado à palavratene-brae (latin), ténè-bres (francês) e tene-broso (português). Literalmente, tamas significa escuridãonegro e azul-escuro. Espiritualmente, denota cegueira e conota a inconsciência que predomina nos reinos mineral, vegetal e animal. Tamas é a base de toda falta de sentimento, de toda estupidez, crueldade, insensibilidade e inércia. É causa de melancolia, insegurança, ignorância, erro e ilusão. A rudeza da matéria aparentemente inanimada; a muda e cruel luta entre as plantas pelo solo, a umidade e o ar; a gula impassível dos animais em busca de alimentos e seu modo impiedoso de devorar suas presas são algumas das manifestações deste princípio universal. No plano humano, tamas se manifesta na estupidez embotada dos que se encontram mais centrados em seus egos, mais auto-satisfeitos – os que consentem com qualquer coisa desde que não interfira em seu descanso, segurança e interesse pessoal.

http://drashtayoga.blogspot.com.br/2014/02/introducao-anatomia-do-corpo-sutil.html

 

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O ser humano, do ponto de vista yogī, é extensivo e exaltado. O Yoga ensina que no âmago de nosso ser existe uma chispa divina ou realidade espiritual conhecida como ātman, a alma. De acordo com a doutrina do Yoga, o ser humano é uma entidade espiritual interagindo no mundo material enquanto utiliza como veículo o complexo corpo-mente. Este complexo corpo-mente é composto por:

 
·         Suprimento de energia (prāṇa)

·   Sistema sensorial | perceptivo que detecta as atividades do mundo físico (jñānendriyas)

·         Sentido de egoidade (ahaṃkāra)

·         Memória (citta)

·    Mecanismo cognitivo para acessar as impressões e definir o comportamento (buddhi e manas)

·  Mecanismo afetivo (emoções e sentimentos motivadores) que ativam o comportamento (manas)

·         Órgãos de ação para interagir ou evitar objetos externos e agir de maneira distinta no mundo (karmendriyas)

 
As camadas da existência humana

 
Do ponto de vista yogī, o complexo corpo-energia-mente é dividido em cinco partes: o corpo grosseiro ou denso, o corpo de energia, o corpo mental, o corpo de sabedoria e finalmente o corpo de bem-aventurança. Cada um deles é conhecido pelo nome de kośa que em sânscrito significa camada ou invólucro.

 
Então o que são os kośas? Seriam eles camadas ou dimensões da existência humana?

 
koshas.jpg
 
 
Cada uma das cinco camadas reveste, cobre e obscurece a consciência mais sutil que está no interior. Assim, camada é um bom nome para descrever estes corpos porque cada kośa está encoberto pelo próximo. Estes cinco corpos ou níveis cobrem todo espectro da natureza humana e provê um modelo-base para evolução de todos nós como espécie.

 
Os cinco kośas são:

 
1.    Corpo físico – annamaya-kośa

2.    Corpo de energia – prāṇamaya-kośa

3.    Corpo mental – manomaya-kośa

4.    Corpo de sabedoria – vijñānamaya-kośa

5.    Corpo de bem-aventurança – ānandamaya-kośa

 
Eles circundam ou encobrem o espírito divino em cada um de nós, o ātman.
 

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