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Infinite

Como deveriam ser as políticas de uma sociedade espiritualizada?

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Olá a todos. Antes de mais nada, meu intuito não é discutir "qual sistema é melhor", "capitalismo x comunismo", etc. Até porque isso não é um fórum para discutir política.

Minha pergunta é simples: para vocês, como um sociedade espiritualizada deve ser organizada? Quais sãos os valores que devem ser defendidos? Quais são práticas se alinham com a espiritualidade? 

Esse é um tópico que há muito eu queria ter criado e que foi motivado após eu ler esse tópico do Sandro: 

 

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Guest Honeymoon

Nosso umbral tá tão carente de gênios da humanidade com boas ideias que seria mais fácil te responder com aquilo de errado que não deveríamos mais ter em nossa sociedade: aborto, violência, assalto, guerra, conflito, tecnologias destrutivas, agrotóxicos, etc.

Estamos numa m. aprendendo com a dor. O dia que estivermos aprendendo com amor teremos chance de pensar somente para frente.

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é como a caroline disse. 

e tb todos os problemas da sociedade atual se originam do ego e da falta de uma consciência altruísta.

o pensar no próximo resolveria praticamente tudo.

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Se por "sociedade espiritualizada", você quer dizer "uma sociedade ideal, que funcione perfeitamente e que não gere sofrimento", então:

 

Acho que o sistema atual é ideal e o que faz com que ele seja ineficaz são as pessoas que assumem posições de importância nesse sistema. Precisamos de pessoas para gerenciar cadeias, hospitais, creches, escolas, a construção de obras públicas, a manutenção da rede elétrica, etc - essa é a utilidade do sistema; se descontarmos o fator humano, quando se trata dessas coisas, o sistema atual é mais do que o necessário para dar conta; o problema é mesmo o fator humano, logo, a mudança deve ocorrer no indivíduo, em seus valores internos.

Sobre os valores que uma sociedade espiritualizada deve impor em seus cidadãos, não faço ideia. Só sei que bem e mal, virtudes e defeitos, não são nada mais que constructos da mente humana e que o certo e errado de uma sociedade ideal deve ser definido não pela nossa mente tendenciosa mas sim pelo o que é bom para a sociedade, seu desenvolvimento e a paz de seus habitantes e o que não é. Na verdade, o mero fato de existir um sistema que regule a ação das pessoas e que tenta impor valores "ideais" na sociedade já mostra que há algo muito errado; se todo mundo se comportasse, não haveria a necessidade de se fazer isso; não haveriam leis nem cadeias. Um sistema que tenta corrigir uma sociedade falha, composta por seres humanos, está fadada ao fracasso já que os mesmo humanos que estragam a sociedade estragam o sistema também.

Se por "sociedade espiritualizada", você quer dizer "uma sociedade onde todo mundo é espiritualista - ou que almeja tornar todo mundo espiritualista -  e trás esse espiritualismo para o seu dia-a-dia de forma prática", então não faço ideia. 

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Em 19/08/2017 at 22:39, Caroline disse:

Nosso umbral tá tão carente de gênios da humanidade com boas ideias que seria mais fácil te responder com aquilo de errado que não deveríamos mais ter em nossa sociedade: aborto, violência, assalto, guerra, conflito, tecnologias destrutivas, agrotóxicos, etc.

Estamos numa m. aprendendo com a dor. O dia que estivermos aprendendo com amor teremos chance de pensar somente para frente.

Boa colocação. 

Em 20/08/2017 at 12:54, bandeirapvh disse:

e tb todos os problemas da sociedade atual se originam do ego e da falta de uma consciência altruísta.

o pensar no próximo resolveria praticamente tudo.

Outra excelente visão. 

Em 21/08/2017 at 04:51, 2dwomenarebetter disse:

Acho que o sistema atual é ideal e o que faz com que ele seja ineficaz são as pessoas que assumem posições de importância nesse sistema. Precisamos de pessoas para gerenciar cadeias, hospitais, creches, escolas, a construção de obras públicas, a manutenção da rede elétrica, etc - essa é a utilidade do sistema; se descontarmos o fator humano, quando se trata dessas coisas, o sistema atual é mais do que o necessário para dar conta; o problema é mesmo o fator humano, logo, a mudança deve ocorrer no indivíduo, em seus valores internos.

Com "sistema" você se refere ao que especificamente? 

Em 21/08/2017 at 04:51, 2dwomenarebetter disse:

Só sei que bem e mal, virtudes e defeitos, não são nada mais que constructos da mente humana e que o certo e errado de uma sociedade ideal deve ser definido não pela nossa mente tendenciosa mas sim pelo o que é bom para a sociedade, seu desenvolvimento e a paz de seus habitantes e o que não é.

Mas quem o que determinaria o que é bom para a sociedade?

Em 21/08/2017 at 04:51, 2dwomenarebetter disse:

Na verdade, o mero fato de existir um sistema que regule a ação das pessoas e que tenta impor valores "ideais" na sociedade já mostra que há algo muito errado; se todo mundo se comportasse, não haveria a necessidade de se fazer isso; não haveriam leis nem cadeias. Um sistema que tenta corrigir uma sociedade falha, composta por seres humanos, está fadada ao fracasso já que os mesmo humanos que estragam a sociedade estragam o sistema também.

Concordo com essa parte. Porém, eu não disse que  os valores seriam impostos à sociedade. 

Em 21/08/2017 at 04:51, 2dwomenarebetter disse:

Se por "sociedade espiritualizada", você quer dizer "uma sociedade onde todo mundo é espiritualista - ou que almeja tornar todo mundo espiritualista -  e trás esse espiritualismo para o seu dia-a-dia de forma prática", então não faço ideia. 

Sociedade espiritualizada é uma sociedade que vive nos ideais espiritualistas. 

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Bom, a pedido do usuário Infinite eu postarei aqui um breve relato, e minha visão do modelo ideal de organização político-econômico. 

Como a maioria aqui já tive o pensamento inclinado para a esquerda. Sempre fui uma criança sensível, se via algum precisando de ajuda ou passando necessidade(mesmo um desconhecido), eu não pensava duas vezes em fazer o possível para ajudar, quando entrei na adolescente comecei a tocar instrumentos e a desenhar para tentar levar  alegria aos os que me cercavam(hobbies que eu ainda cultivo).  Depois que terminei o ensino médio e iniciei o curso de Direito, eu queria entender porque ainda existiam pessoas que se consideravam de direita. Essas pessoas não sabiam que isso significava algo ruim? Seriam elas assumidamente más?

Foi assim que passei a ler as chamadas "obras obrigatórias" recomendadas pelos liberais e conservadores, e cerca de quatro livros depois tudo que eu havia idealizado em torno do socialismo havia se desmoronado. No meio do processo eu me deparei com esse experimento(a leitura dele é fundamental para entender o meu relato). Segue o texto:

Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.

Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.

O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas nas provas." Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas'.  Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém seria reprovado. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um "A"...

Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam "B". Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.

Quando a segunda prova foi aplicada, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média das provas foi "D".  Ninguém gostou.

Depois da terceira prova, a média geral foi um "F". As notas não voltaram a patamares mais altos mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram o ano... Para sua total surpresa.

O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado. "Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Esse pequeno experimento comunica muito bem a ideia defendida  pelos pensadores de direita. Desse modo,  depois de muita leitura e  resistência eu finalmente entendi o porquê do socialismo e o comunismo nunca dar certo.

Pelo menos não em nosso nível atual de consciência(e é aqui que eu me diferencio das pessoas denominadas de "direita")

Eu vejo o capitalismo como o reflexo natural do nível de consciência que nos encontramos. Como vocês observaram no texto acima, as pessoas ainda precisam da sensação de reconhecimento, e é exatamente esse prazer gerado nos chakras básicos, o que faz movimentar a economia, e consequentemente faz o mundo girar. A explicação para o socialismo nunca ter dado certo e sempre ter acabado em tragédia, está fundamentalmente no fato de que ainda não estamos preparados para ela. Não é o que somos.

