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gabrieleão

Eu me sinto um velho

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Olá, então já me apresentei antes aqui, meu nome é Gabriel e tenho 17 anos. Acontece que, queria fazer um pequeno desabafo, eu me sinto um velho. Acho que desde pequeno sabe, não é aquela sensação de não pertencimento (talvez até seja) mas eu só me sinto um velho. Eu tenho um certo estado de apatia, tô acabando o ensino médio e vou tentar entrar em faculdade, mas é como se isso não fosse nada, não é o que eu quero, por muito tempo achei que fosse assexual porque não tenho vontade de namorar, e também não sou depressivo ou tenho desejos suicidas, sou bem feliz comigo mesmo. Mas sabe, é como se eu não visse graça nas coisas do cotidiano como os outros vêem ou valorizam, como trabalho, estudo, relacionamentos.. Eu também sou bastante frio, aí eu percebo que acabo me sentindo como se fosse um velho, como se eu já tivesse feito todas as coisas supostamente interessantes da vida e, atualmente, não tenho mais vontade de fazer nada. Será que isso é só minha personalidade ou pode tá relacionada a espiritualidade? Bem, não é nem pra ser uma pergunta, só um desabafo.

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OLA.  bem eu acho que te entendo, pq minha adolescencia nao foi muito digamos..."normal" eu era um cara muito isolado e timido, sofria bullying na escola e nao via graça em quase nada, a nao ser em livros e estudos. Tbm me sentia velho pq , sei la nao tinha os mesmo interesses que os caras na minha idade. mas se eu puder te dar uma dica, seria...relaxe e viva um dia de cada vez ! nao se cobre tanto, essa fase é muito pesada em relacao a cobrancas sobre carreira , namoro, trabalho etc. Busque algo que te traga PAZ e satisfaçao. Experimente algum trabalho manual, pintura, ou aprenda a tocar um instrumento, ou comece a praticar algum exercicio fisico, tente na ficar tao alheio as pessoas a sua volta. Em relacao a espiritualidade, esse tbm foi um fator que pra mim , digamos..me "travou" no convivio social e ate posso dizer que me atrapalhou em alguns aspectos da vida. Eu tive minha primeira exp. com viagem astral lucida aos 15 anos, e naquela epoca nao existia internet, redes sociais nem nada, eu tinha que caçar material em livros e revistas, imagine a dificuldade. foi bom pelo aspecto da abertura da consciencia, mas por um lado foi ruim pq me isolei achando que ninguem me entenderia e me enxergariam como um louco, enfim, nao deixe esse teu lado espiritualista te "atrapalhar" como fez comigo, tente equilibrar as coisas, nao deixe de sair e fazer coisas proprias de sua idade, afinal de contas, tudo é fase e elas passam . Agora estou com 40 e poucos anos, nao me sinto velho, porem sei que ja nao sou jovem, é meio automatico a gente ir se adaptando à idade, pq afinal o corpo cobra, e a maturidade tbm.  ;)

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Obrigado por ter lido meu relato, mas acontece que eu já faço isso sabe, eu sou uma pessoa bem em paz e vivo um dia de casa vez, e faço minhas obrigações como estudo e tal, eu também não sou tímido mas não curto muito interação social, acontece é que simplesmente eu não vejo graça quase em nada, apenas faço as coisas por obrigação, mas isso não me deixa triste ou algo do tipo.

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Olá Gabriel!

Meu nome é Alessandra, eu tô com 33 anos. Quando eu tinha a sua idade eu me sentia parecida contigo, mas em partes. Eu me sentia muito bem comigo mesmo quando estava só, e em muitos desses momentos gostava de estar só, evitava locais e grupos. Em parte era devido a não me encaixar em comportamentos e assuntos. Em outra era por não me sentir segura, era tímida demais e achava que as pessoas me julgavam o tempo todo. Auto-estima lá no poço. Mas em outro lado quando eu encontrava alguém que compartilhava do mesmo gosto eu poderia conversar por horas... Ex: Eu amava estudar sobre o antigo egito. Uma vez sintonizei uma rádio com músicas brasileiras antigas, choros, umas serenatas. Eu podia escutar aquela rádio a noite inteira... apaga a luz e viajava naquele tempo. Eu tinha gosto para a antiguidade aos 17.

Mas aí quando tive que enfrentar o mundo, e a multidão, bateu aquela insegurança. Descobri tardiamente que sofria de ansiedade e outros transtornos psiquicos que estou tratando de ir atrás para resolver. Foram anos de sofrimento mesmo que hoje eu consigo lidar melhor com diversas situações: tipo falar em público.

Bom, o ponto que queria chegar é que temos que nos cuidar integralmente. Tanto cabeça e espírito, tem que equilibrar os dois. Eu faço meditação e yoga a anos, já frequentei casas espíritas, mantenho uma certa conexão espiritual e hoje estou buscando auxílio de um bom psicólogo(a)...rsrs a gente não precisa sofrer tanto sabe? 

Eu fiquei muito curiosa sobre aspectos da mente esses tempos e algo me chamou atenção é que muitos pessoas descobrem, já adultas, que tem algum grau leve de autismo - o que pode ter influência no comportamento de interação. Não foi meu diagnóstico (ainda não tive pelo menos), nem estou supondo que seja o seu. Mas um olhar de fora e profissional pode ser um feixe de luz em meio de tanta informação e podemos descobrir muito sobre nós.

Espero que esteja bem nessa quarentena, para mim está quase normal porque quase não saia hehe mas sinto falta de bater perna, amo caminhar.

Abs!

Paz!

