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robertoguerreiro

A coisa que eu + queria é namorar ...

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Pode parecer uma idiotice pra muitos que têm a vida sexual pra lá de rodada, mas pra mim não é!
O meu grande sonho era namorar com alguém que eu admirasse, gostasse e me atraísse mesmo. Aquela paixão de adolescente!
Ter muito dinheiro, ter sucesso e carros pra mim, não tem muito valor. 

Mas enfim, sou mais esquecido do que guarda-chuva em noite de verão e jiló em final de janta.
Ninguém quer, ninguém precisa, ninguém sente falta. Isso me trás uma certa liberdade, mas liberdade demais cansa, na minha vida, eu posso desaparecer por 90 dias na áfrica que  ninguem ta aí.
Gostaria de saber o que é ter o tal do ciumes.

Como deve ser uma pessoa linda que amamos, sendo um pouquinho possessivo conosco querendo saber onde fomos, o que fizemos e tudo mais? Morro de inveja disso!

Mas enfim, se tiver esse tal plano reencarnatório, o meu projeto então foi ser o vírus, da bactéria, da célula putrefata, da comida podre, do cocô do cavalo do bandido!
Na fila da derrota eu devo ter passado 3 vezes  e ainda vendi senha pra entrar mais gente. Não é possível!

Se ser desprezado é pra minha evolução, pressinto que serei mais evoluído que Jesus, Buda e Maomé juntos. Nossa! Nem pra criar comunidade de sucesso no Orkut eu prestava!
Ai! ai! Por isso que eu penso na morte como um metalúrgico pensa nas férias remuneradas!

Quem aí quiser desprezar alguém, tou aqui! aproveita, faz fila!
Vem ser feliz me desprezando também e ajude eu cumprir a minha "missão" mais rápido para eu vazar desse mundo escroto onde só alguns podem ser felizes sexo-afetivante.

AI! AI!, COMO EU QUERIA SER A RUBY DA NOVELA na minha outra vida viu!!!!
Vamos, orem todos para eu nas próximas 8365876457846756437865784365783 vidas nascer sempre como a Ruby:
https://www.youtube.com/watch?v=Cne3vjE2-cs

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Cara, já te falei em outro post seu: espero de coração que vc encontre seu caminho e paz, e que supera as tempestades que enfrenta. Dito isso, repito: vc deveria investir numa carreira de cronista, desses de jornal, de humor! Vc escreve muito bem, mano! Seu humor é ácido, suas analogias são excelentes hahahaha

 

Grande abraço

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Muito obrigado Janus mas qualquer tarefa que eu faça por muito tempo é interrompida com uma dor no meu peito que diz:

"Bla bla bla, você não tem ninguénheeeê! E nunca vai teeeerrrrrr! la la la la laaaaaaaaaa!"

Aí da vontade de desistir de tudo e morrer. Para você ter uma ideia como eu sou sentimental, eu estava fazendo faculdade 2014 e abandonei porque eu fiquei apaixonado por um jogador de futebol lá da europa. Eu só pensava nele e nem queria mais saber de estudos. Até hoje eu penso nele, mas um dia eu sonhei com ele me fazendo careta e me recriminando dizendo:
"Me deixa em paz!"

Na verdade quando eu me desabafo nesses fóruns e programas espiritualistas a minha intenção com isso é que algum ser sobrenatural use alguma pessoa pra me dizer o porquê da minha vinha ser desenhada para repelir homens e amores. Eu vejo um monte de gente receber dicas do mundo de lá, mas quer saber: ou são todas equivocadas e fantasiosas e isso tudo não existe, ou o mundo espiritual também, assim como os homens e a Odete Roitman, me desprezam !

Que coisa chata, não?! 

 

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entoe diariamente uns mantras de auto estima e para atrair a energia do amor; se quiser te indico uns via mp; meditação diaria trabalhando os chakras principais tambem pode mudar sua energia; tente nao emitir carência pq isso piora; a impressao q da é q as pessoas gostam de nos ver na pior, se vc estiver bem da até uma incomodada; faça o teste: saia na rua pensando q vc q é a fonte de amor (e nao o outro) e q está  cheia de alta estima (se imagine preenchida dessas energias) e veja como irao lhe perceber; mas o q recomendo mesmo é os mantras e a meditação dos chakras; resumindo: o amor tem q residir em vc.

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37 minutos atrás, bandeirapvh disse:

entoe diariamente uns mantras de auto estima e para atrair a energia do amor; se quiser te indico uns via mp; meditação diaria trabalhando os chakras principais tambem pode mudar sua energia; tente nao emitir carência pq isso piora; a impressao q da é q as pessoas gostam de nos ver na pior, se vc estiver bem da até uma incomodada; faça o teste: saia na rua pensando q vc q é a fonte de amor (e nao o outro) e q está  cheia de alta estima (se imagine preenchida dessas energias) e veja como irao lhe perceber; mas o q recomendo mesmo é os mantras e a meditação dos chakras; resumindo: o amor tem q residir em vc.

Muito obrigado pela dica!
Eu fazia essas coisas aí quando eu aprendi com a turma do Gasparetto lá pelos meus 16 anos, exceto o mantra, o resto eu fazia. Como eu ficava confiante, atraia sim, mulheres querendo a minha amizade ou sei lá. Mas tudo bem, vlw pela dica! Vou tentar de novo. 

Ah, só mais um ponto: não é impressão não, muitas pessoas gostam de nos ver na pior mesmo para elas se sentirem "melhorzinhas".

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desculpe 

eu me referi a vc como se fosse mulher, mas vi q vc usou o termo “apaixonado” la no inicio: e seu user esta “roberto”; falha minha.

aqui estao os mantras:

https://youtu.be/nBqvfXGSKUA

https://youtu.be/TmF5QgdB81o

 

testei o da alta estima e percebi uma mudança em mim, eu andava me sentido muito inferior no meio do povão.