Nesse norte, sempre que o comunismo tentar ser implantado mediante uma agenda socialista, a história sempre se encerrará da mesma forma: A economia planificada não dará conta de suprir todos os setores da sociedade, pois não havendo concorrência o Estado não saberá as reais necessidades das pessoas, e a qualidade dos produtos cairá cada vez mais(como demonstrado no experimento).  Nesse meio tempo a máquina pública  se agigantará e terá cada vez mais poder favorecendo sempre  o nepotismo, e no fim teremos um país comandado por sociopatas(sim, o poder geralmente atrai esse tipo de gente), pobreza extrema, e uma população desesperada pensando onde foi que errou, como ocorre hoje na Venezuela. E novamente fecharemos os olhos e diremos: "Isso não é comunismo".

E sim, isso não é comunismo, pois o comunismo ainda não é possível na faixa vibratória que nos encontramos. Eu acredito que um dia o capitalismo desaparecerá e dará espaço para uma sociedade harmoniosa e abundante, assim como Marx  pregava, mas primeiro será necessário uma revolução. A revolução de si.

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35 minutos atrás, Rodrigosg disse:

Esse pequeno experimento comunica muito bem a ideia defendida  pelos pensadores de direita

É de fato um belo exemplo de como eles omitem o fato de que o único sistema que tira uma parte do fruto de quem trabalhou para dar a quem não trabalhou, é o capitalismo.

Concordo com muito do resto também, porque o que Marx prega é também que somente após a produção da riqueza em abundância é possível socializá-la. Antes disso seria socialização da pobreza, motivo pelo qual países pobres que adotem o socialismo tentem a estacionar o desenvolvimento, o que explica muitos dos problemas dessas tentativas de adaptações históricas e o "capitalismo de estado", adotado pelos países de economia rural, que precisaram impulsionar sua industrialização para tentar corrigir esse erro de "timing" revolucionário. Portanto Marx também aponta para uma transição no momento adequado, o que, em outras palavras, é como dizer que quando a fruta está madura, cai do pé. O grande problema é que os homens do século XIX estavam enamorados da modernidade, achando-se no ápice da evolução, eheheh. É uma falha presente em todas as áreas do conhecimento daquele momento, e uma sombra que sempre espera a chance de nos cegar. Sempre tem aquele pensamento bobo na mente "ah, isso era no passado, mas nós agora sabemos que....". ACHAMOS hoje, da mesma forma como ACHÁVAMOS no passado.

 

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Bem, obrigado por sua resposta Rodrigo. Na verdade eu solicitei sua opinião sobre como você acha que uma sociedade espiritualista deveria ser organizada politicamente e não que explanasse acerca da sua visão da conjuntura política do mundo atual (o que eu solicitei por MP justamente porque eu queria uma discussão mais filosófica do qualquer outra coisa aqui no tópico). Não estou te recriminando ou qualquer coisa parecida, apenas esclarecendo. 

Sobre a sua resposta, concordo com algumas coisas, principalmente com a ideia do capitalismo ser uma consequência natural do estado ainda primitivo da maioria da humanidade, que ainda vive submetida aos estímulos dos centros inferiores. Ou seja, é por natureza um sistema egoísta, baseado em preceitos animalescos e na filosofia da lei da selva ou do mais forte. Poderíamos até chamá-lo de satânico, porque esse termo nos remete a tudo que vem do ego e dos aspectos inferiores do ser. Eu discordo do exemplo usado para descrever o socialismo, porque me parece, se permite usar um termo um pouco depreciativo, um exemplo da falácia do espantalho. Não vou desenvolver aqui o porque o é, mas se tiver interesse me solicite por MP. 

Eu só achei curioso que você parece entender que o socialismo é o que mais se aproxima de um ideal espiritualista ao mesmo tempo que defende as pautas da direita (me corrija se eu estiver errado mas foi isso que entendi). Ora, se sabemos que são pautas satânicas baseadas no ego animalesco, qual o sentido de defendermos isso? Pelo menos eu penso assim. Não se engane, eu também concordo que para a humanidade atual a visão marxista é uma utopia e não defendo o que já foi feito em prol dessa ideologia (embora muitas coisas sejam exageradas e resultado de uma propaganda anti-comunista disseminada pelos EUA, esses sim, a institucionalidade do ego humano e seus ideais podres). Mas lutar e pregar pelo o ideal que sabemos ser o mais nobre não é o correto? Se todo mundo se conformasse com o status quo, nunca teria havido nenhuma revolução na história da humanidade. Se não podemos ter o paraíso socialista, que pelo menos busquemos nos posicionar a favor daquilo que mais se aproxima desse ideal, por mais que ainda seja um esboço. Até porque, o lado satânico está a todo vapor, sempre esteve  na verdade. Estou dizendo isso porque ser de esquerda não necessariamente significa defender socialismo e comunismo mas uma sociedade mais justa e menos desigual. 

No mais muito obrigado por sua opinião.

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5 horas atrás, sandrofabres disse:

É de fato um belo exemplo de como eles omitem o fato de que o único sistema que tira uma parte do fruto de quem trabalhou para dar a quem não trabalhou, é o capitalismo.

Concordo com muito do resto também, porque o que Marx prega é também que somente após a produção da riqueza em abundância é possível socializá-la. Antes disso seria socialização da pobreza, motivo pelo qual países pobres que adotem o socialismo tentem a estacionar o desenvolvimento, o que explica muitos dos problemas dessas tentativas de adaptações históricas e o "capitalismo de estado", adotado pelos países de economia rural, que precisaram impulsionar sua industrialização para tentar corrigir esse erro de "timing" revolucionário. Portanto Marx também aponta para uma transição no momento adequado, o que, em outras palavras, é como dizer que quando a fruta está madura, cai do pé. O grande problema é que os homens do século XIX estavam enamorados da modernidade, achando-se no ápice da evolução, eheheh. É uma falha presente em todas as áreas do conhecimento daquele momento, e uma sombra que sempre espera a chance de nos cegar. Sempre tem aquele pensamento bobo na mente "ah, isso era no passado, mas nós agora sabemos que....". ACHAMOS hoje, da mesma forma como ACHÁVAMOS no passado.

 

 

A escala de poder é um pouco mais complexa.

As lideranças socialistas entendem que a livre concorrência é produtiva, e, mais ainda, compreendem que a privatização pode, de fato, desatar a maior parte dos gargalos. O problema é que o liberalismo não preserva ninguém no poder; não cria monopólios estatais; não alimenta o regime; e, pior, não apadrinha empresários; e isso é um problema para uma ideologia que, se pretende a liderança política e cultural de longo prazo, precisará de todos esses recursos. A espinha dorsal do socialismo, muito mais que a igualdade, é a pobreza. A epistemologia marxista se fundamenta numa eventual distorção entre as riquezas produzidas por quem detém os meios de produção, e por quem deles se serve para viver. No caso, estes comporiam a classe proletária, os pobres que não teriam acesso aos mesmos bens que a classe burguesa, aqueles. Ocorre que se não houver pobreza e, em alguma medida, todos passarem a prosperar, não haverá pelo que lutar, de modo que a sobrevivência e manutenção do socialismo enquanto filosofia exige a preservação dessa casta como está. Assim, o socialismo sempre terá por quem gritar. Sem precisar ir muito longe, o Bolsa Família é eficiente pela extensão do corretivo ideológico; e o Minha Casa Minha Vida é eficaz pela profundidade produtiva, pois milhares de pequenas e médias empresas sobrevivem da escala industrial criada para alimentar a construção civil do programa. Isso tudo enlaçou pobres e empresários. 

Entenda, a maioria das pessoas que se servem de ideologias utópicas são psicopatas travestidos na figura de líderes carismáticos. Eles apenas usam pessoas como nós, consciências espiritualizadas e que se compadecem das dores desse mundo, como uma massa de manobra para o seu projeto criminoso . A melhor maneira de remediar isso é através de um sistema descentralizado, com a diminuição do  Estado e a delimitação de suas funções para setores básicos como saúde, educação e moradia.

