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Morte do ego (Gnose)


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Graças ao fórum aprendi um pouco sobre gnose, no entanto tenho algumas dúvidas que podem ser bestas mas não sei pq sou leigo:

1: precisamos despertar esses 3% de consciência livre para começar a de fato eliminar o ego ?

2: não duvido da eficácia do método da gnose para eliminar o ego, mas ela realmente libera,seja oque for, consciência aprisionada ou apenas elimina um defeito psicológico ?

 

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São dois processos diferentes.

Na gnose ensinamos que as pessoas tem em geral só uns 3% de essência livre. 

Mas esses 3% estão em geral dormindo. Quando se fala de despertar a consciência é desses 3% aí. Quando se fala em lucidez significa botar esses 3% para funcionar. Mas eles voltarão a cochilar, é uma luta diária. 

DESPERTAR a consciência, como experiência mística,  significa ativar de forma permanente a lucidez desse %. E na gnose se fala que para isso serve o Samadhi durante a meidtação.

Então voce trabalha diariamente com a técncia de morte do ego durante anos para AUMENTAR aqueles  3%. de essência livre Digamos que num dado momento tenha 10% de essência livre. Mas esses 10% estão desperots? Não. Estão livres, mas não foram despertados ainda. Para despertá-los você tem que passar por um Samadhi. Só então esses 10% ficam ativos, acordados, e não dormem mais. Aí segue trabalhando com a te´cncia de morte e chega a 20% de essêcia livre. Tem 20% de consciência? Não, tem aqueles 10% ainda, precisa atingir outro Samadhi para que desperte os 20%.

Então é um trabalho combinado: uma coisa é matar o ego e liberar essência. Outra é acordar essa essência em todo o seu potencial.

A liberação da consicência aprisionada é resultado da eliminação de um defeiot psicológico. Assim como quebrar uma garrafa contendo líquido libera o líquido. O ego é essencialmente cristalização de padrões mentais em torno de um núcleo de consciência. Eliminar a casca faz com que a parte liberada se una ao resto que é a parte livre. Mas sempre ainda precisará esse despertar da consicência pelos Samadhis para ir despetando o que vai sendo liberado.

 

 

 

 

 

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3 horas atrás, sandrofabres disse:

São dois processos diferentes.

Na gnose ensinamos que as pessoas tem em geral só uns 3% de essência livre. 

Mas esses 3% estão em geral dormindo. Quando se fala de despertar a consciência é desses 3% aí. Quando se fala em lucidez significa botar esses 3% para funcionar. Mas eles voltarão a cochilar, é uma luta diária. 

DESPERTAR a consciência, como experiência mística,  significa ativar de forma permanente a lucidez desse %. E na gnose se fala que para isso serve o Samadhi durante a meidtação.

Então voce trabalha diariamente com a técncia de morte do ego durante anos para AUMENTAR aqueles  3%. de essência livre Digamos que num dado momento tenha 10% de essência livre. Mas esses 10% estão desperots? Não. Estão livres, mas não foram despertados ainda. Para despertá-los você tem que passar por um Samadhi. Só então esses 10% ficam ativos, acordados, e não dormem mais. Aí segue trabalhando com a te´cncia de morte e chega a 20% de essêcia livre. Tem 20% de consciência? Não, tem aqueles 10% ainda, precisa atingir outro Samadhi para que desperte os 20%.

Então é um trabalho combinado: uma coisa é matar o ego e liberar essência. Outra é acordar essa essência em todo o seu potencial.

A liberação da consicência aprisionada é resultado da eliminação de um defeiot psicológico. Assim como quebrar uma garrafa contendo líquido libera o líquido. O ego é essencialmente cristalização de padrões mentais em torno de um núcleo de consciência. Eliminar a casca faz com que a parte liberada se una ao resto que é a parte livre. Mas sempre ainda precisará esse despertar da consicência pelos Samadhis para ir despetando o que vai sendo liberado.