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32 minutos atrás, Estrela disse:

Olá Gabriel!

Meu nome é Alessandra, eu tô com 33 anos. Quando eu tinha a sua idade eu me sentia parecida contigo, mas em partes. Eu me sentia muito bem comigo mesmo quando estava só, e em muitos desses momentos gostava de estar só, evitava locais e grupos. Em parte era devido a não me encaixar em comportamentos e assuntos. Em outra era por não me sentir segura, era tímida demais e achava que as pessoas me julgavam o tempo todo. Auto-estima lá no poço. Mas em outro lado quando eu encontrava alguém que compartilhava do mesmo gosto eu poderia conversar por horas... Ex: Eu amava estudar sobre o antigo egito. Uma vez sintonizei uma rádio com músicas brasileiras antigas, choros, umas serenatas. Eu podia escutar aquela rádio a noite inteira... apaga a luz e viajava naquele tempo. Eu tinha gosto para a antiguidade aos 17.

Mas aí quando tive que enfrentar o mundo, e a multidão, bateu aquela insegurança. Descobri tardiamente que sofria de ansiedade e outros transtornos psiquicos que estou tratando de ir atrás para resolver. Foram anos de sofrimento mesmo que hoje eu consigo lidar melhor com diversas situações: tipo falar em público.

Bom, o ponto que queria chegar é que temos que nos cuidar integralmente. Tanto cabeça e espírito, tem que equilibrar os dois. Eu faço meditação e yoga a anos, já frequentei casas espíritas, mantenho uma certa conexão espiritual e hoje estou buscando auxílio de um bom psicólogo(a)...rsrs a gente não precisa sofrer tanto sabe? 

Eu fiquei muito curiosa sobre aspectos da mente esses tempos e algo me chamou atenção é que muitos pessoas descobrem, já adultas, que tem algum grau leve de autismo - o que pode ter influência no comportamento de interação. Não foi meu diagnóstico (ainda não tive pelo menos), nem estou supondo que seja o seu. Mas um olhar de fora e profissional pode ser um feixe de luz em meio de tanta informação e podemos descobrir muito sobre nós.

Espero que esteja bem nessa quarentena, para mim está quase normal porque quase não saia hehe mas sinto falta de bater perna, amo caminhar.

Abs!

Paz!

Olá :) Então, eu não tenho muito problema com isso não sabe, embora eu valorize minha própria companhia, eu não tenho dificuldade pra interagir, geralmente sou extrovertido mais em ambientes novos, o meu problema mesmo é como me sinto internamente, eu levo uma vida saudável e cumpro com as minhas obrigações mas tudo parece tão neutro, monótono. Eu também tenho ansiedade, mas sempre busquei superar isso, mesmo que com calmantes naturais, já tive que tomar medicamentos fortes como Rivotril algumas vezes e só isso me fez me sentir normal de fato, mas foram vezes contadas, desde então eu melhorei muito, só sinto dores de cabeça e leves apertos na garganta que consigo suportar. Infelizmente não consigo acompanhamento psicológico pq meus pais não tem como pagar, meu pai diz que já paga muitas coisas pra mim, mesmo que sejam coisas só relacionadas a saúde, mas eu tenho tentado melhorar sozinho. 

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A sensação de falta de propósito trás um desconforto e um senso de vazio terrível, mas por outro lado, são esses desconfortos que impulsionam a gente a não parar de procurar por soluções para nossos problemas. E é nesse processo de procurar, de revirar em todos os lugares, que então a gente cresce, aprende e se conhece. 

Meu conselho seria tentar começar a meditar (se já não fizer) alguns minutos por dia, e principalmente a tentar buscar praticar o mindfulness enquanto faz coisas diárias, comuns. Lavar louça, arrumar a casa, andar na rua, de ônibus, comer, tomar banho, arrumar a cama... todas essas coisas. Sempre tive um pouco disso que você descreve, de desinteresse pela vida, e foi a coisa que melhor me ajudou. Me identifico principalmente com a coisa de tu dizer se sentir meio assexuado e desinteressado por trabalho, estudo, enfim. No meu caso sempre foi desapego com tudo relacionado a rotina, ao dia a dia...  Mas não somos os únicos, tô vendo ultimamente que tem muita gente assim. Talvez seja um problema meio comum por quem se interessa por esses temas de espiritualidade, não sei. Essa "falta de aterramento".

Talvez meu conselho não dê certo pra você, nem o meu conselho nem o de ninguém, porque às vezes é a gente mesmo que tem que se virar e descobrir sozinho. O importante é não parar de procurar. Continue procurando enquanto o vazio continuar aí. ;) 

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Normalmente a pessoa que pensa mais sobre a vida e questiona as coisas a sua volta, porque temos que ser assim, fazer aquilo e isso, que em muitas vezes é de forma mecânica e sem sentimento, algo simples da vida, transformam em um senso para satisfazer seus desejos de vaidade e até se colocar acima do outro, sempre competitivos, sempre "infelizes alegres" acreditando que seguir a vida como ela é, vai ser sua única escolha para ser feliz e de bem com a vida.

Percebem então que essas pessoas decidiram viver como o homem acha que nasceu pra viver, acordando, fazer suas tarefas de casa, ir ao trabalho, sair do trabalho, se divertir bebendo uma cervejinha, voltar pra casa, fazer o que quiser e ir dormir para depois acordar e fazer a mesma mecânica. 

Também tem as pessoas que preferem sair da sociedade e viver em comunidades isoladas, e da mesma forma vivem para acordar, viver e se satisfazer para depois dormir e ir até a velhice, se não se cansam e vão procurar sua felicidade em outro lugar, seja viajando com sua namorada e morando em um trailer ou coisa do tipo.