Há bons artigos e livros que explicam a relação direta entre poder e pessoas com transtorno da personalidade antissocial, e o porquê deles estarem em mair número nas posições de poder.

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4 horas atrás, Infinite disse:

Bem, obrigado por sua resposta Rodrigo. Na verdade eu solicitei sua opinião sobre como você acha que uma sociedade espiritualista deveria ser organizada politicamente e não que explanasse acerca da sua visão da conjuntura política do mundo atual (o que eu solicitei por MP justamente porque eu queria uma discussão mais filosófica do qualquer outra coisa aqui no tópico). Não estou te recriminando ou qualquer coisa parecida, apenas esclarecendo. 

Sobre a sua resposta, concordo com algumas coisas, principalmente com a ideia do capitalismo ser uma consequência natural do estado ainda primitivo da maioria da humanidade, que ainda vive submetida aos estímulos dos centros inferiores. Ou seja, é por natureza um sistema egoísta, baseado em preceitos animalescos e na filosofia da lei da selva ou do mais forte. Poderíamos até chamá-lo de satânico, porque esse termo nos remete a tudo que vem do ego e dos aspectos inferiores do ser. Eu discordo do exemplo usado para descrever o socialismo, porque me parece, se permite usar um termo um pouco depreciativo, um exemplo da falácia do espantalho. Não vou desenvolver aqui o porque o é, mas se tiver interesse me solicite por MP. 

Eu só achei curioso que você parece entender que o socialismo é o que mais se aproxima de um ideal espiritualista ao mesmo tempo que defende as pautas da direita (me corrija se eu estiver errado mas foi isso que entendi). Ora, se sabemos que são pautas satânicas baseadas no ego animalesco, qual o sentido de defendermos isso? Pelo menos eu penso assim. Não se engane, eu também concordo que para a humanidade atual a visão marxista é uma utopia e não defendo o que já foi feito em prol dessa ideologia (embora muitas coisas sejam exageradas e resultado de uma propaganda anti-comunista disseminada pelos EUA, esses sim, a institucionalidade do ego humano e seus ideais podres). Mas lutar e pregar pelo o ideal que sabemos ser o mais nobre não é o correto? Se todo mundo se conformasse com o status quo, nunca teria havido nenhuma revolução na história da humanidade. Se não podemos ter o paraíso socialista, que pelo menos busquemos nos posicionar a favor daquilo que mais se aproxima desse ideal, por mais que ainda seja um esboço. Até porque, o lado satânico está a todo vapor, sempre esteve  na verdade. Estou dizendo isso porque ser de esquerda não necessariamente significa defender socialismo e comunismo mas uma sociedade mais justa e menos desigual. 

No mais muito obrigado por sua opinião.

A ideia central de todo regime socialista, e isso precisa ficar bem claro, não é desmantelar o capitalismo. É, isso sim, criar uma burguesia própria, ideologicamente castrada e investida no projeto de poder. Afinal, a despeito do discurso, não se trata de uma luta entre as classes burguesas e proletárias, mas de burguesias ideologicamente distintas numa teimosa queda de braço pelo mesmo posto.

Como eu já explanei, o capitalismo é uma manifestação natural do atual nível de consciência desse planeta, por isso essa transição deve ser respeitada, assim como uma pessoa que manifesta interesse na espiritualidade, mas ainda necessita da carne em razão de possuir a sua consciência a nível do chakra esplênico.

Nesse ínterim, batalhas que visarem bater de frente com a natureza humana no plano material apenas acarretarão destruição e desordem. A revolução deve necessariamente ocorrer dentro de nós primeiramente, e em um segundo momento o resultado transbordará para o mundo concreto. Até lá, o capitalismo, apesar de todas as falhas, é o regime com maior capilaridade de absorção de demandas.

Consciências evoluídas como Francisco de Assis, Buda e outros mestres entendiam isso, por isso raramente se envolveram com política, eles sabiam que a batalha mais importante deve ocorrer inicialmente no espírito.  

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Olha amigo, eu não vou discutir o que é fundamentalmente político em sua resposta mas sobre dois pontos:

10 horas atrás, Rodrigosg disse:

Como eu já explanei, o capitalismo é uma manifestação natural do atual nível de consciência desse planeta, por isso essa transição deve ser respeitada, assim como uma pessoa que manifesta interesse na espiritualidade, mas ainda necessita da carne em razão de possuir a sua consciência a nível do chakra esplênico.

Nesse ínterim, batalhas que visarem bater de frente com a natureza humana no plano material apenas acarretarão destruição e desordem. A revolução deve necessariamente ocorrer dentro de nós primeiramente, e em um segundo momento o resultado transbordará para o mundo concreto.

Eu respeito sua visão mas se as pessoas de bem não fizerem nada, ninguém nunca fará. Em toda a história temos exemplos de como a sociedade mudou, as revoluções nos mostram que emancipações, direitos, etc. foram conquistados, o que nos indica que a busca pela mudança do status quo é necessária. 

Eu concordo que sem o fim do egoísmo o capitalismo é o reflexo natural do interior dos homens mas buscar por políticas econômicas "atenuantes" é uma causa válida. 

10 horas atrás, Rodrigosg disse:

Até lá, o capitalismo, apesar de todas as falhas, é o regime com maior capilaridade de absorção de demandas.

O problema é que a desigualdade social é apenas uma das desvantagens desse sistema.  

 

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A ideia central de todo regime socialista, e isso precisa ficar bem claro, não é desmantelar o capitalismo. É, isso sim, criar uma burguesia própria, ideologicamente castrada e investida no projeto de poder. Afinal, a despeito do discurso, não se trata de uma luta entre as classes burguesas e proletárias, mas de burguesias ideologicamente distintas numa teimosa queda de braço pelo mesmo posto.

Pela sua descrição, o socialismo tem como objetivo de ser apenas outra forma de capitalismo. Logo, os adeptos do capitalismo não teriam o que temer, não é mesmo?

Na verdade, mesmo nessa sua visão,  boa parte dos trabalhadores no mundo capitalista não tem o que temer, porque não tem como ficar pior para eles. Só quem tem algo a temer é aquele 1% que detém 50% da riqueza mundial, porque acabaria seu almoço grátis, seu iate grátis, suas mansões grátis. Eles teriam que trabalhar, como o resto do mundo faz.

É por isso que eles tentam fazer os outros 99% achar que eles, esses 99% tem muito a perder. E fazem isso exatamente porque como esse 1% detém o poder econômico,  eles financiam intelectuais nas universidades,  a mídia, os políticos para que aprovem suas leis.... todo sistema de pensamento dentro de um país capitalista é moldado para os interesses desse 1%. Mas se, como você diz,  o pior acontece, se criam uma nova elite com iates, mansões, etc... deu no mesmo não? Então para o trabalhador pior não ficaria.

Eu até acho que muita coisa não funciona por causa disso: sendo o homem o mesmo, não importa muito o que você faça, só trocam os atores da peça, não o script. O filho que foi agredido pelo pai, muitas vezes quando se torna ai, vai repetir o mesmo, dizendo "foi assim que fui criado e não perdi pedaço por causa disso!". Ou o filho que se sentiu magoado de ver eu pai trair sua mãe, depois trai sua esposa quando casado, e não acha que é o mesmo problema, prefere perdoar o pai do que carregar sobre si o mesmo peso que jogou nas costas dele. É por isso que de fato toda mudança exterior só será permanente quando fruto da mudança interior. Mas ficar presos a absolutismos só facilita para os bandidos, não é porque eu acho que só não precisarei me preocupar com violência urbana quando não tiver mais violência na minha psique, que não vou botar grades nas janelas da casa né?