 

 

 

 

 

Obg Sandro, já dissipou minha ilusão de que conseguiria despertar esses 3% pra ter mais facilidade dps kkkkk, pesquisei e vi que o Samdhi ainda é uma realidade muito distante para mim. Vou mudar o foco

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Pois é, ehehe. Esse tipo de detalhe é meio intimidador, mas acho que é por causa dos rótulos atrelados a esses termos.

Mas lembre-se: quando você  se esforça para tomar decisoes com lucidez, sem se deixar levar por emoções inferiores, tentando escolher a melhor resposta a cada situacao do dia a dia ( bem como na projecao), está acordando por poucos segundos o que tem livre, sejams os 3% , sejam os 10%. A questao do Samadhi é que ele gera um despertar contínuo DESSE percentual. Mas qualquer  % maior de essência livre, ainda que disponível  despertares curtos apenas nos momentos criticos, te ajudará a tomar decisões melhores para sua vida.

É aquele lance de dar um passo de cada vez.

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Sandro, eu to lendo o livro "A Águia Rebelde", e em um determinado trecho o Rabolú diz "não é que estão afundando, a humanidade já está afundada, já está afundada..."

Cara, deu até um arrepio isso..rs

Quando ele diz isso, é porque todos NÓS já estamos condenados ao abismo e que é agora ou nunca a hora de trabalhar sobre si? Ou ele fala isso em relação ao Planeta Terra, onde os entulhos do Ego vão ficar por aqui mesmo se levando ao Abismo enquanto os que tem chances vão para outros planetas terem outras oportunidades ?

Quando se diz que é o fim dos tempos, como devemos assimilar isso ? Pois essa parte eu ainda não li o suficiente pra assimilar, pois tem a questão das 108 vidas, mas ao mesmo tempo não estamos todos na mesma contagem certo ? Então como poderia estar a humanidade condenada se existem algumas variações de número encarnações para cada um?

Imagino que alguns estariam mais perto das 108 encarnações e já num ponto quase sem volta e chances de recuperação, mas dizer que a humanidade está condenada me dá a impressão que a conta não fecha. 

Além disso, vamos supor que a essência teve mais de 108 encarnações para se recuperar, e realmente não teve jeito, os Egos continuaram a levá-la pro abismo sem que houvesse mais oportunidades de encarnações... onde entraria o arrependimento nessa história? Caso ocorra o arrependimento, ele acelera o processo de involução ou inverte a situação dando novas chances sem que ocorra a segunda morte ?

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Olha, vamos colocar "uns pingos nos is" de arrancada: 

Em 1993, época desse livro, que acho uqe e de 1991,  o Rabolu disse que ate o ano 2000 2/3 da humanidade teria perecido em guerras nucleares, catástrofes naturais, etc.

Estou esperando ate hoje....

 

 

Nessa época eu tinha 23 anos, tinha largado a engenharia química na metade porque passei num concurso, e resolvi entao cursar uma faculdade a noite. Naquela época o controle de atividades de um membro gnostico exigia 96 atividades semestrais  (4 por semana), mas quem trabalhava e estudava podia fazer a metade, 48, duas por semana. Isso permitia fazer uma sabado e uma domingo (só contava uma por dia, eu chegava a fazer 6 atividades por dia (aulas coordenação de fogueios, ajudar na recepção, pratica na sala de pratica ocm os alunos) , mas só valia 1.

Mas aí com esse papinho de "o mundo ja vai acabar!" cortaram esse negócio de poder fazer só 48 atividades por semestre, de modo que quem nao conseguisse cumprir as 96 presencas caia de volta para a fase A por 6 meses e só voltaria a ser membro de fase C caso cumprisse as 96 presencas direito nesses 6 meses,  o que seria impossivel para mim, porque ficaria preso na faculdade por 5 anos. Então saí fora.

