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Percepções da Infância


Bianca
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..."Porque é que eu tenho que tirar fotos? Eu não quero fazer uma pose e parecer o que eu não sou! Por que é que tenho que vestir essa roupa? Eu não escolhi essa roupa!! Eu não quero sorrir! Por que é que eu tenho que ficar em frente a essa árvore? Se você acha a árvore tão bonita, fotografe só a árvore ué!!!!

Coitada da minha mãe...foi ter uma filha E.T...

Bianca Bianca..., :) pior que é desse jeito..., a impressão que eu tinha é que estava sempre errado, pois do jeito que eu queria, nunca podia, tinha que ser assim ou assado, porque fulano de tal faz assim e tal..., naquela epoca tinha "ditadura" em casa tambem, e não tinha conversa :x

;)

Ninguém nem perguntou se a gente queria existir, não é mesmo Pedro? Já que existimos, às vezes contra vontade (minha opinião) ainda por cima ter que aturar isso? Eles podiam ao menos ser gentis e nos deixarem em paz né não?? :lol::lol::lol::lol::lol:

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É, é isso mesmo!

:oops:

Confundi! Hehehe :lol:

Ah tá! Já tava pensando: "Pôxa! O menino tem uma visão que eu não consigo ter! Será que eu tô virando um adulto chato? :cry: "! :lol:

UHauhauhuahuha

Tá não, desculpe, troquei mesmo! É como se fosse um refresco de tamarindo, com gosto de limão mas que é de laranja, entende? Dá tudo no mesmo no final, inverti tudo! HUAhuHUAhuha :lol:

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É, é isso mesmo!

:oops:

Confundi! Hehehe :lol:

Ah tá! Já tava pensando: "Pôxa! O menino tem uma visão que eu não consigo ter! Será que eu tô virando um adulto chato? :cry: "! :lol:

UHauhauhuahuha

Tá não, desculpe, troquei mesmo! É como se fosse um refresco de tamarindo, com gosto de limão mas que é de laranja, entende? Dá tudo no mesmo no final, inverti tudo! HUAhuHUAhuha :lol:

Saquei.

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Ninguém nem perguntou se a gente queria existir, não é mesmo Pedro? Já que existimos, às vezes contra vontade (minha opinião) ainda por cima ter que aturar isso? Eles podiam ao menos ser gentis e nos deixarem em paz né não??

Quanto às razões de exirtirmos, tenho um caminhão de perguntas, mas sei que ninguem nesse plano tem as respostas, mas tenho umas lembranças, que não comentei, que me dão a impressão de que tenho algo a fazer aqui, tenho que estudar mais e estar o mais aberto possivel a intuição e tentar perceber se ha algo realmente, de qualquer maneira, mesmo que não haja algo a fazer como parece, só tenho a ganhar com a abertura para o conhecimento...

;)

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É verdade, também tenho esta sensação. Por muitas vezes ela é tão forte, que fico sempre com a sensação de que ainda tenho algo a fazer, sensação de que o dever não está cumprido, digamos assim. Ainda falta algo, rs! Aí encontro a explicação para a inquietação constante! Mas, vamo que vamo! Cada um vai postando as novidades conforme surgirem os avanços nessa nossa questão tão particular!

Abraços!

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Bianca, seu comentário não foi pesado, pelo menos pra mim, de forma alguma! Eu ando muito depressiva esses últimos tempos, e isso aí que vc falou foi meio que um "chacoalhão" pra me "acordar". Foi meio que um "alôu! vamo acender a luz ae que nesse escuro vc num vai enxergar nada mesmo, menina!". Eu aqui quebrando a cuca pra encontrar a solução pros meus problemas, mas eu percebi que estou procurando "no escuro". Aí num vou encontrar nada mesmo né... ou pior, perigoso eu encontrar mas, mas encontrar batendo a testa ahaha

Eu acho que até já postei algo aqui sobre isso, (mas faz tempo e eu nem lembro mais o que falei) e no momento é o que tem tirado a minha paz. Eu sempre tive problemas com meus pais, desde criança. Resumindo MUITO a história: meu pai era alcólatra, bebia e ficava violento. Minha mãe teve uma criação super rígida e fez o mesmo com os filhos. Aliás, fez comigo, que sou a mais velha, a educação do meu irmão já foi bem diferente.

