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O MESTRE CHINÊS HAN SHAN


Iluminare

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Deixo aqui a biografia de um grande mestre em quem sempre me inspiro para trilhar o caminho do verdadeiro conhecimento e da paz.

O Mestre chinês Han Shan nasceu em Chuan Chia, na formosa comarca chinesa de Nanking.

Em 1546, quando o menino contava tão só doze meses de idade, esteve a ponto de morrer devido a uma grave enfermidade, porém sua humilde mãe orou cheia de fé à Mãe Divina pedindo−lhe a saúde do menino e prometendo−lhe de todo o coração que se o menino sarasse ela o entregaria

ao monastério para que se tornasse monge.

Quando o menino sarou, sua boa mãe fez anotar seu nome no Monastério Budista da Longevidade.

O menino Han Shan, depois da morte de um tio e do nascimento do filho de uma tia preocupou−se intensamente por estudar os mistérios da vida e da morte.

Ao atingir a idade conveniente, o menino ingressou no monastério e converteu−se em um verdadeiro devoto de Kwanyin, a Mãe Divina.

Quando o Mestre do monastério interrogou o menino sobre o que queria ser, se um alto funcionário público ou um Buda, o menino respondeu com plena segurança: “quero ser um Buda”.

Quando Han Shan chegou à idade de vinte anos, o Mestre do monastério, seu grande Mestre, morreu; porém, antes de morrer chamou todos seus monges e lhes disse: “Tenho oitenta e três anos e muito logo terei de abandonar este mundo. Tenho atualmente oitenta discípulos, porém o

discípulo que haverá de continuar minha obra é Han Shan.

Depois de minha morte deveis obedecê−lo e havereis de respeitar sua palavra, sem levar em conta sua idade”.

Assim foi como o Mestre chinês chamado Han Shan iniciou neste mundo sua grande obra.

O Mestre Fa Kuang instruiu profundamente Han Shan sobre a técnica científica da meditação; lhe ensinou também a dissociação da mente, a subconsciência e as percepções sensoriais e como manter−se afastado dos caminhos sagrados e mundanos do conhecimento, durante a meditação.

As associações da mente para formar frases, recordações, imagens, idéias, desejos, etc., constituem a causa fundamental da incessante tagarelice e de todo o batalhar das antíteses.

Se à base de compreensão logramos a dissociação mental, se à base de compreensão conseguimos a dissociação de todas as recordações subconscientes, se à base de compreensão logramos eliminar os elementos subjetivos de nossas percepções, então é claro que a mente fica quieta e em

silêncio, não só no nível superficial, mas também nos níveis mais profundos do subconsciente.

Han Shan converteu−se em um atleta da meditação interna e nada podia perturbá−lo.

Conta Han Shan que um dia, depois de haver comido seu cozido à base de arroz, verduras, etc., saiu a caminhar, porém de repente deteve−se surpreendido ao ver que não tinha corpo, nem mente. Então só viu um Todo iluminado onipresente, perfeito,lúcido e sereno.Seu corpo tinha ficado para traz sentado de frente para a mesa de refeição.

A partir de então todos os poderes de clarividência positiva, clariaudiência formidável, telepatia, intuição régia, etc., despertaram−se totalmente em Han Shan graças à quietude e silêncio da mente e como conseqüência da

iluminação.

Han Shan compôs este precioso poema transcrito por Chang−Chen−Chi:

“Quando reina a serenidade perfeita,

alcança−se a verdadeira iluminação.

Como a reflexão serena inclui todo o espaço,

posso tornar a olhar o mundo

que está formado de sonhos e só sonhos.

Hoje compreendo realmente

a verdade e a justeza dos ensinamentos de Buda!”

Uma noite, enquanto seu corpo físico dormia, Han Shan entrou no templo da grande sabedoria. Os Mestres Ching Yan e Miao Feng em seus corpos astrais receberam−no com imensa alegria.

Nesse templo Han Shan recebeu o ensinamento preciosíssimo da entrada ao Dharmadhatu.

Por esse ensinamento Han Shan soube o que são, no fundo, as leis de evolução ou progresso e involução ou retrocesso.

Também compreendeu Han Shan que existem muitas terras Búdicas que se penetram e compenetram mutuamente sem se confundirem e que a principalidade e o serviço são fundamentais nessas terras.

Han Shan compreendeu que o que em nós discrimina é a subconsciência e o que não discrimina é a sabedoria.

Han Shan compreendeu que a pureza ou a impureza dependem totalmente de nossa mente.

Han Shan esteve em corpo astral dentro do Templo de Maitréia Bodhisatva.Foi este quem, lendo em um rolo que abriu, disse: “O que em nós discrimina é a subconsciência; oque não discrimina é a sabedoria.”

“Se dependes da subconsciência te corrompes; se te apóias na sabedoria obterás a pureza”.

“Da corrupção provêm a vida e a morte”. “Se as pessoas alcançam a pureza não haverá necessidade de Budas”.

Quando Han Shan regressou à sua casa depois de muitíssimos longos anos de ausência, os vizinhos perguntaram à sua mãe: “E este, de onde veio?

Veio por barco ou por terra?”

A mãe respondeu: “Vem a nós desde o vazio”.

Certamente Han Shan veio desde o vazio iluminador. Assim está escrito e Chang−Chen−Chi assim o conta.

A quietude e silêncio absoluto da mente, depois de grandes práticas, provocam a ruptura da bolsa, a entrada no vazio iluminador. Então entramos em êxtase porque nossa consciência desperta.

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