 

esse lance dos q se sentem melhor c vc ali na pior; na verdade essas pessoas gostam q vc fique ali alimentando o ego delas e se satisfazem c isso; a partir do momento q vc deixa de alimentar esse ego elas sentem pq o valor foi para vc; mas cuidado tb c a mente, pq nossa mente fica querendo nos agradar criando ilusoes e expectativas; se vc nao tiver expectativa em relação aos outros menos chance de se magoar.

deixe alguns lembretes diarios pra vc mesmo, do tipo: sem carencias, o amor esta aqui em mim, e sem expectativas.

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17 horas atrás, robertoguerreiro disse:

Muito obrigado Janus mas qualquer tarefa que eu faça por muito tempo é interrompida com uma dor no meu peito que diz:

"Bla bla bla, você não tem ninguénheeeê! E nunca vai teeeerrrrrr! la la la la laaaaaaaaaa!"

Aí da vontade de desistir de tudo e morrer. Para você ter uma ideia como eu sou sentimental, eu estava fazendo faculdade 2014 e abandonei porque eu fiquei apaixonado por um jogador de futebol lá da europa. Eu só pensava nele e nem queria mais saber de estudos. Até hoje eu penso nele, mas um dia eu sonhei com ele me fazendo careta e me recriminando dizendo:
"Me deixa em paz!"

Na verdade quando eu me desabafo nesses fóruns e programas espiritualistas a minha intenção com isso é que algum ser sobrenatural use alguma pessoa pra me dizer o porquê da minha vinha ser desenhada para repelir homens e amores. Eu vejo um monte de gente receber dicas do mundo de lá, mas quer saber: ou são todas equivocadas e fantasiosas e isso tudo não existe, ou o mundo espiritual também, assim como os homens e a Odete Roitman, me desprezam !

Que coisa chata, não?! 

 

Vou se já buscou ajuda psicoterapeutica? Acho que vale tentar.

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Olá Roberto, eu li alguns de seus relatos e fiquei pensando o que poderia lhe escrever...quem sabe uma palavra amiga. Não vim com a intenção, nem a pretensão de resolver suas questões, lhe dar conselhos mágicos, nem apontar problemas, apenas vim com a intenção de trazer uma palavra amiga, mesmo.

Você comentou sobre sua mãe. Existe muita mágoa dela, eu entendo e não te julgo. Roberto, já passou...essas questões medonhas ficaram no passado, deixe elas lá. Eu carreguei muita mágoa e até raiva por causa do meu pai, pelo seu alcoolismo, pela sua violência, por seu temperamento grosseiro e machista...eu chorava porque queria que ele fosse diferente, queria um pai amoroso e exemplar, que cuidasse de mim e de minha mãe, mas ele não foi...ele não conseguia ser...Meus pais se separaram quando eu tinha 10 anos, hoje tenho 37. Minha mãe foi uma mulher muito corajosa e determinada, agradeço imensamente à ela.

Perdoei ele, lógico que não esqueci, mas deixei isso lá no passado, lugar onde deve ficar. Agradeço à ele pela vida, aceito nossa história, não concordo com o que ele foi, com as coisas que ele fez, mas de nada adianta remoer, só faria mal a mim mesma. Meu pai me ensinou como não devo tratar as pessoas, como não tratar um filho, a própria mãe.

Dentro das Constelações Sistêmicas Familiares (tenho uma amiga que é consteladora e facilitadora), ela sempre me explica que a prosperidade financeira, está ligada ao nosso relacionamento com nossa mãe. Você já deve ter entendido onde quero chegar. Agradeça e aceite sua mãe e seu pai (mesmo que não o conheça) como eles são e não como você gostaria que eles fossem ou tivessem sido.  A mãe é quem nos deu o primeiro sustento, por isso ela está ligada ao movimento de ir para a vida, à prosperidade e ao dinheiro. Ela fez o que podia, o que sabia...Se permita...amor, perdão, gratidão.

Li que você já ouviu Gasparetto, eu também gosto muito. Levo cada “chinelada” cada vez que escuto, que fico rodopiando três dias eheheh. Então você já deve ter ouvido ele dizer que quem não se ama, não é amado. Quem amaria alguém que não se ama, que não se acolhe, não se perdoa? A coisa toda começa com a gente, aquela velha máxima de cuidar do jardim para que as borboletas venham. Eu sei que é difícil, todos nós passamos por momentos difíceis na vida, se te contasse minha história com certeza alguma lágrima arrancaria...Mas Roberto, todos nós aqui somos imperfeitos, limitados e estamos aprendendo...então, se acolha, se respeite, seja tolerante com você e com os demais. Sei que é um exercício diário, mas aos poucos vai funcionando. 

Se você estiver em paz com o feminino...este feminino que habita em todas nós mulheres, que habita sua mãe, as mulheres que você gostaria de ser, que habita em você... o amor, a cura, a prosperidade irão florescer na sua vida. Se ninguém lhe ama, faça isso você mesmo. Se não conseguir ser amoroso com você, ninguém será. Se permita...amor, perdão, gratidão, para com você, com sua mãe, com sua história.

Desculpe qualquer coisa...

Paz e Luz!

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Ai eu super te entendo, também é meu sonho! Mas já que eu me guardei por tanto tempo, também agora só namoro com minha alma gêmea! humpf! Já fui muito paparicado quando eu saía por aí pros bares e baladas mas isso sempre achei muito fútil, nunca conheci uma pessoa natural e romanticamente. Mas eu te digo uma coisa: peça sua criadora, sua Mãe, que ela te dá! E é isso! Você merece!!! Bjssss

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Em 07/04/2019 at 16:51, janus disse:

Vou se já buscou ajuda psicoterapeutica? Acho que vale tentar.

