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O poder do pensamento: Orações, Mantras, Salmos, Rezas


Iogui
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Estou criando um novo tópico para abordar esse assunto que considero realmente importante para todo espiritualista. Em um outro tópico a nossa amiga Cíntia postou as seguintes dúvidas:

Citar

- A prece com o Salmo 91 nos ajuda a conseguir proteção com a mesma eficácia de um círculo, um banimento...?

- É necessário que a pessoa acredite que conseguirá a proteção, ou a leitura do Salmo 91 ajuda a conseguir proteção mesmo que a pessoa não tenha convicção disso?

 Foram postadas respostas no próprio tópico:

Mas eu gostaria de expandir o tema aqui e por isso, vou repetir a minha resposta frisando pontos que considero chave:

Citar

Acredito que a força do pensamento e a convicção que você coloca na oração seja mais importante que a fórmula em si. Dessa forma acho que, mesmo que você não esteja recitando o Salmo x ou y mas esteja efetuando oração que tenha semelhante significado mas com fé, intenção, determinação de que os resultados esperados serão alcançados, você pode ter êxito. Se estiver em sintonia com uma egrégora positiva, os resultados tendem a ser potencializados.

Desta forma, se o Salmo 91 possui significado para você  (que te mobiliza nas fibras do seu ser), você pode utilizar como âncora para uma potente vontade e fé inabalável. Isso vai criar uma carga pensênica com tendência a gerar os resultados esperados. Mas o núcleo da coisa e a parte mais importante não é a fórmula em si.

Tem mais um detalhe: uma determinada oração, Salmo ou mantra ainda possuem uma propriedade de reverberar com uma criação pensênica gerada, mantida e multiplicada muitas vezes por todos aqueles que a proferiram durante muitos anos. É como se estivesse se juntando a sua força e intenção à de muitos outros que proferiram tal Salmo, oração ou mantra anteriormente se você conseguir entrar na sintonia adequada e isso tem poder potencializador.

Normalmente é assim que essas coisas funcionam.

Entretanto, essa regra funciona tanto quando utilizada para o bem quanto para o mal (obviamente que neste segundo caso, isso há de ter consequências karmicas negativas).

Certa vez, quando eu ainda frequentava o Candomblé, eu estava conversando com o exu do meu pai de santo (que estava incorporado) e mais um grupo de pessoas sobre alguns acontecimentos que tínhamos notícia e ele disse assim:

Citar

Aquele que sabe rezar é o maior feiticeiro porque o pensamento tem poder e quem sabe usar seu pensamento consegue dar nó em pingo d'água.

Ao mencionar a palavra reza ele não estava se referindo simplesmente a repetir uma fórmula mas a saber aplicar a vontade e intenção de forma firme e inquebrantável à um conjunto de idéias encadeadas com o conteúdo emocional adequado de forma a criar uma repercussão energética capaz de reverberar em sintonia com o objeto alvo com a finalidade de atingir algum objetivo.

Para concluir o raciocínio, vou colocar aqui um capítulo do livro "Projeções da Consciência" do Waldo Vieira que exemplifica o uso negativo dessa capacidade que todos possuímos mas é possível também encontrar em vários livros (notadamente os da literatura espírita como muitos do André Luiz) que possuem exemplos de usos positivos e mais éticos deste mesmo princípio:

Citar

26 - SUGESTÕES DE INVESTIMENTO
23 de setembro de 1979, domingo. Temperatura ambiente: 22 graus centígrados. Recolhi-me ao
leito às 18,57 horas, em decúbito dorsal. Depois de alguns minutos, virei-me para o lado esquerdo.
***
A minha consciência estava plenamente desperta num distrito humano em metrópole européia.
Dentro de amplo edifício, eu acompanhava uma entidade desencarnada que solicitou calma nas atitudes
e apuro na observação do ambiente circundante.

Atravessamos algumas dependências de escritórios e atendimento público, muito bem mobiliadas.
confortáveis e ricamente decoradas, que se mostravam desertas no momento.
Numa das salas contíguas, vimos elegante senhor encarnado, idade avançada, aparência de
extrema integridade, às voltas com documentos e às portas de imensa caixa-forte.
Na peça à esquerda das instalações do cavalheiro, outro homem, na casa dos quarenta, sozinho,
sobre uma poltrona, com as pálpebras cerradas e os braços sobre os espaldares, parecia profundamente
concentrado.
Dois outros cômodos à direita eram ocupados, um por outro senhor maduro e o último por dois
encarnados, todos bem acomodados em poltronas, postadas à frente de escrivaninhas, e completamente
ensimesmados.
Ao atingir a visão global dos escritórios luxuosamente instalados, junto à entidade atenta e
tranqüila, identifiquei as projeções nascidas das cabeças dos cavalheiros concentrados. E senti um
choque emocional, contido a custo graças às surpresas chocantes no passado, ao entender, em segundos,
a natureza e a extensão das atividades daqueles homens, no horário noturno, entre um domingo e uma
segunda-feira, sozinhos, num silêncio absoluto, sem nenhum assistente ou empregado do terceiro
escalão. Eles estavam, nada mais nada menos, que transmitindo sugestões mentais intensivas a
determinadas personalidades, também encarnadas, através da atuação do pensamento à distância!
As cenas nas psicosferas dos homens isolados eram iniludíveis. Um deles se concentrava com
tamanho empenho que enrugava as faces congestas. E a finalidade dos esforços mentais rotineiros
também surgia clara. Procuravam induzir homens de negócios nas decisões sobre altos investimentos
que possivelmente vão ser tomadas amanhã, segunda-feira.
Atônito com a descoberta do escopo da hipnose teleguiada, precisei aproximar-me ainda mais do
senhor da direita e à frente da poltrona onde jazia sentado. Sobre a mesa de escritório, esparramava-se
vasta cópia de documentos e, sobre todos, sobressaía a foto grande de outro cavalheiro grisalho,
desconhecido. Era a vítima, o cliente em potencial cuja imagem surpreendentemente vinha à tona da
sugestão de longe, mais sofisticada e desonesta que eu jamais pensara existir. É a influenciação técnica
de encarnados entre si, na guerra de pensamentos, com repercussões inconcebíveis nos dois mundos.
Vodu eletrônico usado na caça aos cifrões com objetivos inferiores sutis, sem qualquer intenção pura.
Revelou-me o fato a exploração psíquica levada ao máximo grau, porque a força de atuação age
sobre criaturas incautas ou com as mentes desprotegidas, à testa de empreendimentos ou empresas das
quais depende a sobrevivência física às vezes de milhares de pessoas.
Ainda abalado com os detalhes dos papéis, da foto e das projeções mentais, sem nem mesmo
desejar aceitar a realidade dessas inoculações mentais, provenientes das irradiações de idéias fixadas
pelo homem, a minha solução foi observar as outras duas salas e o fato, infelizmente, se confirmou. A
única diferença era que os dois homens de "colarinhos brancos", na câmara de controle dos
pensamentos, evidenciavam a concentração conjunta monoidéica no processo de vampirização, tecendo
correntes mentais imperturbáveis, sem quebra do ritmo, tentando com vontade vigorosa modificar o
tônus mental de uma só vítima.