Conforme eu ia crescendo, os conceitos e valores que meus pais foram me passando não condiziam exatamente com a realidade. Por exemplo, minha mãe me dizia que todas as pessoas do mundo queriam meu mal, menos ela. Dizia que se eu desobedecesse ela, ela iria morrer, e que se ela morresse, a culpa seria minha (detalhe: eu era criança de +- uns 6 anos de idade). Ela falava que todas as pessoas tinham inveja da gente, que a nossa família era melhor do que as outras, sempre me passou essa ideia de "alguém melhor que alguém" (e o melhor seria ela, a família dela, etc). Isso e outras coisas, ela sempre teve essa ideia de que ela era superior a todos, os filhos dela eram melhores que os filhos dos outros, e que todo mundo tinha inveja dela. Aí imaginem longos e intermináveis detalhes e variantes disso tudo...

Bem, fora isso, tinha meu pai. Como eu disse, todo dia bêbado e violento. Até o dia que os dois começaram a participar de uma igreja evangélica. Aí ele parou de beber, mas os problemas não acabaram, só foram substituídos. Eles pegaram todas as coisas que eu tinha da Disney (roupas, livros, filmes) e queimaram pq era do demônio. Eu não podia assistir a certo filme, ler certo livro, ir a certo lugar, ter certa amizade, comer certa coisa.. pq era tudo do demônio. Eles me obrigavam a ir a igreja, e fazer um monte de coisa, acreditar em um monte de coisa que não me fazia sentir bem. Enfim, todo mundo conhece uma história de alguém que tem pais evangélicos que obrigavam a ir na igreja, blablablá... é isso aí.

Fooora isso, ainda, ela não me deixava ter amigos. Ninguém era bom suficiente pra ser meu amigo. Eu não podia sair, (sair? ahahaha só se fosse pra ir na casa da minha avó, e olhe lá!), eu nunca fui a uma excursão da escola (nem as que valiam nota! ela já foi brigar na escola por causa disso...), nunca fui a festa de aniversário de ninguém, nunca fiz nada. Eu só podia gostar das coisas que ela deixava. Ela é dona de uma escola que é tipo que dá aula particular, cursos particulares e tal. Quando eu estava na 8ª série, (13 anos) ela me fez começar a trabalhar pra ela. Eu comecei a dar aula de português lá (lembra que eu tinha q ser a melhor? então, eu tinha que saber mais português do que a minha professora, senão o pau quebrava em casa) e ela não me pagava nada. E assim, eu fiquei "ajudando" ela durante quase 10 anos da minha vida. Ela não me pagava porque "tudo o que você precisa, eu te dou". Só que ela não comprava roupa pra mim enquanto as minhas não estivessem em estado de decomposição, sapato eu tinha um chinelo, um tênis e uma sandália e só (e isso eu ja tinha mais de 16 anos), eu não saía, não podia comprar as coisas pq o dinheiro em casa nunca dava (pq ela tinha que ter uma casona de 2 andares, um carrão bonitão etc pros outros sentirem inveja dela..), e tinha cuhrrasco em casa todo fim de semana. Mas eu não podia receber um salário pelo meu trabalho, né! Ah, fora o fato de que meu avô tinha me dado um gado do sítio dele qdo eu era criança, e disse q era pra qdo eu ter 18 anos eu vender e usar o dinheiro pra comprar um carro... mas esse dinheiro eu nunca vi nem a cor.