As pessoas não querem ver que existe um propósito além de viver pro mundo, além de ter sensações de adrenalina, serotonina etc, por viver de forma cômoda, sem preocupações

Mas quem pensa sobre a vida e normalmente acaba vendo, tirando o véu, que a vida é mais que satisfazer o corpo, isso é importante mas não é TUDO.

Basicamente, não vamos nos tornar pessoas melhores por fujir da turbulência da cidade, e a vida mecânica de trabalho, casa, dormir e acordar, não vai te realizar nessa vida, nem que você tenha uma pessoa ótima ao seu lado por toda a vida, você só vai está depositando sua ilusão de felicidade nessa pessoa, é ilusão pq se essa pessoa "sair de baixo de você, vai ser obrigado a enfrentar a corda que estava pendurada na árvore e está enrolado em seu pescoço" e você percebe ela tarde se mais quando a pessoa sai da sua vida.

O que nos sobra é vivenciar a espiritualidade, vivenciar seus fenômenos que nos ajuda a entender o mundo e as consciências nele, que desse modo acaba nos ajudando a compreender nós mesmos, quando compreendemos o mundo e as pessoas acabamos despertando um senso de sensibilidade com as coisas a nossa volta, ao nos tornar pessoas morais acabamos a dá mais valor para vida, não de forma mecânica para satisfazer a vaidade das outras pessoas, mas porque vemos o valor espiritual da coisa

A felicidade alegria pela vida não vai está na vaidade de demostrar quem você é pras outras pessoas, ou seu estilo de vida, sua filosofia etc, vai está na simplicidade de ver o valor de cada coisa, o valor espiritual, ou pelo menos o começo da felicidade está aí...

Então, as coisas oferecidas na vida que proporcionam bem-estar, mais interessam aquelas pessoas que estão entregues para a vida materialista, afinal, para céticos com orgulho e vaidade a zelar o que conta é isso, mostrar pro mundo que eles não tem problemas e são felizes...Mas para aqueles que estão cientes que na vida isso não é o que conta, buscam criar mais suas virtudes do que suas desvirtudes, seus defeitos. Pois no mundo material aqueles imperfeitos são infelizes exemplos, mas saindo do material são somente infelizes mesmo. 

Então, tenha paciência e dê um passo de cada vez na vida, foque no que está ao seu alcance, degrau por degrau, busque fazer algumas caminhadas em locais de natureza e tente perceber e ouvir o ambiente, os pássaros os animais, não precisa tentar ser aceito pelo mundo material, basta seguir nele sem cair nas suas ilusões, tente ter experiências extrafiscas, e admire mais a natureza, isso vai te conectar mais ao lado bom da vida, as virtudes. (Bem, no momento atual do país e do mundo, levaram a dificultar essas coisas, mas quando tudo passar, é só lembrar disso que falei.)

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1 hora atrás, Sembrol disse:

Normalmente a pessoa que pensa mais sobre a vida e questiona as coisas a sua volta, porque temos que ser assim, fazer aquilo e isso, que em muitas vezes é de forma mecânica e sem sentimento, algo simples da vida, transformam em um senso para satisfazer seus desejos de vaidade e até se colocar acima do outro, sempre competitivos, sempre "infelizes alegres" acreditando que seguir a vida como ela é, vai ser sua única escolha para ser feliz e de bem com a vida.

Percebem então que essas pessoas decidiram viver como o homem acha que nasceu pra viver, acordando, fazer suas tarefas de casa, ir ao trabalho, sair do trabalho, se divertir bebendo uma cervejinha, voltar pra casa, fazer o que quiser e ir dormir para depois acordar e fazer a mesma mecânica. 

Também tem as pessoas que preferem sair da sociedade e viver em comunidades isoladas, e da mesma forma vivem para acordar, viver e se satisfazer para depois dormir e ir até a velhice, se não se cansam e vão procurar sua felicidade em outro lugar, seja viajando com sua namorada e morando em um trailer ou coisa do tipo.

As pessoas não querem ver que existe um propósito além de viver pro mundo, além de ter sensações de adrenalina, serotonina etc, por viver de forma cômoda, sem preocupações

Mas quem pensa sobre a vida e normalmente acaba vendo, tirando o véu, que a vida é mais que satisfazer o corpo, isso é importante mas não é TUDO.

Basicamente, não vamos nos tornar pessoas melhores por fujir da turbulência da cidade, e a vida mecânica de trabalho, casa, dormir e acordar, não vai te realizar nessa vida, nem que você tenha uma pessoa ótima ao seu lado por toda a vida, você só vai está depositando sua ilusão de felicidade nessa pessoa, é ilusão pq se essa pessoa "sair de baixo de você, vai ser obrigado a enfrentar a corda que estava pendurada na árvore e está enrolado em seu pescoço" e você percebe ela tarde se mais quando a pessoa sai da sua vida.

O que nos sobra é vivenciar a espiritualidade, vivenciar seus fenômenos que nos ajuda a entender o mundo e as consciências nele, que desse modo acaba nos ajudando a compreender nós mesmos, quando compreendemos o mundo e as pessoas acabamos despertando um senso de sensibilidade com as coisas a nossa volta, ao nos tornar pessoas morais acabamos a dá mais valor para vida, não de forma mecânica para satisfazer a vaidade das outras pessoas, mas porque vemos o valor espiritual da coisa

A felicidade alegria pela vida não vai está na vaidade de demostrar quem você é pras outras pessoas, ou seu estilo de vida, sua filosofia etc, vai está na simplicidade de ver o valor de cada coisa, o valor espiritual, ou pelo menos o começo da felicidade está aí...

