MINHA PRIMEIRA PROJEÇÃO ASTRAL

Saulo Calderon Diário Projetivo, Primeiros Relatos, Relatos Saulo Calderon 4 Comments

Era abril de 1992, eu tinha 15 anos e voltava do colégio.

Por volta do meio-dia cheguei com um sono incomum, sentia um peso
enorme a caminho de casa, minha vontade era somente dormir. Com
a mochila às costas entrei em casa e ouvi minha mãe chamando-me
para almoçar e falei que ia dormir um pouco. Subi e fui para meu
quarto. Joguei a mochila na cama e me deitei no tapete sobre as
almofadas ainda com a farda do colégio.
Não notei o tempo passar, a sensação para mim foi quase que
instantânea, pois mal havia deitado e só deu mesmo tempo de
transcorrerem alguns minutos e entrei num choque (não doloroso)
muito forte. Vibrações intensas circulavam meu corpo e não pude
deixar de pensar que de alguma forma havia ficado grudado na
tomada que havia em cima de onde estava deitado.
Sentia uma agonia, pois não conseguia também movimentar o
corpo, só sentia aquele tremor e então achei que morreria se
continuasse sem tentar nada. Instintivamente comecei a forçar o
corpo na tentativa desesperada de sair do choque que me abarcava.
Desejei tão fortemente sair da situação que consegui levantar-me e
corri em direção à porta do quarto. Aliviado senti uma sensação de
leveza formidável e fiquei muito feliz por ter me salvado daquela
situação horrível. Só que algo estava estranho, eu estava me sentido
muito leve.
Então virei-me e olhei para o lugar onde ficava a tomada,
quando percebi um corpo deitado de lado entre as almofadas. Por
alguns segundos não consegui interpretar que era meu próprio corpo,
mas logo vi que se tratava de algo mais sério: eu havia morrido!
Como assim, morrido? Como eu poderia ter morrido e estar ali fora
do meu corpo, vendo-o deitado? E por que eu estava tão tranquilo?
Como eu podia ter morrido?
Milhares de pensamentos apareceram em minha mente.
Comecei a pensar na minha mãe, no almoço que deixei de aceitar.
Nessa hora eu também me acalmei e indaguei novamente: se eu
morri como posso estar aqui e tão tranquilo? Pensei em ir até a
cozinha tentar avisar a minha mãe que estava tudo bem, quando notei
uma pessoa do outro lado de minha cama.
Era uma bela moça, aparentava uns 17 anos. Tinha os cabelos
levemente loiros, olhos claros e sorria para mim. Ela passava uma
paz tão formidável que até havia esquecido que estava morto. Na
minha cabeça, com 15 anos, jovem que só pensava em jogar bola,
tocar violão e teclado, videogame e namorar e, de repente, apareceu
uma bela moça no meu quarto, era tudo o que um adolescente
sonhava. Por alguns momentos aquela cena deixou-me hipnotizado.
Ela tentou me falar alguma coisa, infelizmente não ouvi. Ela veio em
minha direção e foi quando tudo voltou ao normal. Pois, ela
definitivamente atravessou a minha cama. Foi, aí, que me lembrei de
que eu havia morrido e que então ela era uma alma penada e meu
desespero voltou.
Instintivamente corri em direção ao meu corpo (não sei por qual
razão fiz isso), talvez fosse o melhor a ser feito. Assim senti o corpo
puxar-me e novamente as sensações de choque se instalaram tão
fortemente quanto antes. Então pensei: “O corpo ainda está
morrendo.” Não perdi as esperanças, acreditei que podia sair daquela
situação, usei toda força que podia e novamente levantei. Só que
dessa vez olhei para baixo para saber se havia voltado com o corpo
físico e vi que sim. E saí aos pulos do quarto, correndo, saltando e
agradecendo a tudo que é Santo por estar vivo.
Avisei à minha mãe o que ocorrera. Ela deu risadas, imaginando
que eu havia tido um sonho, mas insisti que fora algo muito real, que
eu não estava dormindo, que fora tão ou mais real do que estar
falando com ela. Então ela me sugeriu ir procurar um centro espírita.
Porém acabei por não ir, pensando que aquilo teria sido um acaso,
apesar da grande certeza do que havia vivido.

Comments 4

  1. Saulo, sempre me pergunto porque algumas pessoas, como é o seu caso, tenham essas experiência com tanta facilidade, com tanta lucidez?
    Estou trabalhando as energias para tentar ter a minha projeção lucida, mas percebo a dificuldade.
    Forte abraço meu amigo.

  2. Bom -eu?, tenho desdobramento desde os cinco anos de idade , digo cinco anos pois não me recordo da fase escolar.Porem na minha ingenuidade , imaginava que o motivo seria a minha cama, pois toda noite alguém retirava os seus pês.Eu me sentia como, uma queda,como se eu incha se como a uma bola, sentia muitas dores no pulsos, Não mi via sair do corpo , mas sim a volta , qual era um sufoco pois ficava tentando encaixar o meu rosto infantil, num corpo fisco que mesmo infantil o sentia velho é enrugado .Mas não tinha a quem comentar apenas chorava.Como recordo? ao dez anos saiu totalmente de minha memoria, apos 18 anos passado tudo voltou atona. Inclusive a minha primeira projeção consciente, apos este tempo todo me encontrava , em um cemitério totalmente lucida e sem medo algum.Asim pude recordar oque me acontecia todas as noites , na infância .onde eu chorava todas as noites.Mas hoje a minha maior dificuldade e nas casas espiritas , as vezes me sinto como a um etê.Preciso desviar meus pensamento , pensar nos afazeres , ficar mexendo os dedos , mas já me desdobrei até com os olhos abertos , tentando não sair do corpo, porem tive problemas de córneas. pois como fechar os olhos depois de desdobrar?. Bom esta sou eu !

  3. Bom -eu?, tenho desdobramento desde os cinco anos de idade , digo cinco anos pois não me recordo da fase escolar.Porem na minha ingenuidade , imaginava que o motivo seria a minha cama, pois toda noite alguém retirava os seus pês.Eu me sentia como, uma queda,como se eu incha se como a uma bola, sentia muitas dores no pulsos, Não mi via sair do corpo , mas sim a volta , qual era um sufoco pois ficava tentando encaixar o meu rosto infantil, num corpo físico que mesmo infantil o sentia velho é enrugado .Mas não tinha a quem comentar apenas chorava.Como recordo? ao dez anos saiu totalmente de minha memoria, apos 18 anos passado tudo voltou atona. Inclusive a minha primeira projeção consciente, apos este tempo todo me encontrava , em um cemitério totalmente lucida e sem medo algum.Asim pude recordar oque me acontecia todas as noites , na infância .onde eu chorava todas as noites.Mas hoje a minha maior dificuldade e nas casas espiritas , as vezes me sinto como a um etê.Preciso desviar meus pensamento , pensar nos afazeres , ficar mexendo os dedos , mas já me desdobrei até com os olhos abertos , tentando não sair do corpo, porem tive problemas de córneas. pois como fechar os olhos depois de desdobrar?. Bom esta sou eu !

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