A entidade ao lado seguia mentalmente minhas observações e descobertas considerando a
extensão dos desvios humanos, quando os encarnados subvertem os recursos mais sublimes das energias
do pensamento, que podem trazer a cura e o soerguimento espiritual criando alegrias imorredouras, com
a finalidade de influenciar homens de negócios, preparando terreno para persuadir e dobrar opiniões,
em busca, exclusivamente, de vantagens econômico-financeiras, na luta pelo vil metal que sempre
acabará ficando na matéria densa mesmo.
Esclareceu-me que a atmosfera corriqueira dos escritórios era um pouco mais pesada e difícil
devido à invasão de entidades caprichosas e enfermiças, obsessores potentíssimos nos jogos mentais
desonestos, que "auxiliavam" os hipnotizadores contra os hipnotizados sob controle remoto e que, na
oportunidade, tinham sido temporariamente afastados para possibilitar a nossa visita tranqüila e o
exame minucioso do ambiente. E rematou as ponderações:
— Respondendo às insistentes indagações, vemos aqui o obstáculo natural à generalização do
fenômeno dos despreendimentos espirituais. Já pensou o projetor que alimente essas intenções? As
sugestões inferiores poderão ser diretas e muito mais desastrosas. Contudo, ninguém engana a justiça
maior. Os ressarcimentos inevitáveis podem aparentemente demorar, mas chegam sempre. Ninguém está
livre de ser vítima das próprias obras.
Quando Mesmer, Charcot e outros luminares da história do magnetismo animal poderiam pensar
num serviço desses, tão bem sistematizado, sobre pisos tão sólidos e alicerces tão carcomidos? O caráter
sigiloso e metódico das atividades no ambiente era um fato e a seriedade do empreendimento,
infelizmente, não deixava margens à dúvidas. Os desmandos estão sendo praticados permanecendo
insuspeitados e, o pior de tudo, impunes porque inalcançáveis pelas leis humanas, cujos códigos penais e
civis ainda não puderam estender parágrafos para coibir avanços de infrações desse quilate. Por outro
lado, as organizações policiais ainda não se despertaram para tal realidade, estando muito atarefadas
com os assaltos comuns para cogitar do uso indevido da arma mais poderosa de todas, nas mãos dos
malfeitores, a força do pensamento mal conduzida que atinja as criaturas que alimentam as mesmas
influências. E a oportunidade de se perguntar: Qual o limite da atuação da mente? Até onde chegarão os
artifícios na luta pelos interesses humanos? Se a deliberação premeditada pode ser influenciada por
encarnados, o que dizer da decisão precipitada e da influência dos desencarnados?
Não presenciei o fato porque não acompanhei o desenrolar dos acontecimentos pela noite a
dentro até de madrugada, contudo, quem pode afirmar que um ou outro desses senhores, tão dedicados
ao mister de transmitir sugestões à distância, ali mesmo ou em sua casa, hoje ainda, noite alta, não
deixará o físico e fará a persuasão direta à mente indiferente a tais artifícios, com a transmissão no local
e em condições extrafísicas?
Sobre esse aspecto é possível serem provocados, de modo inconsciente, pela criatura enferma, e
em estado consciente, pelo encarnado (ou encarnada) com intenções infelizes, prejuízos mentais
consideráveis às inteligências humanas distantes do cultivo da disciplina mental. O fato suscita um
mundo de conseqüências político-sociais que, cedo ou tarde, têm de ser levadas a sério pelas 
organizações humanas. E por tudo isso, a projeção do psicossoma constitui a manifestação psíquica
mais transcendente por envolver estranhos setores da atividade terrestre.
Após algum tempo ainda de observação daquele "antro principesco", deixei o local
requintadamente instalado, ocorrendo o retorno meditativo e demorado à base carioca, em companhia
do Amparador.
***
Ao despertar-me, o físico permanecia deitado do lado esquerdo. Em segundos brotaram-me as
rememorações em bloco. Ainda chocado com as reminiscências, senti a confirmação invisível de grafá-
las, sem relutância, neste registro, para ficar a exposição das realidades espirituais, o que estou fazendo
depois de verificar as horas, 20,44. Não me foi possível precisar o horário no ambiente visitado, havendo
a certeza absoluta de ser noite.
A excursão desta noite me fez lembrar que há notícias do interesse de governos de grandes
potências no incremento da projeção consciente para usá-la como processo de espionagem entre as
nações, incluindo nisso os atos de apropriação temporária de planos secretos de defesa estratégica e
outros, copiá-los e depois devolvê-los para o mesmo lugar de onde foram retirados. Julgo que isso seja
possível, por serem ocorrências a ser realizadas no plano extrafísico, mas crosta-a-crosta. Acho, no
entanto, que o aspecto do transporte de objetos ou teleportação, com a desmaterialização-
rematerialização consecutivas é bastante problemático quando entram razões não-éticas nos objetivos.
Jamais me deixaria submeter a tais experimentos tendo em vista as suas finalidades, pois
constituem um péssimo negócio para o experimentador. A defesa do aspecto nobre das projeções é
fundamental na manutenção do equilíbrio espiritual do projetor e da qualidade das suas companhias
extrafísicas.

Fonte: "Projeções da Consciência - Diário de experiências fora do corpo físico" do Waldo Vieira, páginas 62 a 65

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Gostei muito deste tópico, Iogui! Vai ser maravilhoso poder estudar sobre esse assunto aqui. Graças às informações que obtive sobre esse assunto no outro tópico que vc citou, consegui um ponto de partida para iniciar minhas pesquisas para aprofundar o assunto e, com a criação deste novo tópico, o estudo ficará bem melhor!

