Você se sente no passado?

Saulo Calderon Informações Leave a Comment

Às vezes tenho a sensação que estou a pelo menos 1500 anos no passado do lugar onde deveria estar.
Não me sinto superior ao falar isso, mas é que coisas óbvias parecem que estão fora de lugar.
Vou relacionar pontos que não consigo processar como normais.

1: Procedimentos tão duros e ainda quase das cavernas em hospitais.
Não conseguimos ver e nem entender as células perdendo identidade…
Seres se deformam e sofrem em hospitais e ainda usamos quase que o serrote para “arrumarmos”…

2: Violência.
Quão violentos somos?
Mesmo com os seres que se perdem em ações, nós resolvemos as coisas também com a proporção, querendo que sofram, morram ou apodreçam em algum lugar… Por mais que talvez o momento seja consequência para evolução e do que somos, nada me faz entrar na mente que eu não esteja no passado sobre como nos tratamos, mesmo quando achamos que fazemos “justiça”.

3: Descontrole emocional.
Pessoas estudam, se formam e ainda assim se magoam tão facilmente.
O analfabetismo emocional e o descontrole da própria personalidade mostra o qual animais e próximos a inconsciência por muitas vezes ainda estamos…
Estudamos para formar pessoas com dinheiro e não com ética ou a formação do ser equilibrado.

4: Somos presos ao planeta.
Não sabemos de onde vemos, quem somos, o que fazemos e somos escravos não só da ignorância, mas fisicamente de tudo isso.
Olhamos para o céu e vemos estrelas, planetas, coisas por todo lado e não sabemos de nada…
Estamos não só no passado, mas muito, muito distantes de nós mesmos, pois nem isso entendemos ainda…
Quem somos nós?
Ninguém sabe responder…
E rezamos todo dia para que algo lá fora venha e nos diga algo sobre nós…

6: Esforço-me enormemente para vencer as barreiras que poucos ainda conhecem e tão pouco sei, tão pouco acesso e o pouco que vejo, é nada…
Sair do corpo só nos dá a mínima sensação que a consciência não termina com a carne. E isso parece tanto… E tantos vivem inconscientes sobre a mesma pergunta:
Quem somos nós?

7: Andamos meio que apagados, olho para o lado e é claro que ninguém sabe o que faz aqui. Alguns adotam “personagens” assumindo papeis de “importantes” diretores, famosos, ou o simples vendedor que precisa sobreviver, mesmo sem entender nada. Nos tratamos pelo que “nos tornamos”, ou pelo que aparentemente deu para nos tornar, pelo pouco recurso, ou pela sorte ter sido mais “bonito fisicamente”, ou mais provido de recursos pela família que vemos. Nos adoramos pelos bens e pela “sorte” de ter vindo rico ou “aparementemente aceito”…
O acaso parece ser a nossa luz em meio da escuridão, e vamos vivendo dando valor a nada, num mundo de escuridão e quase nenhuma lucidez. Seguimos controlados pelo instinto, carências e acreditando em quase nada para conseguir nos sentir “vivos” ou dar sentido a tudo isso.

8: Vemos nossos parentes indo embora e vamos ficamos às cegas, desesperados… Choramos pela nossa inconsciência…
Claramente aqui é uma passagem, mas pouco entendemos e só nos resta crer, colocar ao máximo nossa mente em alguma coisa para dar sentido à escuridão da nossa inegável ignorância…

9: Nos protegemos de tudo e todos.
Num desespero que não entendemos bem, juntamos muito, nos separamos em pequenas bordas(Casas), e em grande bordas( Países). Em pequenos grupos (famílias), ou em grandes(países). Juntamos desesperados para o “Futuro” que nem sabemos que chegará. Queremos uma segurança “na idade avançada” que nem temos agora e que nem saberemos se lá iremos estar..
Nos sentimos importantes por nada, como uma chave de um carro balançando, como vidas banais que precisam desesperadamente mostrar que existem, como na linda foto postada na rede com uma mensagem qualquer…

Me sinto no passado…Distante do mundo que vejo.Do lugar de igualdade e respeito.Me sinto distante da falta de sensibilidade, de empatia, do amor desprendido, de compreensão…

Me sinto no passado…
Distante do mundo que vejo.
Do lugar de igualdade e respeito.
Me sinto distante da falta de sensibilidade, de empatia, de amo, de compreensão…
Do não julgar, bater ou tirar de alguém, de enganar… Mas amar com suavidade, de não deixar ninguém chorando, de entender que somos todos conectados e que aquilo nos afeta, que cada um de nós está conectado e que cada sorriso e choro é compartilhado, e não percebemos…
Por vezes me sinto de um lugar que não sei qual é…
Por vezes me falta oxigênio para inclusive conseguir processar tudo isso que aqui tento decodificar em palavras, como se o tipo de ar que eu ache por aqui não me deixe pensar corretamente… Sinto minha lucidez sendo minada a cada momento.
Sinto que somos todos carentes e ninguém se ajuda.
Entro em hospítais e sinto minha energia indo embora, como se existisse uma urgência BERRANDO e quase ninguém vê, pois estão todos sendo atacados por essa falta de ar, que é consequência do momento em que todos vivem somente para si mesmos… Num desespero que cria ainda mais falta de ar…

E aqui agora sem ar, quase agonizando tentando encontrar o centro, tentando entender e quase gritando por alguém, algo, sei lá, escrevo:
Onde estou?
Que época é essa?
Quem mais aí fora observa?
Quem mais consegue encontrar força fazer algo e percebe que não é para agora?

Tenho que parar, estou sufocado e preciso diminuir minha consciência de novo, para poder “aceitar” tudo isso ao redor como normal e entrar no meu mundo de “mim mesmo somente…”

Saulo Calderon

PS: Desculpem o desabafo espiritual.
PS2: Assim vejo o mundo e nessa quase utópica energia mantenho o projeto aqui em algum lugar do passado…
PS3: Não corrigido…

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