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O tempo do Agora


AlexandreMiguel
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O tempo do Agora

por Lee Carrol

Está bem, o tempo é o tempo. Quando olho para o relógio ele avança sempre à mesma velocidade.

Para além disso, temos esses cientistas que medem o tempo como uma forma de vida, que nos deram relógios

atómicos – calibrados de acordo com a física finita, e exactos ao segundo durante milhares de anos. Assim

poder-se-ia dizer que o tempo é absoluto e que a ciência o demonstrou, não é verdade? O contrário, porém, é

que é a verdade. O tempo é variável e a ciência também o provou. Kryon disse que vivemos em 4D. Os

cientistas actualmente denominam-na como o “três mais um”… mas estou-me adiantando a mim mesmo, já

que a exposição sobre a dimensionalidade vem a seguir. Dentro desta conversa gostaria de comentar que

Kryon considera o tempo como uma das quatro dimensões que nós, como Humanos, reconhecemos como a

nossa realidade. Os físicos constataram-no recentemente. Kryon também estipula que cada uma destas quatro

dimensões é variável e de natureza conceptual: altura, largura, profundidade e tempo. Estas são as quatro.

Também há que notar que nenhuma delas identifica coisas – são conceitos. Mais adiante exploraremos este

assunto.

Ainda que os nossos relógios funcionem a uma velocidade precisa, aparentemente só numa direcção

(para diante), um dos nossos maiores cientistas estabeleceu uma teoria diferente. Em 1917, Albert Einstein

brindou-nos com a Teoria da Relatividade, a qual explicava o tempo variável. Agora vou tratar de explicar

E=MC² nestas páginas. Eu sou o canal, não o cientista (não estão contentes?). Mas gostaria de vos transmitir a

principal questão com que Einstein nos brindou. Ele disse que o tempo era variável (ou relativo) dependendo de

quão rápido nós fossemos. Deu-nos o paradoxo do relógio. Este é um divertido exemplo fictício acerca de

viajantes do espaço que abandonam a Terra e viajam, quase à mesma velocidade que a luz, para um lugar

longínquo, e a seguir regressam. Quando voltam da sua viajem, cada um dos que deixaram para trás na Terra

envelheceu notavelmente! Aparentemente, o tempo tinha-se acelerado para os que estavam na Terra... ou

talvez se tenha movido com maior lentidão para os viajantes. No entanto, em cada um dos casos, os relógios

que levavam consigo pareciam permanecer constantes para cada um dos grupos. O que sucedeu (segundo

Einstein) é que a variação da velocidade produziu uma diferença no tecido do tempo. Portanto, o tempo era

relativo face à velocidade. Isto soava bem para os Físicos, mas não pôde ser provado até que a aceleração de

uma pequena partícula demonstrou que Einstein estava correcto. Mais ou menos ao mesmo tempo, os

astrónomos demonstraram que a teoria de Einstein a respeito de que a gravidade podia dobrar a luz, era

correcta. Portanto, sabemos por um dos principais cientistas que, efectivamente, o tempo é variável.

Tenho outra metáfora acerca disto, que se relacionará, mais adiante, quando discutirmos a realidade do

comboio. Dois comboios abandonam a estação ao mesmo tempo. Um deles vai mais rápido que o outro e

chega ao destino antes que o outro. Durante todo o tempo, os relógios em ambos comboios indicavam a

mesma hora, mas um dos comboios chegou antes que o outro. Você poderá dizer, “Claro que é assim. Isto tem

sentido real”. No entanto, a realidade do nosso comboio Humano vê o tempo somente como “o relógio”. Nós

não percebemos uma dimensão que permita outro tipo de tempo interdimensional – a velocidade do comboio

no qual nos encontramos.

Por quê passar por esta história? Para que possam entender mais sobre o tempo do Agora e da

realidade. O tempo do Agora foi mencionado várias vezes nos trabalhos de Kryon. Desde o princípio, Kryon

disse-nos que estávamos num tempo falso, manufacturado, chamado tempo linear. O enquadramento de

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tempo de Deus é o Agora. Para nós é linear. Pode ser “falso” segundo Kryon, mas para mim, é a forma como

as coisas funcionam. Para mim, todas as coisas se movem ao longo de um caminho recto. À medida que se

movem ao longo deste caminho, a linha de tempo é criada representando o que fiz ontem (o passado), hoje

(agora) e o que planeio para amanhã (o futuro). Pode haver algo mais comum e compreendido do que isto? No

entanto, Kryon chama-o de atributo manufacturado para as nossas vidas de quatro dimensões. Além do mais,

Kryon continua discutindo (nas canalizações científicas) diferentes enquadramentos de tempo noutras partes do

Universo visível.