Já, eu gostava pois eu sou merrrdah e na consulta eu me sentia mó importante por parecer que toda sessão eu era entrevistado, a mocinha terapeuta me olhava com um olhar de "presença de Anita" e me mandava me abrir, falar, contar, ela mesmo só ficava anotando. Pois bem, eu terminava a sessão, saia do prédio em Perdizes e em frente haviam um monte de rapazes lindos que me faziam ficar depressivo tudo de novo por saber que aqueles tipos nunca dariam bola pra mim.
Pensei então: Quer saber?  Deixa pra lá! O que não tem solução, solucionado está!

Abandonei a terapia.

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10 horas atrás, lgomes disse:

Dentro das Constelações Sistêmicas Familiares (tenho uma amiga que é consteladora e facilitadora), ela sempre me explica que a prosperidade financeira, está ligada ao nosso relacionamento com nossa mãe.

kkkkkk, andei num avião onde tinha uma mulher tagarella falando da tal constelação familiar e de coach(ela dizia que era master coach), ela ficava se metendo na vida de um jovem no avião falando que ele tinha que agradecer a mãe e largá-la emocionalmente para ter uma vida nova, lembrei dela, a mulher falava tanto que até passou o instagram dela que é @simonebmastercoach , eu queria ter perguntado algumas curiosidade desse negócio de constelação familiar pra ela, mas eu sou uma pessoa muito questionadora e difícil de ser convencido com qualquer coisa e ela era muito invasiva, então achei melhor ficar na minha pois ia dar barraco.

Mas e aí, se a minha prosperidade financeira é simbolizada por minha mãe, eu tou na roça! Sou bisneto de escravos! kkkkkkkkkkkkkkkkk! Eu queria mesmo é ter a prosperidade sexual dela, aí sim, eita lelê! fala mais aí da constelação familiar que essa mulher do avião falava , tá?

10 horas atrás, lgomes disse:

Li que você já ouviu Gasparetto, eu também gosto muito. Levo cada “chinelada” cada vez que escuto, que fico rodopiando três dias eheheh. Então você já deve ter ouvido ele dizer que quem não se ama, não é amado.

Eu o conheci pessoalmente, não posso dar maiores detalhes se não a minha identidade vai ficar óbvia. Ele morreu e eu fiquei triste com isso. Mas então, quando eu melhorava o tal "do se gostar", "a vida te trata como você se trata" [sic]  , eu atraia sim, mais segurança minha mesmo e amigas falsas, só. Amor, paixão e sexo? Como diria a gorda lá do Zorra Total: "Ixxxtu não lhe pertence!!!

 

10 horas atrás, lgomes disse:

Se ninguém lhe ama, faça isso você mesmo. Se não conseguir ser amoroso com você, ninguém será.

Hum, hum! Não! Amor de mim pra mim mesmo não tem beijo, não tem pegada, não apaga o meu fogo que é enorme e irrustido. Meu maior sonho era ser pegado por um cara que eu me atraísse muito por ele, fosse pra um quarto as 11 da noite e só saísse as 6 da manhã, fazendo sabe muito bem o que...
Vi gente fazendo isso e morro de inveja.
Esse gostar de mim mesmo só me dá paz, segurança e força, só, mas não mata as minhas necessidades fisiológicas e afetivas. Eu sou um mamífero!
Uma vez comentei com o Gasparetto que eu quando me via vestido de rapazinho no espelho, olhava as minhas pernas e sentia um tezzão louco por mim mesmo a ponto de me masturbar por mim mesmo! Sério! Falei pra ele que em matéria de se gostar eu o tinha superado! Ele falou rindo e assustado : "Também não é bem assim né!" kkkkkkkkkkkkkkkk

 

10 horas atrás, lgomes disse:

Desculpe qualquer coisa...

 

Imagina, pode falar o que quiser de mim mesmo, adoro conselhos, mas adoro discutir também, não sou uma pessoa simples de convencer.

Obrigado. 
 

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9 horas atrás, lutavsc disse:

sua Mãe, que ela te dá! E é isso! Você merece!!! Bjssss

Minha mãe me dar alguém? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Nem gosto de trazer "amigos" homem pra casa pois minha mãe acaba transando com eles. Isso desde a minha adolescência. deve ter sido estuprador na outra vida, só pode! 

Sempre quando a minha mãe percebe que eu puxo algum assunto que sem querer esteja ligado à minha paixão por alguém, ela muda de assunto rapidamente, me boicota ou fecha a cara e fala de algo totalmente nada a ver. Por exemplo, se eu gosto de um cara japonês e começo a falar de comida japonesa, ela me deixa no vácuo ou muda de assunto na maior cara dura. Dentro de mim eu sinto que não devo falar disso com ela. Agora ela, que é mulher da vida, se eu deixar, ela fala detalhes por detalhes de todos clientes e aventuras sexuais dela.

Ai ai, se reencarnação existe, eu vou dar uma surra feia em quem planejou a minha, não é à toa que a minha morte ta demorando, o povo lá no raio que o parta deve saber o AUÊ que eu vou causar lá. Vocês já viram brasileiro fazendo barraco em porta de cia área que faz overbook ? Pois é, vai ser pior...

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Olá Roberto, depois que vi suas postagens algumas coisas começaram a pipocar na minha cabeça e por isso preciso escrevê-las aqui caso contrário não vou conseguir seguir em frente.

 

Primeira parabéns pela sua inteligência e pela forma que você se expressa , outras pessoas já destacaram isso dos textos que vem colocando no fórum, isso mostra quanto você é um espírito inteligente e que sabe do que esta falando a impressão que tenho que você já estudou bastante sobre a espiritualizado e tem um grande conhecimento e está já a um tempo envolvido nesta vida e quem sabe em outras vidas com esse assunto.