Eu havia iniciado meu estudo sobre o poder do pensamento nessa semana. Comecei com a leitura do livro Karma, de Annie Besant, porque achei muito interessante tudo que ela fala sobre as formas-pensamentos. Gostaria de destacar um trecho desse livro que achei ótimo:

"Os elementais que animam as formas-pensamentos boas ou más fundem-se  com  os  do  homem,  e  com  os  das  suas  formas-pensamentos, e  assim  atuam  sobre  ele,  embora  vindos  do  exterior.  Mas  para  esta fusão  é  necessário  que  encontrem  entidades  da  sua  espécie,  com  que possam  ter  afinidades,  sem  o  que  não  podem  exercer  qualquer influência.  E  ainda  há  mais:  se  forem  de  espécie  contrária,  repelem-se,  e assim  se  explica  que  o  homem  bom  expulse,  com  a  sua  atmosfera,  com a  sua  aura,  o  que  é  mau e impuro.  É  como se  estivesse  rodeado  de  uma muralha  defensiva  que  o  pusesse  ao  abrigo do  mal."

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Em minha humilde opinião, os dois maiores axiomas da espiritualidade são: "Somos Todos Um" e "As crenças criam a realidade."

Sobre esse último, falando mais especificamente do poder do pensamento, temos a visão hermética na qual isso é chamado de "Princípio do Mentalismo":

Citar

1. O Principio de Mentalismo

"O TODO é MENTE; o Universo é Mental." - O CAIBALION -

Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que,é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCÍVEL e INDEFINÍVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os 5 fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.

A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá-la de maneira casual.

Com a Chave-Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente. Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: "Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio." E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave-Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo.

"O Caibalion"

A visão contemporânea disso é chamada de Lei da Atração. Aqui nesse documentário explanaram esse conceito de maneira simples:

 

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Um aspecto que considero muito importante, no estudo sobre o poder do pensamento, é compreender como acontece esse poder, como se compõem as forças envolvidas nele... Assim, fica mais fácil não se enganar por otimismos descautelosos sem a responsabilidade da sensatez, ou por pessimismos desnecessários.

Com relação a essa questão do pessimismo, trago abaixo um trecho do livro Atenção, de Chico Xavier / Emmanuel:

"O pessimismo  é  uma  espécie  de  taxa  pesada  e  desnecessária  sobre o  zelo  que  a  responsabilidade  nos  impõe,  induzindo-nos  à  aflição inútil.
Atenção,  sim.
Derrotismo,  não.
Para  que  nos  livremos  de  semelhante  flagelo,  no  campo  íntimo,  é aconselhável  desfixar  o  pensamento,  muitas  vezes,  colado  a detalhes  ainda  sombrios  da  estrada  evolutiva.
"

E com relação à questão da sensatez, para que o pensamento positivo não se transforme em um otimismo irresponsável, ou para que não haja um negativismo perturbador, segue um vídeo onde o Saulo fala maravilhosamente sobre essa necessidade de sensatez e equilíbrio (mais especificamente aos 19 minutos):

 

 

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  • 2 months later...

Além das constatações das postagens acima, peço que me informem se uma oração feita com fé também pode suscitar o seguinte aspecto:

Uma pessoa que, por consequência das próprias imperfeições, estivesse em conexão inconsciente com espíritos maus, poderia ser temporariamente afastada dessa conexão, após uma prece sincera?

Faço essa pergunta considerando a hipótese de que o pensamento gerado durante essa prece pudesse desviar o inconsciente daquele mal, e colocasse a pessoa temporariamente em conexões mais elevadas. Isso seria temporário (por poucas horas ou até mesmo minutos), porque o ego que permitiu a conexão com o mal provavelmente voltaria a se manifestar.

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22 horas atrás, Cint Souza disse:

Uma pessoa que, por consequência das próprias imperfeições, estivesse em conexão inconsciente com espíritos maus, poderia ser temporariamente afastada dessa conexão, após uma prece sincera?

Poderia mas, para isso, não necessariamente precisaria fazer uma prece, poderia simplesmente elevar o padrão mental passando a pensar em coisas positivas, quebrando assim a retroalimentação pensênica que a estaria mantendo conectada aos tais "maus espíritos".

Acontece que nas preces sinceras é exatamente isso que fazemos, elevamos nosso padrão mental e, consequentemente, a nossa vibração, sutilizando nossas energias.

Isso possui o efeito de enfraquecer elos que não estejam em harmonia com esse novo padrão mental/pensênico por uma questão de afinidade.

Portanto, não é a oração em si que gera o efeito mas a mudança energética produzida no conjunto consciência + somas.

É claro que a própria prece, tendo sido adequadamente dirigida, pode atrair consciências elevadas que auxiliem no processo somando ali, sua própria influência energética.

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3 horas atrás, Iogui disse:

Poderia mas, para isso, não necessariamente precisaria fazer uma prece, poderia simplesmente elevar o padrão mental passando a pensar em coisas positivas, quebrando assim a retroalimentação pensênica que a estaria mantendo conectada aos tais "maus espíritos".

Acontece que nas preces sinceras é exatamente isso que fazemos, elevamos nosso padrão mental e, consequentemente, a nossa vibração, sutilizando nossas energias.

Isso possui o efeito de enfraquecer elos que não estejam em harmonia com esse novo padrão mental/pensênico por uma questão de afinidade.

Portanto, não é a oração em si que gera o efeito mas a mudança energética produzida no conjunto consciência + somas.

É claro que a própria prece, tendo sido adequadamente dirigida, pode atrair consciências elevadas que auxiliem no processo somando ali, sua própria influência energética.

Muito obrigada pela explicação maravilhosa, Iogui!

Você poderia me indicar algum material em que eu possa estudar sobre esse assunto?

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3 horas atrás, Cint Souza disse:

Muito obrigada pela explicação maravilhosa, Iogui!

Você poderia me indicar algum material em que eu possa estudar sobre esse assunto?

Olha... Existem vários, vou citar alguns apenas:

O Plano Astral - C. W. Leadbeater, esse fala sobre muitas outras coisas mas toca em assuntos relacionados.