Entre taaantas outras coisas que se eu ficar falando aqui vão umas 3 páginas... ela conseguia fazer isso tudo na base da chantagem. Sempre dizendo q se não fizesse ela ia morrer, vira e mexe ela tava "doente" e eu tava fazendo ela ficar pior com meus questionamentos, eu era uma filha ingrata, ela era minha mãe e sabia o melhor pra mim... até que um dia (faz pouco mais de um ano isso) eu estourei e cansei dessa vida de opressão. Eu bati de frente com ela como nunca tinha feito antes, ela começou com aquele chororô de que eu tava deixando ela doente, que eu queria matar ela, mas eu não arredei o pé e fiquei firme até o fim. Resultado, ela me expulsou de casa. Na época eu tentei ir em psicóloga pra tentar reconciliar, ela brigou com a psicóloga, falou q ela tava "enfiando coisa na minha cabeça", aaah um monte de coisa. Ela começou a querer atrapalhar tudo na minha vida. Ela falava pras pessoas que eu tava precisando de tratamento psiquiátrico pq eu tava ficando louca. Ela quis me atrapalhar a arrumar emprego, a ir em médico, tudo que ela imaginava que eu tava fazendo pra melhorar a minha vida, ela ia atrapalhar. Minha tia e minha avó começaram a me ajudar a reconstruir minha vida, ela brigou com as duas (saiu até no tapa com minha tia) e disse que se elas não estivessem me ajudando, uma hora eu ia estar bem na pior mesmo, tipo passando fome, e aí eu voltava pra ela "com o rabinho entre as pernas", mas como elas estavam me ajudando, estavam impedindo isso de acontecer. Isso que é amor de mãe, hein minha gente! Ela disse isso pra minha avó, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Como eu disse, isso já faz mais de um ano. Nesse tempo eu casei, tenho minha casa, e estou vivendo minha vida feliz como nunca eu tinha vivido antes. Tive que reaprender muitas coisas, aprender muitas outras que eu tinha aprendido errado, enfim, mas as coisas foram indo e eu sentia que finalmente eu podia respirar. O problema é que ela continua por trás sempre tacando água fria na fogueira, sempre causando conflito na família e tentando ao máximo impedir aquilo que vai contra a vontade dela. Agora ela descobriu o telefone da minha casa, semana passada foi meu aniversário e ela me ligou. Ela nunca tinha vindo aqui, eu quis fazer uma boa coisa e convidei ela. Agora ela está me atormentando. Só ontem ela me ligou 3 vezes. Aí ela fica falando da minha vida pros outros, e não só a verdade... ela inventa coisas a meu respeito e fica contando pras pessoas... ela queria que eu fosse la na escola dela consertar o computador dela (esse foi o "parabéns" que ela me deu qdo veio aqui em casa), ela quer que eu vá na médica dela, efim... 1 ano sem se conversar, ela me causou mal a vida inteira, me fez trabalhar pra ela, e aí na primeira oportunidade o que ela faz? Começa a querer controlar minha vida de novo! Dentro da minha própria casa! E AINDA quer que eu vou lá resolver os problemas dela de graça pra ela não ter que pagar alguém, é mole?

Isso, não é de hoje mas ultimamente tem sido pior, é uma coisa que eu sinto que está me impedindo de avançar na vida. Eu tenho súbitos "ataques" de raiva e logo em seguida de depressão, estou me sentindo totalmente fora do eixo. E todo dia tem uma novidade, todo dia ela apronta uma nova, e quando eu estou quaaase conseguindo encontrar a paz, começa tudo de novo. Eu já não estou mais suportando esse tormento, tenho pensado em morte todo dia. Por isso que esse comentário da Bianca foi tão importante pra mim. Ainda não é a resposta que eu preciso encontrar, mas já me ajudou a afastar certas coisas nada boas do pensamento...

Agora juntem isso tudo com essas outras coisas doidas que acontecem comigo, eu não me encaixar no perfil "normal" das coisas, questionamentos, "por que tem que ser assim?", meu modo diferente de ver as coisas (isso tudo abordado nesse tópico). Simplesmente eu me sinto uma pera num mundo que só existe maçã. Eu comecei a estudar autoconhecimento, ler alguns livros espíritas e outros de diversos assuntos de busca interior, etc e tal, e eu estava até indo bem. Mas agora eu não estou nem conseguindo dormir. Minha vida está de cabeça pra baixo, tudo o que eu tinha conseguido evoluir, melhorar, aprender a me controlar e ser uma pessoa mais tranquila e serena, parece que eu desaprendi tudo e não consigo fazer mais. Eu não sei mais o que fazer, nem por onde começar. Estou correndo feito desesperada atrás de uma coisa que eu nem sei mais o que é. Eu já tentei a solução "boa" pra isso, que é tentar entender, reconciliar e tudo e tal, mas isso só fez piorar a situação. Quanto mais eu tento me aproximar da minha mãe, mais ela "se acha" a dona do universo e no direito de pisar na minha cara e destruir a minha vida. Meu pai eu nem falo mais nada, pq hj em dia ele me vê e finge que não me conhece. Isso pq ele me deve dinheiro, mas pelo menos ele não está me atormentando (obs: eles estão divorciados). Já a minha mãe, só de pensar nela eu começo a chorar, ela me liga e eu me descontrolo, as vzs até discuto com outras pessoas porque estou transtornada por causa dela. Eu só queria que ela me deixasse em paz, nada mais do que isso.

Alguém já passou, ou conhece alguém que passou por uma situação parecida? O que fez? Resolveu? Eu estou totalmente perdida sem saber o que fazer. Ler as coisas aqui no GVA me faz sentir muito bem, sempre tem alguém falando alguma coisa muito legal. E, como eu disse, estou desesperada atrás de uma solução pra esse tormento e não faço nem ideia do que fazer. Desculpem o desabafo, desviei totalmente o assunto do tópico. Mas... agradeço a paciência de quem leu tuuudo isso e chegou até aqui. Não é nada empolgante ficar ouvindo história do problema dos outros, por isso, obrigada.