Só quem desconhece história não reconhece que a vida do povo pobre, nos países em que foram feitas essas mudanças de regime, melhorou em relação ao que havia antes,porque o que havia antes era ao nível do insuportável mesmo. O que distorce muito a análise dessas mudanças é que durante a guerra fria tanto regimes comunistas quanto capitalistas instauraram ditaduras , mas as ditaduras de direita são chamadas "ditadura de fulano", enquanto que ditaduras de esquerda são chamadas "ditadura comunista". Isso acontece ainda  hoje em dia na mídia. Prestem atenção quando ouvirem falar de algum ditador. Se a mídia fala o nome mas não o sistema, você pode pesquisar e vai descobrir que é capitalista. Quando se trata de ditadura comunista não precisa pesquisar, a mídia já fala isso várias vezes.  É hipnose ideológica, nada mais.Mas faz um tremendo efeito em quem não está atento.

Talvez debater essas doutrinas políticas seja debater a eficácia das ilusões: se eu prometo a uma criança que se ela estudar e se esforçar, ela terá ótimas condições de vida, e ela acredita nisso, independente de ser realidade ou não, ela avança em muitos aspectos. Se eu digo que nada do que ela fizer conseguirá fazê-la mudar de classe, ela pode nunca querer nem passar pelo esforço do ensino fundamental. Mas quem de fato sabe do futuro dessa criança? Estatisticamente se sabe que o que mais aumenta o nível de renda das populações é o aumento dos anos de escolaridade, portanto, é uma lógica válida para usar com a educação da criança. Só que o próprio sistema capitalista também cuida de sufocar isso. Chama-se "inflação do diploma", pois começa a surgir uma redução dos salários pagos a quem tem certo nível de escolaridade exatamente porque cada vez mais gente tem mais escolaridade. Daí, para contornar o problema ao nível do discurso social,  brotam rapidamente justificativas para aumentar dificuldade/reduzir facilidades (criticar cotas, bolsas) usando como base uma lógica que  é correta em alguns aspectos mas totalmente incorreta na aplicação ao tema: a "meritocracia". 

A meta do mercado é sempre exigir mais e pagar menos, proporcionalmente falando. E sempre retirar mais e mais de muitos para concentrar em pouquíssimos. Esses muito poucos sempre pregarão contra qualquer tipo de redução de desigualdade, porque é ela que os mantém onde estão, é normal. Mas não estão por mérito, como alegam, é apenas porque o sistema é montado de maneira a perpetuar de pai para filho os frutos do roubo social acumulado.

Me parece que  quando pensamos em modelo para a sociedade, é importante saber quem você é como cidadão encarnado, a que grupo social você  representa, os interesses de quais grupos está defendendo, porque é normal e aceitável que as raposas defendam o interesse das raposas, mas é deprimente que as galinhas defendam o interesse das raposas. E se tentamos dizer "eu defendo a humanidade, não creio nessa divisões", é o mesmo que dizer "defendo que os animais", mas matar e comer animais. Não faz sentido alegar isso porque o mundo do cotidiano é um mundo de consequências, há preto e branco, lado A e lado B, e os resultados disso. Não há espaço para abstrações, que só fazem sentido no mundo mental, na discussão árida das filosofias, onde não há consequências nas escolhas.

 

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Como eu já explanei, o capitalismo é uma manifestação natural do atual nível de consciência desse planeta, por isso essa transição deve ser respeitada, assim como uma pessoa que manifesta interesse na espiritualidade, mas ainda necessita da carne em razão de possuir a sua consciência a nível do chakra esplênico.

Claro, é uma etapa transitória e passageira, como já foi o feudalismo. E assim como foi necessário passar do feudalismo ao capitalismo, em algum momento o capitalismo terá que ser abandonado quando as pessoas, por terem mudado, exergarem que é um sistema parasitário, movido a egoísmo.

A  divergência possível entre pessoas com alguma compreensão histórica é sobre o momento em que isso será feito. Certamente está longe se as condições humanas tiverem que ser preenchidas primeiro. E há também a divergência na visão “religiosa” x pragmática da vida. Ou seja, quem tem visão religiosa acredita em ficar passivo deixando tudo seguir seu próprio curso natural. Quem tem uma visão pragmática acha que o homem tem capacidade de agir e gerar efeitos no mundo e na história.

Acho que muita gente não percebe que vive em contradição nesse aspecto, porque o próprio capitalismo defende que as pessoas sejam pró-ativas, empreendedoras, busquem atuar no mundo, desde que não seja para mudar nada nessa pirâmide em que 99% da população sustenta aqueles 1% que só vive de receber o que não é fruto do seu trabalho. É meio estranho, pois se uma ideologia tenta  estimular o papel do indivíduo ao fazer sua história, pelo seu esforço, pelos seu méritos, ela precia admitir que muitos sujeito unidos podem sim virar o mundo de ponta a cabeça, que não há nada "imexível" nele.

Mas aí não, aí é heresia! ehehe

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Nesse ínterim, batalhas que visarem bater de frente com a natureza humana no plano material apenas acarretarão destruição e desordem. 

Mas quando a polícia entra em bairros dominados por traficantes e prostituição também só acarreta destruição e desordem? Destruição do que? Desordem dos negócios de quem? Porque desejo por prazer em drogas e prostituição também é natureza humana né?

Esse é o principal papel da ideologia numa sociedade: cegar as pessoas para o aspecto mutante e transitório da construção social e seus valores,como a divisão de classes, os valores éticos, o sentido da vida e do trabalho etc, na Grécia antiga, no feudalismo, no capitalismo. A ideologia nos fazer ver os frutos das escolhas temporais do grupo dominante como se fossem “atos da natureza”. A mais perfeita dominação  da ideologia acontece quando os membros de uma sociedade acreditam não ter ideologia, pois acreditam que tudo que enxergam em termos de hábitos, valores costumes, visão de mundo.. é fruto da "evolução", do  "equilíbrio natural", da "vontade de deus"... Assim, tentar mudar os resultados das ações do grupo é visto, devido a essa hipnose da ideologia, como se fosse o mesmo que tentar fazer chover para cima, ou impedir a sucessão das estações. Isso é a mística que o animal humano elabora através da linguagem para justificar um conservadorismo que é apenas animal, instintivo.

Pode notar que grupos animais evitam todo tipo de alteração de costumes, ritos coletivos, tipo de alimentos, etc,cujo fruto é o medo da morte. Nunca esqueço quando li um relato de vida dos gorilas, que comem sempre a mesma meia dúzia de tipos de folhas que estejam a volta. Só os jovens arriscam comer uma folhagem diferente, e quando  o faz, o grupo todo fica observando se ele não vai morrer. Se não morrer após alguns dias, só então o grupo arrisca comer aquela nova folhagem também. Isso está em nós também, mas temos a linguagem para construir a justificativa e fazer parecer uma escolha racional,mas é o mesmo medo animal de mudança do status quo. E pode notar como o traço mais marcante da extrema direita é o medo, o medo que gera o ódio, porque essas coisas costumam andar juntas. A extrema-direita mostra bem ao que são os fundamentos da direita, porque  ela nada mais é do que a direita que exagerou seus piores aspectos, mas são aspectos que já estavam lá. A extrema-diretia vive com medo do comunismo, medo da revolução, medo dos imigrantes, medo do terrorismo... O medo é o que sustenta “manutenção status quo”. 

Mas essa mística instintivo-conservadora obviamente não é muito diferente da mística do “podemos mudar tudo agora”, também fruto daquela efusão de modernidade do século XIX que fez o homem pensar que deu destino e sua história depende APENAS da sua iniciativa,e aí é só juntar uma turma, pegar em armas, e mudar tudo. Essas duas propostas parecem estar muito ligadas a um nível profundo na psique humana, não vem de algo tão superficial como a construção de filosofias, que são apenas a manifestação racional disso. 

 

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A revolução deve necessariamente ocorrer dentro de nós primeiramente, e em um segundo momento o resultado transbordará para o mundo concreto. Até lá, o capitalismo, apesar de todas as falhas, é o regime com maior capilaridade de absorção de demandas.