O Poder do pensamento - Annie Bessant, esse eu ainda não tive tempo de ler mas o título é interessante, não acha?... Me parece promissor... rs

Esses dois, você pode encontrar aqui no link que postei nesse tópico:

Alguns outros livros interessantes em que o autor narra fatos interessantes relacionados ao poder do pensamento aplicado na prece são os livros do André Luiz psicografados pelo Chico Xavier (são 16 livros, se não me engano). São muito interessantes mas possuem aquela pegada mais doutrinária do espiritismo. Pra quem não tiver preconceito com isso eu recomendo. São boas leituras e possuem coisas muito interessantes pra quem sabe analisar com isenção.

Um outro livro interessante em que se podem encontrar assuntos relacionados é o que postei um trecho aí pra cima, do Waldo Vieira, Projeções da Consciência que é tipo um diário de experiências projetivas do Waldo. Algumas das situações que ele narra se relacionam bem com o tema apesar de não serem especificamente sobre a oração.

Enfim... Se eu lembrar de mais algum interessante, volto a postar aqui.

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  • 2 months later...

Olá pessoal...

O que vocês pensam a respeito de lei da atração?

Acham que realmente temos tanto poder assim sobre nosso destino a ponto de criarmos nossa realidade física de modo considerável, atraindo ou repelindo circunstâncias, pessoas e acontecimentos?

Geralmente lei da atração vai contra ao que prega o Kardecismo, no que diz respeito ao plano reencarnatório, pois pela LDA, podemos criar nossa realidade da maneira que quisermos, desde que consigamos controlar nossos pensamentos e sentimentos, além disso, também devemos eliminar crenças limitantes.

O que acham? Somos essencialmente livres, porém enclausurados em prisões criadas por nós mesmos?

Tem um vídeo do Saulo, em que ele fala que acredita no que chama de "assinatura vibracional". Que esta assinatura atrai as circunstâncias necessárias para nosso aprendizado. Basicamente seria a mesma coisa que "colheita e plantio", pois cada um de nós planta, através de nossas vibrações, sementes que nos levarão a aprender o que precisamos.

Deste modo, somos livres, sendo necessário apenas uma profunda transformação interior.

Acham que existem mais coisas que nos aprisionam além da ignorância e descrença no poder interior que naturalmente possuímos?

Sobre os exercícios de visualização, tão disseminados através da LDA e suas vertentes. Acreditam que sentir-se positivo como se já tivesse alcançado determinado objetivo nos fará de fato alcançá-lo?

Seria este o poder da fé? Ter fé que algo realmente vai acontecer, independente dos meios pelos quais o desejo se tornará concreto.

Não é este o mesmo poder que faz com que pessoas sejam curadas através de inúmeros rituais, feitos nas mais variadas religiões. É o tal do poder da crença, que damos poder para aquilo que acreditamos ser verdade. Assim como pessoas conseguem resultados fantásticos usando amuletos, cristais e tantos outros objetos.

Seriam as muletas, que o Saulo comentou em um determinado post, estas que nos possibilitam acessar o poder que possuímos naturalmente, mas que nos é inalcançável por não crermos que ele existe.

Gratidão pessoal.

 

 

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1 hora atrás, lightium disse:

Geralmente lei da atração vai contra ao que prega o Kardecismo, no que diz respeito ao plano reencarnatório, pois pela LDA, podemos criar nossa realidade da maneira que quisermos, desde que consigamos controlar nossos pensamentos e sentimentos, além disso, também devemos eliminar crenças limitantes.

Olha, lightium, desconfio que essa sua afirmação esteja errada. O que você entende por: lei da atração?

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Infinite

Imagina Infinite. É que realmente percebi que o assunto é praticamente o mesmo, apenas dissertado de forma diferente.

Estou lendo o tópico e já consegui tirar muitas conclusões.

Gratidão pela indicação.

Iogui

Olá Iogui. Tenho profundo respeito e admiração pelo Kardecismo, além disso, sou grande admirador de Chico Xavier e Divaldo Franco, os quais tiveram papel fundamental em meu aprendizado e consequente "despertar".

A questão é que o Kardecismo ortodoxo prega a lei da ação e reação e também, que existe um plano reencarnatório, o que quer dizer que somos obrigamos a cumprir determinadas provas para evoluir e alcançar novos níveis.

Alguns Kardecistas, como o proprietário do site http://www.espiritoimortal.com.br, vão contra muitos dos dogmas da religião. O autor do site citado, acredita que criamos nossa realidade. O site é fantástico, os artigos são muito sensatos e escritos de acordo com o conhecimento mais atual a respeito tema, mesmo sendo contra algumas coisas pregadas pelo Kardecismo.

A lei da atração nos ensina que somos donos de nosso destino e de que possuímos o poder de alterar nossa trajetória, sem limitações, salvos às da própria realidade física onde vivemos.

O que entendo por lei da atração é que sou totalmente responsável por minha vida. De que as provações que venho experimentando são frutos de limitações interiores e que posso mudar isso.

O mais importante, é que não estou pagando nenhum karma e até mesmo os relacionamentos conflituosos que experimentei, foram atraídos por sintonia vibracional, originada por desiquilíbrios internos.

São coisas que posso mudar e com isso obter uma melhora significativa em minha vida.

 

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20 horas atrás, lightium disse:

A questão é que o Kardecismo ortodoxo prega a lei da ação e reação e também, que existe um plano reencarnatório, o que quer dizer que somos obrigamos a cumprir determinadas provas para evoluir e alcançar novos níveis.

O que entendo por lei da atração é que sou totalmente responsável por minha vida. De que as provações que venho experimentando são frutos de limitações interiores e que posso mudar isso.

Eu também acho que esses conceitos mais moderninhos da espiritualidade contradizem o que nos foi ensinado no passado. Porque ou você está subordinado às leis mecânicas do universo (gravidade, magnetismo, ação e reação, carma) e portanto está submetido às condições e regras da escola em que está encarnado,  ou você é uma borboleta azul livre para criar sua própria realidade. As duas visões não combinam.

Mas há uma ponte entre elas, que é você aceitar um paradigma,  ou o outro. Se você aceita o paradigma da limitação, sua vida reage de acordo com o modelo limitado. Se aceita o paradigma da não limitação, sua vida reage de acordo. É algo que precisa ser experimentado, ou parece papagaiada.

Para mim sempre foi papagaiada, mas como eu passei pelo Viver de luz, cujo fundamento é justamente esse, o de romper com a "crença limitante" de que se não comermos, morremos...e tive mais uma outra lista de experiências malucas que me levaram a ter muito cuidado com o que eu expresso, passei a aceitar que, de fato, as coisas podem sim ser muito ( ou mesmo completamente) maleáveis às suas intenções.