 

O que vou escrever aqui não é para te convencer de nada, mesmo por que me vem intuitivamente que isso já te foi explicado e que você já deve estar cansado de saber, embora não consiga aceitar e usa de sua boa capacidade lógica para tentar entender como pode isso ser verdade ou mentira.

E antes que você coloque que estou utilizando uma lógica kardecista para te falar isso, coisa que já percebi que você não aceita, não sou espírita e nem acredito que Kardec explique tudo e na verdade não acredito que ninguém até hoje explicou completamente os mistérios dessa vida, e acredito que a verdade está espalhada por aí e que cabe a nos encontrar as partes e juntar o quebra cabeça, por isso me considera um espiritualista universalista que tenta pegar o melhor de todas as áreas e religiões para tentar satisfazer a ânsia de entender o que está acontecendo nessa bagunça que chamamos de vida.  Nem sempre consigo.

 

E de novo estou escrevendo isso porque está me vindo na cabeça que tenho que escrever claro que pode ser apenas viajem da minha cabeça, mas acho pouco provável.

 

Vendo tudo que você escreveu e seu desabafos vejo que tem dois grandes problemas, um com sua mãe e outro por conta de sua opção sexual.

 

Inclusive  quando li o seu relato sobre sua mãe e ter relações com um “colega menor”, a energia foi tão forte que me conectei com um trauma sexual que carregava de outra vida, como estou fazendo terapia reencarnacionista acabei lendo o seu relato um dia antes da sessão de regressão, então você acabou me ajudando a encarar e superar um trauma que estou carregando a algumas vidas.

Obrigado por isso.

 

Em 09/04/2019 at 03:57, robertoguerreiro disse:

Hum, hum! Não! Amor de mim pra mim mesmo não tem beijo, não tem pegada, não apaga o meu fogo que é enorme e irrustido. Meu maior sonho era ser pegado por um cara que eu me atraísse muito por ele, fosse pra um quarto as 11 da noite e só saísse as 6 da manhã, fazendo sabe muito bem o que...
Vi gente fazendo isso e morro de inveja.
Esse gostar de mim mesmo só me dá paz, segurança e força, só, mas não mata as minhas necessidades fisiológicas e afetivas. Eu sou um mamífero!
Uma vez comentei com o Gasparetto que eu quando me via vestido de rapazinho no espelho, olhava as minhas pernas e sentia um tezzão louco por mim mesmo a ponto de me masturbar por mim mesmo! Sério! Falei pra ele que em matéria de se gostar eu o tinha superado! Ele falou rindo e assustado : "Também não é bem assim né!" kkkkkkkkkkkkkkkk

 

Quando li isso me veio na cabeça que o seu caso é de uma espírito que nas últimas encarnações veio com o corpo de mulher e devido a sua grande energia sexual cometeu vários abusos provavelmente muito parecidos com os que sua mãe comete nessa vida atual.

E devido a isso, essa sua vida atual foi programada com um corpo masculino embora mantido a sua preferência por homens héteros,  para dificultar que você caia no mesmo erro de antes quando tinha o corpo de mulher, e também você nasceu filho de uma pessoa que tem um comportamento parecido com o que você teve, para você sentir na pele  as mesmas coisas que você vez outras pessoas passarem.

Me vem também que você e sua mãe estão nessa roda kármica, uma vez ela vem como a mãe e você o filho ou filha, na outra vida inverte você como a mãe  e ela como filha ou filho e isso em uma roda infinita de vingança e mágoa, até que um dos dois quebre o ciclo.

provavelmente você por estar buscando e estudando assuntos espirituais tenha uma chance nessa vida de quebrar esse ciclo.

E Também me vem que você já sabe disso e que tem que acreditar mais nas suas intuições e mudar o foco. Existem seres (Anjos, mentores, espíritos amigos, o nome que você quiser chamar) ao seu lado tentando contato com você ou tentando te intuir das coisas, mas você ignora acreditando que são coisas da sua cabeça.

Mesmo que você acredite que está sozinho e abandonado você não está.

Você precisa se lembrar de quem você é! “Não me pergunte, isso é você com você mesmo”

 

Dois livros que podem te ajudar.

1-O poder do Agora: Eckhart tolle

2-Conversando com Deus: Neale Donald Walsch.

Esse último livro tem esse conto sobre a pequena alma que acho pertinente.

a pequena alma e o sol

 

E se você me perguntar o por que é assim, qual a logica ?

a resposta mai sincera que posso te dar é EU NÃO SEI.

Bom é isso, espero que você não fique bravo não quero te convencer de nada, apenas estou escrevendo aquilo que está martelando na minha cabeça e não estou conseguindo nem trabalhar direito por conta disso.

 

Se não fizer sentido apenas ignore tá.

 

Fique bem

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7 horas atrás, Gadriel disse:

Quando li isso me veio na cabeça que o seu caso é de uma espírito que nas últimas encarnações veio com o corpo de mulher e devido a sua grande energia sexual cometeu vários abusos provavelmente muito parecidos com os que sua mãe comete nessa vida atual.

E devido a isso, essa sua vida atual foi programada com um corpo masculino embora mantido a sua preferência por homens héteros,  para dificultar que você caia no mesmo erro de antes quando tinha o corpo de mulher, e também você nasceu filho de uma pessoa que tem um comportamento parecido com o que você teve, para você sentir na pele  as mesmas coisas que você vez outras pessoas passarem.

Gadriel, muito obrigado por se dirigir à minha pessoa com tanto respeito! Só esclarecendo um ponto: não é opção sexual, é sexualidade. Mas deixamos de lado as coisas menores:
Quando eu vi os casos e autores sobre o tema Terapias de Vidas Passadas eu fiquei encantando e feliz demais pela possibilidade de tentar investigar o que me fez ter os problemas que eu tenho.