 

Pode ser que de fato ele ainda tenha sobrevida, afinal já teve tantas crises... Não podemos esquecer, em relação parte que você deletou da mensagem, que foi o liberalismo com seu estado mínimo e idéias de livre mercado que gerou a crise de 29. Foi quando o mundo percebeu que o liberalismo, atuando livre sem regulação do estado, destrói tudo ao redor, porque tem contradições  estruturais. Se uma força racional não atua como poder moderador sobre esse tipo de abordagem, que é um tipo de “lei do mais forte”, ela devora  todos e a si mesmo, o povo fica raivoso porque descobre que foi enganado e pede revolução. Por sorte o povo se contenta com pouco, então qual foi a solução naquela época? Imitar o modelo soviético EM ALGUNS ASPECTOS. Keynes fez isso ao criar o Estado de bem-estar social, um modelo que DEVOLVE ao trabalhador um pouco mais do fruto do trabalho, daquela parte que lhe foi roubada pelo empregador e incorporada aos seus lucros. Bastou um pouco mais e o povo já aceitou seguir no mesmo modelo, bastou ter  previdência pública, pensões, auxílios aos incapacitados, aos desempregados.

Foi esse modelo que os EUA adotou e com ele saiu do problema e barrou NATURALMENTE o avanço de idéias revolucionárias no mundo todo. Para que revolução se você puder, de fato, obter melhores condições de vida com pressão política e legislação? Vários outros países seguiram o mesmo rumo, inclusive o Brasil, com o Varguismo. Funcionou muito bem por décadas, mas essa devolução ao trabalhador sai de onde? Da parcela que antes o empresário embolsava, os impostos sobre os produtos são essa retomada. Aquilo que a mídia tenta fazer o povo ser contra.  Problema é que empresário não paga imposto, ele repassa ao preço, o que gera inflação. Então após 55 anos desse modelo a inflação estava virando preocupação mundial e o discurso culpou o Estado, passaram a pregar redução do Estado, reduzir direitos, reduzir “assistencialismo” voltou a virar moda. Mas já conhecemos a que leva isso: de volta à grande crise de 29. Aliás, em 2008 os EUA e o resto do mundo passou por crise crise similar. Não sentimos isso quase aqui no Brasil porque..bem...nem vou falar,eheheh. Mas quem estava prestando atenção sabe. O que o Estado americano fez? Salvou os capitalistas, salvou os bancos e mercado financeiro todo, porque para isso o capitalismo gosta do Estado forte, ele só não quer o estado metido entre a raposa e a galinha, mas se for para salvar a pela da raposa, aí tudo bem

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O problema é que o liberalismo não preserva ninguém no poder; não cria monopólios estatais; não alimenta o regime; e, pior, não apadrinha empresários

Suponho então que se possa alegar que o liberalismo, como o socialismo, nunca foi aplicado na prática.

Porque monopólio é o que o capitalista mais quer,  o que de fato contradiz os princípios do capitalismo. Mas obviamente ele não quer o monopólio estatal, já que o estado é o único órgão da sociedade que pode lhe fazer frente. Ele quer que sua empresa, e não a do concorrente, seja a única que domina o mercado, para assim não precisar ser  ele próprio vítima da competição que ele alega defender. Ele tenta furiosamente formas cartéis, e os estados,cuprindo sua funçao original ,  tentam impedir isso com as leis anti-cartel..  O Estado éo grnade adver´sario sim...do empresário pilantra, e  por isso o grande capital buscará cooptar o Estado para defender seus interesses. Acabamos de ver isso com o que se descobriu na lava-jato, mas isso funciona assim em todos os as países capitalistas: o Estado termina servindo como mero administrador dos interesses do grande capital . Por isso o financiamento privado de campanha é tão importante para eles. Quem precisa de monopólio estatal se pode comprar o Estado ou mesmo, como nos EUA eleger apenas milionários? Eles DOMINAM O ESTADO por dentro, assim como determinam que seus valores estejam sempre presentes na mídia e nas escolas. É a "ditadura da burguesia", para usar uma expressão análoga da "ditadura do proletariado", que os direitistas tem dificuldade de entende a que se refere.

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Ocorre que se não houver pobreza e, em alguma medida, todos passarem a prosperar, não haverá pelo que lutar,

Isso me lembra a transição para o capitalismo, quando expulsaram os agricultores europeus de suas terras, para que sem lar e terra de onde tirar o sustento, se vissem forçados a se oferecer como mão de obra nos navios para as colônias. Para "ajudar anda mais" criaram leis para dizer que quem andasse pelas estradas era criminoso, sujeito a prisão e tortura.

Vamos reduzir essa "filosofia" a uma esfera menor, mais pessoal , para ficar mais visível o problema:

Então como EU quero que VOCÊ LUTE, por você claro, não por mim, que sou abnegado e já sou rico, eu tiro de você tudo que puder. Depois te ofereço um trabalho por uma miséria, assim você luta a vida toda, morre ainda pobre, mas eu fiquei mais rico porque só te entreguei uma pequena parte do que você produziu. Quer dizer, eu te fiz um enorme bem ficando com o fruto do seu trabalho, ainda que você, no geral,  tenha trabalhado a vida toda e morrido na mesma condição social em qual nasceu? Mas claro, eu apenas te ajudei. E o bem que fiz a mim, me apropriando do fruto do SEU trabalho e usando nas minhas horas 100% livres, já que não preciso vender minha liberdade em troca de subsistência? Eu sou o verdadeiro  pobre infeliz que nunca tive pelo que lutar, que nunca tive ambição de prosperar, porque já tenho tanto. Ora, quem vai querer mais 100 milhões, se já possui 100 milhões, não é verdade? Multiplique o exemplo "eu x você" por milhões, e você tem o capitalismo,com a diferença de que os "eu" são raros, e os "vocês são a maoria abolouta dos trabalhadores. É relativamente simples: se você  gera insatisfação de desconforto para milhões, em benefício de microminorias, o resultado disso é o mal geral para humanidade.

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Assim, o socialismo sempre terá por quem gritar. Sem precisar ir muito longe, o Bolsa Família é eficiente pela extensão do corretivo ideológico; e o Minha Casa Minha Vida é eficaz pela profundidade produtiva, pois milhares de pequenas e médias empresas sobrevivem da escala industrial criada para alimentar a construção civil do programa. Isso tudo enlaçou pobres e empresários. 

Já que você tocou em programas nacionais, numa discussão que é genérica, não sei se você percebe que o Brasil JAMAIS foi socialista, que os governos “de esquerda” mais recentes aplicavam um modelo econômico neoliberal suavizado, e que políticas de redução de desigualdade existem e são consideradas eficazes para manter o CAPITALISMO  saudável em diversos países do mundo.

https://www.cartacapital.com.br/economia/fmi-aumento-da-desigualdade-reduz-crescimento-economico-277.html

 Tem até o caso da Suécia, que os dois lados reivindicam como seu, mas é um sistema híbrido:

http://antesqueanaturezamorra.blogspot.com.br/2016/02/como-vive-um-lixeiro-na-suecia.html

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Entenda, a maioria das pessoas que se servem de ideologias utópicas são psicopatas travestidos na figura de líderes carismáticos. Eles apenas usam pessoas como nós, consciências espiritualizadas e que se compadecem das dores desse mundo, como uma massa de manobra para o seu projeto criminoso . A melhor maneira de remediar isso é através de um sistema descentralizado, com a diminuição do  Estado e a delimitação de suas funções para setores básicos como saúde, educação e moradia.

A atribuição de psicopatia  a lideres políticos certamente não se limita a esquerda ou direita. Mas há algo mais psicopático do que pregar para os trabalhadores que uma vida de trabalho os levará, como grupo, a sair do estado em que se encontra?  Na prática passam a conversa em milhões, para favorecer poucos mil.

Isso não é um "método de psicopatas"? A concentração crescente de riquezas no mundo demonstra qual ideologia é a preferida pelos psicopatas, qual é mais eficaz em vender gato por lebre, porque mostra o resultado CONCRETO dessa escolha: http://g1.globo.com/economia/noticia/oxfam-critica-concentracao-indecente-de-riqueza-no-mundo.ghtml

Note como no Brasil isso não foi diferente, porque, com eu disse, nunca tivemos um governo socialista no Brasil, e desde de 1994 tudo que temos é um tipo ou outro de neoliberalismo: http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/10/concentracao-de-renda-cresce-e-brasileiros-mais-ricos-superam-74-mil.html

 

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Consciências evoluídas como Francisco de Assis, Buda e outros mestres entendiam isso, por isso raramente se envolveram com política, eles sabiam que a batalha mais importante deve ocorrer inicialmente no espírito.  

