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Bruna

Desenvolvimento da Razão / Lógica

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Boa noite gente, me desculpem se já houver algum tópico parecido, mas não achei.

Não sei o que acontece comigo, mas tenho estudado muito nos últimos anos, curso de administração, e quanto mais estudo, leio e desenvolvo o raciocínio lógico menos tenho acreditado em coisas espirituais e/ou místicas. Uma das poucas coisas que ainda me "seguram" são as duas viagens atrais conscientes que ocorreram a mais ou menos 1 ano. Desde bem nova sempre fui muito espiritual, de crer em muitas coisas e na "magia da vida", o que parece (com certo pesar) tem se esvaído ultimamente. Alguém já passou por uma situação semelhante? É normal? Sinto que estou me tornando uma pessoa muito racional e tenho até me surpreendido com isso.

 

Agradeço se puderem "dar uma luz"...

 

Grande abraço!

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Bruna, não existe conflito algum entre racionalidade/lógica, e espiritualidade.

 

Existe conflito entre racionalidde/lógica e mistificação barata, que é outra coisa, mas os céticos, como não sabem a diferença, costumam vender seu peixe tentando convencer a todos que eles são racionais, e que o pessoal da espiritualidade não  é.

Não existe racionalidade alguma em pessoas que, sendo daltônicas, se reúnem em grupos, tentam convencer a sociedade que eles enxergam melhor, e como nenhum deles jamais viu o vermelho, então concluem que vermelho não existe, e quem alega vê-lo está com problemas mentais, mentindo ou reproduzindo mitos.

Porém, devido à natureza das percepções sutis, que são percebidas ATRAVÉS da mente, é impossível eliminar a subjetividade, e por isso, se você reúne 10 clarividentes numa sala, e coloca um espírito no centro da sala, em geral todos os clarividentes o verão, mas é provável que você tenha 10 descrições diferentes da aparência do espírito, porque é impossível eliminar a interferência do observador  nesses fenômenos.

A ciência, nesse sentido, tem uma nítida vantagem, e por isso ela depende de equipamentos para tudo, para fugir dessa limitação da subjetividade. No entanto, desde o principio da ascensão do espiritualismo (e da ciência) tenta-se usar os mesmos métodos e equipamentos para fazer pesquisas nessa área. O caso mais conhecido foi do William Crookes, que em pleno século XIX já fabricava equipamentos para tentar testar os médiuns e as teorias que ele elaborou para medir essa “nova força”.

http://www.livrariacultura.com.br/p/estudando-o-invisivel-773321

 

Obviamente estropiou a carreira científica, porque a ciência estava há poucas décadas tentando retirar a sociedade da dominação religiosa, então era imperdoável que um dos seus, um cientista premiado e reconhecido no mundo todo, traísse “a causa” materialista.

 

Ainda há muito trabalho a ser feito, porque decido ao ceticismo a ciência da pesquisa psíquica não saiu nunca da estaca zero, provando inúmeras vezes sempre as  mesmas coisas básicas, a mera existência dos fenômenos paranormais.

Ou seja, foram 130 anos provando repetidas s vezes que galinha existe, mas ainda não puderam dissecar a galinha, para ver como ela gera o ovo. Assim a coisa não avança.

 

Agora, racionalidade é apenas uma forma de abordar os fenômenos, existem outras. Uma delas é uma propriedade da mente em absorver informação através da concentração sobre seu alvo. Isso é bem conhecido há séculos e por isso se usa meditação no mundo todo há muito tempo. Ou seja, você pode analisar peça por peça um objeto ou máquina, mexer desmontar testar, checar..ou você pode focar sua mente  nele, e apenas isso. Focar como quem foca uma câmera. Sua mente então começa a obter informações sobre ele, que aparecem para ela sob forma de imagens fixas, imagens em movimento, idéias, insights. Tudo isso sem “racionalidade”, lógica, ou qualquer outra forma primitiva de juntar 2 +2 para chegar na conclusão de que é 4.

Mas exige treino, como tudo na vida.

 

É por isso que existem informações sobre chackras, auras, nadis, há muitos séculos, enquanto a ciência engatinha e há pouco tempo aceitou a acupuntura, que para existir tem que conhecer essa estrutura energética sutil do corpo humano com precisão cirúrgica né?

 

Então o que eu te diria é que não se iluda com a conversa sobre racionalidade, ela tem seu lugar na espiritualidade.

No anexo, caso te interesse e você leia inglês, tem dois livros que falam sobre a questão da pesquisa cientifica com paranormalidade. O segundo se foca mais no início histórico dessas pesquisas. Sempre existiu muita fraude, muitos "enganos de boa vontade", mas também existiram casos reais.

E aqui, no meu tópico sobre Comprovação da Projeção astral, eu expliquei um caso e anexei um capítulo escaneado do livro "O fim do Materialismo.", esse em português.

