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Ashram

Até que ponto Vale a pena ser bom ?

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Até  que ponto Vale a pena praticar a lei da bondade ?

Vale a pena ser bondoso numa sociedade individualista?

Estou buscando pensamento  crítico sobre essa virtude.

Na cabala estudamos que Hesed é a energia da bondade que precisa fluir no mundo para que haja equilíbrio em Malkuth, nosso mundo físico . 

https://youtu.be/WSrNlv2bY08

 

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Bem, eu penso que a sociedade na verdade só é individualista por medo, causado por manipulação mesmo, e a bondade não se deve ser feita pensando em benefícios materiais, dessa realidade limitada nossa, pois não enxergamos os bastidores, comumente. Pensando assim eu também andei procurando alguns materiais para ver se enxergo as coisas com mais clarezas. Assisti esse documentário ontem, que fala sobre a religião e o domínio que é feito com a política e como eles manipulam a verdade. Vale a pena.

https://www.youtube.com/watch?v=5R_Vm2wCQj4

E respondendo a pergunta se vale ou não a pena praticar bondade, amor, assista esse vídeo do Saulo, sobre como funciona o desencarne e lembre-se que essa vida é somente uma passagem.

https://www.youtube.com/watch?v=wNZXtinYg1M

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16 horas atrás, Ashram disse:

Assisti ao vídeo e penso que primeiramente deve haver uma separação entre inteligência e esperteza, talvez elas interajam entre si constantemente, mas possuem definições distintas.

16 horas atrás, Ashram disse:

Até  que ponto Vale a pena praticar a lei da bondade ?

Vale a pena ser bondoso numa sociedade individualista?

Como o colega acima falou, essa vida de desafios que levamos numa sociedade tida como individualista é apenas um momento, um risco na nossa existência plena. Penso que ser mau é fácil, é de certa forma um caminho meio preguiçoso, pois não há tanto esforço quanto ser bom. Ser bom é difícil, exige esforço e disciplina, mas a recompensa é gratificante(seja em qualquer campo da vida, principalmente no campo espiritual, onde colhemos energias correspondentes ao altruísmo que exercemos no dia a dia).

A questão da bondade e da maldade já era discussão entre os antigos filósofos gregos, por meio do conceito de virtude e vício.

Outra coisa interessante... não sou espírita, mas já li o Livro dos espíritos e isso me lembrou uma coisa interessante:

CAPÍTULO I - DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES - Felicidade e infelicidade relativas

932. Por que, no mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

“Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quando estes o quiserem, preponderarão.”

 

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23 horas atrás, Ashram disse:

Na cabala estudamos que Hesed é a energia da bondade que precisa fluir no mundo para que haja equilíbrio em Malkuth

Na Cabala Chesed (Misericórdia) é equlibrado por Geburah (Severidade). O equilibrio vem da interação entre  duas virtudes opostas, não de uma oposição entre  vício x virtude.

O Mal não equilibra o Bem, o Mal é o desequilíbrio do Bem.

Então Bondade na medida certa, é o Bem, bondade em excesso é bondade desequilibrada,  torna-se o Mal. Pode-se ver isso na educação dos filhos:

O filho precisa ser educado com amor, mas se insistir no erro a punição se torna necessária. Trata-se do par Chesed e Geburah atuando juntas pelo Bem .

Não só  o amor, mas a punição adequada também é o Bem. Punição insuficiente ou excessiva também são o Mal.

Quanto a isto:

23 horas atrás, Ashram disse:

Vale a pena ser bondoso numa sociedade individualista?

"Valer a pena" se relaciona com relação custo/benefício, prêmios e castigos... mas de quem? Qual a natureza deste nosso plano?

Até na Bíblia se dá a entender que o plano físico é dominado pelo Mal:

-  "Deus deste mundo" 2Cor 4:4;

-"Príncipe deste mundo"João 12:31,

- "O meu reino não é deste mundo; se fosse, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus" João 18:36

Por isso você vê que 1% da população mais rica  possui a mesma riqueza que os 99% restantes, porque certamente estão afinizados com a mentalidade e com o caráter que domina este mundo:

https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160118_riqueza_estudo_oxfam_fn

https://epocanegocios.globo.com/Dinheiro/noticia/2017/09/os-ricos-sao-diferentes-da-maioria-eles-sonegam-muito-mais-impostos.html

E há toda uma engrenagem montada, que funciona QUASE  no automático, para fazer com que os 99% paguem o almoço grátis daqueles 1% :

https://youtu.be/3WF8sKX9LJQ?t=2777

Mas quem não gosta que se aponte isso alega que a motivação para enxergar e apontar o erro é inveja. Sei....

Então.. compensa? Depende quem é seu "Senhor". Se a pessoa é materialista eu diria que não compensa, porque para um materialista a vida se limita a uns 70 anos de experiências e sensações, não havendo nada depois disso. Então parece ter toda a lógica do mundo você se focar em estratégias que te forneçam a melhor experiência possível, do ponto de vista dos prazeres sensoriais. Embora se eu fosse materialista eu acho que isso também não compensaria: qual o valor de 70 anos dos prazeres mais gostoso do mundo, se tudo será esquecido ao fim, com o extermínio da consciência? Não vejo nenhuma opção lógica para o materialista exceto o suicídio para poupar esforço, já que tudo termina com "perda total", ehhe

Mas se  o que orienta sua vida, "seu Senhor", é a  crença na sobrevivência do espírito, em quaisquer das opções disponíveis, aí não faz o menor sentido jogar o jogo da vida pelas regras e metas da vida física, seja porque:

- se você acredita num só vida e depois céu ou inferno, tem que pensar em atingir o "sucesso" segundo as regras do "jogo da eternidade". Seria burrice jogar apenas pelas regras do mundo material, que é a etapa mais curta do Grande Jogo

- se você acredita em reencarnação tem que pensar em como uma encarnação pode gerar boas ou más consequências para as próximas, o que te obriga a viver segundo referenciais atemporais, uma cosmoética válida para todas as épocas e culturas. Uma pessoa que pense assim não vai se arriscar a maltratar sua esposa só porque vive num país islâmico em que a mulher não vale nada. Ou se nasceu numa época em que a escravidão ainda era vigente, não vai entrar nessa, ou vai dar carta de aboliçao a seus escravos tão logo perceba o erro a cultura e época em que está vivendo, como muitos fizeram no passado.

https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Wilberforce

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469

Então compensa??? Depende da sua visão sobre a vida, se eterna ou temporária, das suas metas, se espiritual ou material.

https://www.youtube.com/watch?v=TJwDKt6ee-0

E sobre o vídeo do Karnal, Rousseau e tal...