Kryon diz-nos que a “piada” é que estamos parados no Agora, mas que a nossa percepção linear é algo

que está “impresso em cima dele” para nos fazer sentir cómodos. Ele pergunta isto: A que é que chamam

presente? A resposta, como é óbvio, é o que chamamos de “hoje” ou Agora. Ele continua perguntando: quando

chegam ao amanhã, como lhe chamam? A resposta novamente é hoje ou agora. Então ele pergunta de novo: e

amanhã? (que se converterá no nosso “hoje”), quando olharem para trás no tempo, como chamarão ao

passado quando estavam nele? A resposta, outra vez, é hoje ou agora. Kryon assinala isto e diz que não

importa o que os Humanos considerem como passado ou futuro, sempre se manifesta como hoje ou agora

no instante da sua expressão. Portanto, agora é sempre a sua realidade e a minha, e o passado e o futuro são

só conceitos. Por isso, vocês estão sempre no Agora.

Sei que isto soa esotérico, mas é bastante divertido! Significa que a única realidade que temos é o

Agora, e que “ontem” e “amanhã” são só aparências. Kryon diz que deveríamos considerar isto, pois é a base

do tempo espiritual do Agora. Esta discussão não é científica mas espiritual, já que o tempo do Agora é

necessário para que o Humano se sente no Trono Dourado, que Kryon refere. É parte da energia do novo

milénio e requer que os Humanos se relacionem com ela.

Deixem-me explicar o que Kryon chama à diferença entre a realidade do tempo do Agora e a ilusão do

tempo linear. É a minha melhor aproximação, mas recordem que a totalidade é interdimensional em conceito,

portanto, é difícil que uma mente linear a possa interpretar (especialmente a minha).

O tempo do Agora é um círculo. Tudo o que foi alguma vez ou alguma vez será, ali está de alguma

forma. Estamos no meio do círculo do tempo. As coisas que fizemos ainda estão connosco no Agora. (Têm

alguma foto do que fizeram há algum tempo atrás? E o que há sobre as vossas recordações?). Ainda estão com

vocês agora mesmo e conformam a vossa realidade. O futuro, ainda que não se tenha manifestado na vossa

realidade, existe como “potenciais de manifestação” no vosso círculo do Agora. Portanto, eles também estão

com vocês no Agora. Este inteiro círculo do Agora é atravessado por uma energia chamada de nossa realidade,

a qual está feita do presente, do passado, e dos potenciais para o futuro. Kryon continua a dizer que, à medida

que manifestamos os potenciais (ou não), o atravessar da nossa caixa de realidade muda.

À medida que vocês mudam, os potenciais desta mistura do Agora também mudam a realidade actual

para vocês próprios. Kryon diz-nos que o Trabalhador da Luz é um “transformador da realidade”, capaz de

mudar a Humanidade e o planeta em que vivemos, ao mudar o Agora. Isto tem sido o tema de Kryon desde

1989. Quando a realidade muda para nós, os atributos do tempo tendem a mudar também, mesmo que, tal

como os viajantes acelerados no exemplo de Einstein, não o possamos ver, já que tudo ao nosso redor também

está em viajem.

O tempo linear é aquele a que estamos acostumados. O “ontem” é o que sucedeu e não se pode

repetir. “Hoje” é o que vos está a acontecer agora – a vossa realidade – e o “amanhã” é desconhecido e só um

conceito de esperança. Mas os conceitos estão a acontecer todos numa série infinita de momentos no Agora.

Leiam só isso, sim? Hei!... Esse foi o seu Agora e, dentro de momentos lerão o próximo parágrafo, e esse será

o vosso Agora também. Então, onde está o Agora real? Está onde quer que vocês estiverem!