Mas aí entram dois problemas:

- o conhecimento antigo estava errado? Não, é um modelo válido. Me parece que o novo paradigma SE TORNOU ACESSÍVEL A NÓS, depois de uma certa época. Não que fosse novo, tanto o budismo quanto o cristianismo já meio que alertavam sobre o aspecto ilusório do mundo em que vivemos. Mas digamos que não eram muitas pessoas que conseguiam quebrar essa "hipnose". É como no sonho, se você desperta lucidez e tenta acordar os outros, dificilmente consegue. Aí você sai voando e eles se espantam, embora eles também possam, mas a falta de lucidez alimenta a crença de que precisam levar uma vida que imita o físico. Vão continuar presos a uma jornada de trabalho, eheh.

- se todos aderirem a isso, como fica o carma? como quem ainda precisa aprender certas lições, para se corrigir , vai conseguir isso, se chutar o balde? Bom, a questão é que nem todos conseguem aderir a essa visão, e talvez o carma seja quem segura as rédeas disso. E a outra questão é que o aprendizado não se dá apenas pela dor, acontece dessa forma porque somos teimosos, precisamos experimentar na própria pele, para entendermos o nosso erro (curiosamente espiritualistas acham que fazer o outro sentir na pele seu próprio veneno é ruim, é vingança, blábláblá). Mas se a pessoa está focada em tentar melhorar mesmo, aí esse tipo de aprendizado não tem muita utilidade, exceto naqueles pontos cegos, quando por mais que ela tenta melhorar, ela ainda não enxerga o erro. Então parte da mensagem é que você pode escolher continuar seu aprendizado sem dor. Ele não será interrompido, mas você se torna mais ativo em buscá-lo, ao invés  de só aprender "indo para o tronco" do  carma, eheh

 

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sandrofabres

Caramba Sandro, que forma fantástica de pensar. Gostei e fez todo sentido.

É o que mais tenho percebido. Lembra quando te falei que tenho determinados bloqueios em minha vida e gostaria de saber os motivos deles existirem? Então, tenho muitas crenças limitantes e venho sustentando pensamentos negativos a respeito de vários aspectos.

Sabe, penso em alguma coisa e me surge na hora quele pensamento de que não posso, não sou capaz e sinto apenas escassez.

Se tudo isso estiver certo, só preciso de uma reforma interior completa, coisa que posso conseguir e assim viver minha encarnação mais plenamente.

Em determinas épocas da minha vida, eu simplesmente não me preocupava tanto, pois sentia que ainda tinha muito tempo para fazer as coisas. Lembro que eu costumava viver "de boas", sem me importar com quase nada.

Nesta mesma época, tudo fluía perfeitamente. As coisas engrenavam, o dinheiro surgia do além kkk, tudo funcionava. Conheci muitas pessoas e tive ótimos momentos.

Depois de um tempo, quando fiquei mais velho, comecei a ter cada vez mais responsabilidades e passei por momentos difíceis, por conta de problemas de saúde de um familiar. 

Fiquei paranoico e muito preocupado com tudo e as coisas são pioraram desde então.

Virei outra pessoa. Eu costumava ser descontraído, brincalhão e sorridente, depois me tornei mais sério, preocupado e neurótico com tudo.

Minha energia despencou e já estou nessa mesma vibe tem alguns anos, o que está afetando até mesmo minha saúde física.

O mais complicado é que quando eu não sabia quase nada de espiritualidade, energias e todas essas coisas metafísicas, eu vivia relativamente bem, mesmo na ignorância. Depois com todo o sofrimento, acabei me obrigando a procurar as causas de tantas experiências negativas, foi o que me motivou a estudar o assunto com afinco.

Agora sei um monte de coisas sobre o assunto, mas não consigo usar disso para melhorar minha experiência terrena. kkkkk

O que me falta é praticar. 

Só de ter consciência de que da pra sair dessa, já me sinto muito mais leve e as correntes que me prendem já não me parecem tão sólidas quanto costumavam parecer.

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12 horas atrás, sandrofabres disse:

Eu também acho que esses conceitos mais moderninhos da espiritualidade contradizem o que nos foi ensinado no passado. Porque ou você está subordinado às leis mecânicas do universo (gravidade, magnetismo, ação e reação, carma) e portanto está submetido às condições e regras da escola em que está encarnado,  ou você é uma borboleta azul livre para criar sua própria realidade. As duas visões não combinam.

Como desenvolvi acima, eu acho que um trabalho mais tradicional  que alinha esses dois conceitos é o livro "O Caibalion", que é uma das bases da filosofia hermética. Nele o universo é explicado através de 7 Princípios. Creio que a lei da atração e o karma correspondam respectivamente aos princípios do mentalismo e da causa e efeito. Abaixo as descrições deles do livro:

Citar

I. O Princípio de Mentalismo

“O TODO é MENTE; o Universo é Mental”. – O CAIBALION

Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCÍVEL e INDEFINÍVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico. A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá-la de maneira casual.

 

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VI. O Princípio de Causa e Efeito

“Toda a Causa tem seu Efeito, todo o Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei”. – O CAIBALION

Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei. Os Hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tomam-se Causadores em vez de Efeitos. As massas do povo são levadas para a frente; os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas; a hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem-nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os Mestres, elevando-se ao plano superior, dominam o seu gênio, caráter, suas qualidades, poderes, tão bem como os que o cercam e tornam-se Motores em vez de peões. Eles ajudam a jogar a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem partida da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e influências. Empregam o Princípio em lugar de serem seus instrumentos. Os Mestres obedecem à Causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano.

Mais adiante quando desenvolvem a parte do mentalismo:

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Se o Universo é Mental na sua natureza, a Transmutação Mental pode ser considerada como a arte de MUDAR AS CONDIÇÕES DO UNIVERSO, nas divisões de Matéria, Força e Mente. Assim compreendereis que a Transmutação Mental é realmente a Magia de que os antigos escritores muito trataram nas suas obras místicas, e de que dão muito poucas instruções práticas. Se Tudo é Mental, então a arte que ensina a transmutar as condições mentais pode tornar o Mestre diretor das condições materiais tão bem como das condições chamadas ordinariamente mentais.