Por isso tenho o Gandhi como grande modelo. Ele não deixa de ver a necessidade de mudança interior, mas mesmo pertencendo à elite social, como os outros que você citou, foi capaz de olhar para o resto do sofrimento ao redor da sua classe e tentar fazer algo concreto para melhorar isso. O externo não exclui o interno, apenas é muito difícil equilibrar esses aspectos, porque um parece nos cegar para o outro.

Isso gera um padrão curioso, mas previsível:

Os espiritualistas, quando levados a se posicionar, se inclinam para a direita, porque ao escolherem focar sua lucidez no interno (ativos e críticos no interno) , terminam, talez por falta de energia,  sacrificando sua lucidez para enxergar quais são as forças dominantes  no plano físico  e, portanto,  responsáveis pelo mal na realidade física que os cerca (passivos e coniventes com o externo). 

Já as pessoas que querem solução para os problemas externos(ativos e críticos no externo)  enxergam religião e espiritualismo como fonte de alienação, devido a esse comportamento secular dos religiosos/espiritualistas, como defensores do status quo. Terminam adotando  materialismo como opção de consciência (passivos e coniventes com o status quo materialista) em função da escolha política.

Para mim são ambos exemplos de falta de compreensão das sutilezas envolvidas nessas "opções".

 

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Desculpe pela demora em responder, andei um pouco ocupado

Vou esclarecer alguns pontos que você demonstra fazer alguma confusão.

O mito da mais valia

Antes de qualquer coisa, é importante lembrar que a ideia de mais valia foi baseada na Teoria do Valor de Adam Smith e outros pensadores liberais clássicos, que ao elucubrarem sobre o tema, chegaram à conclusão de que o valor de um determinado bem seria o valor da soma do trabalho despendido para a produção de tal bem. Marx então, considerado como o último pensador clássico estruturou a mais valia e a teoria da exploração a partir dessa proposição.

O que ocorre, porém, é que ocorreram erros crassos nessa concepção, e que foram devidamente refutados quatro após o lançamento de O Capital por um liberal chamado Karl Menger ao apresentar A Teoria do Valor Marginal. A base desse raciocínio parte da premissa básica de que quem confere valor á um artigo é o consumidor, ou seja, o destinatário final do produto.

Pouco importa o tempo ou grau de dificuldade envolvido em um determinado trabalho se as pessoas não estimam ou não compreendem isso.

Digamos que eu grave 100 cd’s de a “Paixão segundo São Mateus” do Bach, considerado por muitos especialistas a maior composição já produzida, e também 100 cd’s com a música “novinha também chora” do Wesley Safadão. Bem, se eu botasse isso à venda, qual provavelmente se esgotaria primeiro?

 

Esse parece ser um raciocínio bastante óbvio, mas infelizmente poucos são capazes de gerar a empatia e o entendimento de que não existe um valor fixo em relação a nada, pois tudo é impermanente, e as necessidades são voláteis. Quando a maioria conserva preferência por forró, funk ou outros gêneros musicais de complexidade mais baixa que a música clássica, a solução não está em um Leviatã ditando qual item deveria valer mais, ou onde as  pessoas deveriam gastar o seu dinheiro, isso é AUTORITARISMO.

 

 A única coisa capaz de responder efetivamente as necessidades das pessoas... são outras pessoas. O seu Zé da sorveteria sabe que deve diminuir a fabricação de sorvetes de baunilha e aumentar o de chocolate, pois essa é a preferência da Maria, dona da  loja de calçados, bem como da maioria de sua clientela. Assim como a dona Maria sabe que deve investir em sapatos femininos sem salto, pois através da resposta do mercado ela constatou que as mulheres ao se empoderarem, estão deixando de lado certos hábitos desconfortáveis em prol de padrões arcaicos de beleza, então a procura por sapatos de salto alto está diminuindo. Através de uma economia planificada isso nunca seria possível, a qualidade dos produtos cairia drasticamente, pois sem um retorno financeiro diferenciado entre os indivíduos que se superarem, tampouco reconhecimento pelo bom trabalho, não haveria estímulo algum para as pessoas continuarem inovando e melhorando a qualidade dos produtos. Obs: Aceitar que a maioria da população ainda trabalha nos chakras emocionais, somado a uma pequena dose de respeito pelo próximo é a chave para entender esse ponto...

 

Ignorar o fator tempo x risco foi mais um equívoco grosseiro de Marx, porquanto um empreendedor que poupou a durantes anos para juntar capital, viveu com desproporcionais restrições materiais quando comparado a quem não o fez. Outrossim, a  pessoa que empreende está assumindo o risco que o seu negócio não dê certo, e que talvez toda a sua grana economizada vá pelo ralo, enquanto os empregados que ele contrata para ajudar a fazer esse trabalho estão recebendo os seus salários pelo serviço, ou seja não há risco incluído.

 

keynesianismo e Welfare State

O estado de bem estar social de Keynes serve aos Países que utilizam essa agenda  porque cria os monopólios úteis à manutenção da política como protagonista das mudanças sociais, e não o mercado. O Estado sabe que não será eficiente o bastante para tocar as mudanças sozinho, e, mais ainda, sabe que o liberalismo fatalmente criaria uma burguesia arredia. A solução encontrada foi estatizar a burguesia. 

A pergunta central é: se o socialismo é tão burocrático, atrasado e compromissado com o passado, como no Brasil o PT conseguiu se preservar 12 anos no poder? 

A liderança política dentro PT (CNB - Construindo um Novo Brasil), que desde 1995 lidera o partido, sempre foi favorável à ideia de pacto com a burguesia. Sempre foi a ala mais à direita do PT (leiam Calendário do Poder, do Frei Betto). Foi preciso apenas recuperar a credibilidade nos primeiros anos do governo Lula (basta lembrar da austeridade grega de 2003 e 2004) para depois surrupiar as instituições. Juridicamente, o governo hipertrofiou a legislação e se serviu da burocracia para arregimentar um bloco de empresas amigas que retroalimentam o sistema sem comprometer os avanços planejados. O Estado pagava (caro) a um seleto grupo de empresas para que elas agissem no melhor interesse de quem lá está, sem que isso signifique uma completa submissão às convulsões paralíticas da política. 

A OAS, por exemplo, era uma grande estatal em pele privada. O PT, sabendo que não tiraria nada do lugar com a ideia nacional estatizante, cooptou o clube do bolinha para agir como se estatal fosse. Essas empresas não licitam para celebrar contratos privados; não repassam os lucros para o Estado; não respiram por fundos previdenciários sindicalistas; não sofrem pressões políticas externas; não se submetem aos interesses de organizações coletivas institucionalizadas; e ainda cumprem os fins do partido. É o OÁSis keynesiano hehe . Enfim, são verdadeiras aberrações esquizofrênicas que sobrevivem como empresas privadas, mas que investem tempo e dinheiro em países caribenhos a mando do Estado. A OAS, desde 2003, quando aumentou brutalmente seus investimentos em títulos da dívida pública, passou a operar pela lógica do Estado, e não mais do mercado. A empresa, que muitas vezes opera obras de retorno duvidoso, o faz porque isso satisfaz uma demanda exógena aos interesses de mercado, mas altamente lucrativa para os executivos que, de 4 em 4 anos, bancam uma nova reeleição vermelha. 

E tudo isso explica por que colocar em xeque essas empresas é, em última análise, colocar em xeque o Brasil. 

