Não pude amparar

Relatos, Relatos Saulo Calderon Leave a Comment

01 06 2002

Fui me deitar apos assistir um pouco o jogo da copa(que esta acontecendo de madrugada), então eram mais ou menos umas 3:00 hs..

Comecei a praticar os exercícios energéticos, senti um pouco de dificuldade na passagem das energias, então forcei mais ainda o trabalho energético, e devo ter ficado mais de uma hora nesse processo.

Fui controlando minha mente para não entrar no sono junto com o corpo, pois estava profundamente relaxado.

Comecei a sentir o comecinho do EV(Estado Vibracional), e me concentrei nisso, fazendo ficar mais forte.

Entrei em catalepsia projetiva, e com algum esforço consegui me afastar da faixa de atuação do cordão de prata(AURA).

Logo que me afastei, e ao sair do quarto, senti o que chamo de alarme: que e quando o EV se instala automaticamente, para mim já se tornou um aviso de defesa natural, e significa que tenho que ficar alerta.
Tentei atravessar a parede e não consegui, vi que estava muito denso, talvez por estar projetado em dimensão troposférica. Resolvi entao ir pela escada mesmo.

Desci as escadas e sai da casa. Vi um grupo de espíritos na rua, e passei por eles(sem ser abordado), mas com alguns olhares mal encarados. Resolvi dar uma pesquisada pela redondeza, mesmo sabendo que poderia sofrer algum tipo de ataque, mas queria alem de testar meu equilíbrio, quem sabe ajudar de alguma forma.

Fui descendo aos saltos altos, cada salto eu subia uns 5 metros de altura, estava muito denso e não havia nenhuma possibilidade de vôo.

Vi duas mulheres me enviando pensamentos e gestos sensuais, mas tirando o olhar pensei: “controle-se Saulo”. E brincando comigo disse humorado para tentar relaxar: “ta certo que elas são lindas, mas ali devem ser dois monstros plasmados de mulheres” (dei uma risada gostosa com esse pensamento).

Avistei uma pessoa caída no chão(terra), e um outro rapaz olhando, me aproximei e perguntei:
– ola amigo, com licença, o que aconteceu com ele?
Ele me respondeu:
– nem adianta tentar nada, ele já era.
– deixa-me tentar ajudar, falei.
Ele dando uma gargalhada escabrosa disse:
– Ajudar? O Francisco de Assis Junior! Não adianta, muitos tentaram, ele e um dos nossos, e daqui não sairá.
Eu entendendo mais ou menos o que acontecia ali, me afastei apos sentir que nada poderia fazer.

Dei dois passos, e senti aquele velho e conhecido puxão do cordão de prata, que me trouxe inesperadamente para o corpo. Pelo menos acordei lembrando de tudo, sem perder nada das lembranças.

Sentei me na cama(para não dormir novamente e esquecer a experiência), e comecei a meditar sobre a cena que presenciei.
Não sei bem o que aconteceu ali, acho que o cara desencarnou, e aquele rapaz ao lado tinha alguma ligação com ele, claro uma ligação negativa, pois suas intenções não era as melhores.

Eram 5:35, e fui escrever esse relato.

Esperei amanhecer, e fui ate o local onde estive fora do corpo, e não vi nada, nenhum corpo nada. E perguntei a uma senhora que estava varrendo o quintal:
– Com licença, a senhora saberia informar se aconteceu alguma coisa por aqui essa noite?
Ela respondeu:
– Sim, foram encontrados dois corpos pela manha, a policia já esteve aqui, e levaram.
Agradeci a senhora e fui em direção a minha casa pensando:
Dois?
Só vi um, estranho. Pelo menos confirmei a experiência, e foi exatamente no mesmo local onde estive fora do corpo.

Para cada um de nos, tem um mundo para ser descoberto, um mundo onde só quem pode acessar somos nos mesmos, e quando quisermos. Jamais ninguém saberá o que eu faço fora do corpo, mesmo que conte com os maiores detalhes, somente você mesmo, poderá vivenciar a sua liberdade, e assim como comigo, poderá contar suas experiências para todos, porem, jamais ninguém conseguira sentir um terço do que foi a experiência para você mesmo.

O mundo espiritual nos espera, você vai ficar ai de braços cruzados esperando? Eu não vou!

VIVA A LIBERDADE

Muita paz

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