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Marcos Dias

Um velho negro muito estranho.

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Eu estava em um lugar tipo uma fazenda, existia um lago, riozinho, açude perto.

Existia pessoas trabalhando, estavam cansadas, irritadas, estavam machucadas pelo trabalho.

Comecei a caminhar por ali até chegar num velho, negro cabelo branco, curto e crespo mas branco que brilhava e usava tipo uma roupa social, ele tinha um saco com adubo de uns 50 quilos que foi trazendo e deixou em cima de outros do mesmo peso, nesse instante reparei que ele não estava cansado ou triste ou irritado nem nada, e sim cantando e sorrindo, eu não percebi perda de energia, tristeza ou qualquer coisa nele, e sim apenas tranquilidade, é estranho alguém estar trabalhando como um escravo e ser tão tranquilo.

Então eu perguntei: você gosta de trabalhar aqui ?

Suas mão estavam abertas praticamente de tanto calo, suas costas já curvadas de carregar os sacos, seus pés estavam muito machucado pelo terreno.

Não era a pergunta no momento, e já esperava uma resposta sarcástica, "Sim, adoro",.

Mas ouvi um Sim, e não ouve a famosa intonação de voz sarcástica.

Eu perguntei então se o mesmo falara a verdade ou é masoquista, dessa vez saiu quase que automático, quando percebi a fala tentei pega-la mas era tarde.

Ele riu, e disse que na enxada criando calo ele ficaria com as mãos mais fortes e os braços mais fortes, e após de todo trabalho iria ter uma horta, cheia de fruto e poderia até ter bichos.

Nesse momento após a explicação acordei.

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Além disso, ele mostrou a plenitude da vida simples.

Não precisamos de muito, podemos ser felizes com o pouco que dominamos. Poucas coisas são necessárias para nos satisfazer, pouca quantidade de comida nos alimenta, pouco tecido nos veste. Muitas vezes queremos mais, e quando conseguimos, a vida ainda não faz sentido. Então novamente depositamos nossas intenções nos bens materiais e passamos a querer mais e mais. E o ciclo continua: quanto mais a gente tem, mais a gente quer. E adivinha? Ainda não somos felizes. As vezes adquirimos tantas coisas, responsabilidades, compromissos, objetos, que não somos nem capazes de administrá-los. Precisamos mesmo é estar de bem com a gente mesmo, e aceitar as oportunidades que a vida nos oferece. Sabemos que o trabalho edifica, podemos encará-lo de forma positiva, dedicados e felizes como este senhor, ou reclamarmos e esbravejarmos (mas mesmo assim teremos que fazê-lo) e passar por eles da pior forma possível. Cabe a nós.

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