E eles mudaram esse negócio das presencas por causa dessa mentalidade:

 "Afinal o mundo está acabando, porque as pessoas estão perdendo tempo com esse negócio de estudar? As pessoas tem que se decidir, afinal "los tempos del fin ha jegado!".

E eu sempre pensei o seguinte: "Não se resolve na correria o que não se resolveu no tempo apropriado". Vou seguir meus planos porque se o mundo acabar, meus problemas acabam junto com ele, mas se não acabar, terei mais problemas por não ter resolvido adequadamente minha existência material na idade adequada.

E não é que ainda estamos aqui quase 30 anos depois? Ehehe

E depois do bug do milênio, depois do fim do mundo em 2012,,,, agora ja estamos concluindo que os Maias se atrapalharam e pelos cálculos o negócio é em 2021.. e ja tem profecia de asteróide para 2036.....

Então esses papinhos apocalípticos... isso sempre tem,  não dá para levar essas coisas muito a sério porque parecem mera contaminação vindo das religiões.

Evolução consciencial  não é prova de marcar do vestibular, em que você vê que o tempo está acabando e chuta as respostas para ver se acerta algumas. É mais como se fosse prova discursiva, em que você tem que explicar em detalhes um determinado conceito. Se você não compreende o conceito, o fato de ter pouco tempo ou muito tempo é irrelevante porque a compreensão não pode ser acelerada na marra. Se na prova discursiva você tentar escrever "qualquer coisa" você será reprovado porque deu as respostas erradas. Entoa não há como apressar nada, cada um segue no seu tempo, no seu ritmo de compreensão, porque esse trabalho não é mecânico. Logo, o melhor é ignorar esse tipo de papo com marcos temporais.

Você pode fazer uma maior QUANTIDADE de práticas, mas sem compreensão adequada, elas serão apenas práticas cegas e portanto não atingirão o resultado almejado, então não adianta correr contra o relogio nesses assuntos.

Portanto, eu ACREDITO que o Rabolu falou essas coisas para estimular as pessoas a se mexer, mas você não pode considerá-las mais do que meras "mensagens de caráter geral".

Em 18/01/2021 at 18:25, mvnobrega disse:

Quando ele diz isso, é porque todos NÓS já estamos condenados ao abismo e que é agora ou nunca a hora de trabalhar sobre si? Ou ele fala isso em relação ao Planeta Terra, onde os entulhos do Ego vão ficar por aqui mesmo se levando ao Abismo enquanto os que tem chances vão para outros planetas terem outras oportunidades ?

Ele se refere a humanidade terraquea, que somos nós. Cada planeta tem 7 raças e então vira um planeta estéril, sem vida. 

As primeras duas raças nunca são físicas, estão descendo para o plano da matéria. A terceira raça é metade n plano etérico e metade no plano físico. 

A quarta raça é toda no físico.

A quinta raça começa o caminho de retorno, metade no físico e metade no etérico, subindo de volta 

A sexta e sétima raças não são no plano físico.

E cada raça tem quatro idades: ela começa no auge, porque acabou de passar por um "apocalipse" em que os atrasados sao trnasmigrados para outro planeta mais primiivo, e vai degenerando, porque o ego não evolui , so fica mais forte com o tempo, se a pessoa nãofizer esforços CONSCIENTES para despertar.

As idades são Ouro, Prata, Cobre e Ferro, se nao me engano. Isos é coisa lá dos gregos acho.

No apocalipse quando se pergtuna sobre quando ocorrrerá, se diz que é em tempo, tempos, e metade de um tempo. Um tempo é uma "idade". Entoa sabe-se por esse simbolismo que o apocalipse de uma raça ocorre na metade da idade de ferro (tempo=ouro, tempos:prata e cobre, 1/2 tempo= 1/2 da idade de ferro)

Então em tese estamos vivendo esse tempo. Mas idade de ferro é a Kali Yuga, que se ovcê pesquisar.. é longa... então a metade de algo muito longo tem um grau de imprecisao que não é nada prático para falarmos em datas, ou ´decada, ou século.