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Oi Lucita, amiga, conheço uma pessoa que passou por coisas na vida, que da pra comparar com o que voce relatou, parte desse sofrimento dela eu acompanhei de perto, por essa experiencia eu diria a voce que o melhor a fazer é se afastar e não ter mais nenhum contato, mudar de cidade, de estado, e realmente começar a viver, sei que não é facil, mas voce consegue, e não olhar mais pro passado, algumas pessoas numca mudam, e infelizmente não adianta tentar entende-las, a gente acaba se desequilibrando, e no fim, a gente é que tá errado...

Como disse acima, nesses casos a melhor saida, é sair mesmo, rs..., e não deixe os pensamentos/sentimentos negativos te acompanharem, o tempo reduzira os efeitos do passado em voce...

Não é facil ser diferente, mas eu não gostaria de ser igual... ;):D

Abraço Lucita, muita paz e um bom recomeço!...

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  • 2 weeks later...

Querida Lucita, minha florzinha!

Eu realmente sinto muito pela sua situação! E fico feliz (se é que se pode se sentir feliz numa situação chata dessas acontecendo com uma amiga/irmã) que minha mensagem tenha lhe ajudado. Acho que é para isso que estamos aqui e por sorte de Deus nos encontramos: nós, peras, vivendo nesse mundo de maçãs, só temos mesmo é que auxiliar e ajudar uns aos outros nesta caminhada de compreensão por aqui que não é nada fácil - principalmente para nós, os "estranhos".

Vai parecer muito esquisito o que eu vou te dizer, mas não me julgue de primeira, analise e vejamos se é verdade, mas a mensagem é:

o que está acontecendo com você é muito bom!

É, eu sei...você deve estar pensando "essa menina é louca, o que eu estou fazendo lendo isso aqui?"

Mas apenas pense por um outro lado da moeda:

Um exemplo, sabe quando a casa está suja, muito suja e empoeirada? Se você deixa lá, finge que não vê ainda que saiba que isso é um problema que que a "faxina seguinte" pode ser pior, você enrola, enrola, e vai deixando para depois. A sujeira vai se assentando cada vez mais, se entranhando nos móveis, no chão... em você.

Mas se você sacode as cortinas, lava os tapetes, arrasta os móveis e percebe poeiras enraizadas há muito tempo por trás, o que acontece? Toda ela se levanta, causa um rebuliço sem fim, você começa a espirrar, dá alergia, parece que suja tudo ainda mais! Você descobre poeiras em lugares que você nem lembrava que existia, não é mesmo?

Acho que com nossa vida é um pouco assim também, a gente vai levando as situações que não nos agradam nem um pouco, mas a gente se acostuma a sobreviver a elas, é como se fosse por instinto de sobrevivência mesmo! Mas um dia, isso somplesmente basta, e você se torna senhor de si, de sua vida, de suas escolhas; de sua casa. Decide sacodir a poeira e arrumar a casa. Parece difícil por um primeiro momento, porque muitas vezes para arrumar uma casa ou uma situação, precisamos bagunçar mais, mudar as coisas de lugar, parece que nunca tem fim, mas siginifica que está sendo limpo!

Acredite, se tudo isso está fora do lugar, é porque simplesmente estava no lugar errado!

A partir do momento que você tomou o controle da sua situação, tudo começou a mudar em sua vida e as cosias estão se acertando aos poucos. Não perca o controle logo agora. Busque forças naquilo que te motivou e que se mantém até hoje - e que sempre será eterno. Veja esse SER que há em você e que vive em cada um de nós - no TODO e viva isso, deixe isso viver e aproveite essa constância para se manter firme no seu propósito!

Tenha fé, aproveite sua vidinha nova, sua casinha, seu marido, SUA VIDA. E Graças a Deus, nossa, Graças Mesmo que hoje você percebe que isso estava errado. Você tem os pés firmes no chão e foi capaz de desconstruir sua mente, desaprender o que hoje pode ver que aprendeu "errado" e recomeçar! Isso é importantíssimo, se não soubermos aonde estamos, como vamos saber para aonde vamos? Essa sua noção da própria situação foi fundamental para dar o primeiro passo, agora basta continuar caminhando, no ritmo que puder, um passo de cada vez. E para cada um desses passos,tenha certeza que estaremos aqui, dando o apoio que precisar e que pudermos dar. Também tem seus livros, suas crenças o que me dá certeza que os mentores não te abandonaram ( é como a prece de "Pegadas na areia", quando se vê apenas uma pegada na areia é exatamente no momento que Deus carrega seu filho no colo).