Mais para frente sobre a causalidade:

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Não queremos entrar em consideração sobre o Livre-Arbítrio ou o determinismo, nesta obra, por várias razões. Entre as diversas razões, a principal é que nenhum lado da controvérsia é inteiramente verdadeiro; com efeito, ambos os lados são parcialmente verdadeiros, de acordo com os Preceitos herméticos. O Princípio de Polaridade mostra que ambos são Meias Verdades: pólos opostos da Verdade. Os Preceitos são que o homem pode ser Livre e ao mesmo tempo limitado pela Necessidade, dependendo isto da significação dos termos e elevação da Verdade cuja significação é examinada. Os escritores antigos expressam este assunto, assim: “A criação que está mais distante do Centro é a mais limitada; quanto mais próximo chega do Centro, tanto mais Livre é.”

A maioria das pessoas são mais ou menos escravas da hereditariedade, dos que as rodeiam, etc., e manifestam muito pouca Liberdade. São guiadas pelas opiniões, os costumes e as idéias do mundo exterior, e também pelas suas emoções, sensações e condições, etc. Não manifestam domínio algum, digno de nome. Indignamente repudiam esta asserção, dizendo: “Pois, eu certamente sou livre para agir e fazer como me apraz; faço justamente o que quero fazer”, mas deviam explicar melhor o quero e o como me apraz. Que os faz querer fazer uma coisa de preferência a outra; que lhes faz aprazer fazer isto e não aquilo? Não existe por que para a seu prazer e desejo? O Mestre pode mudar estes prazeres e vontades em outros no lado oposto do pólo mental. Ele é capaz de Querer por querer, sem querer por causa das condições, emoções, sensações ou sugestões do meio, sem tendência ou desejo.

A maioria das pessoas são arrastadas como a pedra que cai, obediente ao meio, às influências exteriores e às condições e desejos internos, não falando dos desejos e das vontades de outros mais fortes que elas, da hereditariedade, da sugestão, que as levam sem resistência da sua parte, sem exercício da Vontade. Movidas, como os peões no jogo de xadrez da vida, elas tomam parte neste e são abandonadas depois que o jogo terminou. Mas os Mestres, conhecendo a regra do jogo, elevam-se acima do plano da vida material, e colocando-se em relação com as mais elevadas forças da sua natureza dominam as suas próprias condições, os caracteres, as qualidades e a polaridade, assim como o meio em que vivem, e deste modo tornam-se Motores em vez de Peões: Causas em vez de Efeitos. Os Mestres não escapam da Causalidade dos planos mais elevados, mas concordam com as leis superiores, e assim dominam as circunstâncias no plano inferior. Eles formam parte consciente da Lei, sem serem simples instrumentos. Enquanto servem nos Planos Superiores, governam no Plano Material.

Falando de maneira simples, eu vejo dessa forma: Existem muitas leis aos quais nós estamos submetidos, sejam leis exteriores ou leis interiores. O karma é uma consequência da causa e efeito, que é uma lei  que afeta a todos. Eu vejo isso e o (chamarei assim) mentalismo como dois conceitos bem próximos. Assim como crer em algo irá atraí-lo, as ações positivas relacionadas a esse algo serão catalizadores para que a realidade antes mental se manifeste na realidade física. 

Porém, em termos absolutos, eu vejo o mentalismo como superior a todo o resto. Não falo apenas em razão do texto acima mas porque eu vejo a consciência como a única coisa real e uma mudança verdadeira em consciência é uma mudança de toda a realidade pois a realidade existe na consciência. 

Mais ou menos como esse trecho canalizado de uma entidade da Confederação dos Planetas:

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"Seu pensamento é mais poderoso que qualquer ilusão física. Assim como é dito em seu trabalho sagrado (Bíblia) que a fé pode mover montanhas. A fé existe na consciência, enquanto uma montanha é aquilo que a consciência criou e que pode desfazer à vontade". 

Porém, também é verdade que apenas aqueles que se se despojaram de suas limitações podem aplicar essa mudança de realidade em larga escala como mover uma montanha. Pessoas "normais" são governadas pelas leis mecânicas e quanto mais se desenvolvem mais livres delas estarão (não absolutamente é claro, como diz o texto acima). 

Mas reparem, mesmo com essa modernização, dois conselhos continuam universais: livre sua mente dos pensamentos negativos e ame ao próximo como a ti mesmo. 

*********************

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Para mim sempre foi papagaiada, mas como eu passei pelo Viver de luz, cujo fundamento é justamente esse, o de romper com a "crença limitante" de que se não comermos, morremos...e tive mais uma outra lista de experiências malucas que me levaram a ter muito cuidado com o que eu expresso, passei a aceitar que, de fato, as coisas podem sim ser muito ( ou mesmo completamente) maleáveis às suas intenções.

Também já tive muitas provas de que as crenças criam a realidade. 

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Bom, lightium, vou explicar melhor o porque de eu ter dito que achava que você estava equivocado ao afirmar que o Kardecismo se opõe à lei da atração ou vice versa.

Eu já fui Kardecista embora não seja mais. Na verdade, minha base na espiritualidade veio do Kardecismo que comecei a frequentar ainda quando criança embora tenha depois, no final de minha adolescência ingressado na Umbanda e posteriormente no Candomblé onde passei cerca de vinte anos até resolver me abster de seguir uma religião passando a me definir como espiritualista livre e procurando manter a mente aberta analisando de forma mais livre as diversas formas do conhecimento espiritualista. Isso significa que convivi muito tempo de forma ativa no kardecismo e entre os kardecistas e possuo ainda hoje ligação com pessoas que ainda se definem como kardecistas. Minhas observações a seguir estão pautadas nessa vivência e em minhas reflexões e leituras sobre o pensamento espírita.

Em 2017-8-24 at 22:29, lightium disse:

A questão é que o Kardecismo ortodoxo prega a lei da ação e reação e também, que existe um plano reencarnatório, o que quer dizer que somos obrigamos a cumprir determinadas provas para evoluir e alcançar novos níveis.

Particularmente não gosto muito de utilizar as palavras "kardecismo" e "ortodoxo" juntas porque "ortodoxo" tem uma conotação muito forte de "coisa dogmática" e "extremismo" e por mais que alguns dos seguidores do espiritismo tenham uma visão mais restrita e, de certa forma, até um pouco dogmática e as vezes um pouto limitante, não acho que cheguem a agir de forma a justificar o uso de um termo tão forte como "ortodoxismo".