Então, as coisas oferecidas na vida que proporcionam bem-estar, mais interessam aquelas pessoas que estão entregues para a vida materialista, afinal, para céticos com orgulho e vaidade a zelar o que conta é isso, mostrar pro mundo que eles não tem problemas e são felizes...Mas para aqueles que estão cientes que na vida isso não é o que conta, buscam criar mais suas virtudes do que suas desvirtudes, seus defeitos. Pois no mundo material aqueles imperfeitos são infelizes exemplos, mas saindo do material são somente infelizes mesmo. 

Então, tenha paciência e dê um passo de cada vez na vida, foque no que está ao seu alcance, degrau por degrau, busque fazer algumas caminhadas em locais de natureza e tente perceber e ouvir o ambiente, os pássaros os animais, não precisa tentar ser aceito pelo mundo material, basta seguir nele sem cair nas suas ilusões, tente ter experiências extrafiscas, e admire mais a natureza, isso vai te conectar mais ao lado bom da vida, as virtudes. (Bem, no momento atual do país e do mundo, levaram a dificultar essas coisas, mas quando tudo passar, é só lembrar disso que falei.)

Eu gosto muito da natureza sabe, me sinto conectado de verdade e é um dos poucos ambientes que eu diria que me sinto bem, eu mesmo, moro em um lugar com bastante mato, campo, outro dia mesmo quando tava indo para o mercado passei por um caminho que mais parecia uma trilha, muito bonito, escuro e dava pra ver diversas estrelas... É justamente isso que eu crítico, viver a vida mecanicamente, como um robô, eu tento viver um dia após o outro, mas quando paro pra refletir nisso percebo que não tem graça, estudar, trabalhar, namorar, parece que nada disso tem graça, mas não me incomoda no final das contas, pelo menos não significativamente, me incomoda as pessoas acharem que isso é tudo na vida e que eu devia seguir esse padrão.

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Bem, na questão do namoro, o que eu acho que lhe incômoda é visão de namorados que as pessoas têm. Ter que achar uma pessoa para fazer sexo e não se sentir sozinho, basicamente.

Agora se você encontrar uma pessoa que tenha pelo menos os mesmos ideais que você, você sentirá uma atração emocional e deve ser isso que você procura, eu acho.

O desenvolvimento da sexualidade começa muito cedo, antes da adolescência você já pode ir se interessando por garotas mais velhas ou suas colegas na escola, e quem nunca teve aquela professora linda né?

Me parece estranho você não ter nenhum interesse desse tipo, pode ser o que eu disse acima, procura emocional para se abrir com a pessoa, mas também pode ser essa falta de gatilho para descobrir a sexualidade. Pode ter casos mas acho provável para pessoas que viveram isoladas ou tiveram maus tratos na infância e essas coisas.

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Pelo que entendi o Gabriel tem interesse sexual, Sembrol, ele só não sente um desejo tão forte por ter uma namorada/parceiras quando em comparação com as outras pessoas de um modo geral.

Em 03/05/2020 at 00:20, gabrieleão disse:

por muito tempo achei que fosse assexual porque não tenho vontade de namorar

Acho que é mais isso que você (Sembrol) disse aqui:

 
 
 
 
Citar

Bem, na questão do namoro, o que eu acho que lhe incômoda é visão de namorados que as pessoas têm. Ter que achar uma pessoa para fazer sexo e não se sentir sozinho, basicamente.

Essa visão errada, mas comum, de que ter alguém e estar em um relacionamento faz curar o sentimento de se sentir sozinho.

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Em 03/05/2020 at 00:20, gabrieleão disse:

...tô acabando o ensino médio e vou tentar entrar em faculdade, .... não é o que eu quero,

....eu tento viver um dia após o outro, mas quando paro pra refletir nisso percebo que não tem graça, estudar, trabalhar, namorar, parece que nada disso tem graça, mas não me incomoda no final das contas, pelo menos não significativamente, me incomoda as pessoas acharem que isso é tudo na vida e que eu devia seguir esse padrão.

 

Graça não tem, mas nem precisa ter. Se tiver você acaba "hipnotizado pela Matrix ". É apenas algo que precisa ser feito. Contanto que você saiba que o único caminho que você tem é seguir em frente, fazer faculdade, adquirir uma profissão, e se tornar financeiramente independente dos seus pais, para então morar sozinho e viver suas escolhas, tá tudo bem.

O que tem que ficar alerta é que tem muita gente nessa idade que fica nesse papo de "não gosto de nada", só para ficar parasitando os pais até depois dos 30, quando aí descobrem que já jogaram fora seu momento e agora será dez vezes mais difícil retomar o rumo. Um certo medo de dar os passos necessários à própria liberdade termina dificultando as decisões da pessoa, porque no fundo ela sabe, que cada escolha que fizer a colocam mais perto de decisões definitivas,  o que vai acionando os gatilhos de ansiedade. Mas é assim mesmo, não é fácil para ninguém nessa  época. Mas só há um caminho, baixar a cabeça e avançar pelo único rumo que existe em direção à própria liberdade: qualificação profissional.

Quanto ao resto, nada tem muito sentido aparente mesmo. O sentido é como  a chama do fósforo, só aparece depois que você atrita a cabeça do fósforo na caixa. Ou seja, a lista de escolhas tradicionais que todo mundo faz fornece uma lista de aprendizados psicológicos que te servem de lapidação psicológica. É esse aprendizado resultantee das experiências que dá o sentido à vida,, não as experiências em si. Outras escolhas podem gerar outros aprendizados, claro,  mas ficar parado não é escolha, é fuga da vida.

