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Guest

Projeção astral vs Reencarnação

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7 minutos atrás, cyber2050 disse:

A reencarnação popularmente conhecida (voltar a vida terrena em outro corpo e perder a memória) é ilógica,

Como eu já tenho explicado qui, a reencarnação é a explicação para  um fenômeno, uma ocorrência da vida, não é uma crença. Crenças a ciência constrói para explicar os fenômenos pontuais que ela detecta, e chama essas crenças de teorias, para ficar bonitinho. Ela constróis essas explicações tentando se manter dentro as crenças iniciais, a mais básica é a que a matéria é a causa da matéria, o que não pode ser provado, é apenas uma crença, enquanto que para religiões e espiritualismo, o espírito é a causa da matéria.

Quando a ciência descobre que tem um furo na explicação , na teoria, ele ajeitam, ou seja, "costuram a teoria", mas isso não altera o fenômeno, pelo contrário, é a persistência do fenômeno que ajuda a ajeitar as teorias, ate que elas possam explicar todos os fenômenos estudados, e não o contrário. Portanto não confunda, a teoria não cria o fenômeno, o fenômeno está lá, quer os homens o expliquem de forma correta ou errada, de forma lógica ou ilógica. Não saber explicar um fenômeno é atestado de incompetência de quem explica, não dá capacidade para negar a existência do fenômeno.

Assim como a ciência parte da CRENÇA materialista para explicar tudo, da mesma forma as religiões, o espiritualismo, partem da crença no espírito para explicar esse FENÔMENO, e essa explicação, assim como as teorias científicas, podem conter erros, o que não impede a ocorrência do FENÔMENO reencarnação.

Além disso, as fontes espirituais tem uma enorme vantagem sobre as fontes científicas, porque o pensamento científicos sobre o mundo é baseado na mesma atitude de um cego de nascença  fechado numa loja de brinquedos, que tenta, tateando, deduzir o que tem ali, para que servem aqueles objetos, quais as relações entre uns e outros, o que existe do lado de fora da loja de brinquedos, etc. Já as religiões/espirtualismo tem sua fonte de informações pessoas que enxergam e que saem da loja de brinquedos. Você pode acreditar ou não nessas pessoas, mas aidna assim elas são uma fonte de informação A MAIS. O cientista é como o cego que se nega considerar qualquer outra fonte de conclusões além do seu tato nas coisas que não enxerga.

Então primeiro a gente tem que separar bem essa confusão que se faz entre "crença" e "não crença", ou dá confusão.

Agora detalhe para nós onde é que você julga ver falta de lógica na idéia da reencarnação (que já não tenha sido esclarecida nos post anteriores)

 

10 minutos atrás, cyber2050 disse:

 1)Apenas torna-se LÓGICA se for sustentada por outros valores de CRENÇA como do tipo:

2)" x " isso é uma crença, pois QUEM PODE dizer se uma pessoa vai ou não sofrer? daí entra outras crenças do tipo: "y", ou seja, começa a se misturar com MAIS DE 1 CRENÇAS (=INDIVIDUO+MEIO+CULTURA+EXPERIENCIA+MENTE+PERSPECTIVA+ETC..)

3) Para a CIÊNCIA a tabela usada em lógica diz que  V ^ V = Verdadeiro V ^ F = F

4)Portanto para a reencarnação ser Verdadeira as CRENÇAS ARGUMENTADAS tem que ser verdadeiras,

1 e 2) A lógica está ligada à valor argumentativo, não a comprovações científicas, que são apenas um tipo de comprovação. É por isso que a lógica foi muito usada em teologia, na metafísica,  né? Não vamos confundir algo não ter lógica, com algo ser só crença. Algo pode ser 100% crença, e ser 100% lógica, e ter 0% comprovação.

3) você rotula crença argumentada como sendo algo diferente de VERDADEIRO . Portanto você parece achar que essas crenças precisam um rótulo, uma aprovação que as defina como verdadeiras. Quem daria esse rótulo? Porque a ciência não tem capacitação para isso né? O que ela pode fazer é coletar relatos de gente que lembra da vida passada, checar e ver se bate, e considerar válida ou não a hipótese, a CRENÇA. Os casos em que os dados fornecidos por essas lembranças foram confirmados passam de 2.000, só nas pesquisas feitas pelo Ian Stevenson, que foi quem se deu ao trabalho de dedicar uma via a esse tipo de coisa. Portanto o que a ciência podia fazer, ela fez.

Já sobre outras coisas, como os motivos pelos quais a maioria das pessoa não lembra da vida passada, embora uma minoria lembre, só se pode explicar com hipóteses, com teorias esotéricas, com informaçoes de inteligências desencarnadas, com observação prática sobre a perda de memória dos sonhos (ou a dificuldade de lembrar detalhes da vigília quando você está num sonho, ou projetado), sobre o prazo entre vidas, (que costuma ser equivalente a uma vida física (embora um ponto comum em quem lembra da vida passada é que o intervalo entre o desencarne e o renascimento foi bem curto). É tood um corpus teórico que quem não é reencarnacionista não conhece, e só lhes resta estudar para aprender.

4) as crenças argumentadas você encontra lendo LIVROS de fontes "espiritualistas", provavelmente os livros do Kardec devem ter isso. Aqui no fórum você verá vai cruzes com esses argumentos nos diferentes tópicos, e no tópico sobre morte eu trouxe algumas fontes diferentes. Não lembro exatamente se trata disso, mas lembro que fala de como o sujeito, AINDA DESENCARNADO, com o tempo esquece a vida física. Portanto, é óbvio que ao voltar,  já não resta quase nada dessa memória para acesso DO CONSCIENTE, que é outro papo né?

 

 

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Fala pessoal, beleza?

Só pra jogar um pouco de gasolina nesse tema. Eu tenho meus motivos para "acreditar" que não sabemos muito ou melhor, não podemos afirmar nada com absoluta certeza sobre como é ou como não é a vida e a morte. Porém é fato que existem fenômenos inegáveis e experiências idem, muito embora quem as tenha não é capaz de provar, mas sabe que sabe heheheheh bem cabuloso isso. E tem aquele outro assunto, vida extra-terrestre que é bem polêmico mas que pra mim, tem relação com aquilo que sabemos e também com o que não sabemos.

Seguindo o exemplo do Sandro, vou colocar um trecho do livrinho da Bianca e logo abaixo o link do livro pra quem se interessar em ler.

Amigos, não afirmo nada... somente que eu era um cético e que após a morte de um queridão, parei com as minhas analogias intelectuais idiotas e limitadas e simplesmente abri a minha mente pra "coisas" desconhecidas de minha mente até então e vi que eu era cego. Hoje continuo meio cego, mas "SEI" que eu estava errado com as minhas particulares "certezas". No fundo acho que as coisas são um pouco mais fáceis... mas só acho heheheheh

Segue o trecho da página 56 e após o link... Abração a todos.

 

III - A INEXISTÊNCIA DA MORTE Karran sentou-se novamente, recolocando o capacete e a pulseira, e continuou a conversar com o meu companheiro. Pouco depois, ele voltou sua atenção para mim e tivemos a seguinte conversa: Bianca – No seu mundo existe pecado e morte? Karran – Não existe o pecado e nem a morte. Existe, sim, a perda da matéria. B – Karran, perda da matéria e aquele negócio que o corpo deixa de funcionar e a gente fica frio e durinho e põem dentro do caixão e depois enterra? K – Sim! B – Ah! Então morre! K – Na minha terra isto não quer dizer morte, porque nós continuamos a viver sem a matéria, em espírito. Quando recebemos nova matéria, sabemos perfeitamente quem somos e o que aprendemos. Nós não iniciamos, como vocês, a vida novamente, nós continuamos a viver do ponto em que paramos quando perdemos a matéria. Esta é uma das razões pelas quais o conhecimento do meu mundo não se perde com o passar dos tempos. B – E como eu faço para deixar de morrer, e saber que sou como você diz um espírito? K – Saia da sua matéria e veja que você é a mente que pode ver, que pode ouvir, que pode sentir, aprender, raciocinar. Então poderá entender que a matéria é somente uma parte sua e não totalmente você. Sua existência é eterna, não morre. B – Karran, eu não vou saber isto nunca porque, para saber, a gente tem que morrer. Você não me disse que, se a gente abandona a matéria, ela fica sem vida? Centro de Estudos de Sineidologia Ltda. Fazenda Maik-buz, Rodovia Br. 060, km 05 – Zona Rural Santo Antônio do Descoberto – GO End. Correspondência: Caixa Postal, nº 08 – Centro - Alexânia – GO CEP: 72.920-970 Site Oficial: http://www.tfca.com.br E-mail: tfca@tfca.com.br 57 | P á g i n a K – Abandono significa a morte da matéria, mas a saída não é abandono. Para sair da matéria você tem que dominá-la e este domínio se consegue desta maneira: Primeiro você faz um trabalho respiratório. Depois um outro para desenvolver glândulas dentro da sua cabeça. E um outro para ativar áreas do seu cérebro que estão inativas por causa de um acidente que houve no seu sistema solar.

 

http://www.tfca.com.br/downloads/PDF_FILES/As Possibilidades dos Infinito.pdf

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Só uma questão: agora que vi lá atrás, na pagina 1, o texto do Cyber, todo cheio de erros de digitação, porque ele digitou no celular. Corrigindo agora aquele texto, acho uqe entendi melhor o ponto de vista dele, e depis vou comentar. Sugiro quem não leu daquela vez, por estar muito confuso, leia agora:

 

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Cyber,

Eu ia tentar esclarecer ponto por ponto, mas foi ficando impossível, porque suas conclusões são todas baseadas no conhecimento que você tem sobre o tema, que parece um pouco caótico . Aí quando você tenta argumentar acaba dizendo coisas que são verdade, em parte, e erradas, em parte, justamente porque te faltam pedaços de explicações para entender como a coisa funciona.

Vou tentar explicar as coisas de forma sequencial, para ver se fica melhor. Obviamente minha explicação não é “A EXPLICAÇAO” sobre reencarnação, mas apenas aquilo que até  hoje aprendi dessas coisas e procurei compreender sobre esse funcionamento. Não é a mesma versão dos espíritas, porque eles se focam só num fragmento disso.

Antes que o universo fosse criado, supondo que tenha havido alguma criação ( porque nem disso a ciência tem certeza para saber mais, leia Uma breve história do Tempo, de Stephen Hawking), havia apenas o IMANIFESTO. Esse Imanifesto ( 3 TIPOS/GRAUS de "vazio" ou 3 AINS) se manifesta num PONTO MANIFESTO , Kether.
Isso costuma ser representado assim:


 ARVORE DA VIDA 00.gif
 

Ou assim:

ARVORE DA VIDA 0.jpg


Esse ponto manifesto de desdobra em diversas outras manifestações, como se fosse um embrião que se dividindo muito, gera o pinto, que é UM SER, mas também é MILHÕES DE CÉLULAS. Da mesma forma esse primeiro PONTO MANIFESTO deu origem ao UNIVERSO ( um TODO genérico)  composto de muitas dimensões, objetos, planetas, estrelas e seres vivos. O padrão de desenvolvimento desse processo vindo do IMANIFESTO para o MANIFESTO, é expresso simbolicamente, pelo diagrama da ÁRVORE DA VIDA que é o que surge quando a EXISTÊNCIA NEGATIVA que concentra em um ponto, e ele se propaga para baixo:

.Arvore da vida 1.jpg

(para entenderem isso melhor, só lendo algum livro de Cabala, como A Cabala Mística, da Dion Fortune. Mas isso que comentei não precisa muito detalhe não.

Pense nisso como uma semente da qual brota uma árvore. A semente é uma potencialidade não-manifesta, e a árvore é a potencialidade manifestada. Por analogia, esse “padrão de manifestação” , da “semente para a árvore”, vale para o universo como um todo, e também para cada indivíduo. É aquele axioma antigo, tal como é em cima, também é embaixo, o que vale para o macrocosmos, vale para o microcosmos, o sistema solar e o átomo se organizam de forma simular, etc.

Bom, olhando o diagrama da árvore da vida vemos 10 bolotas, que são 10 “estágios” de desenvolvimento para poder ir do ponto 1, Kether, até o ponto 10, Malkuth. Pode pensar nisso como uma oitava musical:  DÓ-RÉ-MI-FÁ-SOL-LÁ-SI, mas invertido, da freqüência mais alta para a mais baixa: SI-LÁ-SOL-FÁ-MI-RÉ-DÓ.
Considere que “SI” é nossa origem espiritual primitiva, digamos assim, nossa primeira manifestação quando nos separamos da FONTE, porque lembre, a FONTE é IMANIFESTA, quando ela se manifesta, ela o faz num PONTO, e o ponto é “UM”.      Nesse nível, portanto, “somos todos UM”. Considere o DÓ como sendo “a pessoa encarnada”. Isso é só para você entender que para chegarmos aqui, no plano físico, há um “conjunto de desdobramentos” daquilo que vulgarmente chamamos “espírito”. Você é o dó, o ponto mais “desacelerado” de uma dada freqüência de manifestação espiritual.  Ou pode dizer que é a flor da árvore que brotou daquela semente primordial.
Entre o SI e o DÓ, ou seja, se consideramos nossa oitava individual, como espíritos, há várias outras notas. Na árvore da vida , entre Kether e Malkuth há ainda 8 “estações”.