Embora o próprio Alan Kardec tenha definido o termo "Espírita" para descrever os kardecistas como subgrupo dos espiritualistas (termo menos restritivo abrangendo todos que acreditam na sobrevivência do espírito independente da morte do corpo sejam esses kardecistas ou não) sigo aqui me referindo a eles como Kardecistas de forma e ser mais claro pois no Brasil o termo "Espírita" é livremente utilizado por diversos grupos espiritualistas para definir suas crenças de forma que a palavra acabou ficando com uma definição mais confusa e abrangente. Há por exemplo, quem se defina como espírita umbandista, ou espirita candomblecista ou simplesmente espírita independente de ser kardecista ou não.

Acho que, uma coisa que salta aos olhos, ao se observar os diferentes grupos kardecistas é que existem aqueles que preferem se manter apenas dentro daquilo que foi dito e defendido pelo próprio Alan Kardec em suas obras e aqueles que possuem uma visão menos restritiva aceitando novos conceitos definidos ou disseminados por kardecistas mais atuais (as vezes até mesmo um pouco mais polêmicos). Então prefiro dizer que existem espíritas clássicos e modernos sendo que os primeiros se preocupam muito em encontrar a resposta para tudo dentro da obra produzida por Kardec não aceitando definições mais atuais que acabem fugindo daquilo que Kardec falou no passado e os segundos possuem uma visão menos restritiva do assunto. Acredito que você, lightium, esteja se referindo a este grupo de Kardecista mais clássicos.

Agora gostaria de afirmar que o próprio Alan Kardec quando definiu o espiritismo no livro dos espíritos (obra mais clássica do famoso "pentateuco kardequiano") o descreveu como filosofia espiritualista e ciência com conotações religiosas em oposição à religião ou seja, o próprio Alan Kardec não via o espiritismo como religião. Essa característica mais de religião do espiritismo kardecista veio a se formar no Brasil. É coisa mais recente embora tenha suas raízes na própria obra de Kardec, mais especificamente no "Evangelho segundo o Espiritismo" que flerta desenfreadamente com o catolicismo. Então vou seguir considerando o espiritismo kardecista como filosofia e não como religião.

Mas vamos lá, a lei da ação e reação defendida no kardecismo não está em oposição com a lei da atração, na verdade, acho até que elas são complementares. A lei da ação e reação do kardecismo é o mesmo que o princípio da causa e efeito citada pelo Lucas e extraída do livro "O Caibalion" (texto clássico do hermetismo).

Acho que a sua maior confusão lightium, está no conceito de "plano reencarnatório" porque, pela definição que você descreveu seria meio que sinônimo de "destino predeterminado":

Em 2017-8-24 at 22:29, lightium disse:

(...)o que quer dizer que somos obrigamos a cumprir determinadas provas para evoluir e alcançar novos níveis

Se algum espírita possui essa visão a respeito de "plano reencarnatório", ela é limitada e não está de acordo com o que está escrito no Livro dos Espíritos (maior base do espiritismo Kardecista) e, portanto, não deveria ser defendido nem pelos kardecista mais clássicos nem pelos mais modernistas. Veja essas questões do Livro dos Espíritos:

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ESCOLHA DAS PROVAS

258. Quando na erraticidade, antes de começar nova exis-
tência corporal, tem o Espírito consciência e previsão
do que lhe sucederá no curso da vida terrena?
“Ele próprio escolhe o gênero de provas por que há de
passar e nisso consiste o seu livre-arbítrio.”

a) — Não é Deus, então, quem lhe impõe as tribulações
da vida, como castigo?
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi
Deus quem estabeleceu todas as leis que regem o Universo.
Ide agora perguntar por que decretou ele esta lei e não aque-
la. Dando ao Espírito a liberdade de escolher, Deus lhe dei-
xa a inteira responsabilidade de seus atos e das conseqüên-
cias que estes tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos
se lhe acham, assim, o caminho do bem, como o do mal. Se
vier a sucumbir, restar-lhe-á a consolação de que nem tudo
se lhe acabou e que a bondade divina lhe concede a liber-
dade de recomeçar o que foi malfeito. Demais, cumpre se
distinga o que é obra da vontade de Deus do que o é da do
homem. Se um perigo vos ameaça, não fostes vós quem o
criou e sim Deus. Vosso, porém, foi o desejo de a ele vos
expordes, por haverdes visto nisso um meio de progredirdes,
e Deus o permitiu.”


259. Do fato de pertencer ao Espírito a escolha do gênero de
provas que deva sofrer, seguir-se-á que todas as tribu-
lações que experimentamos na vida nós as previmos e
buscamos?
“Todas, não, porque não escolhestes e previstes tudo o
que vos sucede no mundo, até às mínimas coisas.
Escolhestes apenas o gênero das provações. As particulari-
dades correm por conta da posição em que vos achais; são,
muitas vezes, conseqüências das vossas próprias ações.
Escolhendo, por exemplo, nascer entre malfeitores, sabia o
Espírito a que arrastamentos se expunha; ignorava, porém,
quais os atos que viria a praticar. Esses atos resultam do
exercício da sua vontade, ou do seu livre-arbítrio. Sabe o
Espírito que, escolhendo tal caminho, terá que sustentar
lutas de determinada espécie; sabe, portanto, de que natu-
reza serão as vicissitudes que se lhe depararão, mas ignora
se se verificará este ou aquele êxito. Os acontecimentos
secundários se originam das circunstâncias e da força mes-
ma das coisas. Previstos só são os fatos principais, os que
influem no destino. Se tomares uma estrada cheia de sul-
cos profundos, sabes que terás de andar cautelosamente,
porque há muitas probabilidades de caíres; ignoras, contu-
do, em que ponto cairás e bem pode suceder que não caias,
se fores bastante prudente. Se, ao percorreres uma rua,
uma telha te cair na cabeça, não creias que estava escrito,
segundo vulgarmente se diz
.”

(...)

261. Nas provações por que lhe cumpre passar para atingir
a perfeição, tem o Espírito que sofrer tentações de to-
das as naturezas? Tem que se achar em todas as cir-
cunstâncias que possam excitar-lhe o orgulho, a inve-
ja, a avareza, a sensualidade, etc.?