Cada etapa, como estudante, profissional, marido, pai, são "personagens-aprendizado", que afetam a forma como você se vê e como se relaciona com o mundo, e isso é aprendizado espiritual de primeira mão, é o próprio sentido da encarnação. O garoto que parou de estudar, não adquiriu profissão ou nunca a exerceu porque faltou coragem, (outro problema comum em pessoas com esse perfil) e ficou  morando com os pais a vida toda, nunca perderá a mentalidade de adolescente imaturo (conheço três  assim, um primo de 45 anos um colega de faculdade hoje com 60 anos, e um conhecido, com 65 anos). Acaba  se tornando um fracasso do ponto de vista da maturação psicológica, joga a encarnação fora.

O Krishnamurti dizia que o sentido da vida é a própria vida. Cabe a cada um de nós encontrá-lo atrás das pequenas rotinas, porque são elas que nos prepararão para as grandes tarefas. Quem não consegue  ser um bom cidadão minimamente competente nos desafios da vida encarnada não se qualifica para aspirar nada acima disso. Como dizia o Gurdijeff, o caminho começa no nivel do "obivatel', que é o termo russo para "um bom dono de casa", ou seja, um cidadão comum responsável, cumpridor dos seus deveres. Primeiro temos que alcançar esse patamar, para só depois sonhar com vôos mais altos. 

Vou deixar aqui um texto da Dion Fortune que toca um pouco nessa questão:

Citar

A SENDA DO LAR DOMÉSTICO

Muitos são os que, ao ter pela pri­meira vez conhecimento da Senda da Iniciação e dos Mestres, que chamam as almas eleitas para o seu serviço, recebem esta nova como uma revelação ou o som de uma trombeta. Não precisam nenhum argumento para se convencerem: toda a sua alma se ergue espontaneamente, em resposta. Os sacri­fícios e as disciplinas da Senda não encerram terrores para eles: tudo o que querem é a oportunidade.

Porém, na maioria dos casos, estas almas não estão li­vres para fazer uso da oportunidade que se lhes oferece: estão atadas às cadeias do dever ou das circunstâncias. A não ser que se interessem pelos direitos e bem-estar dos de­mais, lhes é impossível pôr os pés na Senda. É justo sa­crificar os demais para servir o Mestre? Qual é o dever principal: o serviço dos Mestres ou o serviço da Família e do lar? Esta é uma grande questão, que se repete sem ces­sar, e sua resposta não é tão fácil nem simples como crêem alguns.

Quando uma alma responde espontaneamente a esta chamada da Senda, é evidente não ser essa a primeira vez que a ouviu. Nas vidas passadas atravessou o véu do tem­plo e guarda esta reminiscência em sua mente subconsciente. E se isto é assim, por que lhe vem a chamada num tal mo­mento nesta vida, em que não pode respondê-la a menos que rompa com a fé jurada e esqueça vínculos sagrados?

O carma é o único que pode responder a esta pergunta. Deve existir algo no carma individual que tem que ser liquidado antes da alma se encontrar pronta para entrar na Senda, e as limitações que implicam seus os deveres familia­res caem sobre ela de tal forma que constituem sua disci­plina adequada. O caminho que ela tem de seguir é conhe­cido como a Senda do Lar Doméstico, e é um caminho tão certo e verdadeiro para a Iniciação como qualquer outra dis­ciplinada que possa ser imposta pelas fraternidades ocultas.

Não é um caminho mais rápido nem mais lento do que qualquer outro para a Iniciação. Um construtor pode gastar muito tempo para reunir todos os materiais que necessita para levantar a casa que projetou; pode ser que tenha de preparar estes materiais seção por seção, até passar dias e semanas neste trabalho, sem que nenhuma parede comece a erguer-se. Então, depois de muito trabalho preliminar cui­dadoso e precioso, chega o momento em que já está pronto para reunir as partes que tão laboriosamente foi construindo, e talvez em poucas horas todas as partes perfeitamente ajus­tadas se juntem e encaixem, e toda a construção é levada a cabo.

Outro tanto acontece com a preparação para a Iniciação. O candidato pode empregar muitos anos em sua prepara­ção preliminar, disciplinando a mente e o corpo, aprendendo todas as lições da vida, afrouxando os pretextos de seus sen­tidos e seus sonhos materialistas, enquanto espera pacientemente sua tão desejada admissão aos Mistérios. E depois que a árdua e pesada tarefa for cumprida, chega o momento, talvez já no final de seus dias, em que a oportunidade tão desejada se apresenta. Então descobre que os anos passados em cumprir tão nobremente seus pesados deveres, o eleva­ram, sem que o percebesse a sua consciência, por muitos e diversos graus de disciplina e de iniciação; e quando in­gressar nos Mistérios, passará rapidamente pelo recinto ex­terno e em seguida será admitido no Templo. Se a Vida lhe ensinou as lições da disciplina oculta, o Iniciador Menor não tem necessidade de lhas ensinar, senão que, havendo-as com­provado por sua própria experiência, responsabiliza-se pelo candidato ante o Grande Iniciador.