O PT cruzou os dois sistemas, criando um regime público-privado que exorbitava a lei e, principalmente, os contratos. ( e isso ainda continua no governo temer) Em troca do financiamento partidário e da preservação financeira da gaiola governista, o “Estado Petista” posicionou "o clube seleto" com participação preferencial nas obras de grande porte e contratações bilionárias com a Petrobras (que nada mais era que uma projeção econômica do partido). Ocorre que isso é um sintoma clássico dos governos socialistas que, no início, se servem do keynesianismo para cooptar as forças da burguesia, mas dele se afastam quando a conta chega (ou dobram a aposta na falta de bom senso ). E a manobra é maliciosamente arquitetada, de modo a jogar as forças sociais contra o liberalismo. Austeridade virou sinônimo de recessão; liberalismo divide espaço com o retrocesso. O país por muito tempo foi entregue à uma ideologia torta que se serviu do capitalismo para salvar uma nação entregue ao espólio improdutivo do discurso marxista. Mas graças aos planos superiores já faz um ano que essa atrocidade começou a desmoronar...

A brincadeira acima não saiu barata, e não falo somente em termos econômicos. Toda essa engenharia política exige um enorme esforço institucional para manter tudo às escuras. E se é desvelado o sistema, o país fica politicamente nu, porque, além de nos tornar altamente dependentes desse jogo, colocam em xeque nossas instituições democráticas. 

Seria como acabar com a proteção estatal da Samsung na Coréia do Sul. O país iria à bancarrota junto com a empresa numa espécie de doença holandesa às avessas. 

E olha que ainda nem chegamos ao epicentro do problema: o BNDES. Será a  derrocada do PT e que arrastará os velhos caciques do DEM, PMDB e PSDB junto...

 

Esquerda e conservadorismo

Vou falar um pouco sobre conservadorismo e esquerda porque me parece que você confundiu um pouco as coisas. 

Você trocou os "eixos" e usou a mesma escala para medir os dois. As características conferidas às ditaduras socialistas nada tem a ver com conservadorismo enquanto posição político-filosófica, mas ao ranço totalitário do socialismo científico, que se posiciona implacavelmente sobre o indivíduo que não vive conforme a cartilha do poder. O lumpesinato, por exemplo, serviria para ilustrar o vácuo deixado pela consciência coletiva não outorgada sobre aqueles submetidos à orfandade política. 

Conservadorismo não advoga pela ruptura social imediata, fenômeno que, aliás, gerou essas ditaduras. O pensamento conservador defende, fundamentalmente, a responsabilidade individual e a moralidade transcendente, na medida em que acredita que o indivíduo, convicto de si e das oscilações sociais que o cercam, é fruto do meio em que vive e, acima de tudo, produto das escolhas que faz. A construção da moralidade individual não exclui o lastro optativo gerado pela liberdade. Essa ideia constrói a espinha dorsal que diferencia o conservadorismo de tudo aquilo que chamamos de socialismo real, ou do que resultou dele. E é aí que você se equivoca, ao conferir a algumas ditaduras um traço conservador. Aquilo é constrangimento estatal mesmo!

No caso do socialismo, a lógica se inverte. Para o socialismo científico, a sociedade molda o homem, pois que é este resultado daquela, e não o contrário. O indivíduo não é resultado final daquilo que escolhe, mas um remedo finalístico do meio em que vive. Por isso, para um socialista, um bandido, quando age à margem da lei, não estaria conduzindo livremente suas ações, mas estaria sendo, aí sim, orientado por uma sociedade que o levou a exorbitar da lei, a fazer aquilo contrariando sua própria vontade primitiva, fruto de um inconsciente coletivo que, diga-se, o conservadorismo rejeita. 

Jornalistas frequentemente lançam mão desse mesmo equívoco que você cometeu, e não o contrário. Quando a China baixa uma lei impedindo o nascimento de mulheres e outorgando um planejamento familiar assassino, isso não é conservadorismo. Quando a União Soviética não permite que negros ocupem cargos políticos, isso não é conservadorismo. Quando a Venezuela impede que policiais expressem livremente sua orientação sexual, isso não é conservadorismo. Quando os países islâmicos proíbem o Estado de dar às mulheres uma permissão para dirigir, isso não é conservadorismo. 

São todos exemplos de Estados que se sentem na obrigação de projetar uma imagem altiva, soberana e autoritária. Muitos deles são casos que não passaram sequer pelo crivo iluminista. 

O verdadeiro embate conservador está na reflexão sobre a liberdade individual e suas consequências; na transformação das instituições; costumes; tradição; e moralidade. Conservador é, acima de tudo, alguém prudente. 

No Brasil, esse debate fica muito visível quando o bloco conservador (normalmente cristão) censura, por exemplo, o movimento homossexual à esquerda. O dito "falso moralismo", que costuma pautar a argumentação do movimento LGBT, é traço que desenha o debate num quadro onde, de um lado se defende a temperança moralística do indivíduo, e do outro a total ruptura com as tradições. O conservadorismo brasileiro é amplamente endossado pela liturgia cristã, o que costuma levar à (compreensível) confusão de que conservador é o sujeito que pretende impor as tradições católicas, protestantes etc. sobre a sociedade. Não é! São filosofias distintas, embora muitas vezes consoantes. Conservadorismo e cristianismo são coisas diferentes, do mesmo modo que conservadorismo também se distingue de islamismo. Acontece que existe um conservadorismo cristão e um islâmico que, do conservadorismo filosófico, extraem em comum apenas o tradicionalismo. 

 

Obs: Você também parece acreditar no mito da "Suécia socialista", eu recomendo esse ótimo texto do Spotniks, desmistificará muitas coisas pra você. Segue o link

https://spotniks.com/sabe-aquela-historia-que-a-suecia-e-o-socialismo-que-deu-certo-entao-e-mentira/

Eu não tecerei nenhum comentário, pois esse post ficaria muito longo.

 

Considerações finais: O capitalismo não traz pobreza, o “capitalismo para camaradas” sim! E é somente através do primeiro, alicerçado à políticas assistenciais e campanhas massivas sobre a importância do voluntarismo que conseguiremos alcançar  uma sociedade justa e que um dia poderá trabalhar a nível do Chakra Cardíaco.

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Eu já imaginava que esse tópico ia resultar numa discussão sobre política e por isso resolvi não me manifestar antes.

Se olharmos para os dois sistemas opostos, capitalismo e socialismo, podemos perceber que o coração do primeiro está no capital e o coração do segundo está no estado. Só que o capital não tem existência por si mesmo e o estado também não funciona sozinho. Por trás estão as pessoas. Elas é que dão sustentação e mantém o funcionamento desses sistemas.

Embora o Lucas ao postar o tópico tenha especificado que não esperava uma discussão sobre qual sistema é melhor, a impressão que tenho é que a coisa meio que descambou para esse lado.

Na verdade, eu tenho minhas dúvidas se o questionamento da forma como foi colocado é de fato útil ao se falar sobre espiritualidade porque penso que a forma de organização de uma sociedade ou seu sistema político só terão um direcionamento coerente depois de se resolverem todas as questões de cunho egoico que nos impelem a agirmos de forma tão imperfeita em ralação ao outro e a nós mesmos.

O que estou querendo dizer é que acredito que em uma sociedade profundamente espiritualizada onde todos seus membros já trancenderam o egoísmo típico do nosso atual estado evolutivo, o sistema de governo não faria tanta diferença e qualquer sistema funcionaria porque o real problema por trás dos sistemas não está no sistema em si mas na forma como agem os indivíduos que o mantém.

Ou seja, em se tratando de espiritualidade, é mais importante pensar em como trabalhar a organização individual em relação ao próprio ego do que a organização exterior e coletiva que, no final das contas, tende a se resolver meio que automaticamente como reflexo da primeira.

Mas concordo com o Sandro quando ele cita como grande modelo de ação política o Gandhi que parece ter caminhado muito bem nesse sentido e nos deixou uma frase que sintetiza muito bem o pensamento que estou tentando expressar aqui:

"Seja a mudança que você quer ver no mundo." - Mahatma Gandhi

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Acho que de certa forma as pessoas se dividem entre :

-aquelas que querem tornar o mundo melhor, acreditando na ação para interferência no meio, ainda que com planos necessariamente incompletos;

-e aquelas que aceitam o mundo como é, acreditando que se ninguém mexer em nada que afete a estrutura,  um dia ele ficará melhor por alguma lei oculta na qual depositam suas crenças.