A meu ver isso se trata de egoísmo dos fortes  versus o egoísmo dos fracos. Quando os egoístas fortes e poucos cercaram a terra, os egoístas "fracos mas em maioria" devem ter pensado:

- Deus fez terra suficiente para todos, que diferença isso faz se uns poucos pegarem um um pedaço só para si? "Não vou perder meu equilíbrio, minha lucidez, me preocupando com isso" né?

 

Quando deviam ter se perguntado: "Mas e se muitos outros resolverem fazer o mesmo????". 

Cuidar apenas do próprio umbigo, sem pensar no coletivo, tende a estender  o prejuízo a todos, mas dia menos dia:

primeiro-levaram-os-negros.jpg

 

 

 

 

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Oi Sandro!

Me veio aqui na cabeça,  será que o capitalismo foi o responsável pelo individualismo social ou usamos o capitalismo para justificar nossos problemas sociais?

 

 

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Guest
On 7/6/2019 at 9:41 PM, Ashram said:

Até  que ponto Vale a pena praticar a lei da bondade ?

 

Eu penso o seguinte, você está vivendo para o mundo físico ou para o mundo espiritual? Está vivendo para esses meros 80~100 anos ou para a eternidade? 🙂

5 hours ago, Ashram said:

 

Oi Sandro!

Me veio aqui na cabeça,  será que o capitalismo foi o responsável pelo individualismo social ou usamos o capitalismo para justificar nossos problemas sociais?

 

 

Desculpe entrar no meio da conversa, mas no meu ponto de vista o capitalismo não tem culpa de nada, é só uma ferramenta para gerenciar o dinheiro (que também é uma energia).

Os sistemas monetários e sociais não tem culpa de nada, os únicos culpados somos nós na nossa imperfeição e ignorância.

Nós coloque em um mundo perfeito e acabaremos o destruindo, coloque espíritos perfeitos aqui na terra e mesmo com todos esses sistemas e tecnologias primitivas todos viveriam na mais perfeita harmonia.

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A pergunta é curta, ok.... mas a resposta, lamento.... eheeh

Para quem não tem paciência ou interesse ,vou deixar uma resposta relativamente curta aqui:

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Me parece que o individualismo foi uma etapa necessária na nossa evolução, já que somos animais sociais, como macacos, pinguins, lobos... mas precisamos nos tornar algo mais, nossa consciência é individual, e não coletiva. Porém, tudo fora de lugar, fora de hora, ou que se demora mais do que o necessário, pode se tornar um mal. Por exemplo, dormimos para descansar, mas se dormir demais você adoece. Então claro que o mal social que temos é fruto da soma dos estados individuai de cada um, que nos coloca a todos sob o jugo de um sistema que nos escraviza e nos mantém nesse estado, na luta pela sobrevivência. É um círculo vicioso. Não dá para mudar só uma parte, tem que ir mudando dentro e fora ao mesmo tempo.

A meu ver o capitalismo já devia ter começado a fazer uma transição para o socialismo, e as duas grandes guerras mundias podem ter sido já um sinal que nosso individualismo se tonou tóxico e uma ameaça para toda a humanidade.  Mas aí uma coisa atrasa a outra: nosso individualismo exacerbado  alimenta um sistema injusto e predatório, e o sistema injusto e predatório nos treina para pensar de foma individualista.... e precisaremos uma destruição coletiva de grande escala para entendermos  que essa forma de administrar o mundo e as relações "já deu".

A primeira guerra foi vista como esse sinal de que a Nova Era da tecnologia não nos levou a um mundo melhor, mas bem pior. Depois a quebra da bolsa em  1929,  e então houve um surto da sanidade e manietaram o capitalismo com uma estratégia de governo mais solidária,  o Estado de Bem estar social, inspirado no modelo soviético .A ascensão da extrema direita na europa foi uma reaçaõ a isso, tanto que os nazistas e os fascistas foram apoiados pelos economistas que a garotada liberal de hoje mais admira, ehehhe. Quando a união soviética se desmanchou em 1991, o capitalismo começou a rugir mais alto de novo, se libertando das estratégias do Bem Estar social e surgindo como uma volta ao liberalismo, o neoliberalismo, e aí teve a crise das bolsas da Asia, de 1997, a crise de 2008 , a de 2012, numa repetição de convulsões que podem terminar em sérios conflitos internacionais, porque essas mesmas forças do passado (escolas econômicas, forças políticas) estão se levantando agora outra vez, em diversos países ao memso tempo, para tentar travar a transição para fora desse individualismo exacerbado. Nada como tragédias coletivas para unir as pessoas, não é mesmo? 

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Agora, a resposta longa:

 

 

 

Olha, uma coisa que a gente sempre precisa lembrar é que o capitalismo teve um início, e tudo que tem início, tem fim. Então talvez caiba perguntar como era o mundo ANTES do capitalismo, e como poderá ser após SUPERARMOS o capitalismo, porque isso é tão inevitável como a morte, só não sabemos quanto tempo vai demorar.

 

Será que não havia problemas sociais antes do capitalismo? Certamente havia uma lista de problemas PIORES, porque o capitalismo levou todo o planeta a um avanço tecnológico que era impossível de atingir no feudalismo. Por outro lado, em sociedades rurais é quase impossível morrer de fome, já que onde há terra qualquer um planta sua comida, cria seus animais, constrói sua casinha co a madeira que tiver  por perto, e vai vivendo. Então o capitalismo trouxe soluções para uns problemas, mas criou outros que só passaram a existir graças a ele. Numa sociedade medieval, em que as pessoas eram pescadores, ferreiros, artesãos, padeiros, o trabalho de cada um era sua missão de vida, não só para sobreviver, mas para se auto-realizar fazendo aquilo que aprendera a fazer bem. Um ferreiro podia ser procurado por pessoas de várias cidades ao redor, porque sabia fabricar boas espadas. E nem tão no passado assim, meu avô materno recebia viajantes de várias cidades, na sua casa, que vinham até ele para que fabricasse as peças de ferro usada em cavalos (estribos, bucal, esporas). Pelo que mina mãe conta, meu avô gostava muito daquilo, já conversava com pessoas de outras cidades, com outras histórias de vida. A família da minha mãe era de ambiente rural, pobres mas não faltava nada, porque da terra tiravam tudo. Então vieram para a cidade, e tudo descambou, porque aí o trabalhador tem que vender sua liberdade em troca de poucos ganhos, fazendo um trabalho que em geral não lhe traz satisfação alguma, o que se chama de “trabalho alienante”. A pessoa já não se sente valorizada, não tem como obter satisfação pessoal do seu trabalho, ela obtém apenas dinheiro, e com 60% da população, apenas o suficiente para sobreviver um mês. A tendência é que a pessoa fique descontente com sua existência, quando você tem muita gente nessa situação, tem uma sociedade emocionalmente doente, ansiosa, deprimida. Meu avô mesmo terminou se suicidando acho que aos 48 anos.(não o conheci, minha mãe tinha 14 anos na época. Só conheço os relatos)