Deve-se alcançar certo grau de experiência antes de es­tar pronto para a iniciação. As cadeias sensoriais devem ter afrouxado por si mesmas antes de que estejamos em condi­ções de realizar a Grande Renúncia do sentido da vida pes­soal. Há três Iniciadores que nos levam ante o altar dos Mistérios: o Grande Iniciador, que é o Mestre; o iniciador menor, que é o instrutor, e o nosso Eu Superior, que é quem ensina e educa mediante as lições da vida e a realização que essas experiências nos dão.

A disciplina da Senda não pode ser aprendida em livros; só a experiência nos traz a realização. Aceitemos, pois, nos­so carma como nossa primeira iniciação. Lutemos por adqui­rir o domínio de nós mesmos em qualquer circunstância, o que nos proporcionará uma grande serenidade em todas as condições que se nos apresentem. Tem que se suportar o que não se pode remediar. O Adepto é um ser humano de serenidade imperturbável, porque se domina completamente. Devemos adquirir o completo domínio do Reino Astral das Emoções, porque uma vez que o tenhamos conseguido, tere­mos a chave do Mundo Astral na mão, pronta para ser em­pregada quando o Iniciador nos levar ao seu umbral.

De outro lado, é nosso dever iniludível, como cavaleiros e cruzados de Deus, resistir a todas as injustiças e impor a lei da harmonia em qualquer lugar onde Deus nos colocar. "Qualquer coisa que tua mão encontre para fazer, faze-a com toda a tua força.” O que pode ser remediado não há porque suportá-lo, se o valor e engenho humano encontrarem a forma de fazê-lo.

Não devemos permanecer boquiabertos, sentados, aca­brunhados sob o peso de um mal remediável, nem queixar-nos continuamente de um mal irremediável. Devemos acei­tar voluntária e alegremente as coisas, ou repeli-las valente e decididamente.

Se vivemos nossa vida diária de acordo com os Princí­pios Cósmicos, iremos liquidando qualquer carma que te­nhamos que pagar nesta encarnação, conquistando assim a libertação. Da experiência assim adquirida provém a pre­paração da alma e seu rápido avanço nos Mistérios, uma vez que já se tenha ganho o direito de ser admitido nos mesmos.

Há muitas causas que podem atar-nos com as cadeias do dever às personalidades e trabalhos comuns da vida, ao mesmo tempo que nossa alma deseja ardentemente servir os Mestres e combater a maldade espiritual em altas esferas. É possível que tenhamos fracassado em algumas provas no passado e agora tenhamos que repassar por elas. Podemos observar exemplos disto ao nosso redor todos os dias. Um estudante pode ser aprovado com brilhantismo em todas as matérias de seu grau, porém pode ter fracassado em uma delas apenas, sendo-lhe então impossível obter o diploma. Deve voltar a estudar novamente, sendo até possível que fracasse mais de uma vez antes que algum exame elementar de matemática ou línguas lhe dê a passagem definitiva.

Tal soi acontecer com a alma na qual podemos perce­ber elevadíssimas aspirações, porém que ainda se encontra ligada a seus deveres mundanos. Com toda certeza essa alma estará completando alguma das provas preliminares tão essenciais para obter êxito nos trabalhos do Ocultismo apli­cado. Uma vez passadas essas provas, poderá alcançar o grau superior, que talvez em grande parte já tenha com­pletado.

Acontece também algumas vezes que almas que já ti­nham avançado muito nos Mistérios, se deixem prender de novo por laços do amor «humano e forjem novas cadeias cármicas. Então, nas vidas seguintes terá de liquidar essas novas dívidas. Algumas vezes estes desvios se devem a paixões dos sentidos; outras vezes pode ser um motivo su­perior o que determine a escolha, e por pura compaixão uma alma que já viajou muito ràpidamente pode volver-se para estender sua mão amiga a algum ser querido que anda muito devagar. Raramente se pode julgar a sabedoria de alguma decisão tomada nas vidas passadas, mas sempre restam obri­gações para satisfazer. E se escolheu a piedade e paciência, tem de aceitá-las agora voluntária e alegremente, se é para colher o bom carma assim criado.

No entanto, não basta reconhecer que a escravidão dos deveres do lar possa ser uma dívida cármica, nem basta compreender que é o Caminho da Luz. Se o lar deve con­verter-se num Templo de Iniciação para a alma, todos os seus deveres devem ser realizados como um ritual. Enquanto odiarmos ou nos enfastiarem os humildes deveres do lar, em­bora os executemos com a maior fidelidade, esse lar não poderá ser um Templo. Se os executarmos mal, então "fracassaremos na iniciação",  isso, como o sabe todo estudante de ocultis­mo, é coisa muito séria e grave.

Com o objetivo de fazer do lar um Templo de Iniciação para a alma, todos os deveres devem estar dominados por dois ideais: amor e beleza. Seus serviços têm de ser pres­tados com simpatia e alegria, e devemos fazer que todos os seus detalhes sejam formosos. Mesmo na habitação mais desnuda e desprovida, pode criar-se uma atmosfera de lim­peza e ordem perfeitas. Se sequer eliminássemos o supér­fluo de nossas casas e conservássemos o que ficasse em per­feita ordem, teríamos conseguido a beleza perfeita, como bem pode demonstrá-lo o desnudo refeitório de um convento.

Se nossos problemas familiares são muito difíceis, po­nhamos imaginativamente uma boa poltrona no lar e um lugar na mesa para o Hóspede Invisível, e vivamos nossa vida e façamos nosso trabalho sob a luz dessa Presença In­visível.