Embora um monte de espíritas ortodoxos ache glorioso sofrer para se ter uma suposta evolução, talvez por conta da inspiração no cristianismo, eu detesto sofrer, ainda mais quando o sofrimento é repetido. Bom, ao conhecer sobre o recurso de terapias de vidas passadas ou terapia reencarnacionista eu quis o serviço "pra ontem"! Tratei de sair no Google procurando alguém que fizesse isso pra de forma rápida para tirar a limpo: encontrei um monte de gente, mas nem todo mundo eu me sentia bem em consultar, para você ter uma ideia, teve uma chinesa que eu liguei pra ela e a mesma parecia estar falando comigo e ao mesmo tempo comendo uma coxa de galinha oleosa! Que o horror, inventei uma desculpa e nem liguei mais. Depois eu encontrei uma mulher resfriada que atendia lá na rua augusta, não tive dúvidas, ia ser ela mesmo!


Eu me preparei todo feliz um dia antes achando que agora eu era a única pessoa do universo a saber que existe vida apos a morte mas no dia da consulta, me deu um medo estranho, entrei no ônibus tenso, com medo, talvez medo da terapeuta me dar um "boa noite Cinderela" e me mandar roubar, não sei. Parecia que eu ia abrir uma coisa muito grave escondida na minha vida. Fiquei com medo.

Ao chegar no consultório a mulher estava gripada, ela fez uma série de relaxamentos em mim e para a minha infelicidade, acabei descobrindo que eu não pego transe. A mulher tentou de tudo: contagem de números em ordem contrária, respiração acelerada, relaxamento e nada! Eu notei que a mulher já estava irritada comigo principalmente pelo meu lado lógico. Bem, para não deixá-la mais irritada, ela me mandou falar o que eu via, menti dizendo que via mas na verdade eu imaginava da mesma forma que a gente imagina alguém quando estamos apaixonados. 

Pois bem Gadriel, comecei a imaginar, forçadamente, que eu estava na Inglaterra naquela rua do relógio Big Ben com aqueles ônibus de dois andares vermelho.
Imaginei um homem parado na rua esperando o ônibus, esse homem se vestia tipo aqueles gangster dos anos 50, usava um sobretudo, roupas escuras e combinando entre si, eu reparava muito nos sapatos dele, até hoje eu tenho fetiches com calçados masculinos jovem, eu não sei, esse homem da minha imaginação, não só pelo sapatos, me dava uma atração muito gostosa, eu sentia que ele me dava tezzao mas eu não via o rosto dele. Aí sabe o que a terapeuta me falou? Ela me falou que eu era aquele cara! Achei estranho, afinal esculhambado e viaadu como eu sou hoje e que ninguém quer, era chocante assimilar a ideia que eu era um homem bem vestido, meio jovem e bem atraente. Para não contrariá-la ainda mais, concordei com tudo e viajei na maionese!

Então entrei na minha imaginação no corpo do cara que estava na inglaterra esperando aquela ônibus vermelho. A terapeuta começou a fazer algumas perguntas para ele e eu respondia em seu lugar, em uma das questões que ela fez, não lembro muito bem qual, eu disse que PEGAVA TODAS! Eu era um cara galinha e que morava com a propria tia!
Depois ela me mandou para o momento da minha morte, imaginei um discurso de Hitler e depois um avião jogando bomba em mim e eu queimado num hospital. Bom, eu não via nada, não sentia nenhuma emoção, apenas criei uma história para não irritar mais  ainda a mulher. As pessoas que têm TVP e que se recordam das coisas realmente, se mostram visivelmente abaladas, transpiram e ficam por um tempo perturbadas. 

Por tudo isso eu as vezes chego a pensar não que eu tivesse sido mulher, mas sim um homem muito exuberante sexualmente. Não sei! Hoje em dia os rapazes que eu gosto são exatamente assim: na maioria dos casos simpáticos, bonitos, chamativos e mulherengos! Todo cara que eu gosto tem uma sorte danada com mulheres mas geralmente esses são homofóbicos e me desprezam solenemente. Isso me deixa tão triste!

Mas sim, tirando essa maluquice da minha TVP mal feita, eu já pensei sim, que minha mãe tivesse sido um homem meu, sei lá, minha mãe por natureza é muito machista, só vem mudando isso aos poucos por causa de mim.

E realmente, é super estranho eu ter nascido projetado para ser encalhado vitaliciamente na casa de uma mulher que é oposto de mim , se então fosse para eu excluir o sexo da minha vida, que eu nascesse assexuado ou na casa de uma freira, sei lá! mas fui nascer justo na casa de uma mulher da vida pra esfregar tudo o que eu queria ter e não tenho na minha cara.

8 horas atrás, Gadriel disse:

E Também me vem que você já sabe disso e que tem que acreditar mais nas suas intuições e mudar o foco. Existem seres (Anjos, mentores, espíritos amigos, o nome que você quiser chamar) ao seu lado tentando contato com você ou tentando te intuir das coisas, mas você ignora acreditando que são coisas da sua cabeça.

 

Aí que está Gadriel, quando eu consulto as minhas intuições  do meu peito a resposta é que não existe vida depois da morte e que por isso não existe vida passada. Sem falar que a minha intuição sempre disse que as pessoas pelas quais eu me apaixonei, todas gostavam de mim. Enfim, a minha intuição gosta de me trollar!