O que são essas estações?
Bom, aí depende, esse é um “modelo” , algo similar a uma equação “literal”, a equação te dá as relações entre X,Y,ZW, mas não te dá os valores numéricos deles.

Então se o assunto for microcósmico, ou seja, a estrutura espiritual do homem, que é o que nos interessa aqui no tópico, já que trata-se de reencarnação, fica assim:


10-Malkuth: corpo físico
9-Yesod: corpo etérico
8-Hod: corpo astral
7-Netzach: corpo mental
6-Tiphereth: Alma humana (“Manas”, corpo causal)
5-Geburah: Alma Divina (“Budhi”)
4-Chesed: o Íntimo (“Atman”)
3-Binah: Espírito Santo
2-Chockmah: Filho (cristo cósmico)
1-Kehter: Pai

 

Outra forma de ver isso são por "grupos", e a parte da qual as explicações do  espiritismo (e conscienciologia também, que é cria do espiritismo)  geralmente tratam fica naquele quadrado lá embaixo:


 Arvore da vida 2.jpg

Então se você olhar esse nomes, vai notar que tem algo estranho ali, nos  pontos 1,2  e 3 né? Se estou falando de partes  do homem, o que fazem ali Pai, Filho e Espírito Santo, que são os nomes da trindade cristã? Pois é, mas acontece que cada um de nós tem essas partes também, elas não são um Deus barbudo sentado no céu, um Jesus sentado ali ao lado e um Espírito Santo soprando insights nos ouvidos de cada leitor da bíblia. Independente de quem falou com Noé e Moisés, independente de Jesus ter encarnado por aqui, estamos falando de “microcosmos” não de macrocosmos.

No macrocosmos o Sol é o centro do sistema solar, no microcosmos “corpo humano”, o “plexo solar” é o centro de energia que alimenta os demais chackras. Então pense que cada um de nós tem seu Pai interno, seu Cristo interno, seu “espírito santo” interno. Não confunda isso com o “ o homem querer ser deus”. Digamos que se fosse possível colocar dez homens numa sala para resolver um enigma, e cada um deles estivesse sendo capaz de manifestar a vontade do seu “pai interno”, todos chegaria à mesma resposta do enigma, porque todos estariam alinhados com um nível muito alto de manifestação, e nesse nível não há distinção entre a vontade de deus, e a vontade do sujeito.


Obviamente isso é um lero-lero bem filosófico que as pessoas podem discordar até morrer, pouco importa. O que é importante que você capte é:


1)      Estamos no nível 10, de um conjunto de níveis.
2)      Nenhum desses níveis, sozinho, expressa tudo o que somos
3)      Há níveis mais elevados e níveis menos elevados
4)      Tomar o conhecimento a memória e  aprendizado do nível inferior, para definir conhecimento, memória e aprendizado do todo, é um erro brutal.
5)      Mas é isso que ciência e religiões fazem
6)      Foi baseado nisso que você expressou seu raciocínio lá no post, argumentando que só podemos nos aperfeiçoar se nossa memória não é apagada.


Você tem que olhar o todo da existência espiritual, que não se limita a uma encarnação física.

Como eu falei alguns posts acima, conversando com o Cristaldo quando o Imanifesto se manifesta, dando origem ao Big Bang, ou a um “Dia cósmico” ou “Mahavantara”, toda criação ai da fonte e se expande, afastando-se da fonte e , tudo supostamente perdendo velocidade/freqüência. Por isso o plano físico, que nada mais é do que energia desacelerada, é o mais denso, enquanto que os planos espirituais são os mais sutis (mais acelerados). Num dado momento, tudo retornará à Fonte, contraindo-se num “Big Crunch”, tudo retornado ao IMANIFESTO. Esses ciclos de expansão e contração do universo são vistos como “a respiração de Brahma”, expiração=criação do universo,   inspiração=absorção do universo.


A memória, o aprendizado, o aperfeiçoamento espiritual acontecem dentro desse ciclo, que dura milhões de anos, em que nossa parte espiritual se manifesta em diversos planetas, em diversas dimensões,  e não apenas dentro de um ciclo de 60 anos que acontece apenas na dimensão física deste planetinha chamado terra.

Quando você está se expressando no plano físico, você tem um corpo físico, está no ponto 10 do diagrama da árvore da vida. Quando você morre, perde os corpos 10 e 9 (corpo físico e corpo etérico) indo parar no plano astral, que é uma outra dimensão, como a nossa aqui, com leis da física diferentes, motivo pelo qual você voa, pode mudar de forma, o plano que te cerca responde à sua mente, o que te trás vantagens e desvantagens, e ele tem diferentes camadas, com diferentes densidades.

O plano físico é assim também né? Tem ar (mais ou menos rarefeito de acordo com a altitude), tem mar, terra, rochas. No astral essas diferenças ficam entre os limites de  “céu e inferno”, para simplificar. Com um porém: aqui no físico eu e você podemos estar na mesma sala, ainda que um esteja querendo se suicidar enquanto que o outro esteja eufórico de alegria. Já no astral sua sintonia determina sua posição “no espaço”, então um “inferno”, por exemplo, é um local astral, porém que sofre ação das mentes que moram ali, e que possuem todas mais ou menos o mesmo padrão mental emocional, logo, a paisagem e os eventos desse “espaço” são , ao mesmo tempo “objetivos”, porque estão de fato plasmados ali e um projetor pode ir lá e conhecer o local, quanto subjetivos, porque são criações coletivas das mentes de quem habita ali. Por isso, por ser um local tanto  objetivo quanto subjetivo, é correto dizer que o inferno é apenas um “estágio temporário”, já que um projetor pode visitá-lo e sair dele, assim como quem está preso lá quanto é correto dizer que é “eterno”, porque trata-se de uma situação de sofrimento psicológico, que além de normalmente durar bastante, ainda vai parecer que o tempo não passa, porque ele sempre parece passar muito mais devagar quando estamos com problemas né?

Então para cada plano, temos veículos de expressão adequados, e teremos experiências e aprendizados diferentes. Cada tipo de experiência terá seu bloco de memórias. As experiências do físico tem seu bloco, a dos “sonhos” estão em outro bloco. Se lembramos muito nitidamente dos sonhos e das projeções as vezes não fica claro se o que lembramos de ter feito e dito foi no físico ou não. Eu pelo menos já me enganei umas poucas vezes. Eu tenho inclusive UMA memória apenas, de um período, que não posso colocar na linha do tempo. Só posso lembrar de estar correndo lado a lado com um amigo, Pelo meio de campos de trigo muito iluminados, e quando paramos eu comentei com ele que a sensação do sol no corpo era ago do qual eu sentia certa falta, por não estar encarnado. Emtão eu olhava aquele campo dourado todo iluminado ,aquela luz toda...mas não havia “sol”, como o conhecemos aqui.


Então veja, quando falamos em sentido da vida, em aprimoramento espiritual, não dá para olhar para a experiência física apenas e tentar limitar todo o processo e esse estágio apenas, que nada mais é do que um “soluço” de manifestação.


Mas e a memória como fica?


Bom, como eu disse, cada corpo tem sua memória, você precisa transportar a memória de um para outro. Por isso quando achamos que não estamos no projetando, as vezes é apenas a perda de memória na reentrada. Tanto é que ao sair de novo, as vezes dias depois, relembramos das projeções que tivemos antes. O Waldo chama isso de “paracérebro”, é como se o corpo astral tivesse lá seu próprio cérebro. É um conceito meio tosco, mas é prático para explicar.
Ahhhh,mas já vimos que as coisas não se limitam a corpo físico x corpo astral né? São 10 partes, de Kether a Malkuth.

Então olhando lá de novo, temos o grupo “inferior”, o “quaternário inferior”, os “quatro corpos de pecado”: (10)físico, (9)etérico, (8) astral e (7) mental, que constitui os veícullos que nossa psique usa. Mas nossa psique é dominada pelo Ego, que é um espécie de adaptação psicológica às dimensões inferiores. Não é uma adaptação necessária, é mais com um “vício mental”. Como um ator que usa um personagem numa peça teatral mas nunca mais consegue se livrar dele, esquece que é o ator, não o personagem. E assim fica agindo 24h como se fosse aquele personagem. Você já deve ter visto entrevistas de atores, que dizem o quanto aprenderam com um personagem complexo. Mas eles também falam que não gostam de ficar presos em séries de TV longas, porque ficam anos representando o mesmo personagem.


Então olhando lá no esquema da Árvore da vida, o corpo 6, a Alma humana, é nosso “ator”, enquanto que  "nós" , nosso eu da vigília e mesmo  o “eu projetado”, o  “eu desencarnado”, o eu que mora lá no inferno, no “vale dos suicidas”, ou que é atendido nos hospitais do “Nosso Lar” é apenas o “Personagem”, que vive ainda remoendo seus dramas da vida física. Esse personagem tem que passar por uma segunda morte, porque ele, de fato, nem existe, ele é só uma programação mental que impede a Alma Humana de se expressar.


Aqui há algumas divergências em relação aos detalhes disso. Na Gnose dizíamos que a segunda morte só acontece no final  de cada ciclo de 108 encarnações, após termos assado um tempo no “inferno”, que é o que desintegra o ego, caso não o tenhamos eliminado voluntariamente. Já outras doutrinas entendem que a segunda morte acontece entre uma encarnação e a outra, e é isso que a Dion Fortune e o Leadebeater explicam nos textos que coloquei naquele tópico, sobre visões sobre a morte. Vou seguir aqui com a visão tradicional, da Dion, que é mais conhecida.


Então após um tempo desencarnado, o sujeito passará pela segunda morte, os 4 corpos inferiores, que é a PERSONALIDADE, são desintegrados as memórias desta encarnação ficam estocadas na mente da INDIVIDUALIDADE, que é o conjunto das partes internas do  6 ao 8. Então uma nova personalidade se formará, para uma nova encarnação.


Ou seja, novos corpos de manifestação surgirão, e agora sem as memórias dos corpos antigos né? Mas a memoria de todas as vidas está estocada na MENTE SUPERIOR, a mente da INDIVIDUALIDADE, e por isso quando uma pessoa começa a se desenvolver mais espiritualmente surge o papinho de que começa a recuperar as memórias das vidas anteriores. Por que? Ora, porque ao se desenvolver mais ela começa  a expressar, mesmo encarnada, suas partes internar que são de fato mais espiritualizadas, as partes de 6 a 8. Mas me refiro a pessoas que seguem  o caminho e vão despertando isso naturalmente. Claro que como isso pode ser acessado via subconsciente, fobias, traumas, etc acabam puxando esses blocos de memória, mas me geral só os problemáticos, que contém memórias mais fortes.
 
E aí voltamos a sua colocação inicial:


Como é que o sujeito vai se “arrepender”, se corrigir, “virar santo”, se não tem memória?

Ora, ele TEM SIM memória, mas ela está estocada em outras partes, não naquela da vigília.  Além disso, de pouco adianta você lembrar CONSCIENTEMENTE dos seus erros, de nada adianta o marido que se irrita e espanca  mulher, quando ficar calmo chorar, pedir perdão de joelhos, sempre ser capaz de lembrar disso, porque quando ele se irritar de novo, repetirá o erro muita e muitas vezes, até que a DOR , não a memória, o faça GRAVAR lá no fundo, que não deve fazer isso.


A memória e a mudança são processos diferentes. A memória faz parte, mas não é tudo. E dentro dessa visão reencarnacionista, as pessoas com quem antipatizamos logo de cara são pessoas que nossa parte mais profunda reconhece que nos trouxeram problemas. Tanto pode ser útil lembrar delas, para evitar repetições, quanto pode ser ruim, porque aquela pessoa pode ter mudado após muitas vidas, mas nós olhamos para ela e nosso subconsciente acusa “vixi, lá vem a chave-de-cadeia”. Isso impede que você dê nova oportunidade para aquela pessoa....e as vezes, aquela pessoa está tão arrependida do mal que te fez, que escolhe ser seu pai  ou  mãe, para poder te dar todo amor que deveria, e se você lembrar, vai querer é fugir de casa tão logo consiga engatinhar, eheheh. Então em geral lembrar é difícil por causa da questão das trocas dos corpos, e não é necessário, porque é só sua mente racional ,de vigília, a sua parte mais tacanha, mais burrinha, que não lembra. Aquela que é mais profunda, que regula mais sua vida sem você notar, regula suas antipatias, seus amores, aquela sabe quem é quem, o que fez, e o que tem que fazer ainda. E é esse conhecimento mais profundo que define planos reencarnatorios em grupos, define famílias, amigos, “acidentes”. As pessoas em geral encarnam em grupos, para atuarem como atores representando junto uma peça, e é o aprendizado dessas RELAÇOES, não da memória pra e simples, que gera o crescimento interior.