 

 

 

 

 

 

 

Randi's Prize_ What sceptics sa - McLuhan, Robert.rtf

Ghost Hunters_ William James an - Blum, Deborah.rtf

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Olá Sandro!

Te agradeço imensamente pelas respostas! 

Realmente, acho que o que está caindo por terra são algumas crenças e "mistificações baratas" (e COMO tem, infelizmente), como você falou, e que hoje em dia não fazem mais sentido.

Vou ler estes livros que indicastes.

Um grande abraço!

 

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Pessoal já falou bastante, mas gostaria de dar o meu ponto aqui também.
Realmente, o que importa é nosso na espiritualidade lúcida e isenta de baboseiras exageradas. Você pode e deve racionalizar toda experiência extrafísica e inclusive procura-las. Quando acabamos focando demais em algo mais exato (como foi o caso dos cursos que você está fazendo) é natural que esteja mais distante da multidimensionalidade. Mas volte a ler o assunto, buscar informações.
Mas aí entra o seu filtro. Não dá pra ficar viajando demais. Esoterismo já algo meio ultrapassado. Talvez seja por isso que eu goste tanto da Conscienciologia. Ao menos ali existe uma seriedade em estudar a consciência e as dimensões e situações paranormais como uma ciência, e não como algo sagrado e místico. Ali é tudo na cara, só basta você querer aprender, não existem graus de iniciação, segredos nem nada. Só depende do seu interesse (e o dinheiro para os cursos e livros) haha. Mas pelos livros e pela internet já da pra ir muito, muito mais longe do que tudo que já foi exposto no planeta até hoje.

Aproveito para deixar aqui um texto que escrevi sobre o assunto. Mais precisamente sobre essa síndrome da "Nova Era" e a falta de lucidez que envolve os ludibriados que vão por esse caminho meio sem rumo:
https://hipotesesdaconsciencia.wordpress.com/2016/01/13/as-incoerencias-da-nova-era/

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Em domingo, 24 de janeiro de 2016 at 16:09, Analia disse:

Tgo.

Vou dar um exemplo. 

Acontece uma coisa X.

Então vou pesquisar os livros espirituais e os fundamentos (o porquê) daquilo acontecer gera mais dúvidas do que respostas.

Quando pesquiso livros com explicação científica já tem um monte de respostas e pouca ou nenhuma dúvida.

Então concluo que o que eu aprendi sobre a espiritualidade nas pesquisas foram vagas.

E porque você esta pesquisando ciência velha, ou ciencia pop, aquilo que voce encontra na imprensa, em sites, revistas, documentarios. 

Quando voce entra no mestrado e doutorado descobre que MUITA COISA é apenas SUPOSTA, são apresentadas como respostas provisórias apenas. E o que eu vivo dizendo: quem acha que ciência trabalha com conhecimento comprovado, não sabe o que e ciência. O maior desconforto que os alunos de pós-graduaçao enfrentam é esse, descobrir que a ciência não é como eles pensavam, e alguns abandonam o ramo, exatamente porque notam que sabe-se muito pouco DE FATO sobre qualquer ramo.

Mas quem CONSOME ciência, do nível da graduaçao para baixo, em geral não detecta isso, acreditando que a ciência realmente SABE o que é e o que não é de cada assunto. 

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1 hora atrás, Analia disse:

Sandro,eu concordo com você sobre o conceito de ciência e mantenho a minha opinião anterior (provavelmente o senhor vai achar bem estranho isso rsrs). Mas infelizmente não vou explicar porque acho que vocês não vão entender ainda.

Olha, a culpa não é de vocês e sim minha. Meus textos sempre foram ruins e pouco claros mesmo (por mais pequeno que pareça demorei 2 horas pra realizar aquele primeiro post). Me desculpem por qualquer transtorno. Mas ainda sim entendam o que quiser e respondam (concordando ou não) com base no que entenderam.

 

Por favor, explique o seu ponto. Como esse é um fórum de discussões sempre é interessante observamos as mais diversas opiniões. 

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Em 24/01/2016 at 14:15, Analia disse:

Comigo essas duas partes também estão em conflito pois meu lado racional mostra que tudo isso é uma besteira e estou perdendo meu tempo aqui e que os relatos tem algumas explicação científica cujos cientistas não descobriram ainda. Uma forma é que lembro que sempre no passado coisas que eram místicas e espirituais passaram a ser bem reais e científicas. Um exemplo: A acupuntura.

Essas questões são mais metafisicas e filosóficas do que cientifica ou "espirituais", seja lá o que a pessoa entende por espiritual... Por isso desde sempre o homem tenta entender a Fenomenologia de qualquer coisa.