 

Então note o conflito que isso gera no planeta: se antes do capitalismo você tinha pessoas que poderiam viver tão felizes quanto cães ou cavalos,  já que toda sua preocupação era focada em sobreviver, usufruindo dos recursos do planeta, mas que podiam morriam em geral antes dos 40, por qualquer fratura , infecção.. por outro lado o avanço tecnológico que o capitalismo proporcionou facilitou muito a sobrevivência, mas esvaziou a alma... Ou talvez.... fez a humanidade PERCEBER que suas almas estavam vazias, já que antes tinham que plantar o trigo, para depois colher, moer, entoa sovar a farinha, para assar o pão. Isso claro, se você lembrou de cortar lenha para acender o forno de barro né? Com todo esse trabalho só para tomar o café da manhã,não sobrava muito tempo para ficar ruminando crise existencial né?

 

Mas quando surgiu  o capitalismo expulsou as pessoas das suas terras para então usá-las como mão de obra nas grandes navegações, inventou o tráfico de escravos, piorando muito a vida da grande massa de pobres... mas agora os nobres tinham escravos para preparar o pão par eles. Basicamente o capitalismo é a escravidão de muitos para o prazer de poucos. Mas ainda assim é inegável que um cidadão urbano, pobre, mesmo de uma cidade pequena, tem hoje melhor qualidade de vida,  condições de saúde e expectativa de vida do que tinha um aldeão da era medieval, e no geral até melhor que reis daquela época. Então a ganância dos capitalistas que escravizaram as massas também serviu ao bem de todos, até dos explorados, não se pode negar isso.

Basicamente o capitalismo é um “sistema de pirâmide financeira” em que só quem está no topo se beneficia muito, e quem está na base obtém só migalhas do ganho geral. Mas após cem anos de migalhas acumuladas, as sociedades dos século XX estava em melhores condições do que as do século XIX.  Mas  ele se sustenta vendendo a ilusão de que alguém da base tem a “liberdade” para chegar ao topo. Assim a base trabalha até morrer e defende o sistema de pirâmide, porque acredita que tem uma liberdade que não existe (não é só as massas que não tem essa liberdade, um dono de posto de gasolina que baixa muito o preço as vezes é executado pelo concorrente, e grandes companhias sempre tentam destruir o concorrente, por bem (comprando) ou por mal (competição desleal, espionagem industrial, sabotagem). O capitalismo sempre colocará todos contra todos até que “só reste um”.

De certa forma, eu diria que capitalismo é apenas a “Lei da Selva” aplicada à humanidade. Com um desvantagem em relação à lei da selva: Como o animais são guiados pelos instintos, agem somente com a intensidade necessária para suprir suas necessidades. Um leão, por exemplo, não vai matar 30 zebras para depois sentar e comer só uma, deixando as outras apodrecerem. Ele mata na medida da sua forme, e vai dormir. Como resultado, as espécies se equilibram naturalmente nessa competição.Mas nós somos animais que já tem outra “finalidade” evolutiva, que é desenvolver a individualidade. E exatamente por isso nossos instintos nos “deixam na mão”, para dar espaço ao nosso livre arbítrio. Vamos aprendendo pelas decisões tomadas, e errando... Até que cheguemos a um estado em que nosso instinto possa ser substituído por intuição espiritual, que é saber qual caminho tomar, de acordo com o Bem e a Ordem universal, estaremos em desequilíbrio, metendo os pés pelas mãos, vítimas de instintos tortos,  ego, e racionalidade míope.

Se aplicarmos a “Lei da selva” à nossa sociedade, indiscriminadamente, um capitalismo liberado totalmente,  não temos como atingir um equilíbrio, vamos apenas nos destruir como espécie. Quando o homem percebe o perigo disso e adota estratégias racionais ele o faz adotando o caminho INVERSO, focando  no bem de um grupo maior, do coletivo que ele consegue reconhecer como “seus iguais”: grupos de concorrentes as vezes formam cartéis (que a lei proíbe) para proteger os ganhos de todos DAQUELE GRUPO. Ou se trabalham num ramo extrativista, que tira da natureza as riquezas para vender, como árvores, adotam estratégias de replantio, para não esgotar as árvores da região e matar a galinha dos vôos de ouro. Ou adotam de rotação de cultura, para não esgotar os recursos do solo. Ou a nível nacional, em termos de políticas pública,s adotam medidas protecionistas, para proteger o mercado consumidor do seu país contra competidores estrangeiros. Ou formam “Mercados comuns” como o Mercado Comum Europeu ou o Mercosul, para fortalecer as relações de mercado de toda uma  região contra atuação de economias maiores, que tendem a desequilibrar as forças econômicas  naquela região.

Ou seja, é quando a raça humana age de forma racional e INTERFERE nos abusos do liberalismo completo,  a “lei da selva”,  caminhando na direção CONTRÁRIA, a direção do bem-estar coletivo, que as coisas ficam melhores para todos.  Mas isso exige o desenvolvimento de sistemas de pensamento capazes de  perceber e denunciar o individualismo, e esses sistemas precisam ser compreendidos pelos administradores públicos, pelos educadores, e finalmente pelas massas. Não é possível que um sistema mude quando as pessoas da base do sistema defendem elas mesmas com toda a disposição toda a possibilidade de exploração de uns pelo outros, porque elas exploram nesta vida, e serão explorada na próxima gerando um círculo cármico vicioso. Se você interromper a engrenagem de exploração num “estalar de dedos”, é como interromper uma partida de vôlei de praia no primeiro set, quando apenas um os times jogou com o sol na cara, atrapalhando a visão, ehehehe.