Se dirigimos nossos lares com amor impessoal e desin­teressado, e com serenidade de coração, sem esperar nenhu­ma recompensa e cumprindo nossos deveres para satisfazer as necessidades daqueles aos quais assistimos, nossa casa será um verdadeiro Templo do Fogo do Lar, onde podemos cer­tamente receber a Iniciação. Mas recordemos sempre que deve existir a serenidade de coração tanto como o fiel cum­primento do dever. Esta serenidade é a prova de que ven­cemos o Carma. Enquanto estivermos dando murros em ponta de faca, teremos ainda que aprender alguma coisa de nossas circunstâncias.

Tratemos de manter nossos lares sempre prontos para o advento do Cristo caminhante, Aquele que, segundo o anti­go relato, vai e vem entre os homens, dizendo: “As raposas da terra têm seus covis e as aves do ar seus ninhos, porém o Filho do Homem não tem onde reclinar sua cabeça."

Para que Ele venha, não basta que a casa esteja limpa e engalanada, porém que o espírito do lar floresça em paz e boa vontade e, sobretudo, em serenidade, que é a ver­dadeira chave do lar.

 

Aliás, nessa questão de ver sentidos profundos em coisas da vida comum um livro que eu indicaria e que me surpreendeu muito quando li foi este:

 https://www.amazon.com.br/Relacionamentos-para-leigos-Frederico-Mattos/dp/857608855X

Eu diria que o cara vê o relacionamento amoroso como um "treino fundamental para formar  um ser humano melhor". Eu queira ter lido esse livro antes de ter casado, mas só li uns 15 anos depois de me separar. 

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Amigo,

A razão de você se sentir um velho é o acúmulo de conhecimento inútil em sua mente, e crenças que não foram ainda questionadas. A verdadeira causa da velhice na maioria dos casos não é orgânica, mas sim meramente mental. Portanto, tente sair dessa prisão mental que criou para si mesmo; livre-se do mar de conceitos que te atormenta e viva como um neném recém nascido, vendo toda experiência como algo novo e fonte de aprendizado e conhecimento.

O desfrutamento dos prazeres em si não é o sentido da vida... Essas coisas vão e voltam. Nenhuma experiência é constante, e nada nunca se repete. Apenas VOCÊ permanece. Portanto, o propósito da vida pode ser encontrado no desenvolvimento pessoal, porém, mais importante que o desenvolvimento pessoal é ter a consciência de seu SER verdadeiro. Dessa forma a vida ocorrerá de maneira bem mais fluida para você.

Prazeres, diversão, entretenimento, relacionamentos etc são apenas o "bônus" da vida. Porém agir com sabedoria, e ser um mestre do seu corpo é o "suco" da vida. Sabedoria traz liberdade, e liberdade é a maior das felicidades 

No mais, entenda que vc está PASSANDO POR UMA FASE. Isso também irá passar. 

Talvez os prazeres da vida que vc tinha no passado nunca retornarão, porém entenda que seu estado atual de dissatisfacao atual não é permanente também e pode ser o portal para um grande aprofundamento em sua vida que pode proporcionar muita diversão futura para você e a descoberta de diversas gemas de sabedoria.

Outra maneira de se ver a vida: talvez tudo isso é uma espécie de entretenimento divino produzido por uma força maior. Não seria cada pessoa um personagem, e o mundo um grande drama? Talvez sim, talvez não. No fim das contas quem deve descobrir é você.

Abraços.

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22 horas atrás, sandrofabres disse:

Graça não tem, mas nem precisa ter. Se tiver você acaba "hipnotizado pela Matrix ". É apenas algo que precisa ser feito. Contanto que você saiba que o único caminho que você tem é seguir em frente, fazer faculdade, adquirir uma profissão, e se tornar financeiramente independente dos seus pais, para então morar sozinho e viver suas escolhas, tá tudo bem.

O que tem que ficar alerta é que tem muita gente nessa idade que fica nesse papo de "não gosto de nada", só para ficar parasitando os pais até depois dos 30, quando aí descobrem que já jogaram fora seu momento e agora será dez vezes mais difícil retomar o rumo. Um certo medo de dar os passos necessários à própria liberdade termina dificultando as decisões da pessoa, porque no fundo ela sabe, que cada escolha que fizer a colocam mais perto de decisões definitivas,  o que vai acionando os gatilhos de ansiedade. Mas é assim mesmo, não é fácil para ninguém nessa  época. Mas só há um caminho, baixar a cabeça e avançar pelo único rumo que existe em direção à própria liberdade: qualificação profissional.

Quanto ao resto, nada tem muito sentido aparente mesmo. O sentido é como  a chama do fósforo, só aparece depois que você atrita a cabeça do fósforo na caixa. Ou seja, a lista de escolhas tradicionais que todo mundo faz fornece uma lista de aprendizados psicológicos que te servem de lapidação psicológica. É esse aprendizado resultantee das experiências que dá o sentido à vida,, não as experiências em si. Outras escolhas podem gerar outros aprendizados, claro,  mas ficar parado não é escolha, é fuga da vida.

Cada etapa, como estudante, profissional, marido, pai, são "personagens-aprendizado", que afetam a forma como você se vê e como se relaciona com o mundo, e isso é aprendizado espiritual de primeira mão, é o próprio sentido da encarnação. O garoto que parou de estudar, não adquiriu profissão ou nunca a exerceu porque faltou coragem, (outro problema comum em pessoas com esse perfil) e ficou  morando com os pais a vida toda, nunca perderá a mentalidade de adolescente imaturo (conheço três  assim, um primo de 45 anos um colega de faculdade hoje com 60 anos, e um conhecido, com 65 anos). Acaba  se tornando um fracasso do ponto de vista da maturação psicológica, joga a encarnação fora.