Se mantenha firme, Lucita. Você é Senhora de sua Vida. Agora, quanto à sua mãe e sua família, bom, não tenho dúvidas de que ela te ama e mesmo de modo um pouco equivocado, pensa que já que ela tem razão sobre tudo, o melhor para você é sob as asas dela, compreenda isto. Mas, como suas tentativas de reaproximação não deram certo e por enquanto nem vão dar já que ela ainda acredita que você tem que depender dela, dê um tempo. Deixe essa poeira baixar e continue "limpando" aos pouquinhos. Quando ela estiver disposta a ver e ouvir, você mostra e fala a ela a filha que ela tem. Enquanto isso, espere, aguarde, fique na sua. Se for preciso, mude o número de telefone, avise a ela que precisa de um tempo, que você não gosta do modo que ela a a trata e que quer pensar um pouco, refletir, rezar, que seja, mas que você não está muito afim dos programas em que pode encontrá-la. Quando ela ver que você é capaz d eviver sem ela, talvez ela entenda que você é um ser separado e diferente dela e te entenda, te respeite. Dê esse tempo também a ela e enquanto isso, o afastamento é necessário pois evita conflitos, como o Pedro disse.

Por último, todos nós estamos errados.Acredite apenas no seu coração, não no que te falamos no fórum apenas pois só você sabe da sua vida, entende e sabe o que passa. Então ouça seu coraçãozinho e faça com fé, porque para todo o resto, estaremos aqui contigo.

Um grande abraço minha irmazinha.

Um feliz Natal!

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Bianca, menina! Adoro ler o que você escreve :geek:

Sabem de uma coisa? Algo engraçado aconteceu... depois que eu postei isso aqui, não sei por que, devagarinho uma coisinha foi arrumando aqui, outra ali... Não arrumando na situação em si, mas não sei, eu li e reli tantas vezes essa coisa que eu escrevi (mas tantas mesmo!) que chegou uma hora que parecia que eu estava lendo uma história qualquer, e não uma coisa que eu mesma falei sobre minha própria vida. Engraçado, né? E isso foi me fazendo sentir um pouquiiinho melhor, depois mais um pouquinho, e tal.

Não foi uma questão de desabafo, porque, acreditem: eu já desabafei um monte de vezes e nunca tinha ajudado ahaha.

Bom, não vou ficar aqui com "lenga-lenga" hoje. Eu poderia falar um tanto de coisa, mas não vou não. Não porque não quero, mas porque sinto que não preciso. O que aconteceu nos últimos dias foi realmente interessante pra mim, isso pra resumir a coisa toda. E obrigada, pessoal, eu sei que tem "dedo" de gente daqui num pouquinho dessas energias boas que eu tenho sentido ultimamente.

E Bianca, vocês não estão errados não. Eu é que andava muito impaciente. Eu sei que o melhor no momento é eu ficar longe dela, mas sabe aquela teimosia que leva vc até vc bater a cabeça? Eu sinto que estou pronta pra perdoar, etc etc, mas ela não está pronta ainda pra isso. Eu não sou deus pra estalar os dedos e deixar tudo do jeito que eu queria que fosse, e nem pra enfiar nada goela abaixo de ninguém (e se eu fosse, não faria isso :roll: ). Eu tenho que respeitar o tempo dela. Por mais que eu tenha vontade de consertar tudo, tem dia que eu não tenho força nem pra abrir uma garrafa de refrigerante, o que dirá carregar os problemas dos outros nas minhas costas!!

E sim, você está coberta de razão. Nada disso que acontece é realmente ruim, na verdade é bom, se olhar de certo lado. Eu preciso aprender aquilo que eu preciso aprender com isso. E vamo que vamo. Eu sempre me achei impaciente demais, e só por vontade é muito difícil mudar algumas coisas em nós mesmos. Essa situação me obriga a ter paciência, porque quanto menos eu tenho, mais dói. Quando a dor é mais difícil do que a força de vontade pra mudar, pimba! Tá feito o caminho mais "fácil" pra essa mudança acontecer.

Bom, chega de filosofar por hoje. :D

E chega de "eu, eu, eu", voltemos à programação normal do tópico...