Sei lá Gadriel, se espíritos, mentores existem, eles se escondem muito bem de mim. Eu só tenho coisas fortes quando tenho paralisias do sono misturadas com pesadelos, quando eu pedia coisa ruim da pesada pra vir no meu sonho, isso acontecia mais, quando eu peço pra essas coisas ditas "de LUZ" sou tão desprezado como na minha vida sexual. Se bem que depois que eu fiz essa TVP, coincidência ou não, após a terapeuta ter feito uma oração para "desamarrar os fios" com supostos inimigos meu do passado, os meus pesadelos diminuíram bastante. Depois que eu pesquisei sobre espiritualidade os pesadelos diminuíram mais ainda, justamente quando eu queria que eles voltassem! kkkkkkkkkkkkkkkkk

Enfim, a minha intuição não é das melhores e eu gostaria muito de ter visões e experiencias fortes e irrefutáveis com o sobrenatural, mas eu vejo que as pessoas que têm isso são sempre em casos de EQM e pra se ter uma EQM é preciso ter aqueles acidentes feios, isso aí eu não quero não. Imagine: ser gay, desprezado, pobre e ainda por cima aleijado, morro de medo disso acontecer pois  parece que tudo na minha vida é projetado para eu ser a qualquer custo, uma coisa que não é atraente a ninguém.

8 horas atrás, Gadriel disse:

E se você me perguntar o por que é assim, qual a logica ?

a resposta mai sincera que posso te dar é EU NÃO SEI.

Nossa cara! O que eu mais admirei em você foi essa sua resposta! Espiritualistas em sua grande maioria querem ter respostas até para quanto é o diâmetro do sol em centímetros em uma discussão. Admitir que não se sabe um assunto ou uma coisa, hoje em dia é uma virtude e só mostra o quão honesta a pessoa é!
Parabéns!

 

 



 

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Em 11/04/2019 at 00:40, robertoguerreiro disse:

A mulher tentou de tudo: contagem de números em ordem contrária, respiração acelerada, relaxamento e nada! Eu notei que a mulher já estava irritada comigo principalmente pelo meu lado lógico. Bem, para não deixá-la mais irritada, ela me mandou falar o que eu via, menti dizendo que via mas na verdade eu imaginava da mesma forma que a gente imagina alguém quando estamos apaixonados. 

 

Citar

Fonte: As chaves do inconsciente- Renate Jost d Moraes

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Para que esse método tenha a eficácia desejada, é preciso que o paciente assuma o tratamento com determinação e energia e que esteja disposto a reformular atitudes e comportamentos que estão comprometendo sua saúde e bem-estar psiconoossomático. O sofri­mento do paciente é uma espécie de termômetro para esta disposi­ção. Quanto mais o paciente realmente esteja sofrendo, mais moti­vação natural terá para assumir a terapia. O tipo “curioso” ou aquele que espera uma “cura que venha de fora” sem esforço seu, dificil­mente tornará possível a ADI (abordagem direta do inconsciente) 

1.3  - CONFLITO CONSCIENTE X INCONSCIENTE

Consciente e inconsciente resumem a capacidade mental do ser humano. O consciente, como sede do raciocínio lógico e da vontade livre, quer para a pessoa o bem real que a conduz à “auto-realização”, pela humanização e pela autotranscendência... O inconsciente, mais ligado ao nível psicofisiológico, quer aquilo que “agrada”, a “animalização”. Ora, nem sempre o que humaniza também agrada e nem tudo que agrada, humaniza... Assim, cria-se o conflito básico entre consciente e incons­ciente, a “resistência” que bloqueia a terapia.

Quando um paciente procura uma terapia psicológica, encon­tra-se geralmente num conflito interno entre duas vontades fortes: a do consciente e a do inconsciente. Pelo consciente, apresenta ele as queixas sintomáticas: angústia, insônia, fobias, problemas de rela­cionamento, de saúde física e tantos outros males. Está ele que­rendo curar-se desses sintomas, porque sofre com os bloqueios internos da personalidade, porque percebe restrições que inibem a liberdade pessoal do ser e do crescer. De fato, qualquer conflito externo ou interno, que impeça o desabrochar equilibrado e pro­gressivo do ser, acaba por refletir-se em problemas psíquicos e psicossomáticos.

Mas é importante lembrar que não são tanto as situações problemáticas em si que nos fazem sofrer e sim a atitude que assumimos diante destas situações: é que nossa ordem natural de hierarquia interna requer que nosso consciente comande o organis­mo psicofisiológico. Respeitada esta hierarquia, o inconsciente, cuja função é de assessoria, adapta-se e ajuda o consciente nas suas decisões livres. Infelizmente, porém, deixamo-nos seduzir, com muita freqüência, pelo bem aparente sugerido pelo inconsciente e nos tornamos vítimas dele. Quando o nosso inconsciente assume o comando de nossa personalidade, surge, então, uma desordem geral que se expressa primeiramente em ansiedade e angústia e, depois, através da mais variada sintomatologia e comportamentos negativos.

A dificuldade que temos em assumir o comando consciente de nós mesmos é a causa primeira dos desequilíbrios psicológicos e do desenvolvimento psicógeno de doenças físicas. Potencialmente, o nosso inconsciente teria poder suficientemente forte para impedir estes desajustes, mas a nossa opção livre, freqüentemente, é fraca. A sedução do que nos agrada e o envolvimento emocional impedem uma análise clara e objetiva, enfraquecendo aquelas nossas decisões que devem comandar, a partir do nosso consciente e através do inconsciente, todo o organismo psicofísico.

Parece ser essa, realmente, uma manifestação psicológica do que é conceituado como “pecado original”:  “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero” do apóstolo São Paulo diz bem da nossa atual condição humana de descontrole. É como se o homem, ao desligar-se do elo máximo de sua hierarquia, que é Deus, trope­çasse sobre si mesmo e, perdendo o equilíbrio de ser humano, deixasse sua natureza psicofisiológica apoderar-se dele. Essa perda de equilíbrio entre o consciente e o inconsciente gera uma vontade dupla e contraditória dentro de nós mesmos. E quando um paciente procura a terapia, essa vontade contraditória pode encontrar-se nele na forma exacerbada. Semelhante paciente quer e, ao mesmo tempo, não quer tratar-se. Melhor dito: o paciente quer ficar livre dos sintomas, mas não deseja pagar o preço de remoção das causas. Ou ainda: ele quer encontrar na terapia um apoio, uma atenção, mas não deseja enfrentar mudanças internas ou externas, não quer assumir as reformulações de opções de atitudes. É esse o paciente classificado de “resistente".