Também na gnose se fala que estamos todos mais ou menos na 107 ou 108 encarnação do últio ciclo das 3 mil  voltas. Mas claro, como são 3 mil ciclos de 108. Logo, todos desceram umas 3 mil vezes ao abismo, logo.. porque se preocupar? eheheh. Ou você acaba com sue ego ou a natureza acaba com ele. O que importa é que o que não presta chega ao fim, não é preocupante.

Sinceramente esse papo de estarmos todos mais ou menos no mesmo estágio eu não engulo. É gritante a diferença entre certos tipos de pessoas. Enquanto uns ainda se deleitam em todos os prazeres do mundo material achando que a meta da existência é "experienciar sensações", outros estão já entediados como Salomão no Eclesiastes. É meio óbvio que tem gente que chegou aqui há pouco, por isso se divertem tanto com coisas tão passageiras. Entoa acho que essas epxlicações são para você ter uma "moldura racional" para compreender o processo de forma organizada. Não esqueçamos algo que cada vez é mais aceito na espiritualdiade:  o tempo está mais ligado à percepção da nossa mente encarnada. Passado, presente e futuro provalmente coexistem, logo, falar me etapas e prazos tem mais a ver com a percepção de vigílai do que com a forma como os processos espituais realmente ocorrem.

Em 18/01/2021 at 18:25, mvnobrega disse:

Além disso, vamos supor que a essência teve mais de 108 encarnações para se recuperar, e realmente não teve jeito, os Egos continuaram a levá-la pro abismo sem que houvesse mais oportunidades de encarnações... onde entraria o arrependimento nessa história? Caso ocorra o arrependimento, ele acelera o processo de involução ou inverte a situação dando novas chances sem que ocorra a segunda morte ?

O arrependimento é um conceito meio "novela meixcana". O arrependimento é fruto da morte do ego. Quando um ego seu que era adúltero foi eliminado, aí voce nao tem mais chances de repetir aquele ato, só então pode dizer que se arrependeu e portanto não o cometerá mais. Enquanto o ego que cometue aquele erro existir, não há arrependimento real.

Mas na gnose se usa essa expressão, que a última porta que se fecha é a do arrependimento. Então mesmo após começar a descer para  o abismo uma pessoa pode ser retirada de lá caso se "arrependa".

E que os  mestres trabalham nas infradimensões para retirar os que se arrependem, mas que em geral só há arrependimentos no primeiro dos círculos dantescos, porque claro: quanto mais vocêse afunda no abismo, mais dificil as coisas são para quem vive la. Tanto que para nós projetores é mai dificil lembrar de experienias nas zonas mais profundas do que da zona dos desencarnados que estao entre uma encarnação e outra. Um dos mestres que trabalha lá e Judas, que segundo a gnose era o apóstolos mias elevado e que foi por isso que a ele coube a tarefa da traição. Isso sempre soou meio absurdo nas aulas de gnose, os alunos que vieram de uma formação familiar religiosa achavam esdrúxulo, mas em 1976 descobriram o evangelho de Judas que só foi traduzido em 2006 e confirma  o que o Samael ja falava (o Samael morreu em 1977)

https://super.abril.com.br/historia/o-evangelho-segundo-judas/

Mas claro, pode ser apenas uma fake news de 2 mil anos que foi cuidadosamente passada de boca em boca dentro das escolas esotéricas, ehehh