Se analisamos o intervalo de  uma única vida, todos sabem que não é suficiente para você perder uma fobia, expor-se a ela apenas uma vez,  você precisará de várias exposições, porque a memória não tem poder suficiente para alterar a psique. Da mesma maneira terá que viver muitas vidas, com as mesmas pessoas, para se exporem à situações que vocês todos precisam resolver, uns atuando sobre os pontos fracos e fortes dos outros, até que aqueles pontos sejam de fato corrigidos, não pro memória, mas exatamente porque você gravou tão bem a lição, que mesmo com amnésia, fará as escolhas  certas.

E é isso que permite que aquelas lições se encerrem e você pare de atrair sempre as mesmas pessoas para repetir com você sempre as mesmas ceninhas em todas as suas vidas.  E isso você observa ser verdade mesmo dentro de uma única vida. Temos aqui novamente a relação macro e micro espelhadas: a mulher que apanha do marido, em geral vai apanhar dos maridos seguintes também, porque a psique dela atrai esse tipo de situação. Mesmo mudando os atores, o papel terá que ser executado pro alguém. Como assim? Então quer dizer que essa pessoa está condenada a passar a vida toda nisso, e que portanto é seu carma e tem que aceitar? Não! O que estou dizendo é que a causa dessa situação está na psique dela, e que isso age como um ímã, portanto para aprender algo, que não sabemos o que é, a psique dela  atrairá pessoas que gerem aquele tipo de situação. Ela poderá dizer que superou esse traço quando conseguir de fato, não atrair mais maridos que lhe agridem. E isso vale para várias outras situações como gete que sofre bullying na escola, depois no trabalho....ou gente que é assaltada, e geral várias vezes, etc. Se vocês observam o tempo de UMA VIDA , já notam esses padrões, e a reencarnação é apenas esse ciclo acontecendo por várias vidas, não tem “mistério lógico” nenhum nisso. O que não dá, por exemplo, são explicações assim:

“Ah, acontece que essa mulher aí apanha do marido porque na outra vida ela era homem e baita nele”

Ou:

“Ela era uma nobre francesa, que veio para o Brasil, tinha escravos e tratava eles muito mal e agora vive casando com seus ex-escravos, e todos batem nela. Ela deve desenvolver humildade e obediência nesta vida”

Isso são explicações meio ridículas, embora não se pode excluir que sejam a causa. Mas uma resposta dessas só pode ser  aceita como explicação se alguém de fato de propôs a fazer uma investigação  parapsíquica nas vidas passadas dessa pessoa. Se não fez isso, nem percam tempo dando ouvidos a esse tipo de resposta.
 
NÃO PRECISO ENFATIZAR muito que essa explicação toda que dei aqui não é nem nunca poderá ser comprovada né? E mesmo quando todos estão usando a cabala como referência, há algumas divergências em alguns detalhes. Mesmo assim esse modelo de explicação não é "reencarnacionista por definição". Eu apenas o usei, porque acho que ajuda na explicação.  


Eu nem gosto de ficar dando esse tipo de explicação porque isso tudo tem que ser pesquisado individualmente, pelas experiências ou reflexões de cada um, e  explicando assim parece até a “fórmula da vida”, parecendo tudo bem encaixadinho. Mas acho que se você entende esse modelo, já tem uma base para refletir em cima da questão reencarnacionista sem ficar muito perdido.

 

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Como eu já tenho explicado aqui....
...tempo esquece a vida física. Portanto, é óbvio que ao voltar,  já não resta quase nada dessa memória para acesso DO CONSCIENTE, que é outro papo né?
@sandrofabres


Ok, parece-me correto. Pelo fato de eu desconhecer o assunto a fundo, semelhante com o que o Iogui disse, não vou estender o tópico descenssáriamente. Mas tenho que diz que do pouco que sei sobre o assunto quanto mais perto dele, mais parece que é uma história (real ou não) não totalmente EXPLICADA.
 
Agora, por favor, vamos acabar com o relativismo.
Supondo que toda essa teoria de reencarnação com perda de memória por uma razão X seja real.
Então, olhamos para os humanos. Humanos, que diferem-se dos animais por serem capaz de RACIOCINAR/PENSAR afetando PROFUNDAMENTE a pespectiva deles próprios sobre TUDO que está a sua volta.
E então, os humanos tem duas opções:
•     a) Como criações, por definição, há um Criador.
•    b ) fomos criados de algo que esse algo sempre existiu mas algo não pode ser ALGO pois + <crenças>... (argumento contraditório ateu)
 
•     Os humanos estão presos na própria "linguagem humana " para poderem pensar/raciocinar, a linguagem portanto afeta a perspectiva humana.
•    selecione uma opção:
•    a) A linguagem humana não permite que o humano entenda a verdadeira realidade para os humanos.
•    b ) A linguagem humana é suficientemente válida para entenda a verdadeira realidade para os humanos.
•    c ) Não existe verdadeira realidade.
Bom, A reencarnação aponta para forças DESCONHECIDAS, "SUPERIORES" e "INATINGIVEIS" para HUMANOS "COMUNS". Me desculpem, mas eu PREFIRO acreditar que nos FOI concedida ESSA ÚNICA VIDA com um PROPÓSITO e quem nos criou, eu PREFIRO acreditar que nos deu todos atributos necessários para que qualquer humano SAUDÁVEL tenha condições de chegar a uma resposta. Caso contrário, o propósito do Criador seria egoísta e entraríamos em uma coisa chamada CONSPIRAÇÃO EXTRATERRESTRE já muito conhecida e desenvolvida.
 
Por isso, assumindo que o Criador disso tudo nos deu a RAZÃO para podermos entender a RAZÃO. Então, com essa própria razão, se eu a estiver utilizando-a da maneira correta:
•    Qual a razão (não me interessa livros, relatos, nesse momento), o verdadeiro, o real, o atributo humano que o faz progredir: a razão. Qual a razão, então, ...de PERDERMOS TUDO QUE APRENDEMOS COM A RAZÃO  para ter uma nova reencarnação? com a razão humana, feita de linguagem humana, me vem as seguintes respostas:
•    CONSPIRAÇÃO;
•    PLANO;
•    FENÔMENO MAL COMPREENDIDO
•    ALGO CRIADO ARTIFICIALMENTE (seja de magnitude da imaginação de uma pessoa ou uma mega criação planejada por forças externas)

 

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a) A linguagem humana não permite que o humano entenda a verdadeira realidade para os humanos.


Bom, eu escolho a opção acima. Não só a linguagem ,como a razão humanas para mim são absurdamente insuficientes para explicar qualquer coisa que não seja criada pelo homem. Ou seja, voce pode explicar como funciona uma máquina,m as se tentar explicar como funciona a natureza, vai ficar refém de TENTATIVAS racionais criada a partir de conhecimento muito incompleto, como se vê a cada espaço, pelas explicaçoes cientificas que depois de mostram erradas. Nós nunca paramos de descobrir que estávamos errados sobre aquilo que antes acreditávamos ser "comprovado".
Quanto ao resto, creio que já respondi no post acima do seu (você postou logo após eu postá-lo, entao nao deve ter tido tempo de ler tudo.

 

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Cyber.jpg

 

Ok. Eu escolho:  

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•    A linguagem humana é suficientemente válida para entenda a verdadeira realidade para os humanos.

"E de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós..." (At. 17:26-28)
e então, os Santos entendem a verdadeira realidade pelas bençãos de Deus

 

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Ok. Eu escolho:  
•    A linguagem humana é suficientemente válida para entenda a verdadeira realidade para os humanos.
"E de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós..." (At. 17:26-28)
e então, os Santos entendem a verdadeira realidade pelas bençãos de Deus


Não consegui entender muito bem o que você quis dizer aqui, Cyber, mas em linhas gerais eu concordo com a explicação do Sandro por que bate com o que já pesquisei em literatura Yogi, Espírita e Teosofista já que não conheço quase nada de Cabala (em que a explicação dele se apoiou fortemente). Ele condensou muita coisa mesmo nessa explicação e, talvez, pra quem não conhece muito do assunto fique um pouco complicado de entender embora eu ache que ele explicou bem. Acho que vale a pena dar uma, duas ou três leituras no que ele escreveu e, a partir daí buscar mais material pra entender o tema que é bem complexo e possui muitos detalhes.
Eu noto porém, que você tem certa tendência de ficar circulando em volta do tema "teoria da conspiração extraterrestre ". Se me permite um conselho, procure não se prender a esta idéia poque isso pode te fazer perder alguns detalhes lógicos que poderiam ser a chave pra que você chegue a uma conclusão mais completa sobre o assunto. Ou seja, não se boicote se limitando a esta linha de raciocínio. Se permita "navegar por outros mares" um pouco pra ver no que dá.  

 

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Ok, desculpem a bagunça, mas quando fui relr o que postei lá em cima ,achei que precisava uns negritos, para definir melhor o esqueleto geral que orientava o desenvolvimento das idéias, e este fórum maluco não me deixou editar. Tive que deletar tudo do meu post para baixo, e copiar e coltar tudo de novo,

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Com as explicações dadas antes, talvez agora seja mais fácil entender este texto da Dion:

 

 

CRISTIANISMO E REENCARNAÇÃO
-Dion Fortune- *

 

Por que não há na doutrina cristã ensinamentos concernentes à Reencarnação? Não há nela mesmo uma negação implícita dessa doutrina fundamental da filosofia esotérica?

Eis perguntas feitas com freqüência,  sendo de importância inavaliável que elas recebam respostas satisfatórias para que se justifique a nossa alegação de que o cristianismo é uma religião de Mistêrio. Se não pudermos demonstrar que a doutrina da reencarnação, tão fundamental para a ciência esotérica, não somente não é antagônica com respeito aos ensinamentos cristãos mas se acha na realidade implícita aí seremos forçados a admitir que nenhum cristão pode ser ocultista, nem algum ocultista ser cristão.

A doutrina da reencarnação se perdeu para o pensamento europeu a partir da época da Grécia Antiga, quando era ensinada nas Escolas de Mistérios sob a designação de Metempsicose, tendo tido uma profunda influência sobre a perspectiva dos pensadores gregos. Foi ela ainda uma doutrina fundamental tanto dos gnósticos como dos neoplatônicos. sendo parte integrante da tentativa de síntese entre a Sabedoria Antiga e a Nova Revelação.

As Escolas de Mistério da época da Igreja primitiva estavam expostas a uma grave objeção. Tinham entrado em decadência; haviam sido invadidas por ritos fálicos, por sacrifícios de sangue e pela magia negra, e embora sem dúvida houvesse grupos de iniciados que mantinham a pureza, o movimento como um todo era merecidamente alvo de suspeita. O cristianismo disseminou-se de início entre pessoas iletradas, as quais, já imbuídas do horror que tinha o homem decente diante da decadência da religião popular, e incapazes, por lhe faltarem as letras, de compreender o ponto de vista dos filósofos, condenaram toda instrução como coisa do demônio, dado que muitas pessoas instruídas se haviam deixado levar pelo mal. E foi assim que a ascensão do cristianismo testemunhou o declínio da instrução, e ainda que os piores vícios pagãos tivessem por certo sido destroçados pela abolição das religiões corruptas, manda a honestidade admitirmos que esses vícios não eram inerentes ao paganismo, mas à natureza humana, além de que a erradicação das fés antigas não eliminou a fraqueza humana.

Instaura-se o divórcio entre a instrução e a religião; a metafisica foi abandonada aos filósofos, e o cristão passou a preocupar-se com a ética e com uma teologia dogmática baseada numa interpretação das Sagradas Escrituras a que faltavam algumas chaves - a da Cabala, que detinham os autores dos livros do Antigo Testamento, e a da Gnose, de que estavam de posse os autores dos livros do Novo Testamento.

Em conseqüência, muitos dos termos técnicos da filosofia de ambas essas Escolas de Mistério deixaram de ser reconhecidos e foram traduzidos de maneira tão errônea que se viram privados por completo de seu significado, tendo passagens inteiras sido pervertidas ou tornadas incompreensíveis. Quem dera houvesse uma tradução das Escrituras realizada por um iniciado!

O hiato entre o cristianismo e a filosofia aumentou quando o imperador Constantino fez uso da Igreja para propósitos políticos. Foram designados para altas posições homens cujas qualificações residiam antes em suas concepções políticas do que em suas perspectivas espirituais. O elevado espirito místico da filosofia se perdeu para a Igreja, o mesmo ocorrendo com a sua metafísica. A Idade das Trevas seguiu o seu malfadado curso e só quando a Renascença veio a libertar e a inspirar o espirito humano voltou aquele misticismo a levantar a cabeça no ambiente cristão.