Mas acredito que você esta em contradição no âmbito das crenças que isso é besteira e que a ciência tem alguma explicação. Pois as duas coisas são apenas crenças psicológicas. Alguém com espirito investigativo usaria a metodologia cientifica dentro de qualquer paradigma para investigar tais fenômenos que tu acreditar ser "besteira".

Ou seja acreditar que algo seja besteira só por ler algum artigo ou pesquisa não é nada cientifico e sim dogmático.

 

Em 24/01/2016 at 14:15, Analia disse:

 

 

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2 horas atrás, Analia disse:

(provavelmente o senhor vai achar bem estranho isso rsrs).

 

geris-game.png

- Claro, eu compreeendo mocinha.

(me senti  uns 30 anos mais velho hoje, não sei porque, ehehhe)

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O Waldo até na entrevista com o Jô consegue ser intransigente e não ter a "racionalidade'' de saber que está lidando com um público que não entende nada da maneira como ele fala.

As vezes me pergunto sem antes mesmo de ter certeza de qualquer coisa. Se aqui no físico já fazemos aquela grande pergunta: Qual o sentido da vida?
E depois realmente formos pra outro plano superior, essa pergunta persistirá?  Qual o sentido do outro lado ?

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A Psicologia, que é anterior à Parapsicologia, jamais conseguiu um modelo explicativo para a consciência e até mesmo chegou a negar a sua existência, como o fez o Behaviorismo. Por isso, tem razão Dean Radin ao afirmar: “se adotarmos os arrazoados dos céticos, muitos dos quais são psicólogos, então a Psicologia convencional é também um triste fracasso.”

Observa Honorton que, embora os céticos discutam sobre a plausibilidade de várias hipóteses alternativas, eles quase nunca testam as suas próprias hipóteses.

Alguns céticos aduziram que se os fenômenos psi fossem autênticos, mesmo assim seriam fracos e desinteressantes. Outros, embora relutantemente,  aceitassem que  efeitos de psi possam ser genuínos, tentaram minimizar este reconhecimento, alegando  que eles  eram simplesmente muito fracos para serem interessantes.

O Comitê para a Investigação Científica de Alegações do Paranormal (Committee for the Scientific Investigation and Claims of the Paranormal - CSICOP) ‚ é uma organização bem conhecida por seu compromisso apaixonado contra a Parapsicologia.

Observa, com razão, Dean Radin que comumente se pensa, de maneira equivocada, que todas as críticas em ciência são iguais. As críticas têm que ter duas propriedades para serem consideradas válidas. Primeiro, a crítica deve ser controlada, significando que ela também não pode aplicar-se a disciplinas científicas bem-aceitas. Ou em outras palavras:  não podemos usar um duplo padrão  e aplicar um conjunto de críticas a tópicos insipientes e um outro completamente diferente para disciplinas estabelecidas. Se o fizermos, nada de novo poderia ser aceito como legítimo. Segundo, uma crítica deve ser testável, significando  que um crítico tem de especificar as condições sob as quais a pesquisa poderia evitar a crítica, pois em caso contrário, a objeção é apenas um argumento filosófico que está fora do reino de ciência.

http://www.valterdarosaborges.pro.br/parasicologiaeseusopositores

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EDIÇÃO POSTERIOR:  "Outro texto interessante  do mesmo link acima:"

...........................................

O perfil do cético

 

Ora, o cético é uma pessoa que não admite a realidade do fenômeno psi e, por isso, não quer e nem pode entender o que, para ele, é inadmissível. Há um bloqueio cognitivo em seus processos de raciocínio assentados na premissa denegatória da experiência paranormal. É quase impossível fazer alguém compreender aquilo que obstinadamente nega. Ceticismo e fanatismo são cegueira psíquica, embora de origens diferentes. Por isso, é pura perda de tempo e até mesmo sandice discutir com cegos a respeito da realidade da luz. E isto, infelizmente, o que ainda está acontecendo com grande número de parapsicólogos que, ao invés de se dedicarem à pesquisa intensiva da fenomenologia paranormal, buscam convencer os céticos da realidade da psi, como se a anuência destes fosse imprescindível para validar a investigação parapsicológica. E isto me parece a evidência de uma lastimável insegurança epistemológica ou de uma reprovável subserviência intelectual.

 

Não precisamos de céticos, mas de parapsicólogos dotados de competência e de agudo espírito crítico. Somos os únicos cientistas que ouvem a opinião necessariamente leiga de cientistas de outras áreas a respeito de questões fundamentais da investigação e da natureza da fenomenologia paranormal. Queremos que os outros nos aceitem como cientistas e não nos impomos como cientistas pela qualidade dos nossos estudos e pesquisas. Afinal, há algumas ciências lecionadas em Universidades e Faculdades, cuja cientificidade é discutível e apenas têm respeitabilidade em virtude de seu status acadêmico.

Edited by sandrofabres
faltou indicar a autoria do texto

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