Me parece que para a superação dessa Lei da Selva é necessária a superação da nossa maldade pessoal individual. É necessária uma percepção coletiva, gradual, um consenso da humanidade em enxergar os males do individualismo/capitalismo, de modo que todos vão se desinteressando em explorar o próximo nas pequenas coisas, até que o grande sistema exploratório do capitalismo seja visto apenas como o mal que representa, e não mais como uma ferramenta coletiva que em lá sua utilidade. Mas o capitalismo só é percebido como um mal para pessoas que o superaram como visão de mundo e “sentido para todas as coisas”. Pessoas que só produzem algo se puderem ganhar uma grana ainda precisam do capitalismo para tirar sua bunda da cadeira. Quantas pessoas existem assim no mundo? Imagine todas as pessoas parando de criar coisas só porque não tem sua ganância satisfeita? O planeta quase  para! Voltaríamos ao estado que havia antes, quando a civilização avançou a passos de tartaruga durante mil anos.

 

Agora, reconhecer que algo pode ter sido um mal necessário durante  um tempo não é o mesmo que defender esse mal como padrão de referência. Esse é o erro que cometem, por exemplo, os carnívoros, que tentam argumentar contra o  vegetarianismo alegando que o home das cavernas comia carne, que teria sido a escolha que permitiu sobreviver em regiões inóspitas, etc. Era outro momento. Momento em que as religiões primitivas sacrificam seus filhos à estátuas, na crença que isso lhes garantiria colheitas fartas no próximo ano. Em algum momento fomos capazes de superar isso. Já estamos começando a superar o carnivorismo, e no futuro teremos que superar o capitalismo. Mas são momentos evolutivos. As primeiras civilizações eram muito coletivistas, talvez fruto do fato que primatas vivem em sociedade. Se observarem a historia das civilização antigas, as leis sociais erma de importância fundamental. Mesmo o Confucionismo, uma das religiões mais antigas, nada mais era que uma forma de administração da sociedade. O próprio judaísmo, sendo regido pelas tábuas da lei, que também erma apena normas de conduta para o coletivo, demonstra isso. Aparentemente nas sociedades antigas o indivíduo só tinha valor dentro do coletivo.

Aí vem o Cristianismo e coloca uma vírgula nisso tudo. “Ouviram o que foi dito... (a lei exterior, de Moisés, para o coletivo).. mas eu vos digo.... ( a lei interior, a responsabilidade interna,  individual)”(Mateus 5) De certa forma o Cristianismo  marca uma transição do social para o individual, meio que cria-se uma ruptura com o coletivo e se exige que cada pessoa seja capaz de ouvir/fazer o correto, porque espera-se que após alguns séculos tenham sido capazes de compreender/internalizar as regras para o coletivo . Mas isso não é individualismo, porque essa forma de colocar as coisas pressupõe uma regra básica “Fazer aos outros o que gostaria que te fizessem”. É compreender o “espírito da lei” né? Aparentemente entramos numa fase em que era necessário nos descolarmos do coletivo para desenvolvermos sabedoria individual, porque somente assim podemos ter uma sociedade realmente livre: quando a sua liberdade é voluntariamente restringida para que não se torne uma ameaça à liberdade do outro. Quando isso só é feito sob força da Lei, não há desenvolvimento da consciência, apena obediência por medo de punição.

 

Então me parece que esse é um loooongo processo de desenvolvimento, em que saímos de um estado coletivista primitivo, para uma etapa de individualismo necessário, no qual ainda precisamos amadurecer como espíritos, de modo que possamos ser indivíduos livres, porque cada um será em vida a expressão da lei da responsabilidade social internalizada, mas estamos ainda presos num estágio primitivo de individualismo, que é o capitalismo. É uma etapa necessária, até Marx reconhece, mas co o devido tempo ele terá que ser superado por uma forma coletivista novamente, mas agora num outro patamar, em que o todo da sociedade funciona de forma ordenada não por termos um estado totalitário que vigia e controla a todos, mas por nos tornamos uma sociedade em que cada indivíduo sozinho é capaz de viver sua vida sem pisar nos calos do seu vizinho. Não creio que aconteça nesta raça  ainda (estamos na metade da ultima Yuga da Quinta Raça, das Sete), mas talvez a próxima, que deve surgir dos escombros desta, posa olhar para trás e ver com clareza o que foi que causou o problema, e só então adotar um sistema melhor, que só pode ser alguma versão de Comunismo, porque o individualismo já terá cumprido sua função.

 

Agora, é importante enxergar o quadro histórico todo, para que se possa enxergar qual a direção evolutiva e qual a direção do atraso, e não correr o risco de defender causas que estão fadadas à superação. E também é bom enxergar as coisas dentro desse panorama histórico para não se iludir achando que tentativas prematuras de forçar mudanças sejam mais do que isso: apenas tentativas, testes de fórmulas, que precisam ser retestadas, abandonadas, reelaboradas, até que se chegue a alguma forma que satisfaça o estado evolutivo das sociedades atuais, mas sem perder de vista a meta final, a direção, que é afastar-se do individualismo , mas sem virar uma formiga num formigueiro. 

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no Budismo Theravada, é utilizado os termos Hábil e Inábil.. é importante ser bom com sabedoria..

kusala: benéfico, hábil, bom. São todas as intenções (kamma-cetana, s. cetana) e os fatores mentais a elas associados que são acompanhados por duas ou três raízes (mula), isto é, ausência de cobiça/desejo (alobha) e ausência de raiva/aversão (adosa)  e em alguns casos também ausência de delusão (amoha: sabedoria). Tais estados de consciência são considerados como kamma benéfico pois são as causas de resultados kammicos favoráveis e contêm a semente de um renascimento feliz. Veja seu oposto akusala. Veja kamma. [Mais] 

http://www.acessoaoinsight.net/glossario.php#K

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Guest
On 7/12/2019 at 8:44 PM, sandrofabres said:

Então claro que o mal social que temos é fruto da soma dos estados individuai de cada um

Exato, é simples. Esse é o problema. Esse estado de ignorância e egoismo.

On 7/12/2019 at 8:44 PM, sandrofabres said:

nosso individualismo exacerbado  alimenta um sistema injusto e predatório, e o sistema injusto e predatório nos treina para pensar de foma individualista....

 

On 7/12/2019 at 8:44 PM, sandrofabres said:

um sistema que nos escraviza e nos mantém nesse estado

Não acho que o sistema seja o culpado, o sistema é só um sistema, só uma ferramenta.