---------

Pergunta pra vocês, peras do meu Brasil: :D

- Vocês já se viram numa situação mundana (por exemplo, num emprego que é algo importante) em que a coisa "certa" a fazer é totalmente contra seus princípios, e na verdade não é nada certa, é má, cruel, ou feia, prejudicial, qqr coisa do tipo? Mesmo que essa coisa seja pequena, mas que você tivesse que conviver com ela, e tvz até repeti-la todo santo dia... Como vcs se adaptaram a isso?

A pergunta foi vaga, mas pra exemplificar: no começo do ano eu comecei a dar aula num curso de inglês "revolucionário", daqueles com métodos infalíveis, blablablá. Eu estava realmente convencida de que a coisa era boa e funcionava no começo, por isso aceitei o emprego. Mas depois de pouco tempo percebi que tudo era uma grande enganação, os alunos não aprendiam porcaria nenhuma, e diariamente me perguntavam "professora, já faz quase um ano que eu estou aqui e não sei nada ainda, será que até o fim do curso vou aprender?" (detalhe: cursos de 1 ano e meio). A resposta lógica e óbvia é um belo de um NÃO, mas claro que eu não podia dizer isso, meus superiores me instruíam pra dizer cada lorota que eu tinha até vergonha de falar aquelas mentiras cabeludas pros alunos... Nesse caso eu pedi demissão na primeira oportunidade. Aí num outro emprego tinha um "probleminha ético" meio parecido com esse, eu pedi demissão de novo. Agora virei freelancer e tá tudo legal.

Num mundo doidão como esse, com essa ética e moralidade tão doidonas quanto, qual é a escapatória de vocês em situações como essas? Tem horas que dá pra "rebolar", mas não é sempre. Eu já fui daquelas de levantar bandeiras revolucionárias e tal, mas eu não posso mudar o mundo sozinha. Então, adaptar-se como? 1-Sendo você-você algumas horas e você-que-todo-mundo-quer-que-você-seja em outras? 2-Cair fora e ser só você-você? 3-Tentar mudar seu "você", mesmo que ache que está mudando pra pior? 4-Outra coisa que eu não faço a menor ideia? Eu estou tentando a segunda opção, mas não sei aonde isso vai dar, então, como dizia um amigo meu: não me segue que eu to perdida! ahahah :D:D

Abraços, pessoal!

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:o:o:o

Aizizuiz Lucita! Eita barra pesada, hein?

Olha, faz bem deixar o passado onde está, é difícil tocar a vida lembrando todos os dias como nossos pais foram ruins e tals.

Meus pais tbm eram pessoas difícieis - nem de perto que nem os seus, vixe! - mas o suficiente pra eu lembrar de algumas situações que na verdade é melhor deixar pra trás, e perdoar, com o tempo.

Olha...pensa assim: não vou conseguir a aprovação da minha mãe de qualquer forma, então...o que que quero fazer agora?

Pode parecer meio infantil, mas acho que todo mundo devia cultivar essas sensação de liberdade, de poder fazer tudo o que se quer, pq pensando bem, é verdade!

Só se precisa de um objetivo, de vontade de chegar lá (:ugeek:) ....e de uma SUPER estratégia! :evil:

Pode até parecer brincadeira, mas pensa nas coisas que vc fez na vida, por si mesma, se não foi assim que aconteceu!

Talvez seu problema agora é só ter um objetivo que te empolgue, que te dê uma direção na sua vida - e isso é bem pessoal, infelizmente não posso te ajudar, além de algumas sugestões :lol:

E outra coisa é ignorar as coisas que sua mãe faz. Não dá pra impedir ela de fofocar, não é? Então deixa pra lá, faz de conta que nem tá sabendo... Não dá pra se incomodar com as coisas que não dá pra controlar...Tô falando de experiência própria, tenho uma tia que é bem assim, ela já me inventou (e espalhou) cada história! Mas o que eu posso fazer? Amordaçar a véia? :lol: Não dá, né? Deixa ela, vai ver é a única diversão que ela tem na vida...

E integridade é uma coisa ótima. E não estou nem falando no plano espiritual. Principalmente trabalhando como freelancer, essas características no seu trabalho são observadas, mesmo que vc não perceba. Tbm não dá pra bancar a rebelde sem causa, mas qdo a coisa realmente vai contra as nossas convicções mais sagradas, não dá pra ficar e fingir que tá tudo bem.

Abraço!

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Pergunta pra vocês, peras do meu Brasil: :D

- Vocês já se viram numa situação mundana (por exemplo, num emprego que é algo importante) em que a coisa "certa" a fazer é totalmente contra seus princípios, e na verdade não é nada certa, é má, cruel, ou feia, prejudicial, qqr coisa do tipo? Mesmo que essa coisa seja pequena, mas que você tivesse que conviver com ela, e tvz até repeti-la todo santo dia... Como vcs se adaptaram a isso?