O Krishnamurti dizia que o sentido da vida é a própria vida. Cabe a cada um de nós encontrá-lo atrás das pequenas rotinas, porque são elas que nos prepararão para as grandes tarefas. Quem não consegue  ser um bom cidadão minimamente competente nos desafios da vida encarnada não se qualifica para aspirar nada acima disso. Como dizia o Gurdijeff, o caminho começa no nivel do "obivatel', que é o termo russo para "um bom dono de casa", ou seja, um cidadão comum responsável, cumpridor dos seus deveres. Primeiro temos que alcançar esse patamar, para só depois sonhar com vôos mais altos. 

Vou deixar aqui um texto da Dion Fortune que toca um pouco nessa questão:

 

Aliás, nessa questão de ver sentidos profundos em coisas da vida comum um livro que eu indicaria e que me surpreendeu muito quando li foi este:

 https://www.amazon.com.br/Relacionamentos-para-leigos-Frederico-Mattos/dp/857608855X

Eu diria que o cara vê o relacionamento amoroso como um "treino fundamental para formar  um ser humano melhor". Eu queira ter lido esse livro antes de ter casado, mas só li uns 15 anos depois de me separar. 

Obrigado pela resposta e pela sugestão de leitura... Quando você falou sobre pessoas que nunca chegaram a exercer uma profissão ou a que desejavam e "parasitavam" os pais, me fez lembrar meu pai... Sei que não tem a ver com o assunto desse tópico, mas ele é exatamente assim, durante uma época cheguei a achar que tinha problemas mentais, mas ele parece um adolescente, mesmo que com 60 anos, morou com a mãe até ela morrer, até uns 40 e poucos anos e desesperado precisava de alguém pra "cumprir esse papel" aí achou minha mãe, eu identifiquei demais ele nessa parte. Parece que cumprimos papeis invertidos porque ele que é o adolescente imaturo 😕

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9 horas atrás, Jhana disse:

Amigo,

A razão de você se sentir um velho é o acúmulo de conhecimento inútil em sua mente, e crenças que não foram ainda questionadas. A verdadeira causa da velhice na maioria dos casos não é orgânica, mas sim meramente mental. Portanto, tente sair dessa prisão mental que criou para si mesmo; livre-se do mar de conceitos que te atormenta e viva como um neném recém nascido, vendo toda experiência como algo novo e fonte de aprendizado e conhecimento.

O desfrutamento dos prazeres em si não é o sentido da vida... Essas coisas vão e voltam. Nenhuma experiência é constante, e nada nunca se repete. Apenas VOCÊ permanece. Portanto, o propósito da vida pode ser encontrado no desenvolvimento pessoal, porém, mais importante que o desenvolvimento pessoal é ter a consciência de seu SER verdadeiro. Dessa forma a vida ocorrerá de maneira bem mais fluida para você.

Prazeres, diversão, entretenimento, relacionamentos etc são apenas o "bônus" da vida. Porém agir com sabedoria, e ser um mestre do seu corpo é o "suco" da vida. Sabedoria traz liberdade, e liberdade é a maior das felicidades 

No mais, entenda que vc está PASSANDO POR UMA FASE. Isso também irá passar. 

Talvez os prazeres da vida que vc tinha no passado nunca retornarão, porém entenda que seu estado atual de dissatisfacao atual não é permanente também e pode ser o portal para um grande aprofundamento em sua vida que pode proporcionar muita diversão futura para você e a descoberta de diversas gemas de sabedoria.

Outra maneira de se ver a vida: talvez tudo isso é uma espécie de entretenimento divino produzido por uma força maior. Não seria cada pessoa um personagem, e o mundo um grande drama? Talvez sim, talvez não. No fim das contas quem deve descobrir é você.

Abraços.

Obrigado pela resposta, mas sabe, eu não estou num estado de insatisfação ou coisa parecida, é apenas uma coisa bem neutra, eu nunca aproveitei alguns dos supostos prazeres da vida, como os da adolescência, mesmo que com 17 anos, e na real eu nunca liguei pra isso, eu sinto mais um sentimento de indiferença em relação ao dia a dia, à vida, neutralidade.

 

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Gabriel, se precisar de atendimento médico especializado e não tiver condições procure o CAPS da sua cidade. Talvez não esteja funcionando 100% agora devido a crise mas deve estar parcial porque é um serviço essencial.

Referente a espiritualidade nossos colegas já deixaram muitas dicas bacanas. Mindfulness é realmente maravilhoso. Há muitos caminhos para a conexão, vá testando aos poucos, veja qual tu se identifica.

Abs!

 

On 5/5/2020 at 12:14 AM, gabrieleão said:

Olá :) Então, eu não tenho muito problema com isso não sabe, embora eu valorize minha própria companhia, eu não tenho dificuldade pra interagir, geralmente sou extrovertido mais em ambientes novos, o meu problema mesmo é como me sinto internamente, eu levo uma vida saudável e cumpro com as minhas obrigações mas tudo parece tão neutro, monótono. Eu também tenho ansiedade, mas sempre busquei superar isso, mesmo que com calmantes naturais, já tive que tomar medicamentos fortes como Rivotril algumas vezes e só isso me fez me sentir normal de fato, mas foram vezes contadas, desde então eu melhorei muito, só sinto dores de cabeça e leves apertos na garganta que consigo suportar. Infelizmente não consigo acompanhamento psicológico pq meus pais não tem como pagar, meu pai diz que já paga muitas coisas pra mim, mesmo que sejam coisas só relacionadas a saúde, mas eu tenho tentado melhorar sozinho. 

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