O sistema é injusto e predatório exatamente porque é alimentado por mentes ignorantes e egoistas.

E o sistema só tem esse poder de nos escravisar e nos manter nesse estado porque a raça humana (não me excluo) no seu atual nível de ignorância, ainda é fácilmente manipulada, formando uma massa de marionetes.

Ou seja, alguns que são intelectualmente mais desenvolvidos, porém ainda egoistas, administram o sistema de modo a escravizar os mais ignorantes (e que também são egoistas) para que alimentem esse sistema.

Enquanto a raça humana não evoluir moralmente, pode inventar o ismo que for, os problemas vão continuar.

On 7/12/2019 at 8:44 PM, sandrofabres said:

Então me parece que esse é um loooongo processo de desenvolvimento, em que saímos de um estado coletivista primitivo, para uma etapa de individualismo necessário, no qual ainda precisamos amadurecer como espíritos, de modo que possamos ser indivíduos livres, porque cada um será em vida a expressão da lei da responsabilidade social internalizada, mas estamos ainda presos num estágio primitivo de individualismo, que é o capitalismo.

Concordo nessa parte, só não concordo que a culpa seja do sistema 😄

Eu penso que saímos de um estado em que a sociedade era coletivista por pura dependência, ou seja, um monte de espíritos egoistas que travalhavam juntos porque não tinham outra escolha (e isso desde o tempo das cavernas), para caminhar rumo a um estado em que a sociedade seja coletivista por conciência da importância do papel de cada um dentro de um todo. A responsabilidade social internalizada que você disse.

Antigamente precisavamos uns dos outros porque era inviável fazer tudo sozinho, hoje em dia você resolve praticamente tudo pela internet. Nem as padarias e mercados precisam de atendentes mais, chega lá, passa o cartão, pega o pão, e vai embora. Já tem isso, tudo 100% automatizado.

Claro que não tem como sermos seres completamente auto suficientes, afinal de contas somos parte de um todo (Deus). Há quem pense diferente nesse ponto, claro, mas não vem ao caso.

Ainda temos muito egoismo dentro de nós. E creio que o amor pelo próximo e a ação em prol do bem coletivo seja a coisa mais importante a ser aprendida e desenvolvida pela raça humana nesse último cíclo que estamos vivendo, antes de começar o próximo.

Se não resolver essas questões, nada resolve, pode implantar o sistema que for que vai acabar corrompido e desequilibrado.

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9 horas atrás, LightWarrior disse:

Se não resolver essas questões, nada resolve, pode implantar o sistema que for que vai acabar corrompido e desequilibrado. 

 

Claro! Mas a questão  que muitos tem dificuldade de entender é que o problema não se limita ao que " resolve".

Não esqueça que vivemos num plano denso. Isso tem implicações muito práticas porque nossa realidade material NÃO se altera como fruto de nossa mudança interior. Apenas sua PERCEPÇÃO  sobre a realidade física é que se altera.   É por isso aliás que muitos espiritualistas buscam manter o equilíbrio interior cultivando visões ilusórias que os ajudam a mascarar a realidade exterior e assim manterem sua " equanimidade" artificial, equanimidade de "plantinha de estufa".

Pelo fato de vivermos num plano denso, para mudar alguma coisa precisamos mudar AO MESMO TEMPO  atitudes intrernas e condições externas, num mesmo grau ou aproximado.

Não é possível obter algum grau interessante e  duradouro de melhoria interior enquanto se cultiva habitos de vida típicos de quem vive num estado de consciência inferior, porque a materialidade dos hábitos inferiores age como um freio para melhorias interiores ( bebedeiras, drogas, balada, vício em jogos, promiscuidade, brigas, tipo de alimentação). E também a adoção apenas  de um conjunto de mudanças materiais será capaz de induzir, sozinha, uma mudança interior SIGNIFICATIVA.

No entanto, exatamente porque o interior e o exterior estão ligados, pode-se começar a mudança por qualquer das pontas, e a mudança feita numa ponta  atingirá também a outra ponta, em ALGUM grau, como uma onda que se propaga e chega mais fraca na margem oposta, mas sempre chega ( que é algo que precisa ser identificado e ajustado, ou tudo "morre na casca")

É sempre mais facil mudar as coisas começando pelo material, de acordo com a nossa "nova compreensão", ainda em esboço,  surgida de alguma alteraçáo interior. No  princípio   essa nova compreensão  ainda  é bastante volátil e precisa ser  "fixada", "cristalizada", " enraizada"  pela alteração das condições materiais ao nosso redor, caso contrário essa nova compreensão tende a se dissipar, derrotada pela resistência das condições materiais em enraizá-la.

Uma vez que as condições  materiais tenham sido alteradas, elas reforçam essa nova compreensão,  que agora pode se estabilizar  e depois buscar novas expansões, novos patamares, que por sua vez, para se concretizarem exigirão novas alterações materiais

Por isso não faz sentido querer primeiro estar limpo interiormente , para depois fazer faxina na casa, alegando que alguém iluminado pode se sentir bem até mesmo morando no lixão municipal. Ou achar que primeiro devemos nos "cristificar", para só depois virarmos vegetarianos, porque " não é o que entra pela boca do homem, mas o que sai da boca,  que gera problema".  Ou esperar que a raca humana primeiro se torne evoluída para depois se livrar de sistemas politicos predatórios. Temos que ir mudando aquilo que nossa compreensao já consegue identificar como manifestações atrasadas, ou nada no  nosso interior mudará.


Só após atuarmos materialmente ( e para isso ganhamos corpo MATERIAL? para ter poder de afetar o plano material)  é que nossa realidade material  passou a ser a EXPRESSÃO do estado interior. Por isso a mulherada logo que  se separa ou pouco antes,  corta o cabelo, faz dieta....ou os Hommer Simpsons da vida de repente param de fumar e começam a se exercitar... a mudança interior, para que possa acontecer ou se manter fluindo,  exige mudança exterior. Mas sempre há um certo " delay" entre elas, pela densidade do plano em que habitamos). Às vezes a mudança exterior vem antes, o que, no exemplo acima,  é um sinal de alerta que deixa o outro cônjuge observando tudo com um frio na barriga, eheheh

Mudar sistemas e fazer "reeducação coletiva"  faz parte da necessidade, ou a consciêmcia coletiva fica aprisionada pela repetição das tradições e nunca atinge novos patamares. Mas sistemas são estruturas muito resistentes, exatamente porque tem raizes no material e na psique da coletividade.  Por isso revoluções, guerras ou  grandes cataclismas são necessários de vez em quando, porque sem algumas rupturas drásticas  que desmontem o " exoesqueleto" material do "sistema" as grandes massas nunca repensarão o  que estavam fazendo de errado. Isso acontece a toda hora no astral, ( o Saulo ate postou um video sobre isso recentemente: https://youtu.be/dOxiI4JXjjw ) que é mais dinâmico, mas no físico também precisa acontecer de tempos em tempos , ou as sociedades nunca abandonarão suas tradições de pensamento fossilizadas, que sustentam seus sistemas.