Com o Renascimento houve uma repentina irrupção de atividade em todas as áreas da vida humana, passada a longa inércia da Idade das Trevas; mas o canal de ligação com as Escolas de Mistério se desagregara, e quando os homens se dedicaram ao estudo dos filósofos antigos, a sua abordagem destes foi feita a partir de fora e não de dentro. Esses filósofos eram reconhecidos como iniciados de uma ou outra Escola dos Mistérios, e empregavam os elementos técnicos desses ritos. Sem essa chave, seus escritos são em larga medida incompreensíveis. Estudiosos aos quais falta a iniciação, ao tentar abordar esses filósofos antigos à luz do puro conhecimento acadêmico, vêem-se na situação do leitor inteligente moderno que tenta dominar um livro de física sem nenhuma familiaridade precedente com a matemática. Muitos dos termos técnicos empregados serão por ele identificados, mas os estará compreendendo em seu sentido popular, não em seu significado técnico, e por isso não terá condições de acompanhar a argumentação.


O pensamento europeu, elevando a cabeça macerada depois da Renascença, nada sabia dos ensinamentos secretos, e a doutrina da reencarnação desapareceu na Europa com a queda da civilização clássica. Porém a vida espiritual interior da alma teve prosseguimento: e seja por trás dos muros dos conventos ou nas iluminações de Jacob Boehme e de outros místicos heterodoxos, o conhecimento do Invisível e de seus poderes foi recuperado parte a parte por meio de revelação direta. Que conhecimentos secretos se acham guardados no círculo mais íntimo da atual Igreja Católica Romana não o sabem os que não fazem parte do círculo; estes só podem avaliá-lo por meio do acompanhamento dos sinais"; que iluminações místicas se sucedem às meditações silenciosas e às orações fervorosas das ordens enclausuradas do cristianismo é algo a que são raras as referências.

Pode ter importância no tocante a isso citar uma carta enviada pelo grande cardeal Mercier, o erudito arcebispo de Malines, ao filósofo polonês professor Lutostavski, em resposta à inquirição deste quanto à posição da Igreja Romana no que se refere à doutrina da reencarnação, carta na qual o cardeal afirma que "a doutrina da reencarnação nunca foi formalmente condenada como heresia pela Igreja Romana". A Igreja de Cristo exotérica pode ter se esquecido da reencarnação, e cessado de ensiná-la, mas, quando esta lhe é trazida à lembrança, ela não a condena.

Se a encarnação é um componente de tamanha relevância dos ensinamentos secretos, ensinamentos dos quais partem todas as religiões, por que Nosso Senhor não a ensinou explicitamente? A explicação desse problema tem dupla face:

 

Em primeiro lugar, reside na natureza das pessoas a quem Ele veio e, em segundo, na maneira pela qual a Sua obra teve de ser levada a efeito

 

Nosso Senhor veio a pessoas que, em sua grande maioria, no que concerne á vida religiosa, preocupavam-se exclusivamente com as observância formais do Templo e com a retidão inculcada pela lei Mosaica. Entre essas pessoas havia uma pequena minoria que tinha interesse por especulações místicas. No âmbito dessa minoria, o corpo mais notável eram os essênios - homens e mulheres altamente respeitados em Israel, alguns dos quais levavam uma vida comunitária, enquanto outros participavam da vida do mundo.

Os essênios poderiam ser considerados apropriadamente os quakers do judaísmo. A doutrina do judaísmo está contida nos ensinamentos dos essênios, de que era parte não negligenciável. Muitos crêem que o Menino Jesus foi educado numa comunidade essênia depois que a Sua grandeza foi reconhecida pelos anciãos quando Ele ensinara no Templo. Schuré, em seu livro deveras interessante Os Grandes Iniciados, reuniu provas que sustentam essa interpretação.

Em todos os Seus ensinamentos, Nosso Senhor estabelece uma clara distinção entre aquilo que vai dizer aos Seus discípulos eleitos e dignos de confiança na Câmara Superior, aos quais se permite o conhecimento dos Mistérios do Reino, e à população em geral, cujos enfermos Ele curou e cujas angústias confortou.

Nosso Senhor se apoiou numa base mística; Ele falou como alguém que vem do outro lado do Véu. O divino moderno pouco sabe acerca do misticismo antigo de Israel, a Cabala; mas a Cabala constitui a chave da interpretação mística do Antigo Testamento e de muitas passagens do Novo Testamento. Consideremos à guisa de exemplo a passagem final da Oração do Senhor, "Pois teu é o reino, o poder e a glória, por todos os séculos e séculos. Amém." O que isso transmite ao cabalista? Uma representação do triângulo inferior da Árvore da Vida sefirótica, no qual se acham hierarquizadas, em seu padrão adequado, as estações místicas das Dez Emanações Divinas que formaram os mundos - Netzach, vitória ou poder; Hod, glória; Malkuth, o reino. Na Árvore da Vida se baseia a poderosa invocação da magia cabalista com que todos os magos selam a própria aura antes de começar qualquer operação mágica: "Ateh Malkuth, Ve Gedúlah, Ve Geburah, le Olahm. Amém. Pois teu é o reino, o poder e a glória, por todas as eras. Amém." (essa é a parte final do 'Pai Nosso', na tradição cristã antiga)

Ninguém pode alimentar a esperança de compreender o cristianismo sem entender o misticismo da Cabala, no qual, como o prova a citação acima, Nosso Senhor foi treinado; e na doutrina cabalista encontramos, entre os seus mais importantes fundamentos, o da reencarnação.

É na Cabala que encontramos a cosmologia e a doutrina mística da alma e de sua iniciação, nas quais o cristianismo exotérico é tão lamentavelmente deficiente em comparação com as grandes fés orientais. Uma abundância de materiais esotéricos pode ser encontrada tanto no Antigo como no Novo Testamento; e quem pode dizer o que havia antes de o texto ter passado por uma atividade de edição nas mãos de gerações de eruditos que eram em todos os aspectos homens da Igreja?

Há inúmeros ensinamentos de Nosso Senhor, muitas passagens das Escrituras, cuja compreensão só pode ocorrer à luz da doutrina da reencarnação. A mensagem de João Batista a Jesus é um dos exemplos disso. Nosso Senhor ensinou aos Seus discípulos, na Câmara Superior, uma doutrina de que não temos registros diretos, porém grande número de ecos. 

Do ponto de vista esotérico, vê-se com presteza o motivo de Nosso Senhor não ter acentuado em sua Missão a doutrina da reencarnação. Cada Christos que vem ao mundo tem uma missão especial a realizar com respeito à evolução da humanidade. Osíris ensinou às pessoas as artes da civilização, Krishna lhes ensinou filosofia, Buda, a maneira de escapar à servidão da matéria e Abdul Baha, a moralidade social. Se há quem objete contra o fato de esses Seres Grandiosos figurarem ao lado de Nosso Senhor na qualidade de manifestações de Deus e de Salvadores da humanidade, a ciência esotérica tem de divergir, porque sempre se ensinou que essas criaturas são irmãs uma das outras, Filhos Mais Velhos de Deus que revelam a Sua Glória em forma humana com o fito de orientar a humanidade. Por outro lado, iniciados da Tradição Ocidental não vão concordar com a atitude de descartar Nosso Senhor como apenas um bom homem que ensinou de acordo com as luzes de que dispunha, nem como somente um médium que foi usado pelo Cristo. É de lamentar a inclinação anticristã de Madame Blavatsky, porque isso levou a uma diminuição do valor do cristianismo entre os estudiosos do ocultismo que não se justifica pelos fatos e que redunda na prática em desastrosos resultados.

Nenhum homem que leia história sem preconceitos pode se furtar ao fato de que nunca houve uma verdade transmitida à humanidade de uma vez por todas. A doutrina segundo a qual isso aconteceu caminha de mãos dadas com o catastrófico conceito da geologia. Só a doutrina da evolução resistiu às provas do tempo e dos fatos, e é uma atitude sábia aceitar a conclusão de que a lei da evolução se aplica à vida espiritual da humanidade da mesma maneira como se aplica a sua vida fisica.


Nosso Senhor se apoiou no fundamento deixado por Seus predecessores, tendo levado ao Templo a Sua contribuição específica. Estava Ele encarregado de uma tarefa particular a realizar no seio da comunidade cósmica; e Ele é chamado nos Mistérios de Senhor da Personalidade. As fés mais antigas, que também tiveram os seus Divinos Fundadores, tinham por tarefa, cada uma delas, o desenvolvimento e a iluminação de uma camada diferente da consciência. Os cultos bem primitivos, como o vodu, foram iniciadores do subconsciente; os cultos mais elevados, como o hinduísmo, iniciaram o Eu Superior; o papel de Nosso Senhor consistiu em colocar a regeneração ao alcance do homem comum e iniciar a PERSONALIDADE, palavra aqui usada em seu sentido esotérico de aspecto da consciência elaborado a partir das experiências que se enquadram no universo das coisas que nos cabem no período que vai do nascimento à morte.

Era esse eu inferior, temporal, que lhe cabia alinhar à vida espiritual e vincular com o Eu eterno. Esse eu inferior não é imortal. Nenhuma pessoa adequadamente instruída em filosofia esotérica crê na reencarnação da atual personalidade nem de alguma personalidade histórica do passado. Só o Eu Superior é dotado de imortalidade e é ele que sobrevive à morte corporal, constituindo-se ainda em veículo do Karma. Por conseguinte, Nosso Senhor, que tem por tarefa, enquanto Salvador de Sua época, a criação de um Caminho de Salvação da personalidade, naturalmente não ensinou reencarnação como parte de Sua missão porque a reencarnação não se aplica à PERSONALIDADE.

Os iluminados de Sua época conheciam essa doutrina, fossem eles os místicos essênios de Israel ou os iniciados nos Mistérios Gregos ou Egípcios. Eles não precisavam de ser instruídos no tocante a isso, visto que já tinham familiaridade com essa doutrina. Mas o homem comum precisava que lhe dissesse que é o filho de Deus que Deus o amava, porque essa era uma coisa que nunca antes chegara ao conhecimento do mundo. Afirma-se que Nosso Senhor se comprazia profundamente com o esquecimento da doutrina da reencarnação em sua época porque esta, quando demasiado acentuada, produz muitos malefícios, dado que tende a inculcar um laissez faire desastroso para o progresso humano.

Os resultados da aceitação universal da doutrina da reencarnação, com todas as suas implicações, se acham apresentados nas páginas do livro tão discutido de Katharine Mayo, Mother India. Os europeus, alimentando-se, bebendo e festejando em função do fato de que depois iriam morrer, imbuídos da filosofia de que se aproveitasse o dia fugidio, acostumaram-se a uma maneira de levar a vida desprovida de remorso que redundou na realização da maioria das obras no mundo até hoje. A doutrina da reencarnação é o mais iluminador dos ensinamentos quando compreendida da maneira adequada, mas constitui uma doutrina desastrosa para o ignorante dado que, se não for usada como recurso de evolução, torna-se uma inação absoluta, e a destruição de todas as coisas físicas chega tal como o faz o ladrão que vem à noite.


Em suma, a atitude esotérica no referente à doutrina da reencarnação no seio do cristianismo pode ser definida da seguinte maneira:

 

A reencarnação foi parte integrante dos ensinamentos secretos nos quais Nosso Senhor e o Seu grupo íntimo de discípulos eram iniciados. Ela fez parte dos ensinamentos interiores da fé cristã até o momento em que o misticismo e a ortodoxia se divorciaram. Ela não é repudiada pela Igreja Católica Romana. Nosso Senhor não desenvolveu a doutrina da reencarnação em Sua missão pública porque essa missão concernia à salvação da Personalidade, e esta não reencarna.

 

* Fonte: Aspectos do Ocultismo- Dion Fortune. Ed. Pensamento

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A VIDA DIÁRIA NA SENDA
-Dion Fortune-*

    As regras da Senda não constituem um código escrito que exija uma conformidade exterior, mas sim, a dedicação a um ideal que implique uma autodisciplina com o objetivo de se poder alcançar esse ideal. Os que seguem a Senda, seja vivendo numa comunidade ou seguindo os ideais de uma comunidade no mundo exterior, vão aprendendo certos princípios espirituais que governam todas as coisas, como leis cósmicas básicas.

Não se têm formulado regras de nenhuma espécie concernentes à aplicação destes princípios às coisas da vida; cada estudante as aplica a suas próprias condições, circunstâncias e problemas, da melhor maneira.  Não se dão conselhos a menos que sejam pedidos, porque, enquanto o indivíduo não sente de fato a necessidade, ele não aceita um guia.  É de muitíssimo maior valor a alma aprender que tem de fazer o que deva em verdade e justiça.  Se obedecemos à Lei Cósmica, obtêm-se resultados; se ignoramos a Lei Universal, então se produzem conseqüências inevitáveis a toda violação da lei natural.

O crescimento da alma vai se produzindo através de numerosas encarnações, e em cada uma das etapas desse desenvolvimento há de haver diferentes objetivos. Eis por que não se pode estabelecer nenhum objetivo geral para todos.  Ensina-se um princípio, apresenta-se um ideal, e cada estudante é aconselhado a aplicar esse princípio e a seguir esse ideal nas circunstâncias em que se encontre, por que só quando é fiel e leal nas coisas pequenas e que se lhe podem confiar as grandes. O princípio é o mesmo, seja que se aplique num rancho ou num palácio; e se esse princípio for  aplicado fielmente num rancho, então poderá ser facilmente aplicado num palácio.  A pessoa  que não é capaz de fazer um barro em pequena escala, não tem nenhuma   de êxito se lhe são confiados trabalhos em grande escala.