O paciente “resistente” é alguém que está em contradição consigo mesmo, não somente pelo seus desequilíbrios psicológicos, mas também em função de sua atitude livre e responsável. O paciente “resistente” sempre tem algo importante a conservar e que não deseja eliminar, por motivos vantajosos, os quais, às vezes, não conscientiza claramente, mas que podem ser conscientizados pela abordagem direta do inconsciente, desde que o paciente realmente queira.

A essas vantagens “que o inconsciente encontra” para não permitir que o paciente assuma plenamente a terapia, a Psicologia denomina de “ganhos secundários”.

Um paciente “resistente”, quando procura o tratamento, com­prova rapidamente o seu estado de dupla vontade. O “resistente” bloqueia a penetração em seu inconsciente, não para o terapeuta, mas para si próprio. Não relaxa, não faz a introspecção, nada percebe. Desculpa-se, dizendo que não consegue. O terapeuta expe­rimentado utiliza-se de várias técnicas de quebra de resistência e de conscientização do paciente sobre os motivos desta resistência, mas há pacientes tão resistentes que bloqueiam até mesmo a compreen­são do que está sendo esclarecido.

Se a resistência persiste, o processo ADI não pode ser utilizado com esse paciente, porque simplesmente não há progresso, não se realiza a terapia. Escapa aos objetivos da TIP mantê-lo por mais tempo em atendimento, quando a resistência persiste. Felizmente, a grande maioria dos pacientes resistentes consegue vencer seus blo­queios com o auxílio do terapeuta.

Através da prática da terapia, toda esta realidade da vontade dupla evidencia-se constantemente.

Acompanhe-se, por exemplo, este caso: uma paciente, bastante obesa, procurou-nos após ter-se submetido a vários especialistas, sem sucesso algum no que se refere ao emagrecimento. Colocada em “nível I” — como continuaremos a chamar abreviadamente o campo de trabalho atingido pela ADI —terapizamos os problemas-causas ligados à sua obesidade, mas ela continuou não conseguindo perder peso.

Utilizamo-nos, então, do recurso de uma autotestagem para que a própria paciente pudesse descobrir que, apesar de sua decisão consciente de emagrecer, estava resistente, não desejava, em seu inconsciente, diminuir sua obesidade. Sugerimos à paciente que imaginasse uma balança de dois pratos: um à esquerda, outro à direita. Sobre o prato da direita, deveria ela colocar todos os motivos pelos quais desejava emagrecer. No prato da esquerda, colocaria os outros, aqueles que, apesar de negados pela paciente, faziam com que não quisesse perder peso. E para surpresa da paciente, o prato da esquerda, do “desejo inconsciente de não emagrecer”, pesou mais que o da direita! É que o “consciente” fazia a paciente julgar-se “feia e ridícula” como obesa, mas, em compensação, o inconsciente “contra-argumentava” que a obesidade era uma forma de chamar a atenção sobre si... E isto era para a paciente mais importante que o medo do ridículo!

Nesse caso, ao lado da orientação médica, usamos de um processo de duas etapas para resolver o problema: primeiro, substi­tuímos a necessidade de atenção por outro recurso, menos prejudicial que a obesidade: o sorriso. E a paciente emagreceu 9,5 quilos em apenas 12 dias. Depois, tratamos gradativamente da necessidade em si de chamar a atenção e ela perdeu mais nove quilos. Hoje já diminuiu ela um total de 35 quilos, com a ajuda de um ligeiro regime alimentar, que antes nunca fizera efeito.

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O comportamento do paciente que persiste numa resistência no início da terapia é muito típico. Sua atitude é de fechamento, bloqueio total no que diz respeito ao “olhar sobre si mesmo, em profundidade”. Qualquer referência à sua pessoa, feita pelo psicó­logo, é agilmente desviada para outro assunto ou outra interpretação. Ele não “ouve”, não quer “entender” qualquer insinuação que possa comprometê-lo como colaborador de seus sofrimentos ou como responsável e ativo no processo de terapia. É um paciente que fantasia para si mesmo e acredita no que nega ou afirma e quer obrigar os outros a acreditarem nele.

Pode ele ser representado perfeitamente pelo quadro dos três macaquinhos que fecham os olhos, os ouvidos, a boca, dizendo “não vejo, não ouço, não falo”. E, ao mesmo tempo que este paciente não “consegue” compreender –como diz — ou concordar com certos raciocínios desenvolvidos sobre sua pessoa, parecendo, neste sentido, de inteligência limitada, é desafiador e vivo na cobrança do psicólogo para que o cure. Este é um paciente que pede “hipnose”, porque quer uma terapia que venha de fora, que não o desinstale.

Quando muito intelectual, quer ele conversar, compreender, discutir exaustivamente sobre a terapia, colocando-se sempre, de certa forma, numa atitude de superioridade, não assimilando as respostas que lhe são dadas e nunca se sentindo pronto para iniciar o tratamento. De tudo duvida, a tudo contesta. A resistência desses pacientes só pode ser vencida quando o psicólogo se coloca na posição de “contra-chantagem”, numa atenção muito viva e constante. Precisa o terapeuta assumir a “guerra de inteligên­cias” para quebrar a argumentação de seus “agressor”.

De fato, o resistente é um agressor. O intelectual agride com seu conhecimen­tos para inibir seu terapeuta. Outros agridem com chantagem emo­cional, colocando-se como vítimas, pessoas a quem ninguém quer ajudar, para comover o terapeuta e ganhar a questão. Alguns insis­tem em que se continue a seqüência de sessões, que não se abandone a sua pessoa e, depois, cobram agressivamente o número de sessões que perderam sem sucesso. Enfim, a atitude do paciente resistente é a de passar ao domínio da situação, para impedir, por todos os meios, que ele possa ser atingido em seu íntimo e, paradoxalmente, cobrar que isso aconteça, não aceitar a suspensão da terapia e, caso ela seja feita, colocar-se como injustiçado, incompreendido, vítima rejeitada pelo terapeuta.