A pergunta foi vaga, mas pra exemplificar: no começo do ano eu comecei a dar aula num curso de inglês "revolucionário", daqueles com métodos infalíveis, blablablá. Eu estava realmente convencida de que a coisa era boa e funcionava no começo, por isso aceitei o emprego. Mas depois de pouco tempo percebi que tudo era uma grande enganação, os alunos não aprendiam porcaria nenhuma, e diariamente me perguntavam "professora, já faz quase um ano que eu estou aqui e não sei nada ainda, será que até o fim do curso vou aprender?" (detalhe: cursos de 1 ano e meio). A resposta lógica e óbvia é um belo de um NÃO, mas claro que eu não podia dizer isso, meus superiores me instruíam pra dizer cada lorota que eu tinha até vergonha de falar aquelas mentiras cabeludas pros alunos... Nesse caso eu pedi demissão na primeira oportunidade. Aí num outro emprego tinha um "probleminha ético" meio parecido com esse, eu pedi demissão de novo. Agora virei freelancer e tá tudo legal.

Num mundo doidão como esse, com essa ética e moralidade tão doidonas quanto, qual é a escapatória de vocês em situações como essas? Tem horas que dá pra "rebolar", mas não é sempre. Eu já fui daquelas de levantar bandeiras revolucionárias e tal, mas eu não posso mudar o mundo sozinha. Então, adaptar-se como? 1-Sendo você-você algumas horas e você-que-todo-mundo-quer-que-você-seja em outras? 2-Cair fora e ser só você-você? 3-Tentar mudar seu "você", mesmo que ache que está mudando pra pior? 4-Outra coisa que eu não faço a menor ideia? Eu estou tentando a segunda opção, mas não sei aonde isso vai dar, então, como dizia um amigo meu: não me segue que eu to perdida! ahahah :D:D

Abraços, pessoal!

Querida Lucita!!!

Fico muito contente que a situação esteja diferente para você! Não é que ela tenha mudado, mas você a está vendo com outros olhos! Chega uma certa hora que ela se torna tão banal que a gente dá risada! Parece uma história alheia mesmo, é como a sua assinatura: a gente vai olhando por cima do rio...

Tive muitos problemas em casa também, com pai alcoólatra, mãe confusa e etc...lógico que na hora (ou melhor, nos anos) que isso aconteceu foi terrível, mas hoje com tudo resolvido, nós olhamos para trás com orgulho de ter superado e ainda rimos, o chamamos de monstro do lago ness e o caramba! Rs... :lol:

Respondendo à sua pergunta, bom, essa (s) tem sido a questão da minha existência e mais ou menos foi isso que eu trouxe até esse tópico, das minhas questões mais profundas e desde cedo. O que ocorre comigo é que também não sabia como agir porque o "ser eu mesma" era muito diferente dos outros e doloroso para mim. Já que não tive orientação adequada (vide aqueles pais malucos que mencionei, que estavam ocupados com o problema deles e não com a garotinha que crescia cheia de questões na sua frente) e então, por vivência própria escolhi a opção 3: Tentar mudar seu "você", mesmo que ache que está mudando pra pior

e lhe digo do fundo do meu coração que esta foi a pior opção que eu escolhi. Não te ofereço como um conselho para fazer o contrário disso porque isso é uma experiência pessoal e deve variar de acordo com o cenário e situação de cada um de nós, mas asseguro-lhe que deve pensar bem antes de agir assim. Isso porque eu percebi que se não bastasse minha confusão enorme, eu tentar ser o que eu não sou me tornou ainda mais confusa e atrapalhada, não sabia menos ainda como agir e me portar diante de cada pessoa e situação. Me tornei fria, estranha, longe de mim. E eis o X da questão: O meu objetivo nessa vida (e sem contar o karma pessoal e etc, no fundo no fundo é o de todos também) é o Auto conhecimento, a ascensão, a superação de mim mesma, como personalidade dominante, é encontrar em mim meu verdadeiro Eu, me tornar Una com o Criador. Acredito que esse é o propósito de toda esta existência louca. Daí, não podia conhecer a mim mesma estando tão distante de mim, e se o meu "eu de verdade" era tão difícil assim de encarar, é exatamente por isso que tenho de encará-lo e resolver, entender e me superar, e não fugir de mim mesma ou me esconder atrás de uma máscara vazia, entende? Hoje isso me parece óbvio, mas há alguns meses não parecia. Vocês me ajudaram muito, assim como algumas literaturas que já postei aqui.