O primeiro princípio a ser aprendido é  o concerne às leis cósrnicas e sua inviolabilidade.  O estudante tem que aceitar o conceito de que a lei é absoluta: que nada é fortuito, acidental ou incidental. Tudo o que acontece resulta de uma causa, e tudo o que vai acontecer é igualmente o resultado de uma causa.  Estando absolutamente consciente desta lei, o iniciado nunca murmura nem se queixa, e sim, aceita tranqüilamente e sem ressentimento tudo o que lhe possa acontecer, sabendo que nada lhe pode ocorrer se não tiver que acontecer.  Ao reconhecer a justiça do Karma, aceita suas reações sem murmurar.  Por sua aceitação das coisas, serena e prazerosamente sempre se conhece o iniciado.  Sua única preocupação é a de manter-se sintonizado com a Harmonia Cósmica, e quer baixe a cabeça para estudar sua lição ou a levante para cantar e regozijar-se, seu rosto, jamais perde a serenidade.

Uma vez compreendido que a reencarnação é um fato da experiência, então toda atitude para com os problemas humanos difere profundamente da que se tem quando se crê que todos os problemas começam e terminam na mesma vida atual. O iniciado pode aceitar tudo o que lhe acontece, com uma calma que surpreende os demais, cujo impulso é o de renegarem ou orarem, segundo seja sua natureza.  Mas sua aceitação não implica necessariamente a passividade.

Aceitar o próprio destino sem murmurar não quer dizer que não se façam os esforços necessários para melhorá-lo. Conhecendo o poder do pensamento concentrado, o iniciado faz uso dele em todos os problemas da vida. Seu método não consiste em dirigir um ataque direto, querendo que se crie o caminho necessário na situação ou acontecimento desagradável, senão que dirige sua energia para produzir certas mu¬danças em sua própria consciência, porque sabe que é o seu próprio temperamento o verdadeiro instrumento do Karma.

O Karma só pode ser afetado mediante os fatores que existem em sua própria natureza e que são os que reagem. Sabe que certas condições e acontecimentos lhe são apresentados para provocar determinadas reações em sua natureza, e de acordo com a maneira como maneje estas reações, assim será seu Karma, ainda na vida presente. Uma vez que tenha conseguido harmonizar estas reações, terá liquidado seu Karma.

Sabe, portanto, que, embora não possa determinar as condições sob as quais deva viver sua vida, pode, todavia, determinar suas reações para com elas; e de acordo com essas reações, será o karma que determinará as condições de sua próxima vida. O iniciado toma sempre como unidade de cálculo, não uma vida e sim, três, porque sempre são necessárias umas três vidas para que uma força kármica fique liquidada. Dentro dessa unidade de três vidas, temos o livre arbítrio. Podemos determinar exatamente as condições da terceira vida a partir desta.

Este é o fato que o iniciado mantém constantemente em mente, em todas as suas atividades.  É esta realização que lhe permite levantar a cabeça por cima do mar das vicissitudes, contemplando-as do ponto de vista da Lei Cósmica e dos Princípios Espirituais. Conquanto não possa ordenar as condições em que se despertará do sono do nascimento, é,  no entanto, o senhor de seu próprio destino, porque pode manipular essas condições de tal forma que o levem aonde ele quer ir, da mesma maneira como um barco pode navegar contra o vento; e quanto piores forem essas condições e mais forte o vento, tanto mais rapidamente viajará.

O iniciado está sempre reavaliando as coisas de acordo com os princípios cósmicos.  Sabe que sua verdadeira vida é a vida em seu Eu Superior (a unidade de Evolução); que esta personalidade humana não é mais que uma fase de sua vida, e que sua existência real jamais está imediatamente implica¬da nela. Das experiências que obtém nessa fase pessoa, extrai o alimento com o qual vai crescendo o seu Eu real, através de vastos eons de tempo evolucionário. Para ele, a única coisa importante é o seu Eu real, e não a série de personalidades transitórias, motivo por que em suas perspectivas mundanas se atreve a cometer riscos que nenhum homem comum se atreveria a afrontar.

For conseguinte, embora não se preocupe em abandonar as coisas do mundo, sua vida inteira tem um significado, uma riqueza e uma liberdade que faltam ao homem que não se atreve a aventurar-se por medo de perder tudo.  O iniciado vive gloriosamente porque vive sempre perigosamente.  Não obstante, seus riscos são mais aparentes do que reais, como o eram os riscos do Colombo, cujo êxito dependia de uma hipótese matemática.  Sua segurança e sua salvação dependiam da veracidade do teorema de que a Terra era redonda. Se, como acreditava a maior parte das pessoas, fosse plana, e ao chegar ao seu bordo se encontrasse o precipício do espaço, nunca mais teria Colombo voltado de sua grande aventura de partir para o Oeste com o objetivo de alcançar o Leste. Assim acontece com o iniciado: atreve-se a confiar seu destino a um teorema esotérico. Se, como crê o homem comum, está equivocado, terá arruinado a sua vida; mas, se como crê o iniciado, está certo, então terá encontrado as Índias.


Qual é o testemunho da experiência neste ponto? Quantos são os que, tendo servido a Mammon em seu corpo de carne toda a vida, se desdizem em seu leito de morte? Quando chega a hora da morte, então se dá conta de que jamais viveram.  Contudo, o iniciado vai para o Rei do Terror como se acudisse à sua própria coroação, porque a morte não é o fim do mundo, e sim, a passagem do Noroeste.

..............

*Fonte: Preparação e trabalho do iniciado- Dion Fortune. Ed. Pensamento

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A ORIGEM DOS MISTÉRIOS
-Dion Fortune-*


A fim de tornar compreensível a importância da iniciação, será  necessário lançar os olhos para a história da evolução da humanidade. A ciência oculta ensina que outras espécies de seres humanos existiram antes da humanidade tal como a conhecemos hoje - E essas espécies distintas são chamadas de Raças-Raízes, acreditando-se que a Raça-Raiz que no momento tem a posse do globo terrestre é a quinta da série evolucionária. Em duas raças anteriores, conhecidas como a Polariana e a Hiperboreana, a consciência ainda não se havia individualizado, mas a alma estava à sombra da sua alma grupal, da mesma maneira pela qual o tipo inferior de animais está à sombra até os dias presentes.

A psicologia esotérica da alma grupal oferece um vasto campo de estudo, e é  demasiado envolvente para entrar nestas páginas. Deve ser suficiente dizer que as operações dessa alma grupal podem ser reconhecidas pela inteligência da formiga e da abelha, e pela migração das aves. Muitos fenômenos intrigantes da inteligência animal são explicados pela hipótese de uma alma grupal.

A proporção que a evolução humana prosseguia, mais e mais a matéria mental comum à espécie tornou-se organizada em  complexos separados, e encarnada em muitos veículos distintos, que formavam o corpo composto do grupo. Esses complexos organizados, desenvolvendo-se em torno dos núcleos originais, ou fagulhas divinas, espalharam-se através da massa amorfa da alma grupal, tornando-se finalmente, entidades individualizadas e desenvolvidas na forma humana. Depois, a evolução continuou, avançando a uma certa distância, e essas entidades individualizadas atingiram um grau de independência que as tornou difíceis de controlar por parte da alma grupal a cuja sombra estavam. E o Logos chamou em Seu auxilio aqueles Seus filhos que haviam completado seu ciclo de crescimento na evolução anterior, alcançando a cósmica posição de adultos. (Não se deve esquecer que uma evolução, para o Logos Solar, representa uma encarnação para o ser humano, e cada evolução não passa de um dia na grande vida cíclica de Brahma.)

Esses Grandes influenciaram os pioneiros da humanidade, apresentando imagens de suas mentes por meio de um processo que chamaríamos sugestão telepática. As imagens necessárias para permitir que a sensação se transformasse em mentalização eram fornecidas já prontas e, por assim dizer, a humanidade foi poupada da longa e trabalhosa necessidade de construir essas imagens através de experiências acumuladas. No primeiro Dia Cósmico, naturalmente, a humanidade de então teve de passar por aquele processo, mas as evoluções subseqüentes foram prontamente capacitadas a recapitular estágios concluídos anterior¬mente, com a ajuda de seus Irmãos Mais Velhos. Só depois que o ponto mais alto do Dia Cósmico precedente foi alcançado, a evolução passou a ter lugar através da matéria-prima da experiência.

Por meio de experiências às quais a percepção tornou agora o homem suscetível, a mente concreta, ou objetiva, da humanidade foi paulatinamente construída, fundamentada no conteúdo inspirador que fora injetado na mente humana subconsciente pelo atendimento do Irmão Mais Velho e as influências da alma grupal. O ponto foi finalmente alcançado quando a consciência concreta dominou a subconsciência inspiradora, tal como esta última havia dominado a influência da alma grupal. A linha direta de controle, vinda do Logos, através da Alma Superior, para o indivíduo, foi assim perdida. Tornou-se necessário, portanto, ligar a mente consciente com a mente subconsciente, de forma que o controle cósmico pudesse ser restabelecido, e essa foi a função dos Iniciadores Cósmicos, ou Manus.

Esses Grandes, que são os mais próximos aliados da humanidade entre todos os Senhores da Evolução, tendo alcançado seu desenvolvimento no Dia Cósmico imediatamente preceden¬te ao nosso, apareceram na Terra durante os meados do Período Atlante. São os "Altos Sacerdotes da Ordem de Melquisedeque ", seres sem pai nem mãe que construíram seus veículos físicos sem assistência humana. Era seu dever comunicar-se com a mente concreta da humanidade, forjar a corrente de ligação das idéias da consciência para a subconsciência, assim capacitando o homem para captar as vibrações mais sutis, que são a voz das esferas superiores.

Para que lhes fosse possível fazer isso, tiveram de aparecer à consciência concreta numa forma concreta; por isso, e com dificuldade infinita, construíram um veículo que a consciência concreta pudesse conhecer. Essas formas antropóides eram tão pouco apropriadas para as forças altamente desenvolvidas que precisavam abrigar, que só se mantinham unidas com muita dificuldade, e por curtos períodos de tempo. Daí os relatos sobre súbitos aparecimentos e desaparecimentos dos deuses, que fazem parte de todas as tradições primitivas. Porque esses Grandes foram deuses reais do mito e da fábula, os Fundadores Divinos das culturas raciais, para as quais todas as tradições primitivas voltam os olhos  (eles não devem ser confundidos, entre¬tanto, com a personificação das forças da Natureza dos perío¬dos anteriores; esses são os deuses da cultura, ou os progenitores divinos).

Essas grandes entidades reuniram em torno de si grupos de estudantes selecionados entre os mais promissores da raça para a qual vieram, e desenvolveram as suas faculdades até que  eles ficassem capacitados a conhecer, conscientemente, aqueles tipos sutis de vibração que até então só tinham podido perceber intuitivamente, recuperando, assim, o tipo primitivo de mentalização sobre um arco mais alto. Tendo realizado isso, os Manus puderam retirar-se para aqueles planos nos quais podiam funcionar mais facilmente e com maior liberdade, convocando seus discípulos a "erguerem-se a esses planos" e ali os atenderem para receber instruções.

E deixaram a esses mesmos discípulos o cuidado de treinar outros, tal como eles próprios haviam sido treinados, suprindo, dessa maneira, as escolas ocultas através de sucessivas gerações. Dessa forma, se estabeleceu o grande culto ao Sol na Atlântida e sua escola de iniciação foi equipada com o conhecimento. Os Manus puderam falar aos seus discípulos sobre a formação das esferas, porque eles próprios tinham estado presentes quando elas foram construídas, e puderam informar-lhes sobre as fases através das quais a evolução havia passado, porque eram testemunhas oculares disso, tendo eles mesmos se desenvolvido em algumas dessas fases, ou sido discípulos iniciados dos que já se haviam desenvolvido. É assim que as escolas ocultas mantêm as tradições da história da evolução cósmica.

*Fonte: As Ordens Esotéricas e seu trabalho- Dion Fortune- Ed.Pensamento

 

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PREPARAÇÃO DA INICIAÇÃO
-Dion Fortune-*

O objetivo da Iniciação é produzir a iluminação da alma por meio da Luz Interna.  Portanto, antes de começar a considerar os melhores meios de preparação para esta empresa, preciso  explicar exatamente o que se entende por Iniciação, porque há muitos conceitos distintos sobre a mesma.

A palavra Iniciado, empregada nestas páginas, significa aquele em que o Eu Superior, a Individualidade, se entrefundiu com a personalidade e se encarnou realmente no corpo físico.  Um Iniciado é, por conseguinte, aquele cujo Eu Superior nos olha através de seus olhos. A personalidade fica reduzida a um jogo de hábitos e costumes, um complexo de vida, que deixa o Eu Superior livre para levar a cabo sua obra, com o mínimo de exigências relativamente à sua atenção ao Plano Físico.