O resistente, portanto, é uma pessoa que necessita desesperada­mente do tratamento, mas o impede e se defende contra ele com todas as suas forças. Veja-se, como exemplo, o seguinte diálogo de um intelectual resistente que nos procurou em depressão e angústia profundas, revelando sintomas de encaminhamento ao suicídio, mo­tivo pelo qual era profundamente necessitado de um tratamento urgente:

Após a primeira sessão de terapia, que, evidentemente, foi apenas de esclarecimentos e de respostas a questionamentos do paciente, deixamos claro que a próxima sessão não seria mais de “conversa”, mas de terapia. Todas as dúvidas que o paciente tivesse seriam respondidas após o encerramento do tratamento. Mesmo assim, na sessão seguinte, o paciente, como era de se esperar de um resistente, quis ele “desfazer dúvidas”, pois tinha medo de que não desse certo o tratamento e que ele perdesse seu precioso tempo e dinheiro. Era isso uma “chantagem” para adiar o tratamento. Como “contra-chantagem”, respondemos que assumiríamos com ele um acordo: se víssemos que o tratamento não daria certo, interrompê-lo-íamos após aquela sessão. Mas, se a terapia fosse continuar e se, no final, ele não tivesse sido curado, devolver-lhe-íamos toda des­pesa feita. Mas em relação às dúvidas que ele manifestava, essas só seriam desfeitas no final da terapia — caso ainda existissem —, conforme fora combinado. A firmeza em manter o propósito inicial visava a proteger o paciente contra seu próprio prejuízo, mas qual­quer explicação nesse sentido teria sido, para o paciente, um pretex­to para continuar a sessão em debates, sem iniciar a terapia.

Colocamos o paciente em relaxamento e, usando das técnicas de proteção figurativa, conduzimo-lo ao porão de uma casa, escla­recendo que este simbolizava seu inconsciente e que nele seriam encontrados objetos e móveis de casa velhos e inúteis, os quais representavam os problemas do passado que deveriam ser retirados desse porão. O paciente viu seu porão escuro, como sempre é percebido quando há problemas antes do tratamento. Até aí a terapia seguia a normalidade. Foi então simbolicamente acesa uma luz e pedimos que o paciente revelasse quais os objetos que aí se encon­travam. Nesse momento, o paciente assumiu a atitude de desafio, dizendo:

—    “Não há nada; o porão está limpo e vazio.”

A contradição entre o “escuro” e a “ausência de objetos” revelava a inverdade do paciente. Pedimos-lhe então que “colocas­se” nesse inconsciente uma figura-teste. A descrição da mesma evidenciava a existência de bloqueios no crescimento psíquico aos nove anos de idade, ausência de apoio de pai e mãe, traumas fortes em diversas idades e, principalmente, total insegurança, vazio existen­cial, medo e simultâneo desejo de morte.

Mas ao resistente intelectual não pode ser dada oportunidade para discutir. Portanto, aceitamos a resposta, e pedimos-lhe que criasse dentro de seu “inconsciente limpo” a figura de um sábio que soubesse responder a todas as perguntas que lhe fossem feitas, de acordo com a “sabedoria inconsciente” do próprio paciente que seria, praticamente, infinita.

Criado o sábio, sugerimos que perguntasse ao mesmo o motivo pelo qual ele não “visualizava” (glossário) objetos nesse incons­ciente. E o diálogo continuou:

 

Pac.: “Não vejo objetos porque não tenho mais problemas psicológicos. Foram todos resolvidos em terapias anteriores que eu fiz...”

Psic.: “Certo! Então pergunte ao sábio por que você continua se sentindo tão mal, tão deprimido, tão angustiado.”

Pac.: “Ele disse que meus problemas são físicos, são orgânicos.”

Psic.: “Ok! Pergunte ao sábio se para ele existem problemas físi­cos totalmente desligados de causas emocionais ou psicológicas.”

Pac.: “Ele disse que existem muitos.”

Psic.: “Então peça que ele me dê o exemplo de um só problema orgânico seu que não esteja, em suas bases, ligado a uma situação psicoemocional.”

O paciente hesitou e respondeu:

Pac.: “Ele não vai responder a esta pergunta.”

Psic.: “Por quê? Será que ele não sabe citar um só exemplo? Ou será que ele está afirmando algo que não é verdade?”

Pac.: “Não é isto!... Aliás, agora ele já respondeu, ele disse: ‘sistema nervoso’!”

Psic.: “Pergunte a ele qual foi o fator físico que descontrolou o seu sistema nervoso.”

Pac.: “É o cigarro... Eu fumo demais! Eu queria deixar de fumar. Isto me faz mal fisicamente!”

Psic.: “Qual o motivo por que você fuma tanto? Quais os momentos em que você fuma mais?”

O paciente descreveu diversas situações em que fuma muito.

Psic.: “Você quer dizer que fuma mais em momentos de ansiedade?”

Pac.: “Sim, é isto mesmo!”

Psic.: “E ansiedade é problema físico ou psicológico?!”

O paciente calou... Eu também encerrei o assunto. Simplesmen­te recoloquei-o novamente no “porão”, no seu “inconsciente” e solicitei que criasse “outro sábio, porque este não falara a verdade e se deixara manipular pelo consciente”. Expliquei que no incons­ciente o “jogo da mentira” não se sustenta. Lá só funciona o da verdade profunda.

O paciente passou, então, a perceber e a descrever tranqüila­mente os objetos simbólicos que descortinava em seu “porão”. Estava vencida a resistência inicial.

 

 

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