Certo que não, pois bem sabeis haver Espíritos que
desde o começo tomam um caminho que os exime de mui-
tas provas.
Aquele, porém, que se deixa arrastar para o mau
caminho, corre todos os perigos que o inçam. Pode um Espí-
rito, por exemplo, pedir a riqueza e ser-lhe esta concedida.
Então, conforme o seu caráter, poderá tornar-se avaro ou
pródigo, egoísta ou generoso, ou ainda lançar-se a todos os
gozos da sensualidade. Daí não se segue, entretanto, que
haja de forçosamente passar por todas estas tendências.

(...)

Daí o que eu quero dizer é que se prestarmos atenção no que consta nessas e em outras passagens do Livro dos Espíritos podemos perceber o seguinte pensamento:

Não é que somos obrigados necessariamente a cumprir determinadas provas para evoluir mas escolhemos cumprir determinadas provas para evoluir. Ou seja, o tal "planejamento reencarnatório" é um planejamento como outro qualquer. A ideia é mais como algo do tipo: se tenho uma prova de matemática para fazer daqui a uma semana e possuo um livro com seu conteúdo, posso escolher estudar todo dia durante uma hora, ou deixar para estudar tudo em um dia no esquema intensivão, posso escolher começar o livro de traz pra frente ou de frente pra traz, posso apenas ler e achar que está bom ou posso resolver as questões no final de cada capítulo, posso consultar um professor sobre minhas dúvidas ou posso trocar idéias com outros alunos.

Ou seja, "planejamento reencarnatório" não tem nada a ver com "destino pré-determinado", é simplesmente um planejamento. E você sabe né... as vezes a gente planeja coisas que não consegue cumprir. As vezes planeja e eventos alheios à nossa vontade influenciam os resultados do nosso planejamento e as vezes planejamos e não cumprimos nada.

Daí você poderia perguntar: mas os kardecistas defendem que os espíritos são obrigados a passar por provas para "evoluir e alcançar altos níveis"?

Aí eu respondo: esse negócio de "provas" é só uma questão de escolha de palavras. A visão espírita kardecista a esse respeito não é diferente dos outros grupos espiritualistas. A idéia deles é que o espírito começa simples e ignorante e sua "ignorância" é que da fruto à suas "provas".  Segue questão a esse respeito:

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133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que,
desde o princípio, seguiram o caminho do bem?
“Todos são criados simples e ignorantes e se instruem
nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo,
não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos,
conseguintemente sem mérito.”
a) — Mas, então, de que serve aos Espíritos terem se-
guido o caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimen-
tos da vida corporal?
“Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da
vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do
Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormen-
tos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro,
nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam
desses defeitos.”

A partir do momento em que o espírito possui conhecimento o suficiente ele pode começar a determinar seu caminho, ele pode "ser dono de seu destino possuindo o poder de alterar sua própria trajetória, sem limitações, salvos às da própria realidade física onde vive". E veja que aqui estou usando suas próprias palavras lightium para dizer que o kardecismo em nenhum momento nega aquilo que você mesmo definiu para lei da atração.

Pra mim, lei da atração pode ser definida simplesmente como:

"O pensamento das pessoas (tanto consciente como inconsciente) ditam a realidade de suas vidas, estejam elas sabendo disso ou não"
Como descrito na wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_da_atração

E isso não está de forma alguma em desacordo com o que se pensa no Kardecismo. Na verdade, se você pensar bem, é possível até ver uma sinergia boa desse conceito com o de lei da ação e reação ou causa e efeito.

Acontece que as coisas na vida não são tão simples e essas que citamos não são as únicas leis. Existem muitas outras variáveis que influenciam a realidade que vivemos.

Emfim... não sou kardecista mas nutro profundo carinho pelas idéias e ideais kardecistas os quais considero um caminho muito bom a se seguir embora prefira não me limitar a estes já que vejo coisas igualmente muito interessantes no pensamento budista, vedanta, yogi, cabalistico, gnóstico, taoista, teosofista, projeciologista e etc. De certa forma, não acho que nenhuma dessas se oponham ao conceito da lei da atração.

Penso que todas são formas distintas de se olhar para as mesmas coisas por diversos ângulos. Então pra mim tudo é ferramenta e tudo é válido. E as vezes vemos oposição aonde não há e, pelo contrário... as vezes o que existe é concordância. O que muda é só o óculos que colocamos. Em uns a lente é transparente, em outros preta, outros ainda verde. Alguns refletem menos, outro mais. Alguns possuem somente a armação.

Que um dia, meu amigo, possamos apenas enxergar o que é, sem para isso precisar de óculos, armação, lente ou mesmo de olhos e retina, apenas por aquilo que é de fato. A verdade mais pura. Sem cor, sabor ou dor. Sem palavra, sem forma. Sem filtro. Só o que de fato é. E isso, por si só, será liberdade!

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Em 2017-8-24 at 19:23, lightium disse:

O que acham? Somos essencialmente livres, porém enclausurados em prisões criadas por nós mesmos?

Obs.: Nossa prisão é a nossa ignorância. Apenas. Os sabios yogis, os rishis, definiam isso como maya que nos prende à roda de samsara. Quanto maior nossa sabedoria e compreensão menor nossa ignorância e, consequentemente, maior a nossa liberdade.

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Iogui

Excelente explicação meu amigo. Me sinto lisonjeado e grato por você ter dedicado seu tempo para me responder de forma tão clara e bem embasada.

Já li sua postagem e as outras que pertencem a este tópico por várias vezes.

Conhecimento maravilhoso, capaz de mudar nossas vidas.

Só nos resta ter fé e acessarmos o poder que existe naturalmente em nós.

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." João 8:32

Comecei na espiritualidade por mera curiosidade, depois tornou-se um tipo de diversão. Agora, mais do que nunca, sinto de coração que este é meu caminho.

Me considero privilegiado e dotado de grande sorte, pois já passei por experiências maravilhosas de elevação e contato com seres benéficos.

O que sempre me foi passado durante tais experiências é a noção do quanto sou amado, que não estou sozinho e do grande poder que possuo.

Mesmo assim continuo caindo diante das mazelas da vida, pois me falta a fé necessária. Digo fé no sentido de crer que realmente tenho o que é preciso para mudar minha vida e ajudar a transformar o mundo em um lugar melhor.

Talvez tantos obstáculos foram necessários para meu desenvolvimento interior e a única maneira de me ensinar, levando em consideração meu nível de entendimento.

Deixo aqui uma frase de Chico:

Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.

Chico Xavier

 

 

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