Esta Grande Iniciação se recebe sempre e invariavelmente fora do corpo.  Não há ritual que possa conferi-la, ainda que o ritual seja empregado no Ocidente para adestrar e coordenar a consciência, como preparação indispensável para esta experiência transcendental.  Também se passa par ela em plena consciência, conservando a memória da mesma.  Muito amiúde se nos pergunta se é possível estarmos iniciados sem o saber.  A esta pergunta temos de responder com um forte não. Além disso, seria absurdo pensar que poderíamos receber inconscientemente uma extensão permanente da consciência.

No entanto, costuma acontecer que um Mestre tenha aceito como discípulo alguma pessoa, sem que esta se dê conta disso, devido ao escasso desenvolvimento de suas faculdades psíquicas, e então esta pessoa só vem a conhecer este fato quando progrediu até um certo ponto. Nestes casos um psíquico poderia informar essa pessoa que foi aceita como discípulo da Grande Fraternidade Branca e que, portanto, já se encontra na Senda que leva à Iniciação, porém seria um erro dizer-lhe que já estivesse iniciada.  O selo do Mestre fica estampado na aura do discípulo, quando este é aceito, e resplandece ante a visão clarividente como um disco de umas seis polegadas de diâmetro, imediatamente acima da cabeça, sendo o disco cor do Raio sobre o qual o Mestre esteja trabalhando.  Quando o discípulo recebe algum trabalho que deve realizar para o seu Mestre no Mundo Material, a faixa correspondente da cor na aura se acende, mostrando, assim; que o poder do Mestre está operando através do discípulo. Porém, enquanto toda a aura não fique iluminada completamente, não se pode dizer que um ser humano seja um Iniciado.  Isto se produz quando brilha com sua própria luz, e não com a emprestada do Mestre. 

Portanto, a Iniciação pode ser definida como a aurora da Luz Interna, ou o advento à manifestação no Mundo Físico do Augoeides ou Corpo de Luz.  Pode-se considerar que a lua representa a personalidade, crescendo e decrescendo através de inumeráveis fases encarnatórias refletindo a Luz Solar ou a Sombra Terrestre.  O Eu Superior, ou seja, o Espírito imortal do ser humano, está simbolizado pelo Sol que brilha perpetuamente no Céu, vejamo-lo ou não. Estes símbolos recompensarão bastante a quem medite sobre eles.

O Eu Superior começa a manifestar-se no corpo físico quando tem lugar a Iniciação.  Não temos mais que considerar a grande diferença que existe entre a individualidade e a  personalidade, no ser humano comum, para podermos perceber a imensa preparação que deve ter lugar antes que esta manifestação seja possível.  Além disso, não podemos deixar de ver que se esta manifestação fosse tentada antes de ter havido a necessária preparação, o Eu Superior descendente encontraria uma disparidade tão grande entre ele próprio e sua vestimenta mal ajustada, que não tardaria em desgarrar-se e destruir-se.  Este acontecimento pode ser observado de vez em quando entre os ocultistas e constitui um dos problemas que trazem lutas a várias fraternidades.

Antes que seja possível o Eu Superior começar a manifestar-se na consciência cerebral, a personalidade tem de se sintonizar com a Individualidade. A Individualidade passa a sua existência nas esferas espirituais da mesma forma que a  personalidade  a passa na esfera mundana.  As ações da individualidade se inspiram no desejo de manter-se em harmonia com a Vida Divina do Cosmos, donde recebe o seu ser, enquanto que as ações da personalidade são determinadas pelo seu desejo de manter sua harmonia com o Mundo da Matéria, donde o corpo tira o seu próprio ser.  Portanto, é evidente que a personalidade terá de reorientar completamente sua posição antes de poder alinhar-se com o Eu Superior.

Temos que nos preparar para mudar a base de todos os nossos motivos se queremos receber a Iniciação. Isto requer uma unidade de propósito que não retroceda ante nenhum sacrifício. “Vende tudo o que tens e segue-me” disse o Mestre.  E também:  "Deixai que os mortos enterrem seus mortos.  Segui-me".  Estas palavras parecem um pouco duras, porém a experiência demonstra que são verdadeiras. Não há razão alguma para que alguém se ofereça como candidato à Iniciação, porque todos podem alcançar a meta da União Divina pela senda espiritual da Evolução; mas, por outro lado, não devem declarar que os antigos segredos foram perdidos, porque, não querendo pagar o seu preço, não receberam a Grande Pérola de inestimável valor.

Tanto a personalidade como as coisas dos sentidos têm que ser sacrificadas para que o Eu Superior possa manifestar-se: não pode haver dúvida alguma sobre este ponto. Todos os Iniciados assim o declaram.  Ante semelhantes manifestações, nos sentimos inclinados a acreditar que, tendo crucificado a personalidade, nos encontraremos despojados de tudo. Esta crença se deve a que a mentalidade ocidental ainda adere à idéia de que a morte do corpo significa o fim da existência.  E da mesma maneira cremos subconscientemente que a morte da personalidade termina com o pleno gozo e plenitude da vida. 

Ao pensar em semelhante coisa, esquecemos que o comerciante que vendeu tudo o que tinha o fez para comprar a Grande Pérola. É  verdade que vendeu tudo o que tinha, porém foi para invertê-lo em algo de muitíssimo maior valor.  O relato evangélico implica que se levou a Pérola triunfante.  E o mesmo acontece conosco se fazemos o sacrifício das coisas dos sentidos, que permita a encarnação do Eu Superior no corpo físico. Há um período de luta conforme se vão rompendo os fios que nos uniam aos desejos dos sentidos, mas tão logo se vão limpando as coisas apreciavelmente, começa a despontar a Luz Superior. Não permaneceremos muito tempo sem consolo.

"Não serão nossas trevas, depois de tudo, a Sombra de Sua Mão, que se estende para nos acariciar?”

Enquanto a consciência se focaliza na personalidade, não podemos pôr-nos em contato direto com as realidades, e só podemos ver seus reflexos no Mundo da Forma. A chamada do Eu Superior serve para erguer-nos e desviar nosso olhar do espelho de nossa consciência da forma, dirigindo-a para a Realidade que é vida e não forma. Esta meia volta é o que constitui a tarefa da alma em busca da Iniciação. Conforme a personalidade se vai submetendo gradualmente ao Eu Superior, a Luz Interna começa a resplandecer.

Os casos em que a iluminação se produz subitamente são muito raros e quase sempre cegam e incapacitam a pessoa, como aconteceu a São Paulo no caminho de Damasco. Portanto, isto só é permitido em casos de almas muito avançadas, que foram preparadas e adestradas até um grau muito elevado em existências anteriores e que se reencarnaram com este propósito, formando suas personalidades acordemente. Para o resto dos aspirantes à Iniciação, a Luz Interna começa a despontar muito suave e gradualmente, com muitos intervalos de trevas que a obscurecem de vez em quando, quando os desejos sensoriais surgem novamente, mesmo depois de terem sido considerados completamente vencidos.

Tendo alcançado esta libertação da escravidão dos sentidos, abrem-se ante o Iniciado dois caminhos: pode seguir a Senda Mística, que leva diretamente à libertação, ou pode seguir a Senda Oculta e voltar ao mundo dos homens equipado com os poderes da Mente Superior. E digno de se notar que geralmente o Misticismo não fala nem ensina a doutrina da Reencarnação, enquanto que o Ocultismo assim o faz. A razão é que o Místico cuida de fugir da escravidão da carne para não mais voltar a ela, enquanto que o Ocultista quer voltar à matéria, trazendo consigo o fruto de seus trabalhos.

Os dois ideais são legítimos e justificáveis.  O místico que segue seu caminho até alcançar a libertação, não deixa de continuar a exercer uma influência no mundo, pois com sua realização liquida grande porção do Karma Mundial.  Por este motivo os místicos se dedicam a muitas austeridades e mortificações, muito depois de terem se libertado dos desejos da carne: estão liquidando o Karma Mundial. O Ocultista, por sua vez, só se sujeita às mortificações mais indispensáveis para submeter a carne e fazê-la obedecer à sua vontade soberana sem reclamar. Seu plano é constituir-se tal personalidade que o seu Eu Superior possa agir nela sem obstáculos.

Deve assemelhar-se a um cavalo brioso e forte, que obedece instantaneamente, sem necessidade de rédeas nem de esporas. Seus sentidos não poderão assim enganá-lo nem suas paixões poderão cegá-lo. Usa o seu corpo como uma janela aberta para sua alma, que nunca deforma o que ele vê. Com este objetivo é que disciplina seu corpo, porém nunca trata de reproduzir a Crucificação. O místico torna sua personalidade negativa, para assim se converter em um canal de Forças Cósmicas.  Sua atitude com relação a todos os problemas que lhe possam ser apresentados é de:  “Aquieta-te e sabe que Eu Sou Deus.” Mantém-se sereno e quieto no plano mundano, deixando que os poderes espirituais encontrem nele um canal pelo qual possam chegar à mente coletiva durante suas meditações.  O ocultista, de seu lado, ocupa-se das formas e utiliza sua mente concreta para converter essas formas em canais para as Forças Cósmicas. O místico trabalha como  Eu Superior exclusivamente; o ocultista leva o Eu Superior a manifestar-se no plano da forma.

O místico, desde que se libertou da escravidão de seus sentidos, contenta-se com as experiências de sua consciência interna; não cuida de trazê-las à manifestação no plano terrestre. O ocultista, por seu turno, tendo alcançado a mesma realização que o místico, trata de trazer ao plano da forma o estado de consciência que conquistou.  E faz isto se é um Irmão da Senda da Direita, porque, para cumprir o Grande Plano, é necessário que certos ideais sejam expressos e elaborados no Mundo da Forma, porém jamais o faria para satisfazer suas próprias sensações.  Esta foi a prova com que o Senhor foi tentado no Deserto:  "Faze que estas pedras se convertam em pão".  Ele era O Místico-Ocultista Ideal, como foi demonstrado ao converter a água em vinho e passar através das portas fechadas, mas Ele jamais utilizou Seus poderes a não ser no cumprimento de Sua Missão, e vale destacar que conforme Ele avançava para o seu final, as empregou cada vez menos.

A grande maioria das almas libertas escolhe a Senda Mística, transpondo, assim, a nossa Esfera Terrestre.  Só uns poucos dos que alcançaram a libertação escolhem sacrificar-se e voltar novamente ao Mundo das Formas, posto que não têm desejo algum que os possa arrastar a uma nova encarnação, o que para eles significa viver num cárcere. Seu único motivo é o desejo de aliviar a carga da confusão do mundo.  Também não se deve pensar que o místico deserte do mundo quando o abandona, porque sempre pedirá por ele, e esse grande corpo de almas em oração alivia o tremendo Karma do Mundo nos Planos Internos.

(...)

Fonte: Preparação e Trabalho do Iniciado- Dion Fortune- Ed.Pensamento

 

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15 hours ago, sandrofabres said:

10-Malkuth: corpo físico
9-Yesod: corpo etérico
8-Hod: corpo astral
7-Netzach: corpo mental
6-Tiphereth: Alma humana (“Manas”, corpo causal)
5-Geburah: Alma Divina (“Budhi”)
4-Chesed: o Íntimo (“Atman”)
3-Binah: Espírito Santo
2-Chockmah: Filho (cristo cósmico)
1-Kehter: Pai

Sandro, essa divisão aí é uma teoria pessoal ? Ou você aprendeu assim de algum lugar ?
Porque eu sempre ensinei, até baseado na experiencia mágica de evocação, e nos próprios livros da Dion (já que é livro básico de Qabalah que o pessoal que ensino é obrigado a ler antes de poder abrir a boca rs), a divisão dos em mundos Qabalísticos, que sao Asiah (Mundo físico), Yetzirah (Astral/Formação), Briah (Mental/Aquétipico) e Atziluth (Espirito puro).

E as sephiras em:
Assiah - 10
Yetzirah - 9, 8, 7
Briah - 6, 5, 4
Atziluth - 3, 2, 1

Ou seja, diver que o astral está contido numa única sephira é abuso de linguagem rs (embora já vi gente dizendo que ele tá em Tipharet! rs).

Eu costumo instruir o pessoal dizendo que Assiah e Yetzirah sao os planos da forma, do qual Assiah é o mais "denso" por se tratar do físico e baixo astral. Entao as experiencias aqui, e com seres daqui, tem corpo, espaço, tempo, som... tudo bem definido segundo as regras que a gente já conhece. Aqui o sujeito materializa, incorpora, ou esta convivendo com o ser mesmo que só no astral.