Não digo com isso que devo (ou devemos) assumir a opção 2-Cair fora e ser só você-você porque isso também é radical. Você está assumindo esta posição Lucita, conte-nos como tem sido. O que eu acho é que também não dá, enfrentei isso quando criança e era o motivo de mais ouvir críticas dos meus pais. Isso porque é o que você disse, não tem como mudar o mundo sozinha. E isso só vai deixar claro o quanto você é diferente dos outros, o que não é ruim em si, mas para os outros que não gostam de ser destacados, ah sim, é terrível e eles te tratam com indiferença, e bem sabemos que para conquistar determinadas guerras precisamos usar da política, sermos bem polidos, maleáveis e etc. Quando você deixa claro que não concorda ou que é diferente ao meio logo no ínício, perde a chance de mostrar que vale a pena, que pode ser "amigo" ou manter uma boa relação. Há uma lenda que conta que muitos cavaleiros tentavam buscar o Graal e chegavam cheios de armas, lutando contra os soldados que protegiam o cálice. Todos morriam. O único que conseguiu entrar foi o que parou diante do guardião, largou as armas e perguntou apontando para elas: "aonde eu ponho isto?". É essa a minha lição de já chegar sendo revolucionária, assim como você disse: "Eu já fui daquelas de levantar bandeiras revolucionárias e tal, mas eu não posso mudar o mundo sozinha". Hoje já sou de me "infiltrar" e ir mostrando outros pontos de vista aos poucos...rs.

A opção 4, eu também não faço a menor idéia. To esperando que alguém me dê outra saída.

Num mundo doidão como esse, com essa ética e moralidade tão doidonas quanto, qual é a escapatória de vocês em situações como essas? Tem horas que dá pra "rebolar", mas não é sempre. . Então, adaptar-se como?

De acordo com minhas experiências recentes, depois da péssima aventura com a 2 e com a 3, tenho visto que o melhor a fazer é a 1; Sendo você-você algumas horas e você-que-todo-mundo-quer-que-você-seja em outras. Isso porque quando eu segui a 3 eu passei a ser uma atriz em todos os momentos, mas meu erro foi acreditar que eu era aquilo e me afastar de mim mesma, como eu disse, me tornei confusa. Hoje entendo que não posso parar de "atuar", mas que posso atuar de forma lúcida, em determinados casos e em outros, continuar meu caminho. No mundo doidão, cheio de podridão, ou diria no mundo "Profano", vou seguir como antes, junto com a maré, se for preciso falo da novela, de cabelo, de futebol e etc...mas eu sei que EU NÃO SOU ISSO! Essa é a diferença, ser você em algumas horas e quem o mundo quer que você seja, em outras (até mesmo para não ser apedrejada, hehehe). E nem assim é fácil, nem assim é fácil!

Estou tentando a segunda opção, mas não sei aonde isso vai dar, então, como dizia um amigo meu: não me segue que eu to perdida!

É amiga! Também tô perdida! Não me sigam nãao!!! :lol::lol::lol:

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Ah Lucita, esqueci de comentar. Essa coisa dos empregos é a pior! Já quis ser livre, sempre que a coisa aperta eu digo que vou largar tudo e vender Avon e Natura! :lol:

Eu cometia o erro de sugerir melhores meios de fazer algumas coisas, mas isso é ruim quando seu chefe sabe menos que você. Não sobre a experiência, mas sobre as coisas, não sei explicar. Aí eu tentava facilitar, otimizar processos, fazia tudo rápido e talz, mas percebi que isso ofendia aos outros, era ruim. Enquanto "Severino-faz-tudo-quebra-galho" que era, aproveitava a chance de aprender várias coisas diferentes. Hoje, enquanto eu posso produzir muito, ser eficiente, feliz no meu trabalho, ajudar a melhorar as coisas, eu me calo, faço o contrário porque tanto faz, fico aqui sem nada fazer e faço apenas quando me mandam...

Sem falar nas coisas "nem tão certas assim" como você mesmo disse, e acredite, eu trabalhando em um setor publico eu vejo cada coisa que eu mesma preferia nem existir. É barra pesada! Já vi o salário dos outros vir mais alto para eles terem que devolver aos chefes depois, já vi cada coisa que você nem acredita. Calar, aceitar ou fingir que não ver, ainda que discorde, é consentir, mesmo quando se tem a necessidade do dinheiro? Ou esperteza de aproveitar o estágio enquanto passa por esta situação, sabendo que não pertence àquilo?

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