Mas as novas formas que surgirem também terão seus próprios problemas, que precisarão ser corrigidos no andar da carruagem.

 

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Bom, continuo com o meu ponto de vista de que a mudança parte de dentro. Talvez seja só meu modo de ver as coisas.

6 hours ago, sandrofabres said:

Não esqueça que vivemos num plano denso. Isso tem implicações muito práticas porque nossa realidade material NÃO se altera como fruto de nossa mudança interior. Apenas sua PERCEPÇÃO  sobre a realidade física é que se altera.

E discordo profundamente dessa parte. 😁

O plano é denso mas não deixa de ser apenas energia.

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15 minutos atrás, LightWarrior disse:

O plano é denso mas não deixa de ser apenas energia. 

Mas quando você precisa remover um parafuso que é apenas energia, voce nao usa uma chavende fenda que e apenas energia?

Trata-se apenas de reconhecer que o instrumento energértico  de ação precisa ter a mesma densidade que o objeto energético  que se deseja afetar.

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10 horas atrás, sandrofabres disse:

Mas quando você precisa remover um parafuso que é apenas energia, voce nao usa uma chavende fenda que e apenas energia?

Trata-se apenas de reconhecer que o instrumento energértico  de ação precisa ter a mesma densidade que o objeto energético  que se deseja afetar.

Sim mas falo na realidade como um todo, como um sistema

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Achei um texto interessante! 

https://forums.tibiabr.com/threads/501399-Da-diferen%C3%A7a-entre-individualismo-e-egoismo-por-Gary-Galles?s=ac3db99c3f9bd95a6738638aa9306892

 

excerto:

" As relações que ocorrem no mercado são constantemente criticadas como sendo a epítome do egoísmo ou da ganância, recompensando o interesse próprio acima da ética.

Como Friedrich Hayek expôs, "a crença de que o individualismo aprova e estimula o egoísmo humano é uma das razões principais pelas quais tantas pessoas o desaprovam."

Entretanto, essa crença está errada.

Mercados realmente são formados por pessoas com interesses próprios atuando conjuntamente para alcançar seus objetivos, e quase sempre sem conhecer umas as outras. Porém, buscar o interesse próprio não é o mesmo que ser egoísta.

As pessoas têm interesses diversos

Economistas pressupõem que indivíduos possuem interesses próprios. Isso significa simplesmente que cada indivíduo se importa com um determinado objetivo; e alguns fins importam mais do que outros. A consequência disso é que cada pessoa prefere ter o controle (o poder para decidir o uso) de mais recursos do que de menos, pois isso a permite alcançar aqueles objetivos que ela mais valora de uma maneira mais eficaz do que se ela possuísse menos recursos à sua disposição.

Só que desejar o controle sobre mais recursos para alcançar nossos objetivos não é um pensamento monomaníaco.

Hayek entendeu essa confusão e escreveu que:

"Se dissermos que as pessoas devem ter suas ações guiadas por seus próprios interesses e desejos, esta sentença será rapidamente mal-entendida ou distorcida pela crença de que as pessoas devem ser exclusivamente guiadas por suas próprias necessidades ou interesses egoístas, sendo que, na verdade, significa somente que elas devem ser permitidas a se esforçar para alcançar qualquer objetivo que julguem desejável."

Se tudo com que um indivíduos se importasse fossem com ele próprio, então aí sim o interesse dessa pessoa poderia ser igualado ao egoísmo. Mas se alguém se importa com qualquer coisa ou com qualquer outra pessoa além de si própria, então há várias diferenças fundamentais entre isso e o egoísmo

Quando Madre Teresa, por exemplo, utilizou seu Prêmio Nobel para construir um hospital para leprosos, ela estava agindo de acordo com seu interesse próprio, pois tais recursos foram utilizados para efetuar algo com o qual ela se importava. Mas ela não agiu de maneira egoísta.

O livre-mercado força os egoístas a trabalharem pelos outros

Outra maneira de caracterizar essa distinção entre interesse próprio e egoísmo é que, ao passo que pessoas egoístas têm um interesse próprio (elas só se importam consigo próprias), ter um interesse próprio não implica ser egoísta. E o interesse próprio, seja ele egoísta ou não, é o que faz com que a cooperação social seja estimulada e, por conseguinte, terceiros sejam beneficiados pelas interações voluntárias no mercado.

É por isso que mesmo que uma pessoa que esteja no mercado seja egoísta, isso não significa que o mercado a tornou mais egoísta, e nem que o mercado expandiu o âmbito do egoísmo nas relações humanas.

Para ilustrar isso, suponha que João seja um indivíduo completamente egoísta. Ele só pensa em si próprio e quer enriquecer rapidamente. Considerando-se que os direitos de propriedade de terceiros são respeitados, João só pode alcançar esse objetivo se ele induzir todos os outros indivíduos a voluntariamente cooperarem com ele. Ou seja, João terá de oferecer algo que seja do interesse desses outros indivíduos.

Mais ainda: João só conseguirá isso se o que ele oferecer for melhor do que todas as alternativas existentes. João não pode coagir ninguém a consumir seus bens e serviços.

Sendo assim, embora seja egoísta e não se importa em nada com os outros, João tem de agir de maneira a atender os interesses daqueles que estão ao seu redor. Só assim João poderá alcançar seus próprios interesses

Esse é o milagre descrito na metáfora da mão invisível de Adam Smith. Mesmo que alguém seja egoísta, essa pessoa — para alcançar seus objetivos — terá inevitavelmente de beneficiar terceiros no mercado, fornecendo-lhes bens e serviços de qualidade, e esperando que elas, voluntariamente, consumam estes bens e serviços. E para que elas consumam estes bens e serviços fornecidos pelo egoísta João, estes têm de ser de qualidade.

Desta forma, o egoísmo de João é domado e direcionado para a cooperação com terceiros, fornecendo-lhes mais opções de consumo e beneficiando-lhes como resultado desta interação.