No tempo do Agora, a vossa existência é uma fotografia completa da energia do passado existente, o

presente existente e o potencial existente, que criaram para o futuro. Portanto, há um quadro equilibrado,

completo, do que são e em quem se podem converter. É também um quadro de autocontrolo, capacidade e

sabedoria. Esta existência do Agora cria um Humano capaz de viver com o passado, através dos olhos de um

outro que sabe o porquê subjacente, e pode ser pacífico com o presente, através dos olhos doutro que conhece

o potencial do porquê para o futuro. Este é um Humano que se dá conta de que o círculo é também

suficientemente pequeno para poder ser compreendido, e que todo ele – passado, presente e futuro – é

conhecido de uma forma interdimensional. Este Humano também compreende que o seu círculo do Agora lhe

pertence. Isto cria sabedoria e paz. Vocês podem controlar o que criaram, e são responsáveis por isso. A

realidade não é algo que “vos está a fazer algo a vocês”.

Em lugar do Humano linear, lamentando-se do passado e a tratar de se amanhar com ele, enquanto

equilibra o presente e teme o futuro, o Humano do Agora está em paz com o conceito que diz: “Todas as coisas

que alguma vez fui ou serei estão contidas numa energia minha, justamente Agora. Portanto, tenho todas as

ferramentas e equipamento necessários para penetrar em qualquer potencial que tenha gerado ou venha

alguma vez a gerar”. O futuro linear pode parecer desconhecido na sua manifestação, mas a sua energia não é

nada desconhecida. Isto cria uma sensação de “estive ali, fiz isso” para o Humano iluminado – mesmo se o

acontecimento que chega não parece realmente ser ainda “conhecido”. É parecido com um filme. Contaram-vos

como termina, mas ainda não conhecem os detalhes.

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Alguma vez conheceram uma pessoa que se sentisse em paz acerca de qualquer coisa que pudesse

acontecer? Quero dizer, verdadeiramente em paz – não simplesmente dando vida ao conceito de que “Deus vai

cuidar de mim”. Se é assim, conheceram uma pessoa que entende a divindade do tempo do Agora. Ele ou ela

entendem que não importa o que aconteça, está bem dentro do quadro das suas habilidades, já que, de

alguma forma, eles criaram essa realidade. Que tal isto como um conceito interdimensional?

A piada? Diz Kryon que todos nós temos este potencial, mas que temos que “desaprender” o que a

dualidade da condição humana nos dá. Tudo isto, de facto, faz parte do teste no qual temos estado a

participar: trepar para fora da caixa de quatro dimensões na qual estamos, e dar uma razão às nossas próprias

vidas.

Não é necessário dizer que isto não significa entregar o nosso poder a outro Humano ou a qualquer

outra entidade do Universo. É sobre a auto-habilitação, discernimento próprio, responsabilidade própria, e, sim,

o desenvolvimento da autovalorização. E isto, amigos (e ler este livro!) é do que trata a Nova Era.

Exemplo – Realidade A: Bob: Esta pessoa está constantemente desenterrando o passado e isso moldao

em algo que ele não gosta. Portanto, ele está no Agora, não gostando do que vê. Além do mais, a mesma

pessoa gosta de se lamentar sobre o futuro, devido à experiência que teve no passado. Dessa forma, criou um

Agora que está inclinado para o medo, a vitimização e a falta de auto-estima.

Exemplo – Realidade B: Bob: Esta mesma pessoa começa a entender como funcionam as coisas. Olha o

passado e reclama responsabilidade sobre ele. Portanto, esse passado existiu com a sua autorização, e deu-lhe

valor dentro do alcance da sua experiência actual. Sente-se muitíssimo melhor a respeito de si próprio e agora

confia em que o futuro está cheio de promessa espiritual. Esta pessoa (a mesma) criou um Agora que está

inclinado para o amor, a compreensão, a responsabilidade e a esperança.

De modo que... será que o Bob real quer pôr-se de pé, por favor? Kryon diz que Bob mudou a sua

realidade. Não só mudou a sua perspectiva ou projecções – não, mas começou a pensar positivamente! Bob

mudou a sua compreensão interior, e inclusive o seu enquadramento de tempo. Porque o que Bob tem agora

está muito mais alinhado com o Anjo dentro dele.

Lee Carrol

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