https://www.gnosisonline.org/teologia-gnostica/judas-iscariotes-e-seu-evangelho/

Aí voce recorda lá do Nosso Lar, do resgate do André luis no vale dos suicidas. Ou das obras do Saraceni, como Guardião da Meia noite, ou  Diálogos com  executor.... Ou mesmo em projeções. Tive bem poucas em que estava em zonas bem pesadas. Numa delas os espíritos tinham a forma de metade humana metade lagarta. Não tinham pernas, só braços e o tronco até a cintura, e o resto era uma forma larval de uns 2m de comprimento, mas da largura do quadril ou mais. Mas mesmo a metade humana era toda deformada. Eram raivosos e muito amedrontados também, como se fossem  cavalos selvagens assustados. Lembro que quando entrei para retirá-las dali alguns se assustaram tanto que correram descontroladamente para fora e alguns se batiam contra as paredes da caverna, sem encontrar a saída. Tive que emitir uma energia de calma para que esses que nao acharam a saída ficassem tranquilos e saíssem dali devagar, sem se machucarem contra as pedras. 

Se olhar lá nos livro citados verá que o "arrependimento" só vem depois de muita "fritura". Ou seja, é um processo de erosão do ego que acontece ali. Eventualmente alguém passa por uma erosão parcial e isso já o qualifica para tentar de novo, e daí são resgatados. Mas me geral a maioria ali nao  quer saber, estão agindo como viciados em droga, sexo, violência. Estão convictos no erro, entoa, vão até o fundo mesmo, precisando passar  pela erosão completa do ego , para poderem sair dali .Lembra que o Ramatis esclarece o Fisiologia da Alma que todos os vícios do encarnado ficam mais intensos após ele desencarnar?  Não é só os vícios, é tudo da parte emocional. Então quem se deu mal e desceu para o umbrlazão, "desce com vontade", eheheh, porque essas tendências ficam mais forte ainda ao ficarem livres da carne.

 

Mas no caso do sujeito conseguir uma nova chance,  não acelera o processo, interrompe a descida e a pessoa retorna à superfície do planeta, levada pelas equipes socorristas.

 

 

 

 

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Vlw Sandro, sempre muito esclarecedor..

Quando você explica realmente encaixa melhor as coisas. Os caras são Mestres, mas vira e mexe gente acha incoerências no que eles dizem que não deviam acontecer. Tentei achar os trechos aqui mas como o Rabolú vai e volta no mesmo assunto eu não to achando.. Mas em um trecho do Livro ele diz algo assim: "Você não deve apontar fulano e dizer onde ele está, pois quem o procura talvez seja seu assassino e você vai colaborar" mais o menos isso, mas... la na frente em outra parte do livro ele está falando sobre traição e pergutam a Rabolú algo assim: "o que fazer se descobrirmos uma traição?"

E daí ele vai e diz que deve contar para quem foi traído, e ainda dizer quem foi e onde foi..

Imagino que deve ter motivos, não sei, mas não faz o menor sentido vc nao denunciar o localização de uma pessoa pra um suposto assasino, mas ao mesmo tempo denunciar uma traição dizendo quem foi e aonde, a chance de acabar em tragédia ou morte também é grande. Nesses caso penso que seria mais adequado uma insinuação só pra abrir o olho de quem foi traído não ? 

Esses detalhes as vezes da umas chateadas

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Em 20/01/2021 at 13:56, mvnobrega disse:

Os caras são Mestres, mas vira e mexe gente acha incoerências no que eles dizem que não deviam acontecer.

Na maioria das vezes a contradição é apenas aparente.

Vamos ver o caso que você cita:

Citar

P. – Porém, Mestre, dizer mentiras, não é por fanatismo, porém, dizer mentiras, não é pecar contra o Pai?


V.M. – Toda mentira é pecar contra o Pai. Porém, ao se começar, pois, nos cabe isto... O caso, por exemplo, da secretária, falemos, ou secretário, pois se está
começando o caminho e tem que se mentir enquanto isso
. Já mais adiante, é de acordo com a responsabilidade do iniciado, já mais adiante, mentir, é grave. No começo, pode fazê-lo, sim.


P. – Mestre, e por dizer uma mentira, por exemplo, por dizer a verdade pode-se também sofrer um percalço com uma autoridade policial, por exemplo,
porque se diz a verdade. 