Em termos práticos, a maioria dos empreendedores no mercado é motivada pelo desejo de auferir lucros monetários. No entanto, em uma economia de mercado, a única maneira de um empreendedor auferir lucros é servindo bem seus clientes (e mantendo seus custos baixos).

Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros.

Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

Conclusão

Em A Teoria dos Sentimentos Morais, Adam Smith argumentou que:

"Por mais que um indivíduo seja tido como egoísta, há evidentemente alguns princípios em sua natureza que o tornam interessado no bem-estar de terceiros, e que fazem com que a felicidade deles sejam necessárias a ele — embora ele nada ganhe com isso além do prazer de ver a felicidade deles"

E longe de apoiar o simples egoísmo, ele conclui que "restringir nossas emoções egoístas e satisfazer as emoções benevolentes é o que constitui a perfeição da natureza humana." Em outras palavras, nosso interesse individual inclui o aprofundamento da nossa natureza benevolente.

Está claro que os participantes do mercado não podem ser caracterizados como motivados pela ganância. Sendo assim, o que explica esses falsos ataques?

Os ataques vêm de pessoas que pensam que suas preferências subjetivas deveriam se sobrepor às preferências dos proprietários e da maneira como estes controlam suas propriedades. Para essas pessoas, os proprietários e suas respectivas propriedades devem ser, por meio da coerção do estado, domados, subjugados e forçados a se adaptar a essa visão redistributivista do mundo. A intenção desses pretensos reformadores é simplesmente impor, à força, suas preferências sobre terceiros.

Ao agirem assim, eles paradoxalmente não parecem perceber que tal comportamento é a exata definição da ganância que eles tanto criticam.  "

 

 

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Era uma vez....uma belo hotel rural para galinhas.

Ops, na verdade não era um hotel, as galinhas achavam que fosse, mas era apenas uma granja. E não eram galinhas comuns: eram galinhas que entendiam o que seu dono falava!

 

As galinhas viviam tranquilas nessa granja, recebiam comida, remédios, só tinham que botar ovos sem parar, presas nas pequenas gaiolas em que viviam todos os seus dias e noites. E como eram galinhas que entendiam o que o dono falava, quando vinham visitantes na granja elas prestavam atenção na conversa entre eles e o dono. E eram conversas assim:

- Todos nós somos livres para tomar iniciativas de acordo com nossos interesses. Por exemplo se não temos ovos suficientes, podemos mudar a quantidade de luz, aumentar a proteína da ração, ajustar a temperatura do galinheiro. Tudo isso são escolhas livres que podemos fazer para melhorar nossos resultados.

As galinhas ouviam isso e pensavam:

"Ohhhh!!!  Incrível como nós temos todo esse poder sobre a nossa produção. Realmente assim podemos fazer o que é melhor para nós”

Mas como em todas as outras granjas  que produzem ovos, quando as galinhas já estavam esgotadas, após uns 9 meses produzindo riqueza para o dono da granja,  o dono vinha até elas, coçando a cabeça intrigado, e dizendo:

-Mas o que há de errado com essas galinhas?

E elas respondiam:

-Já estamos esgotadas, não conseguimos mais produzir como antes. Agora merecemos descansar para viver nossa velhice em paz, sem nos preocuparmos em botar tantos ovos para você.

 

O problema das galinhas é que elas entendiam o que o dono falava, mas não COMPREENDIAM  que ele não se dirigia a elas.  Por causa disso essas pobres galinhas acreditavam nele quando ele falava “nós”. Achavam que as "escolhas livres" das quais o dono da granja falava também eram direito delas. Ora, as galinhas, como os gatos, ou os cachorros, não possuem “consciência de espécie”, ou seja, elas pensavam que eram  o mesmo tipo de criatura que seu dono. 

Mas a triste realidade é que o dono não entendia o que as galinhas falavam. Para ele todas aqueles argumentos galináceos eram apenas sons ininteligíveis, meros "ruídos m causa própria". Sendo assim, quando percebeu que as galinhas não colocavam mais ovos como antigamente, adquiriu outras.

No fim da história o dono da granja viveu feliz para sempre, trocando as galinhas de tempos em tempos, e as galinhas sempre foram para o matadouro, que é o destino de todos os seres inconscientes.

O grande problema das galinhas era não conseguir entender que o dono da granja não se referia a elas quando falava em liberdade, em escolhas, em “nós”. Como falei, elas não tinham “consciência de espécie”. Mas isso também acontece entre humanos, quando lhes falta “ consciência de classe”. Tal como as galinhas,  o grupo que gera riqueza para o outro grupos não enxerga que toma como seus valores que são de outro grupo, não percebe que está defendendo valores e interesses  que na prática nada significam para eles próprios, mas apenas para aquele que gerou o discurso.

Quando “nós” enxergamos a liberdade de escolha “deles” como se fosse “nossa”, agimos como aquelas pobres galinhas que realmente achavam que colocar ovos era um ato de liberdade DELAS. Mas o dono da granja NÃO ESTAVA FALANDO PARA ELAS, estava falando para os seus.

 

 

 

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suponha que João seja um indivíduo completamente egoísta. Ele só pensa em si próprio e quer enriquecer rapidamente. Considerando-se que os direitos de propriedade de terceiros são respeitados, João só pode alcançar esse objetivo se ele induzir todos os outros indivíduos a voluntariamente cooperarem com ele. Ou seja, João terá de oferecer algo que seja do interesse desses outros indivíduos.

Mais ainda: João só conseguirá isso se o que ele oferecer for melhor do que todas as alternativas existentes. João não pode coagir ninguém a consumir seus bens e serviços.

Sendo assim, embora seja egoísta e não se importa em nada com os outros, João tem de agir de maneira a atender os interesses daqueles que estão ao seu redor. Só assim João poderá alcançar seus próprios interesses

"Por mais que um indivíduo seja tido como egoísta, há evidentemente alguns princípios em sua natureza que o tornam interessado no bem-estar de terceiros, e que fazem com que a felicidade deles sejam necessárias a ele — embora ele nada ganhe com isso além do prazer de ver a felicidade deles"

E longe de apoiar o simples egoísmo, ele conclui que "restringir nossas emoções egoístas e satisfazer as emoções benevolentes é o que constitui a perfeição da natureza humana." Em outras palavras, nosso interesse individual inclui o aprofundamento da nossa natureza benevolente.
 