Briah, já sao experiencias puramente mentais/simbólicas/arquétipicas com sons puros (e nao musicas, mais como os soms básicos dos mantras), formas geométricas. Se voce falar com um anjo, vai ser nesse nível aqui. Quem tá aqui em consciencia já atingiu um nível de iluminação, pois já está em contato com seu Eu Superior, já troca uma idéia com ele. Jesus (Tipharet) disse que só se conhece ao Pai (Kether) através dele (através de Binah na verdade rs porque tem uma ligação na árvore). Por que entre cada um desses mundos existe um véu, quem impede quem nao tá com a consciencia neles atravessar. Já deu pra entender onde Jesus tava né ? rs. Alias, se voce olhar pra árvore da vida vai ver ele sendo crucificado! :o  (nao literalmente, pelo amor de deus né gente)

Atziluth, já é o nível que consciencia humana ordinária nao transcende. Voce cruzou o abismo em Daath, pois entre 4 e 3 nao existe ligação, e sim um abismo (conhecimento), em que pra cruzar voce tem que deixar até a ultima gota do ego (individualidade)... Então quem tá nesse nível de consciencia aqui já tá além de tudo, em nível de consciencia... manifestar, todos podemos manifestar um poquinho em cada nível. Mas falo no nível de consciencia, como o Moises usa chackras... a visão tradicional é usando as sephiroth.

Me desculpem em extender esse assunto, mas é que essa visão que o Sandro apresentou é bem teosófica. E essa suposta "anatomia" é um abuso de linguagem. Nos dá a ilusão de que existe um corpo pra cada plano de manifestação. Mas é tudo manifestação de uma mesma coisa. Nem é como se fossem "frequencias" diferentes como sugerem em analogia... acho igualmente irreal porque também sugere separação, onde ela nao existe! Cada consciencia tem sua onda portadora rsrs as manifestacoes em "planos" diferentes sao dados dentro da mesma onda (limitando nosso entendimento aos planos da forma, já que é ao que estamos limitados no momento). Nessa ponto, é quase consenso que a teosofia... pisou na bola!

 

16 hours ago, sandrofabres said:

Então veja, quando falamos em sentido da vida, em aprimoramento espiritual, não dá para olhar para a experiência física apenas e tentar limitar todo o processo e esse estágio apenas, que nada mais é do que um “soluço” de manifestação.

 

O que não quer dizer que essa teoria reencarnacionista esteja certa. É uma um ponto sensível de quem defende a reencarnação com unhas e dentes de que "temos muito pouco tempo" rsrs. Afinal de contas, se o cara parar pra pensar que tem que se cruzar dos esses véus, entrar em contato com o Jesus-Interno (pra usar o mesmo termo que voce), ser crucificado, dispensar o Jesus pra cruzar o abismo,... aí o cara pede pinico mesmo ! kkkk
Mas não é śo pq a gente acha o mundo injusto... que ele fica mais justo, né?

Minhas postagens todas, foram pra chegar ao ponto de (e sempre deixei claro que ADMITO a possiblidade de reencarnacao) nenhuma teoria reencarnacionista atual é completa, nenhuma "presta" rs.
Todos precisam de um remendo aqui, e ali. E frequentemente tem esses pontos de "apego" dos reencarnacionistas ferrenhos (Assim como os céticos tem os seus).
Precisa resolver alguns pontos.

Mas pra quem curte essa onda reencarnacionistas... e quer sair do Samsara minha explicação té dá uma chance, já que ela sugere que sua consciencia (em vida) transcender os planos da forma (chegar em Tipharet, e o mais proximo possível do plano de cima sem deixar nenhuma pendencia pra trás)... seria bem lógico que voce talvez nao precisasse mais reencarnar, já que voce já superou todas as qliphas, e adiquiriu as qualidades sephiroticas do plano da forma. :)

Alias.. a mim, parece muito que o Moises Esagui tirou as idéias de consciencia nos níveis de cakras, dessa idéia já a muito existente de consciencia em níveis das sephiroth. Claro que o trabalho dele é experiencia dele, mas nao custa adimitir que o "misticismo" tem lá seus chutes bons.

 

16 hours ago, sandrofabres said:

•    a) A linguagem humana não permite que o humano entenda a verdadeira realidade para os humanos.

É ponto comum isso que. @cyber2050 linguagem humana é uma porcaria pra explicar o universo, até a matemática (que é um certo sentido é mais avancada que a linguagem falada) é uma porcaria pra explicar o universo (nao temos uma teoria unificada de modelo físico do universo muito por culpa dela rs).
A linguagem humana nao serve pra explicar o que a gente sente !! Que dirá pra explicar o universo.
Por isso os místicos, apelam pra simbolismo (como da Qabalah, entre outros) pra teorizar o universo.
Por isso os poetas, apelas pro simbolismo pra falar dos sentimentos.
Se eu te falo de "amor"... eu nunca vou ter certeza que voce entender por essa palavra o mesmo que eu entendo porque depende do seu conhecimento e da sua experiencia de vida o entendimento desse sentimento... que raramente vai ser igual ao meu.
E principalmente... o portugues nao é a lingua das mais ricas !! As linguas mais ricas sao as linguas nas quais os idiomas modernos foram baseados... grego tem sei lá, 3, 4 palavras diferentes pra tipos diferentes de amor rs. Entao... a linguagem humano, consensualmente, é uma porcaria. :P

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Alias, é justamente por esse problema da linguagem que:
 

10 hours ago, sandrofabres said:

Esta Grande Iniciação se recebe sempre e invariavelmente fora do corpo.  Não há ritual que possa conferi-la, ainda que o ritual seja empregado no Ocidente para adestrar e coordenar a consciência, como preparação indispensável para esta experiência transcendental.  Também se passa par ela em plena consciência, conservando a memória da mesma.  Muito amiúde se nos pergunta se é possível estarmos iniciados sem o saber.  A esta pergunta temos de responder com um forte não. Além disso, seria absurdo pensar que poderíamos receber inconscientemente uma extensão permanente da consciência.

 

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15 horas atrás, Cristaldo disse:

Sandro, essa divisão aí é uma teoria pessoal ? Ou você aprendeu assim de algum lugar ?
Porque eu sempre ensinei, até baseado na experiencia mágica de evocação, e nos próprios livros da Dion (já que é livro básico de Qabalah que o pessoal que ensino é obrigado a ler antes de poder abrir a boca rs), a divisão dos em mundos Qabalísticos, que sao Asiah (Mundo físico), Yetzirah (Astral/Formação), Briah (Mental/Aquétipico) e Atziluth (Espirito puro).

E as sephiras em:
Assiah - 10
Yetzirah - 9, 8, 7
Briah - 6, 5, 4
Atziluth - 3, 2, 1

Ou seja, diver que o astral está contido numa única sephira é abuso de linguagem rs (embora já vi gente dizendo que ele tá em Tipharet! rs)

O objetivo não é dar um curso de cabala, é dar uma explicação esquemática sucinta do que é necessário entender PARA O FOCO DO TÓPICO. Cada mundo Assiah, Yetzitrah, Briah, Atziluth contem uma árvore completa, por isso cada sephirah tem 4 cores né? Então quando você olha somente para UMA ÁRVORE, divide os 4 mundos como você fez. Quando olha para cada mundo, encontra uma árvore completa em cada.

 

 

15 horas atrás, Cristaldo disse:

Mas pra quem curte essa onda reencarnacionistas... e quer sair do Samsara minha explicação té dá uma chance, já que ela sugere que sua consciencia (em vida) transcender os planos da forma (chegar em Tipharet, e o mais proximo possível do plano de cima sem deixar nenhuma pendencia pra trás)... seria bem lógico que voce talvez nao precisasse mais reencarnar, já que voce já superou todas as qliphas, e adquiriu as qualidades sephiroticas do plano da forma

Cristaldo, eu em nenhum momento divirjo disso, apenas isso é totalmente irrelevante para o tema. O que o sujeito PODE atingir CASO FAÇA isto ou aquilo (proposto por cada escola) não elimina o que ACONTECE com todo mundo que NÃO FAZ isto ou aquilo e apenas vive sua vida. O assunto aqui é humanidade como um todo, não as alternativas dos iniciados. Você pode negar o quanto deseja a reencarnação, mas ainda assim ela não deixará de continuar acontecendo, umas poucas pessoas continuam lembrando e confirmando...

Enfim, não tem muito o que fazer quanto a isso, exceto o que todo cara que se fixou num ponto precisa fazer quando encontra evidências , agarrar-se a uma lista  infinita de  "pode ser qualquer outra coisa que explique , sei lá..."

avestruz1.jpg

 

 

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O universo já mostrou que cri particularidades e exceções, que visto de um ponto de vista abstrato, não são poucas.

O que esses teosofistas e/ou ocultistas compilaram de informação, pode ser real, pode não ser. Sandro você está convicto que é real? Bom, pode ser. Mas lembre-se que é uma teoria.

 

Então, não acho certo afirmar, que a reencarnação (Se for real) ocorra para TODOS os humanos. Não sabemos disso, alguns humanos descobriram/escutaram isso (reencarnação, arvore da vida, modelos ocultos..) de fontes DESCONHECIDAS (de um ponto de vista total).

 E nesse ponto, com receio, talvez até mesmo a Biblia...

 

Então, pode ser que a teoria da reencarnação ocorra, mas também pode ser que a teoria de que a origem dos espiritos dos humanos vem de localdiades e "linhagens extraterrestres/dimensionais" diferentes também seja verdade.

Não sabemos se todos os humanos reencarnam, pode ser que isso só ocorra para alguns, pode ser que ocorra para a MAIORIA, mas não sabemos se é REGRA GERAL. Por tanto, não podemos afirmar que é O MODELO HUMANO de MANIFESTAÇÃO.

Pois assim como HÁ casos de pessoas que lembram de REENCARNAÇÃO, HÁ casos de pessoas que NÃO LEMBRAM,  ambos os casos podem existir. O criador manifestou muitas moradas.

 

Levando em conta o TAMANHO do Universo MATERIAL, se o universo ESPIRITUAL existe, PODE ser que CADA PESSOA tenha sua PECULIARIDADES ESPIRITUAIS.

 

E isso ajudaria a entender muitas peculiaridades:

Assumindo que o Criador cria a diversidade em suas obras, (pois se não seriamos uma coisa só, que já é DEUS e não teria sentido)

O que eu vejo nessas teorias é que elas tentam explicar, no fundo, que TUDO é uma COISA SÓ. Ok, mas NÓS existimos para sermos diversos, se não, qual a razão de existirmos

A reencarnação é interessante, mas ela pode ser uma HABILIDADE e não necessariamente algo que ocorra APÓS a morte. Afinal, não é o próprio dalai lama que tem que fazer rituais para poder ter CHANCE de reencarnar com (segundo ele) a memória, e nem sempre dá certo? Então, além da reencarnação na realidade ser apenas uma  REENCARNAÇÃO DE ATRIBUTOS pode ser que ela NÃO OCORRA PARA TODOS após a morte.

 

Como vocês mesmo falaram, a TEORIA não EXISTE  SEM A REALIDADE, MAS a REALIDADE existe sem A TEORIA. E pode ser que a realidade seja MUITO GRANDE, DECIFRÁVEL SIM (eu acredito) mas que SEJAM MUITOS MODELOS para as consciências, como parece querer indicar a árvore da vida que vocês estão falando.

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Concordo com tudo Cyber.

Mas o que as pessoas parecem ter dificuldade para enxergar é que elas chegam aqui já dispostas a rejeitar o que ela DESEJAM REJEITAR, pelos motivos psicológicos/emocionais delas. E para elas conseguirem espaço para rejeitar o que elas desejam, elas precisam virar as costas às inúmeras evidências que sugerem que os outros estão certos e elas erradas. Nenhuma teoria é 100 confiável, mas não estão no mesmo nível de qualidade teorias baseadas em evidências e teorias baseadas em NADA (baseadas em negação) .

Chega gente aqui querendo dizer que projeção é sonho lúcido e só ocorre na mente, o que não é verdade e tem comprovações que botam abaixo esse tipo de explicação na hora. O que não é o mesmo que dizer que TODAS as projeções sejam diferentes de sonhos!

Ou então chegam querendo dizer que reencarnação não existe ou não tem lógica, e não podem dizer isso, ela é a hipótese mais lógica para explicar um fenômeno bem "comprovado" pela  existência de pessoas que possuem memórias e fornecem dados que podem ser checados.

Portanto, não se pode comparar  a hipótese de reencarnação, por exemplo, com a idéia de "uma vida + céu ou inferno" (o dia que extraírem blocos de memória de um pedaço de alcatra eu passo a considerar também a hipótese materialista da "memória genética". E o dia que criarem uma TV que capte os registro akashicos, eu passo a considerar a teoria da mente individual captando algo do inconsciente coletivo. Até que esse dia chegue, essas são hipóteses-lixo) .

A teoria de "uma vida só" esbarra  seriamente nos casos das pessoas com  memórias de outras vidas, mas tudo bem, esses casos podem ser exceções...o problema é que ela é baseada apenas em crença na REVELAÇÃO. Já a teoria da reencarnação é baseada em análise de dados (memórias checadas) e construção de uma crença EM CIMA DESSES DADOS..... E TAMBÉM EM REVELAÇÃO .

Então são dois níveis completamente diferentes em termos de QUALIDADE DE TEORIA. Além dessas "provas", das memórias,  a hipótese da reencarnação ainda  é apoiada por diversas outras coisas não comprovadas, como contatos com outras inteligências  que ajudam a explicar como tudo funciona (revelação). Mas daí a dizer que é obrigatória e acontece com todos indistintamente é outro papo.