V.M. – Não, e olhe quantos! É que, olhe, de acordo com as circunstâncias, quantas vezes estão buscando um fulano e a gente poderia dizer "homem, não sei!".
Pode havê-lo visto e se vai e se diz, "sim, está lá em tal parte" e vão e o matam. Não se carrega culpa aí? É que de acordo com as circunstâncias se deve atuar. Não?
Porque assim aconteceu aqui na Colômbia muitas vezes isso. A pessoa, para não mentir, diz, "sim, eu o vi, em tal parte está". Vão e o matam, por conta de quem o
divulgou.


P. – Mestre, essas são as que se chamariam mentiras piedosas? 


V.M. – Por exemplo, numa coisa dessas tal, o mesmo; diz-se: "Homem, não o vi!".Uma mentira piedosa. De modo que estão vendo vocês que o caminho iniciático
é estrito e rigoroso. Agora, por exemplo, como lhes estou dizendo, começando, passa-se mal cozido, aí se passa cambaleando. Porém, já nas outras iniciações, já tem que ser
muito rigoroso. É tudo muito rigoroso.

Como essas coisas são entrevistas orais, fica essa confusão textual, ninguém quer cortar as palavras do mestre, kkkk. Mas se você consegue deletar o lixo da comunicação oral contaminando as frases, percebe que o que ele está dizendo é que toda mentira tem lá seu carma (faltar com a verdade pecado contra o Pai. Daquela tríade Pai, Filho, Espírito Santo), porém você sempre tem que avaliar as circunstâncias para tomar suas decisões. 

O Rabolu sempre foi muito "pé no chão". Por exemplo, em algum desses livros de perguntas perguntaram a ele se fosse entrar um ladrão na casa, ameaçar estuprar, matar , como se defender? om uma conjuração talvez? E ele responde que pegaria o que achasse e tascaria na cabeça do cara para matá-lo, porque é melhor o carma do assassinato do que o carma de bancar o santarrão e deixar a família ser violentada e/ou morta. 

Ou seja: estamos encarnados, as vezes não é possível sair incólume carmicamente, então você escolhe o menos pior. "É o que tem prá hoje".

Mas porque ele tem que responder a esse tipo de pergunta? Porque as pessoas vem dessa tradição religiosa em que a pessoa  se acredita incapaz de saber qual a melhor  atitude numa dada situação e vai lá perguntar para o "mestre iluminado". O que adianta? Vai anotar numa agenda as respostas que ele deu para se um dia ficar nessa situação saber como agir? Não adianta isso, ele mesmo ali fala: depende da circunstância.

Estamos sempre sozinhos nos desafios que surgem para nós. É o exercício de usar nossa própria consciência para tomar decisões que nos capacita a aprender com os erros. É exatamente por isso que passamos por situações desafiadoras na vida,  então não adianta querer saber o que fulano pensa de uma determinada situação. Exceto talvez para refletir sobre algum ângulo que talvez não tenhamos pensado.  O risco desse tipo de atitude é cair naquele fanatismo de achar que em todas as situações as respostas sempre serão as mesmas: sempre o amor, sempre dar a outra face, sempre falar com suavidade, sempre perdoar.... a pessoa ABDICA DE USAR A CONSCIÊNCIA e vira um robô que quer seguir um algoritmo ético. A consciência não brota do uso de algoritmos, tanto é que usamos eles para programar MÁQUINAS. 

A melhor resposta a cada situação e a que gera o melhor desfecho. Às vezes uma pessoa só entende que está errada quando você explica com amor e suavidade. Outra pessoa, ou a mesmo em outro momento, só entende se você gritar com ela. Se ela não entendeu, sua abordagem foi errada,  não importa qual delas escolheu. Se você só segue regras cegas, não está na verdade observando o que está acontecendo, não saberá então o que é necessário fazer naquela situação. No findo está seguindo "dez mandamentos", normas desvinculadas da realidade, dogmas, ou uma lista de regras interiores que tenta aplicar para tudo, virando as costas para a variedade do que se apresenta. 