Bom, esse tipo de conversa é o tipo de descrição da realidade que usa e abusa de ficções filosóficas para iludir as pessoas sobre o funcionamento do mundo real. É basicamente um mascaramento da realidade. Em termos diretos: "conversa de vampiro".

Na hipótese do João ali, uma vez que o João seja o único fornecedor de um produto, esse produto não precisa ser o melhor possível para que as pessoas o consumam. É exatamente por isso que o a meta de todo empresário é atingir a condição de monopólio, porque é como ele mesmo fala ali:

“Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos”.

A meta final de todo o empreendedor é eliminar todos os concorrentes, exatamente porque essa concorrência complica as coisas para  seu egoísmo. E isso nada tem a ver com honestidade. Pelo contrário, esses competidores egoístas apelarão para todas as desonestidades possíveis e imagináveis, de modo a superar o concorrente, caso não exista um poder fiscalizador, o Estado. 

E é exatamente  por isso que os defensores desse tipo de conversinha se preocupam tanto em atacar o Estado. Filosofam sobre a liberdade,a iniciativa, as escolhas, e terminam com "pau no Estado" . O Estado serve, entre outras coisas, para criar mecanismos reguladores que impeçam que o sonho de empresário se concretize, através das diversas estratégias  que eles tentam usar para se apossarem totalmente de um pedaço do mercado.

O mercado, se deixado livre, tende ao oligopólio e depois ao monopólio porque as empresas mais fortes devoram as mais fracas até que só reste uma se o Estado não agir para impedir. É quando o João pode forçar todos a consumir seu produto, sem que ele seja o melhor possível, porque as alternativas foram eliminadas. Esse é o sonho de todo João..

Exemplo histórico, apenas um dentre centenas ou milhares de casos:

Citar

Crônicas da Guerra industrial: como os ingleses mataram nossa indústria no inicio do sec XX

Não é de hoje que as tentativas do Brasil em constituir uma autonomia produtiva digna e promissora recebem o feroz ataque dos oligopólios internacionais. A história de Delmiro Gouveia é exemplar. Em 1914, o cearense Delmiro estabeleceu a fábrica de linhas para costura Companhia Agro Fabril Mercantil, dona da marca de linhas Estrela. O Brasil não fazia linha de costura, era tudo importado da Machine Cotton, da Inglaterra.

Para fazer sua fábrica de linhas em Pedra (AL), Delmiro teve antes que construir a primeira hidrelétrica do Brasil, a usina de Angiquinho, na cachoeira de Paulo Afonso. Com recursos públicos, ele construiu 520 km de estradas entre Pedra e outros locais. Já em 1916, a fábrica de Pedra produzia 500 mil carretéis por dia.

A Machine Cotton, dona das linhas Corrente, tomou iniciativas de guerra comercial suja contra Delmiro. Por exemplo, registrou a marca Estrela nos países vizinhos ao Brasil, dificultando a exportação. Pressionou comerciantes a não vender Estrela, baixou seu preço a um nível impraticável (dumping) e exerceu força política via diplomacia. Por exemplo, impôs ao presidente Washington Luis a revogação de um decreto que tarifava a importação de linhas.

Delmiro foi assassinado em 10 de outubro de 1917. Sob tantos ataques, os herdeiros de Delmiro venderam a fábrica de Pedra à Machine Cotton, que simplesmente despejou o maquinário no rio São Francisco. Relato do deputado alagoano Afonso de Carvalho ao Congresso Nacional, em 15 de abril de 1948. “…parte destas máquinas, com estupefação de toda a população do São Francisco, foi atirada ao rio”.

Hoje quase ninguém mais sabe disso, mas na época o assassinato de Delmiro foi atribuído à Machine Cotton, que o teria mandado matar por jagunços.

 

Fonte: https://www.paulogala.com.br/cronicas-da-guerra-industrial-como-os-ingleses-mataram-nossa-industria-no-inicio-do-sec-xx/ 

E aqui nos vemos de volta à lógica de um criador de galinhas, que só pode parecer razoável a outros criadores de galinhas como ele:

Citar

Está claro que os participantes do mercado não podem ser caracterizados como motivados pela ganância. Sendo assim, o que explica esses falsos ataques?

Os ataques vêm de pessoas que pensam que suas preferências subjetivas deveriam se sobrepor às preferências dos proprietários e da maneira como estes controlam suas propriedades. Para essas pessoas, os proprietários e suas respectivas propriedades devem ser, por meio da coerção do estado, domados, subjugados e forçados a se adaptar a essa visão redistributivista do mundo. A intenção desses pretensos reformadores é simplesmente impor, à força, suas preferências sobre terceiros.

Ao agirem assim, eles paradoxalmente não parecem perceber que tal comportamento é a exata definição da ganância que eles tanto criticam.  "

Está claro que apesar de toda benevolência real ou hipotética que possa existir nos empreendedores imaginários, é a ganância que os move rumo à meta da dominação final do seu mercado. E isso,a PRÁTICA DE SUJEITOS REAIS, não a benevolência de sujeitos hipotéticos,  o que explica os ataques ao egoísmo estrutural do empreendedor, visando reduzir seus efeitos danosos à sociedade.

Os ataques vem de pessoas que enxergam que os proprietários são uma parcela ínfima da população, em torno de 5%, mas que para que possam gerir seus negócios dependem que os outros  95% obedeçam as preferências subjetivas dos 5%, o que chega a ser até mesmo uma violação das leis da natureza, em que os interesses DA MAIORIA, e não a minoria, devem determinar os valores e estratégias de ação da comunidade, para a preservação do bem comum da imensa maioira da comunidade, não apena de 5% dela.

Isso é algo que qualquer sociedade primitiva pode provar numa simples "guerra de tacapes": o maior exército tem sempre o melhor argumento.

E é exatamente porque os 95% produzem a riqueza e não ficam com ela, porque ela é apropriada pelos 5%, que criar algumas limitadas estratégias de distributivismo não é ganância, mas apenas diminutas  pitadas de justiça para manter a máquina toda funcionando com menos insatisfação geral. São medidas preventivas, para evitar que a injustiça da apropriação da riqueza dos 95% pelos 5% chegue a tal ponto que só possa ser resolvida pelos velhos métodos da guerra de tacapes.

Para a  sorte dos 5%, boa parte dos 95% são como aquelas galinhas, que não percebem o quão estúpidas são ao defender os valores,  interesses e liberdades do seu dono, e não delas próprias.

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