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Existe alguma virtude na não-reatividade?


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Não reagir a certas provocações é uma virtude mesmo ou devemos reagir em algumas situações? Eu noto que há pensamentos de injustiça que aparecem na minha cabeça e eu sinto uma vontade furiosa de reagir a eles, mas às vezes consigo controlar esse processo e sinto que é melhor simplesmente não dar bola ao estímulo que esses pensamentos trazem, só que ainda não entendo bem a lógica disso porque fico confuso em relação a uma coisa: ''Até que ponto a não-reatividade é algo distante daquela passividade mais estúpida?''

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Eu acho que isso só pode ser avaliado individualmente, nunca por regras gerais.

Porque, por exemplo, se uma pessoa é muito reativa, ela será facilmente controlada por estímulos externos. Então ELA ganhará mais liberdade interior, mais autodominio e autoconhecimento,  ao procurar reduzir essa reatividade e observar os processos psicológicos internos que estarão fervilhando ali por dentro, tentando dominar as ações dela, e assim passa a se conhecer melhor, o que a motiva, o que teme...

Já outra pessoa, que PAREÇA menos reativa  a quem olha de fora ( POR SER mais tímida, reprimida, porque foi condicionada a viver o personagem " zé bonzinho, que nao tem boca para nada") esta também sendo controlada por fatores externos a ela: no caso um condicionamento repressivo   que pode ter um  papel muito grande na sua personalidade. Nesse caso ela ganharia mais liberdade sendo mais reativa, e também porque ao fazer isso observará os padrões psicologicos se agitando dentro dela, tentando ditar seu comportamento, e passa a se conhecer melhor. 

 

Ceder rapidamente, sem resistência, aos nossos padroes automatizados, quersejam de reatividade ou de repressão, não cria esse "atrito interior", entao não percebemos  os "cordões" que nos controlam, e isso é que cria a ilusão de livre-arbitrio que boa parte da nossa cultura ocidental alimenta.

 

 Me parece, portanto, que o primeiro exemplo aprende mais sobre si coibindo sua reatividade, o segundo, exprimindo. Mas deve fazer isso com CONSCIENCIA da escolha que está fazendo, do porque esta fazendo, o que é diferente de deixar-se dominar pela escolha que fez.

 

E como cada pessoa  tem seu perfil psicologico próprio, seus pontos fracos a lapidar, a tendência é atrair experiências que cutuquem esses pontos, porque só assim enxergamos nossos desequilibrios .

Entao, sinceramente, eu realmemte DUVIDO  de regras fixas nessa questao de comportamento. Mas isso é algo  que cada um precisa avaliar, testar na sua vida se segjir regrars fixas ajuda ou atrapalha.

 

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6 horas atrás, Olgen_Cella disse:

Não reagir a certas provocações é uma virtude mesmo ou devemos reagir em algumas situações?

O problema todo não está na reação em si mas na sua origem. O que te faz reagir a tais situações? Você já parou para se perguntar seriamente isso? Já fez essa autoanálise?

Se, ao aprender a fazer esta auto análise, você perceber que a origem da reação está numa emoção (eu reajo porque, quando isso acontece, sinto raiva... eu reajo porque, quando isso acontece, tenho um medo incontrolável), então isso não é saudável e deveria ser melhor trabalhado. 

Agora, se você perceber que essa reação, não possui como pano de fundo nenhuma emoção forte. Que naquele momento você está bem controlado emocionalmente e sendo capaz de raciocinar de forma logica, e você está agindo porque tomou uma decisão equilibrada em agir, então talvez sua reação não seja ruim. 

No primeiro caso o que impera é o instinto e sua reação será mais próxima da reação animal, geralmente agressiva, irracional e muitas vezes exagerada. 

No segundo caso o que impera é a lógica, o equilíbrio. A reação é mais amena e proporcional. Não há fortes emoções como pano de fundo. A ação não possui contaminação emocional, visa unicamente, atingir seu objetivo (conter uma ameaça real, estabelecer uma defesa, manter uma distância, ou simplesmente não fazer nada). 

6 horas atrás, Olgen_Cella disse:

Até que ponto a não-reatividade é algo distante daquela passividade mais estúpida?''

A passividade "mais estúpida" não é planejada, não tem um propósito, nenhuma lógica e não representa equilíbrio emocional (a pessoa pode estar completamente travada pelo medo ou com os sentimentos completamente amortecidos, embotados pela desistência e pela fuga). A "não-reatividade" sadia é fruto de uma escolha, possui um raciocínio lógico como base e, portanto, um objetivo e, possivelmente, um plano B para uma eventualidade. Não está crivada de emoções fortes e nem visa reprimi-las. Não é um ato de desistência e sim de resistência. Ela representa força e não fraqueza. 

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