O Bebê Projetor e o Ateu (Gêmeos)

Saulo Calderon Humor, Informações, Mensagens 10 Comments

O amigo Diego Cícero nos enviou um texto que ele mesmo readaptou, conforme mostra no email que me enviou abaixo:

Adicionei a ÚLTIMA parte desse texto, e o Diego avisou que a fonte do mesmo está no link:
http://www.esbocandoideias.com/  , e era de origem Evangélica, mas agora é PROJETIVO! rs.

Segue:

O Bebê Projetor e o Ateu (Gêmeos)

No ventre de uma mulher grávida, dois bebês estão tendo uma conversa. Um deles é um projetor e outro ateu.

O Ateu: Você acredita na vida após o nascimento?

O Projetor: Claro que sim. Quem se projeta sabe que existe vida após o nascimento. Nós estamos aqui para crescer fortes o suficiente e nos preparar para o que nos espera depois.

O Ateu: Bobagem! Não pode haver vida após o nascimento! Se você realmente se projeta poderia me dizer como seria o outro mundo?

O Projetor: Isso vai depender de acordo com o seu atual estado, quem vive sintonizado com o bem encontrará muita luz, grandes pessoas que nos ajudará a caminhar e nos alimentar.

O Ateu: Besteira! É impossível andarmos e nos alimentarmos! É ridículo! Nós temos o cordão umbilical que nos alimenta. Eu só quero mostrar isso para você: a vida após o nascimento não pode existir, porque a nossa vida, o cordão, já é demasiado curta.

O Projetor: Eu tenho certeza de que é possível. Acreditar se torna secundário quando você pode praticar as energias e experimentar a viagem astral. Você só acredita no cordão umbilical mas digo que logo ele vai se partir, assim como o cordão de prata, um cordão mais lindo e resistente e só quem se projeta que pode vê-lo.

O Ateu: Mas se existe o mundo espiritual, então porque ninguém nos comunica? A vida simplesmente acaba com o nascimento. E, francamente, a vida é apenas um grande sofrimento no escuro.

O Projetor: Não, não! Isso não é verdade, a todo tempo recebemos intuições que existe vida após o nascimento, não sentes o amor e atenção que nos são direcionadas? Todos tem uma mãe (mentor) e ela sempre cuidará de nós!

O Ateu: Mãe? Você acha que tem uma mãe? Então, onde ela está?

O Projetor: Ela está em toda parte à nossa volta, e nós estamos nela! Nós nos movemos por causa dela e graças a ela, nós nos movemos e vivemos! Sem ela, nós não sobreviveríamos dentro deste mundo.

O Ateu: Bobagem! Eu não vi nenhuma mãe semelhante; portanto, não existe nenhuma.

O Projetor: Eu não posso concordar com você. Na verdade, às vezes, quando tudo se acalma, nós podemos ouvi-la cantar e sentir como é grande o seu amor. Eu acredito fortemente que a nossa vida real começará somente após o nascimento. Eu creio!

O Ateu: Oxe! Fique aí com essa sua bobagem de crença, eu vou é tomar um porre aqui no meu canudinho umbilical e dar umas balançadas enquanto dá, a vida tá passando e você aí nessa, todo mundo que saiu daqui nunca voltou pra dizer como era lá, isso só é uma fuga da nossa mente para aliviar a sensação de término que todos nós iremos ter, mais cedo ou mais tarde…

 

Será que isso lembra alguma coisa, heim… rs.

 

 

 

 

Comments 10

  1. Ai gente que legal! povo criativo heim? gostei muitooooo!!!
    às vezes as pessoas pensam nao haver nada além do que se pode ver ou explicar… mas esquecem o quanto nossa cabeça é limitada e nossa imaginação fraca… mas quem busca explicações consegue respostas, quem faz viagem astral consegue comprovar por si próprio.
    Abraços

  2. Muito boa a analogia, valeu, bem criativa!

    Gostaria, apenas, de fazer alguns comentários, buscando problematizar a metáfora que utilizou. Há alguns detalhe interessantes…

    Em termos gerais, tanto o projetor quanto o ateu estão em mesmas condições: 1) ambos estão dentro do mesmo útero, isto é, ambos estão no mesmo planeta; 2) ambos se alimentam das mesmas substâncias, ou seja, o padrão evolutivo é muito parecido, mesmo com o moralismo dos religosos; 3) nenhum dos dois tem acesso direto ao “mundo lá fora”, ou seja, ninguém tem certeza, de fato, de que a existência continua após a morte; é preciso morrer, é preciso nascer, para se ter certeza absoluta de que tem ou não um “mundo lá fora”.

    Quando um projetor diz que aquelas pessoas que ele vê no plano astral são espíritos, ele está partindo de pressuposições. Pressuposições são afirmações que permanecem “escondidas” dentro de nossas mentes e são tomadas como verdades antes mesmo de serem criticadas. Por exemplo, se alguém diz “Esta noite eu sai do corpo”, a pressuposição é de que o espirito é como uma pedra, que pode ser colocada dentro ou fora de uma caixa/corpo. O livro dos espíritos, porém, deixa claro que o espírito não está dentro do corpo, mas se irradia pelo infinito por meio do fluido universal. “Se são espíritos de mortos que vocÊ vê no plano astral, então converse com um morto conhecido, procure o parente do morto e prove que é o espirito do falecido”, diria o ateu.

    Quando um projetor fala de experiencias de quase morte (perceba, QUASE morte), tentando justificar a vida após a morte, ele está fazendo inferências. Inferências não são verdades dedutivas (como “Eu tenho um cachorro, logo é verdade que eu tenho um animal”), inferencias são induções probabilisticas. Ninguém chega a verdade por meio de uma indução (uma mulher é safada, duas mulheres são safadas, logo todas são safadas?), mas chegamos a verdade somente por meio da dedução. Quem tiver interesse, leia e estude sobre indução e dedução (raciocínio lógico)…

    Uma pessoa que teve uma experiÊncia de quase morte (que é um fenomeno fantástico, sem sombra de dúvida), não morreu, pois não existe “quase morte”. A palavra morte é um antônimo binário e não um antônimo gradativo, como a palavra frio, que aceita adverbios (pouco frio, muito frio, bastante frio). Para entender isso, basta fazer uma analogia: se vocÊ está indo, viajando, para a cidade de Salvador, mas você não chegou a Salvador, você “quase chegou a Salvador”, você não sabe nada acerca de Salvador. Percebe? Você não colocou o pé na cidade de Salvador e, neste sentido, não pode falar de Salvador, como se já tivesse estido lá.

    Concluindo, a viajem astral, a experiência fora do corpo, bem como a mediunidade por meio da escrita não provam, dedutivamente, a existência de uma vida após a morte. O que conseguimos fazer, infelizmente, é apenas fazer pequenas inferências, que não são verdades, mas probabilidades.

    Obs: Não sou ateu, nem cristão, sou apenas um projetor qualquer, tentando entender essa bagaça de fenômeno (projeção astral).

  3. Esse ateu é baiano, hehe …Vejam a primeira palavra da sua última fala.
    Essa história nos faz pensar, que tudo a nossa volta, nada mais é do que um útero. E como dizia no X-Files: “A verdade está lá fora”.

  4. Adoro como esses textos nos fazem refletir a beleza que é a vida, a vida em todos os aspectos e as vezes as pessoas ficam centralizadas só numa coisa, não abrem espaço para a verdadeira sabedoria que estar bem na frente, eu quero ter essa passagem de vida aprendendo para ter orgulho de dizer eu fui Milena Gadelha Diógenes e fui feliz!

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