O resto é debater rótulos usados para definir  sistemas.

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1 hora atrás, Iogui disse:

Eu já imaginava que esse tópico ia resultar numa discussão sobre política e por isso resolvi não me manifestar antes.

 

1 hora atrás, Iogui disse:

Embora o Lucas ao postar o tópico tenha especificado que não esperava uma discussão sobre qual sistema é melhor, a impressão que tenho é que a coisa meio que descambou para esse lado.

Eu realmente não desejava que isso acontecesse. Por essa razão fui claro na abertura do tópico sobre a proposta do mesmo. Creio que o problema se tratou de um equívoco que cometi ao enviar uma MP para o Rodrigo. 

1 hora atrás, Iogui disse:

penso que a forma de organização de uma sociedade ou seu sistema político só terão um direcionamento coerente depois de se resolverem todas as questões de cunho egoico que nos impelem a agirmos de forma tão imperfeita em ralação ao outro e a nós mesmos.

Eu concordo. Mas até lá vamos subindo um degrau de cada vez né?

1 hora atrás, Iogui disse:

O que estou querendo dizer é que acredito que em uma sociedade profundamente espiritualizada onde todos seus membros já trancenderam o egoísmo típico do nosso atual estado evolutivo, o sistema de governo não faria tanta diferença e qualquer sistema funcionaria porque o real problema por trás dos sistemas não está no sistema em si mas na forma como agem os indivíduos que o mantém.

Sobre sistemas eu não sei, mas os valores e hábitos dessa utópica sociedade são universais. Isso que eu desejo "extrair" com essa discussão. 

1 hora atrás, Iogui disse:

Ou seja, em se tratando de espiritualidade, é mais importante pensar em como trabalhar a organização individual em relação ao próprio ego do que a organização exterior e coletiva que, no final das contas, tende a se resolver meio que automaticamente como reflexo da primeira.

Mas concordo com o Sandro quando ele cita como grande modelo de ação política o Gandhi que parece ter caminhado muito bem nesse sentido e nos deixou uma frase que sintetiza muito bem o pensamento que estou tentando expressar aqui:

"Seja a mudança que você quer ver no mundo." - Mahatma Gandhi

Concordo que a melhor maneira de buscar a liberdade do mundo, o fim de políticas escravagistas e uma sociedade mais harmoniosa é se tornando interiormente o que se espera do mundo. Mas e se nunca encarnassem indivíduos como Gandhi para nos ensinar isso? 

21 minutos atrás, sandrofabres disse:

Acho que de certa forma as pessoas se dividem entre :

-aquelas que querem tornar o mundo melhor, acreditando na ação para interferência no meio, ainda que com planos necessariamente incompletos;

-e aquelas que aceitam o mundo como é, acreditando que se ninguém mexer em nada que afete a estrutura,  um dia ele ficará melhor por alguma lei oculta na qual depositam suas crenças.

O resto é debater rótulos usados para definir  sistemas.

Olha, acho que para espiritualistas os dois caminhos são válidos. Existem aqueles que querem ir para o topo da montanha como eremitas em busca da meta espiritual e aqueles que são ativistas, que desafiam o status quo e querem a liberdade da humanidade.

Porém, existe um outro fator sobre esse tema que gostaria de destacar: responsabilidade ao emitir posição política. Obviamente não vou falar quem, mas há pouco tempo eu acompanhava um escritor de livros de cunho esotérico e espiritualista, o qual possui uma boa quantidade de seguidores no Facebook. Claro que ele tem o direito de emitir quaisquer opiniões sobre política mas o problema é que ele propagava informações falsas de sites sem credibilidade alguma. Aliás, ele estava pensando em se aliar a um partido político. Porém, eu deixei de segui-lo por não concordar mais com aquela atitude e não sei o que virou. Eu acho que um espiritualista deveria tomar bastante cuidado com o que dissemina pois a responsabilidade de quem está mais desperto é bem maior. É melhor não emitir opinião do que correr o risco de guiar as pessoas para caminhos errados. 

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Infinite, fico triste em saber que eu desvirtuei o seu tópico, não era a minha intenção.

Peço perdão por qualquer embaraço que eu tenha causado, não postarei mais aqui.

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10 horas atrás, Infinite disse:

Concordo que a melhor maneira de buscar a liberdade do mundo, o fim de políticas escravagistas e uma sociedade mais harmoniosa é se tornando interiormente o que se espera do mundo. Mas e se nunca encarnassem indivíduos como Gandhi para nos ensinar isso? 

Então nós teríamos que aprender sozinhos.

Na verdade, depois que você para pra pensar, é muito simples. O mundo é reflexo do que somos. Se formos melhores, o mundo será melhor.

Estou aqui defendendo que a verdadeira busca por uma sociedade ideal deve começar no íntimo de cada um pois mudar a si mesmo significa mudar o mundo mesmo que infinitesimalmente. Milhares de pessoas mudando a si mesmos para melhor é o que de fato tornará o mundo melhor. Pra mim, não há outro caminho. Esse é o único caminho e ele vai acontecer quer queiram ou não. É a ordem natural das coisas.

E mesmo que o indivíduo vá viver como um eremita no alto da montanha ainda assim ele vai ser obrigado a fazer parte disso pois se ele conseguir se modificar o suficiente, o mundo virá até ele ou ele será forçado a ir para o mundo pois não é caminho de ninguém ficar isolado. Além do mais, não é possível verdadeiramente evoluir sem compartilhar.

A minha impressão ao ler a biografia de Gandhi é que o objetivo principal dele e o seu maior trabalho foi interior se pautando nos dois grandes objetivos que permeiam todo o seu trabalho, a busca pela verdade (satya) e a prática da não violência (ahimsa). Ainda assim, mesmo buscando internamente ele foi peça fundamental para toda uma mudança social pois como seria possível mudar a si mesmo para melhor e não agir em relação a tantas arbitrariedades que aconteciam ao seu redor? Quando você trabalha fortemente na sua própria reforma íntima você acaba direta ou indiretamente reformando o mundo ao seu redor também porque na verdade tudo é muito junto. Essa coisa de buscar isolamento, seja a pretexto do que for, é pura ilusão. 

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Mas não esqueça que Gandhi não mudou a Índia dizendo para as pessoas mudarem a si mesmas. Gandhi primieiro mudou a si mesmo, para poder guiar as pessoas nas escolhas de AÇOES PRATICAS DE ENFRENTAMENTO DO STATUS QUO.

Ele fez em si uma mudança de dentro para fora, mas fez na índia uma mudança DE FORA PARA DENTRO, porque foi quando as pessoas confiaram no que ele DIZIA, e viram que gerava resultados,  foram confiando cad vez mais e seguindo a LUCIDEZ DELE.

Isso não foi um processo interno DELAS. Foi um processo EXTERIOR, DE AÇAO COLETIVA, SEGUINDO AS LUZES DE UM SÓ HOMEM. Para a direita isso é CAUDILHISMO, ehehe.

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Em 04/09/2017 at 12:43, Rodrigosg disse:

Infinite, fico triste em saber que eu desvirtuei o seu tópico, não era a minha intenção.

Peço perdão por qualquer embaraço que eu tenha causado, não postarei mais aqui.

Que isso, não precisa pedir desculpas. Foi um erro meu e não seu. Mas sua opinião foi bem explanada, não tenho do que reclamar. 

 

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Bem, com o receio de causar certas discussões mais acaloradas eu peço que esse tópico seja trancado. Mesmo que o propósito não seja esse, ele o assunto poderá acabar sendo desviado para uma discussão política. Como essas discussões sempre promovem uma atmosfera negativa, eu vejo esse fato como incompatível com o propósito do GVA. Porém, se alguém tiver algo importante a dizer, creio que se mandar uma MP para o Sandro ele desbloqueará para o comentário. Obrigado pelas respostas! 

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Guest
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