Nao sou eu quem afirma que ela é obrigatória, eu só afirmo que é uma realidade.  ACEITO  que MUITO PROVAVELMENTE seja uma regra, mas não ponho meu dedo minguinho no fogo. Se usarmos apenas a nós mesmos como fontes de tudo, ou seja, se as crianças da escolinha decidem entre si que elas sabem tudo o que existe dentro e fora da escola, a única conclusão razoável é dizer que sabemos que ela acontece com alguns, comprovadamente,  mas não temos como afirmar que seja uma Lei para todos, porque isso exigiria que TODOS lembrassem da vida passada.  Mas NEGAR QUE ELA OCORRA  não tem o menor cabimento.

E tem outras tretas que nem lembro agora, mas em geral sempre se levam (ou vem de...) uma mesma linha de raciocínio:

" Vamos todos nos abraçar, rir bastante  e fumar um baseado, porque nada existe,ninguém sabe nada,  nada importa, nada dá em nada, o que importa mesmo é só a zoação uhú!"

macaco-rindo.jpg

 

 

Portanto, não sou eu quem  chega aqui tentando empurrar  explicações abstratas,  baseadas somente no "pode ser....", sem ter nada para oferecer para embasá-las, só achando que tem que ser aceitas porque acho mais bonita minha explicação do que a do outro. Eu apenas trago  fatos que mostram que essas explicações sem base são sim pura besteira e não podem ser consideradas com a mesma seriedade que aquelas que tem uma base,  até que elas  tenham algo a mostrar além de uma linha infinita de "Pode ser isso, pode ser aquilo....".

Eu boto as cartas na mesa sobre projeção astral, e boto as cartas na mesa sobre reencarnação, (OVNIS também, lembrei agora)  mas quem acha que outras opções são melhores, que bote suas cartas na mesa. Opssss, teorias do "pode ser isto, pode ser aquilo outro"  não tem cartas, são só "masturbação mental"...

Ah, então dá licença né?!  Porque quem gosta de pastel de vento é doido, o que a gente quer é RECHEIO.

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Fala Cyber, beleza?

Cara, eu acho que vc é meio cristão igual a mim hehehehe a gente fica dando volta em todo tipo de explicação e tenta de algum jeito entender a bíblia de um modo diferente das doutrinas... parece que não nos ensinaram direito, mas não conseguimos negá-la por uma certa lógica interna nossa que nem dá pra explicar...  to correto?

Se sim, observe esses textos de Mateus 17:10-13

E os seus discípulos o interrogaram, dizendo: Por que dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?
E Jesus, respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas;
Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão eles também padecer o Filho do homem.
Então entenderam os discípulos que lhes falara de João o Batista.
Mateus 17:10-13

Tem um monte de coisas que confundem... não que a mensagem seja confusa, mas a interpretação que cada igreja dá ao tema.

Esse lance ai aconteceu no monte no episódio da transfiguração que por si só já explica um monte de coisas aqui do forum e mais ainda relacionadas ao tópico.

Esse Elias era o João Batista... ditas pelo próprio Jesus aos seus discípulos. Tipo... se João Batista era o Elias então tá aí uma prova cristã de reencarnação.Moisés também apareceu nesse episódio. Não foi uma "visão" de um cara só. Foi uma coisa vista pelos discípulos e que era tão real pra eles que eles queriam fazer umas cabanas pra essas figuras que apareceram. hehhehehe vários fenômenos espíritas hahhaahah (minha mãe odeia quando eu falo isso).

Mas beleza cara... acho que só de vc se preocupar com esses papos já mostra que é um baita caráter e o pessoal tentando ajudar também. Enquanto a gente tá preocupado com isso a maioria tá se destruindo.

Abração a todos... querendo ou não, somos irmãos hehehehe

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Se a reencarnação não fosse real a vida seria bastante injusta não é mesmo? Alguns nascem com deficiências físicas e mentais enquanto outros são gênios do esporte ou intelectuais. Alguns nascem na pobreza extrema enquanto outros nascem em berço de ouro. Isso sem contar, de onde vem a facilidade genial de algumas pessoas fazerem algo? Então, às vezes nem precisa usar o diagrama da Árvore da Vida, nem os ensinamentos teosóficos ou mesmo as provas que alguns pesquisadores e cientistas já obtiveram. Um simples exercício de observação nos mostra o porque da reencarnação ser o modelo ideal. Claro que falo do ponto de vista de um espiritualista para espiritualistas. Materialistas negam tudo que foge do paradigma "esse mundo é tudo que existe" e para eles a vida é uma curta experiência química e neural causada por um "acaso" perfeito da natureza. 

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Mas não só os céticos materialistas que escolhema visão de que vivemos num " acaso espiritual", porque parecem temer a idéia de viverem num universo perfeitamente ordenado. Enquanto alguns parecem temer injustiças, outros temem justiça, eheheheh. Então para um grupo desses , "Deus escolhe uns para serem justos, e outros para serem pecadores" e então nem vale a pena esquentar com nada, porque a " salvação" é pela Graça, e não "pelas Obras". Já para outro grupo não tem nada disso, nem carma nem nada... É cada um por si e ninguém por todos, a lei do mais forte e mais esperto prevalece, nuam vusão de espiritualidade nada maid é que a aplicação  da visão materialista a esses assuntos,  numa espécie de "lei da selva espiritual", um "liberalismo" aplicado ào tema da espiritualidade.

Mas numa coisa acho que todos concordamos lukynhas: o que a humanidade-encarnada-e-sem contato-com-outras-inteligências acha lógico, sensato e justo pode não ter nenhuma relação com os fatos REAIS, porque queremos analisar:

- o universo,

- a multidimensionalidade

-e as razoes da eternidade

a partir da cultura

-terraquea

- do limite de tempo de nosso aprendizado de vida

- limitado a uma só dimensão.

Estamos mal "equipados" para a tarefa, e confiar que a ciência, a linguagem ou a razão conseguem isso, acho que não resiste a uma pesquisa histórica sobre nossas conquistas sempre provisórias nessas áreas. 

 

 

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Então Sandro... é exatamente por isso que eu "acho" que existe um erro de interpretação sobre vários temas... às vezes de má fé e outras por limitação mesmo. Aproveitando o que vc disse acima, no discurso de Jesus ele afirma que a fé sem obras é morta. E ainda diz que se não acreditar nele que acredite nas obras. Pegando o seu gancho, acho que o estudo da espiritualidade e as práticas são de estrema importância. E Sandro, eu nem sei se to falando bobagem. É que nesse tópico específico, existiu um debate que para quem se interessa pelo tema funcionou como um abridor de latas, saca? Acho legal pra caramba ver até onde vai o raciocínio dos debatedores e fico no meu canto observando e tentando tirar algum proveito. Disse acima que sou cristão hehehehe, mas sem os esterótipos... Eu só acredito no JC como meu irmão mais sábio e um exemplo de homem pra seguir. E acho que ele esperaria isso de todos, porém os segredos da natureza e tals ele só dizia para os apóstolos em separado se é que dizia. No meu ver, vc o Yogui, o lukinhas e tals são como discípulos da sabedoria. Não quer dizer que a perfeição foi atingida, mas os bate-papos são frutíferos, saca? Agora o modo de atingir os objetivos e algumas particularidades são individuais, assim como nossas experiências. 

A própria bíblia não foi feita pra todos entenderem... e é engraçado isso. Vejo pela cabala que vc e outros citaram. Ela foi e é desenvolvida no judaísmo em cima da torá. Usando algorítimos em cima dos textos em hebraico vc lê outra bíblia dentro da bíblia e o que faz a conexão com Jesus é que o codificador do velho testamento é o mesmo do novo testamento que foi escrito em grego. E tem ainda o lance das argilas da Suméria que contem as mesmas histórias que estão na torá. Vale lembrar que o patriarca Abraão veio de Ur, uma cidade sumeriana.... então tá tudo muito entrelaçado... Por isso que negar e/ou limitar o conhecimento a um só tipo de escola corre-se o risco de perder algum pedaço de conhecimento que pode ser útil. Pra mim, a coisa é mais enrolada ainda. Vocês estão discutindo um assunto que pro materialista não quer dizer nada. Reencarnação, um fenômeno que talvez seja muito difícil provar pelo fato de nem todos se lembrarem e tals como já foi dito antes. Cara, e as pirâmides em todos os continentes? Uma obra física, gigantesca, tá na cara de todo mundo e não se sabe como foram construidas e nem pra que servem... Se é difícil provar alguma coisa com que se está vendo imagina aquilo que não se vê... pelo menos pra maioria.

Cara, eu sei como é duro perder alguém que se ama e tomei uma paulada que me abriu a mente pra esses temas. Faço votos que esses debates continuem e que com humildade e amor a gente consiga se instruir mutuamente porque a vida é da hora e seria um desperdício acabar em nada. 

Abração 

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37 minutos atrás, rulianestevan disse:

A própria bíblia não foi feita pra todos entenderem... e é engraçado isso.

A bíblia, ou pelo menos o novo testamento era todo ele "publicação interna", coisa só para os grupos fechados dos cristãos.

E entre os cristãos tinha coisa que nem foi registrada ou mesmo falada. Nos textos do Clemente de Alexandria tem esta passagem, por exemplo:

Citar

" Certos pontos que ficaram muito tempo sem serem notados por escrito foram esquecidos por completo; outros desapareceram, porque a inteligência lhes perdeu os traços, pois as pessoas sem experiência não os podem fàcilmente reter; estes pontos eu os ponho em foco nos meus comentários. Eu omito certas coisas propositalmente, exercendo assim uma prudente seleção, temendo confiar à escritura o que receio exprimir de viva voz. Não faço isto por ciúme, pois seria um sentimento mau, mas por temer ver meus leitores interpretá-los de uma forma inexata e claudicar; segundo o provérbio, seria dar uma espada a uma criança. Porque seria impossível que as matérias tratadas por escrito não se divulgassem. Mas embora caíssem no domínio público (a escritura sendo sempre o modo de transmissão) elas dão ao investigador respostas mais profundas que as palavras escritas. Elas exigem, com efeito, o auxílio de alguém, seja o autor, seja uma pessoa que tenha seguido seus passos. Mostrarei certos pontos de uma maneira velada; insistirei sobre outros, e muitos não serão mencionados. Eu me esforçarei por falar imperceptivelmente, mostrando secretamente e procedendo por DEMONSTRAÇÃO SILENCIOSA”

http://www.viagemastral.com/forum/index.php?/topic/16934-amparadores-podem-ser-primitivoscada-um-tem-o-que-merece/&do=findComment&comment=73472

 

Então ....."tem de tudo nesse mundão de meu deus", kkkk

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Assim começava “a Iniciação aos Mistérios sagrados, dos homens já purificados”. Só êstes podiam conhecer as realidades dos mundos invisíveis, só êles podiam penetrar no recinto sagrado, onde, como outrora, os anjos vinham ensinar e onde as lições eram dadas pela visão direta e não apenas pela palavra.

É impossível deixar de notar a diferença entre o tom dêstes cristãos antigos e os seus sucessores modernos.

 

Fui lá ler o seu texto Sandro... Cara, acho que somente um palavrão poderia explicar o meu contentamento vendo essas coisas. Visão direta!!! Mano, se não fosse isso eu não tava aqui falando com você! Realmente Sandro, to reconhecendo o meu momento de estudar. Tá na minha cara.

Um abraçãozaço heheheheh

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Quanto a crucificação que falei antes...
Rpm1.jpg
Ta aí o mano crucificado! rsrs

@sandrofabres , certo mais visto desse jeito que você fala parece que quem não acredita em reencarnação está uma escala abaixo na evolução. Já que esses sao ou materialistas, ou os espiritualistas que acreditam no "acaso espiritual". O ponto que sempre insisto é que as crenças pessoais (no que tange a espiritualidade!) não são bases pra afirmar muita coisa. Alias, voce tem uma obsessãozinha com balada, maconha e "pegar umas mina na balada" kkkkk. São níveis de compreensão né? E isso sim já determina onde o sujeito ta na evolução.

No mais, não precisa de TV sintonizar o Registro Akashico pra você aceitar a idéia de inconsciente coletivo. Basta uma compreensão de que a consciência divina permeia todas as coisas. Claro que isso nao prova nada no sentido material, mas é a mesma resposta com outro molde, se inconsciente coletivo é "masturbação mental" o que é esse antigo conceito religioso do "deus estar em todas as coisas" então ? 

Quanto a Qabalah, eu não acho que o que eu disse foi curso de qabalah não... só acho justo você dizer de onde veio a sua teoria/visao a cerca da qabalah, quando você nao usa o que é mais tradicional em termos de interpretação, pra explicar o seu paradigma.
Afinal, faz toda diferença saber de onde veio a idéia... o sujeito vai saber se vem da mesma fonte da dele, ou se é algo alienigena a ele, antes de incorporar. Evita que incorram no erro da "salada esotérica" rsrs... que essa sim, as vezes leva a um beco sem saída filosófico, ou um caminhar sem direçao.
 

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