Na hora que a situação surgir você precisa estar o mais desperto possível, para analisar e tomar suas decisões. E não é o que o Rabolu está falando ali? "Depende da circunstância". E fala que no início deixa-se passar muita coisa ("passa-se mal  cozido") porque a pessoa anda não tem consciência para analisar direito. Mas de quem tem mais consciencia se exige mais. 

Então, nesse caso acima ele está tratando especificamente da oposição entre não mentir nunca  x falar a verdade e ser responsável por um assassinato. 

A pessoa vai ter que pesar ali na hora o caso. Aliás... note que o Rabolu é Colombiano. Pense nas favelas do RJ, com aqueles policias milicanso lá. A polícia vem e pergunta sobre um vizinho seu. Seu vizinho é um homem de bem ou é um traficante perigoso? Os policiais que perguntam são policiais honestos ou policiais envolvidos em crimes? Porque se o cara morrer isso é bom ou ruim para a comunidade ali? Cada caso é um caso e já que pergunta para VOCÊ, VOCÊ será  o único juíz. Vai ter que decidir de acordo com a circunstancia, que é o que ele está falando ali, porque o tema são as iniciações e as provas pelas quais se passa.

 

 

Agora, neste segundo caso,  note esta SEQUENCIA. Não se tratam de perguntas isoladas, há um tema geral ali que norteia esse grupo de perguntas. O foco novamente fica em torno do problema de falar a verdade ou não.

Citar

 

P. – Mestre, vou dar-lhe um exemplo: Uma mulher casada e um senhor casado, que vão ao aposento de um hotel, dormem juntos, cada um em sua cama. Um numa cama, a pequena em outra cama. Segundo o senhor, isto é uma prova de Irene, uma recorrência cármica, ou é adultério?

V.M. – Isso é qualificado mais de adultério.

P. – Ainda que não se veja nada, porém, o fato de que as duas pessoas venham e durmam no mesmo aposento?

V.M. – Já há adultério, porque, se não se adultera de fatos, adultera-se com a mente.

P. – De que modo se pode atuar?

V.M. – Melhor, nesses casos, separação de peças. É o melhor. Dormir separadamente em dois aposentos diferentes.

P. – Se a situação já se apresentou. Um pessoa que viu uma coisa assim, como deve atuar, de repente, numa situação deste tipo?

V.M. – Se a mim me acontecesse um caso desses, eu me separaria, iria a outro aposento. Iria a outro aposento, porque com fogo não se pode brincar, porque se
queima. Queima-se! E isto é brincar com fogo.

P. – Desculpe que insista, Mestre. Ponhamos o exemplo: Se eu vejo esta situação com as pessoas que referi anteriormente, de frente com a lei, diante da própria sociedade, isto é um encobrimento. Segundo o senhor, é melhor denunciá-lo, avisar os respectivos marido e mulher, ou é melhor ficar calado?

V.M. – Melhor é avisar. Por exemplo: sua senhora dormiu com um fulano de tal, que é casado, em tal parte, e vice-versa, para que se acabe a situação de uma vez. Porque, se não, fica sendo cúmplice. Se se cala é cúmplice e o cúmplice paga também.

P. – E se são gnósticos, tem que se denunciá-los às autoridades superiores, não?

V.M. – Claro! Denunciá-los no grupo ao qual pertencem estas pessoas. Aí mesmo denunciá-los ante a Junta. Aí mesmo se os denuncia e a Junta está no dever de
expulsar imediatamente a essas pessoas. Expulsá-las do Movimento. 

P. – Ainda que nesta situação não se tenha visto nada, além de...

V.M. – Não Importa! Não importa! Porém, só o fato de dormirem duas pessoas casadas diferentemente, já esse é um delito que é contra o Movimento, contra tudo;
contra a moral e contra tudo. 

P. – Ainda que haja duas camas separadas?

V.M. – Não importa! Não importa! Aí mesmo, para as Juntas do Centro, divulga-se duma vez, e, se nos cabe, já sustentá-lo: "Sim, eu o vi!”. Seja que tenha
acontecido ou não tenha acontecido nada. Essas coisas não podem ser  deixadas quietas, porque vêm os escândalos contra o Movimento Gnóstico. Tudo contra o
Movimento. 

P. – Isto incluiria também a duas pessoas solteiras, ainda que não estejam casadas, porém, que não tenham nada que ver, não são casadas?

V.M. – Sim, também, a mesma coisa. 
P. – Que prova pode ser chamada esta? 

V.M. – Não, essa não é prova. Isso já é abuso. Isso não é uma prova. Isso é brincar com candeia, e o que brinca com candeia, se queima. Isso é real.
P. – No caso: Vivem juntos, num apartamento, um homem e uma moça não casada, todos solteiros, uns na Gnose, outros não. Como se atua neste caso?

V.M. – Hem? Vivendo na mesma casa?

P. – São muitos jovens, por falta de moradia. Às vezes vivem juntos, e depois de estar assim vivendo quatro ou cinco num apartamento, chega, um deles, à Gnose. Essa é a situação. 

V.M. – Ah! Não, isso não! Não se deve permitir essas pessoas no Movimento. Não se deve permitir. Esse é um delito de escândalo.

P. – Ainda que, para dormir, pois, tenham seu aposento separado?

V.M. – Não importa.

 Nesse caso ele fala que se você não denuncia, pode virar cúmplice do adultério.

No caso anterior, se você denuncia vira cúmplice de um assassinato.

 

Note que é a mesma motivação para ambos os casos. Não se trata de que no primeiro ele sugere não denunciar no segundo sugere denunciar e achar que isso seria uma contradição. Pensar assim seria um exemplo de "pensamento formatório" (lembra? "Fragmentos de um ensinamento desconhecido", "O Quarto Caminho"...)

Fragmentos: https://drive.google.com/file/d/1g2-Qa8KEDIHuf-aPDYXuMtK8wGWm7MIM/view?usp=sharing

Quarto Caminho: https://drive.google.com/file/d/1N_7uqoGEOs5nLNbjk1QHRaOvvhUtAwRx/view?usp=sharing

 

Nos dois casos ele está dizendo  o seguinte:

"Não há decisão neutra, sua escolhas te fazem cúmplice do que vier a acontecer/aconteceu. Você precisa decidir se quer ser cúmplice dos eventos em cada caso desses".

E embora nos exemplos das perguntas desse segundo caso não se trate de adultério em fatos, ninguém bobo né? Ainda mais que se trata de responder a gnósticos, que poderia comprometer a imagem do movimento com esse papinho de "dormimos na mesma casa mas ninguém pega ninguém...".  Ao contrário de outros grupos new age, em que ficam aquele bando de jovenzinhos fingindo coração puro, vestindo camisolas brancas e morando no mato, bando de marmanjo fazendo de conta que são todos "crianças inocentes", o movimento gnóstico sempre procurou manter um pé na realidade e evitar dar motivos para escândalo das normais sociais.

A Nova Ordem chegou mesmo a exigir, a partir de uma certa epoca, acho que 1992,  que seus membros fossem casados devidamente no papel. Tinha gente no meu centro que vivia amasiado há 20 anos, com três filhos, eheh. Tiveram que "dar seu jeito" ou voltarem  para a fase A até resolverem,porque o que não falta na historia dessa área esotérica são esses grupos que tudo ´mundo é misturado, ninguém sabe quem são os pais das crianças, e isso só gera confusão desnecessária na sociedade, boatarias, prejudicando o papel construtivo que esses grupos poderiam fazer na sociedade se não estivessem tão ocupados encenar certas fantasias de pureza espiritual.

 

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